O Grêmio já traçou sua estratégia para a próxima janela de transferências, mesmo com a abertura oficial marcada apenas para 20 de julho. O foco da diretoria é claro: reduzir a folha salarial e reorganizar o elenco para a sequência da temporada.
A Agência RTI Esporte apurou que o custo mensal do elenco tricolor gira em torno de R$ 23 milhões. Internamente, a meta é enxugar esse valor em pelo menos R$ 5 milhões, estabelecendo um novo teto de R$ 18 milhões.
Elenco inchado e custo elevado
O grupo comandado por Luís Castro conta hoje com 37 atletas, incluindo jogadores oriundos das categorias de base. Esse número elevado impacta diretamente no custo médio por jogador, que atualmente gira em torno de R$ 620 mil mensais.
Caso o clube consiga atingir a meta de redução da folha sem alterar significativamente o tamanho do elenco, o valor médio cairia para aproximadamente R$ 480 mil por atleta — um ajuste considerado relevante dentro do planejamento financeiro.
Saídas facilitadas no mercado
Para atingir esse objetivo, o Grêmio não pretende dificultar a saída de jogadores que não estão nos planos. Nomes como o volante Dodi e o atacante André Henrique aparecem como possíveis negociações na próxima janela.
No caso do centroavante, há interesse do Göztepe, da Turquia, que já apresentou proposta no início do ano: 2 milhões de euros (R$ 11,6 milhões, na cotação atual), além de percentual em futura venda. Mas, o Grêmio não descarta negociá-lo após a Copa do Mundo.
Jovens valorizados no mercado europeu
Se por um lado há jogadores disponíveis para saída, por outro o clube também vê ativos valorizados ganhando espaço no mercado internacional. O volante Erick Noriega, conforme antecipou a Agência RTI Esporte, entrou no radar do Sporting, de Portugal.
Além de Erick Noriega, o zagueiro Viery tem sido observado por clubes europeus, incluindo o Newcastle United, além de equipes da França e da Itália. Outro nome em destaque é o meia-atacante Gabriel Mec, que desperta interesse do Benfica, Porto e o próprio Sporting.
A projeção interna da diretoria tricolor é arrecadar cerca de R$ 150 milhões com vendas, valor considerado fundamental para aliviar as contas e viabilizar novos movimentos no mercado da bola para atender aos pedidos do técnico Luís Castro.
Lateral-direita como foco
A política adotada pela diretoria é clara: só haverá novas contratações após a redução da folha e a concretização de vendas. Até o momento, apenas uma posição é tratada como prioridade absoluta: a lateral-direita.
O principal alvo é o uruguaio Gastón Martirena, do Racing Club. O jogador já foi procurado no início do ano, mas a proposta não agradou ao clube argentino. Ele é visto como opção ideal para assumir a titularidade, atualmente ocupada de forma improvisada.
Camisa 10 em segundo plano
Outro tema recorrente nos bastidores é a busca por um meia-armador. Desde a chegada da nova gestão, liderada por Odorico Roman, o clube discute a necessidade de um “camisa 10”. Apesar disso, a contratação segue em segundo plano devido ao alto custo do mercado.
Uma alternativa considerada é buscar jogadores livres no mercado da bola, que possam assinar sem custos a partir de julho. Nesse cenário, o nome de Alan, do Moreirense, de Portugal, surge como possibilidade.
