Endrick comenta escolhas de Carlo Ancelotti

Endrick sobre escolhas de Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira: “Ele faz o que pensa”

A Seleção Brasileira entra em campo no próximo domingo, 05, diante da Noruega, em partida válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Na partida em Nova Jersey, o técnico Carlo Ancelotti deve repetir a base da escalação que venceu o Japão.

A ausência confirmada é Lucas Paquetá, que dificilmente voltará ao time, mesmo em caso de classificação para a final. Paquetá sofreu grave lesão na coxa e passa por tratamento no local. Desse modo, Gabriel Martinelli, Luiz Henrique, Fabinho, Endrick e Ederson são nomes que podem pintar no time titular.

Contudo, o jogador que retornará ao Real Madrid após a Copa do Mundo destacou que, mesmo com a comoção ao redor do seu nome, Carlo Ancelotti não deve ser levado pelo pensamento da torcida e imprensa, mas sim escolher os jogadores para cada jogo de acordo com aquilo que melhor servirá ao Brasil.

“Ele não vai fazer o melhor para mim, para o Endrick. E nem para o Matheus Cunha. Vai fazer o melhor para a equipe. Ele não tem medo, faz o que ele pensa, e as coisas acontecem. Parece que Deus olha para ele, e ele é iluminado. Porque tudo que o Carlo faz as coisas acontecem. Quando o Mister falar para eu fazer alguma coisa, não vou olhar para trás, só vou fazer o que ele me pedir”, disse Endrick.

O jogador destacou a importância da convivência com Neymar. O camisa 10 soma poucos minutos em campo na Copa do Mundo. Contudo, tem sido figura comum nas conversas com Endrick. Neymar é visto internamente como uma liderança positiva para o grupo.

Endrick busca conselhos em Neymar

“Tenho uma relação muito boa com o Ney. A gente pode ficar brincando depois dos treinos e jogando cartas. Numa folga pude estar com ele, ele pôde falar comigo. É muito importante conversar com essas pessoas que são os capitães da Seleção. Não só o Ney, mas Marquinhos, Casão, Alisson. Estar com esses jogadores por perto e pegar experiência com eles é uma coisa maravilhosa”, afirmou Endrick, antes de seguir destacando os ensinamentos adquiridos desde os tempos do Palmeiras.

“É algo que sempre fiz com o Gustavo Gómez no Palmeiras. Sempre perguntava a ele o que eu poderia fazer. Se cercar de pessoas inteligentes e que entendem de futebol é sempre bom, não está sendo diferente com o Ney. A gente senta lado a lado quando está no banco. E vou tentar extrair o máximo do Ney para a minha carreira porque ainda tenho muito pela frente”, encerrou.

Publicado por

Cassiano Carvalho

Jornalista desde 2006, Cassiano Carvalho acumula experiência nos principais eventos esportivos. Nos últimos anos realizou a cobertura dos Jogos Pan-americanos, Jogos Olímpicos, Copa América, Eliminatórias da Copa do Mundo e Copa do Mundo. O jornalista passou pelas redações da rádio Manchete, Rádio Tupi, Rádio Roquette Pinto e Torcedores.com. Além disso soma passagens em clubes de futebol do Rio de Janeiro e São Paulo, chefiando o departamento de comunicação. Está na Agência RTI Esporte desde 2022.

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