Antes de mais nada, Flamengo e o West Ham avançaram em um ponto considerado decisivo nas negociações por Lucas Paquetá: o valor total da transferência. O camisa 10 se tornou o maior alvo da diretoria rubro-negra nesta janela de transferências.
A Agência RTI Esporte apurou que o clube inglês estipulou a pedida em 40 milhões de euros (R$ 248,7 milhões, na cotação atual), cifra que já foi aceita pelo Flamengo. No entanto, apesar do consenso financeiro, o acordo ainda não foi fechado.
O principal entrave está na forma de pagamento. O West Ham exige que o montante seja fixo, sem metas adicionais e, de preferência, quitado à vista. A postura é considerada rígida e reflete a estratégia do clube inglês de evitar riscos financeiros ou dependência de variáveis esportivas.
Por outro lado, a avaliação de José Boto, diretor esportivo do Flamengo, é diferente. Ele concorda com o valor, mas propõe um modelo de pagamento parcelado, com parte da quantia condicionada a bônus e metas consideradas acessíveis.
A ideia é diluir o impacto financeiro imediato da operação. Assim, a negociação segue em aberto, apesar do avanço significativo registrado nos últimos dias. Internamente, o Flamengo trata o aceite dos 40 milhões de euros como um passo importante nas tratativas por Lucas Paquetá.
Ainda segundo apurou a reportagem, José Boto entende que o parcelamento, aliado a bônus contratuais, é um padrão recorrente no mercado internacional, inclusive em negociações envolvendo clubes europeus.
Por isso, vê margem para ajustar o acordo sem alterar o montante final. O West Ham, por sua vez, mantém a exigência. A preferência por valores à vista está diretamente ligada ao planejamento do clube inglês e à intenção de reinvestir o dinheiro no mercado.
Flamengo vê ponto positivo em avanço nas negociações
Apesar do impasse, o clima entre Flamengo e West Ham vem sendo considerado positivo. As conversas seguem em andamento, e o entendimento do valor pedido já representa o principal avanço da negociação até aqui.
Nos bastidores, há a avaliação de que, superada a questão da forma de pagamento, o acordo pode ser concluído a curto prazo. Por enquanto, os clubes seguem ajustando detalhes. O desfecho dependerá da capacidade de conciliar modelos financeiros distintos, sem que nenhuma das partes abra mão de seus interesses estratégicos.


