Antes de mais nada, o Mirassol exerceu a opção de compra dos direitos econômicos do zagueiro Jemmes, que estava emprestado pelo Vila Nova. A princípio, o vínculo terminaria em dezembro deste ano. No entanto, a avaliação técnica positiva acelerou a decisão da diretoria.
A Agência RTI Esporte apurou que o Mirassol investiu R$ 4,6 milhões e passou a deter 70% do passe do defensor. O valor acabou sendo distribuído em três frentes: R$ 2 milhões ao Vila Nova, R$ 2 milhões ao Capivariano e mais R$ 600 mil referentes ao custo do empréstimo nesta temporada.
A operação reflete uma estratégia clara de consolidação. O diretor esportivo do Mirassol, José Paulo Bezerra Maciel Júnior, o Paulinho, decidiu transformar o bom rendimento imediato em ativo definitivo, evitando perder um jogador valorizado no mercado.
Internamente, o investimento foi considerado compatível com o desempenho apresentado. Jemmes teve boas atuações ao longo do Campeonato Brasileiro, competição em que o Mirassol se destacou e garantiu vaga na Copa Libertadores da América.
Ainda segundo apurou a reportagem, a diretoria priorizou segurança esportiva e sinalizou ambição para os próximos anos, alinhando desempenho, idade e potencial de revenda de Jemmes. O novo contrato terá duração de quatro temporadas, com início em janeiro de 2026.
A compra também mira valorização futura. Zagueiros com esse perfil físico e técnico costumam despertar interesse, e o contrato longo protege o Mirassol de assédio imediato. Ao mesmo tempo, permite planejar uma eventual venda estratégica.
Como joga Jemmes?
Antes de tudo, Jemmes chama atenção por características pouco comuns na posição. Forte fisicamente e extremamente veloz, atinge picos entre 36 e 38 km/h, segundo dados de monitoramento do clube. Os números são acompanhados jogo a jogo.
Outro ponto valorizado é a saída de bola qualificada. Jemmes participa da construção desde a primeira linha, facilita a transição ofensiva e ajuda a reduzir a pressão adversária, oferecendo mais fluidez ao time desde a defesa.




