Antes de tudo, a Confederação Africana de Futebol oficializou nesta terça-feira (17) a mudança no resultado da final da Copa Africana de Nações de 2025. O Comitê de Apelação considerou que o Senegal cometeu infrações graves durante a decisão e, por isso, aplicou derrota por desistência. Com isso, o Marrocos herda o título com placar administrativo de 3 a 0.
A decisão anula o resultado conquistado dentro de campo, quando os senegaleses venceram por 1 a 0 na prorrogação, em janeiro de 2026, em Rabat. Para a entidade, o comportamento da equipe durante a partida feriu regras disciplinares previstas no regulamento, o que justificou a intervenção posterior.
O confronto ficou marcado por tensão e interrupções no fim do tempo normal. Após a anulação de um gol do Senegal e a marcação de um pênalti para o Marrocos com auxílio do VAR, jogadores senegaleses deixaram o gramado em protesto, paralisando o jogo por vários minutos.
Mesmo com a retomada, defesa de pênalti de Édouard Mendy e gol de Pape Gueye na prorrogação, a confusão gerou consequências fora das quatro linhas. A CAF entendeu que houve quebra de conduta esportiva, o que abriu caminho para a revisão do resultado.
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Nos desdobramentos disciplinares, o Senegal recebeu as punições mais pesadas. O técnico foi suspenso, houve multas altas à federação e jogadores como Ismaïla Sarr acabaram afastados por partidas. As sanções atingiram diferentes níveis da delegação.
Por fim, o Marrocos também não ficou isento. Nomes como Achraf Hakimi foram punidos, além de multas à federação. Apesar disso, as penalidades se restringem a competições da CAF e não afetam torneios organizados por outras entidades.
