Menos de 24 horas após a eliminação do Corinthians na Libertadores da América, Marcelo Paz, executivo de futebol do clube, convocou a imprensa para uma entrevista coletiva. O dirigente do clube foi questionado sobre a queda na competição e a realidade no Corinthians para o restante da temporada.
Além dos problemas políticos e financeiros, Marcelo Paz aproveitou para confirmar a permanência do técnico Fernando Diniz. O executivo também falando bastante sobre Memphis Depay. O holandês perdeu um pênalti no último minuto do jogo. Se tivesse marcado, a decisão por uma vaga na semifinal da Libertadores da América iria para a cobrança de pênaltis.
“O pós-jogo foi frustrante, muitos chorando. Os jogadores tinham o sentimento muito forte de vencer a Libertadores. A gente via que era possível; foi uma frustração enorme de todos. O Memphis reconheceu que falhou naquele momento e foi acolhido pelo grupo. Quando ganha, ganha todo mundo. Quando perde, perde todo mundo. Hoje, estamos todos eliminados da Libertadores. Ser grupo é isso. Só perde o pênalti quem tem que bater. Infelizmente, ele errou”, disse Marcelo Paz.
Durante a madrugada, torcedores do Corinthians picharam o muro da sede do clube, pedindo a saída do atacante holandês. O dirigente reforçou a confiança no jogador e descartou o rótulo de vilão.
Marcelo Paz não aceita rótulo de vilão para o holandês
“Respeitosamente discordo dessa afirmação de que é comum buscar um culpado. Jogamos quase 200 minutos contra o Estudiantes e poderíamos ter feito mais gols, tanto lá como aqui. O futebol tem isso de buscar respostas simples para problemas complexos. A gente trabalha coletivamente, é hora de abraçar, de entender. Ele reconheceu que deveria ter feito o gol, reconheceu e assumiu a responsabilidade. Disse ser um cara experiente, e ele é mesmo. Temos mais jogos pela frente e vamos precisar de todos. Contra o Rosario, entrou, participou do gol e ganhamos todos. Não seria justo, neste momento, individualizar”, afirmou.
Memphis não tem tratamento diferenciado
“O Memphis tem os mesmos protocolos de todos dos clube. Não tem tratamento especial, todos os jogadores em algum momento a comissão técnica pode tirar do treino por risco de lesão. Os protocolos individualizados são para inviabilizar lesão”.
