Antes de mais nada, o Corinthians acionou a Fifa para cobrar o Al-Nassr, da Arábia Saudita, pelo atraso no pagamento das parcelas referentes à venda do atacante Wesley. Em 2024, a negociação acabou sendo fechada por US$ 20 milhões fixos (R$ 110 milhões, à época).
A Agência RTI Esporte apurou que Marcelo Paz, diretor executivo do Corinthians, procurou os sauditas para mediar um acordo. No entanto, as partes não chegaram a um denominador comum. Assim, o dirigente buscou apoio junto a entidade máxima do futebol.
Marcelo Paz entende que esgotou as tentativas de resolução direta com o Al-Nassr. O acionamento da Fifa vem sendo visto como medida necessária para resguardar direitos e pressionar pelo cumprimento integral do acordo inicial.
No entendimento do chefe do futebol alvinegro, os valores são líquidos, reconhecidos em contrato e sem margem para reinterpretação, o que reforça a confiança em uma decisão favorável no âmbito internacional.
Para o Corinthians, a operação foi estratégica em um momento de reorganização financeira, com impacto direto no fluxo de caixa e no cumprimento de obrigações internas. O atraso, portanto, não é apenas contratual, mas estrutural para o planejamento do clube.
Ainda segundo apurou, o litígio, para o Corinthians, também tem peso simbólico. O clube tenta demonstrar rigor na defesa de seus ativos e maior assertividade institucional após anos marcados por fragilidade financeira e disputas internas.
A cobrança via Fifa sinaliza uma postura menos tolerante com atrasos, mesmo quando o comprador é um clube de alto poder econômico. Do lado do Al-Nassr, não houve posicionamento público até o momento.
Disputa por Wesley evidencia risco estrutural nas grandes vendas
Antes de tudo, a venda de Wesley foi tratada internamente como um dos principais negócios do Corinthians nos últimos anos, tanto pelo valor quanto pelo potencial de revenda e bonificações atrelados a desempenho.
O atraso nas parcelas compromete essa projeção. O processo agora segue nos trâmites da Fifa, que pode impor sanções esportivas e financeiras em caso de descumprimento. O Corinthians aguarda a notificação formal do órgão e trabalha com a expectativa de acelerar a resolução.


