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OPINIÃO: SAF é a salvação dos clubes brasileiros?

Esse é um tema que ainda gera discussão entre dirigentes, torcedores e jornalistas no Brasil. No exterior, por exemplo, as SAFs são vistas como oportunidades de ganhar sócios investidores e crescer seu potencial financeiro e esportivo.

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Aqui no Brasil, por enquanto, é livrar um clube da falência e tentar reabilita-lo no cenário nacional. Mas a primeira coisa é, como fazer entender que o social não pode ser envolvido com o futebol.

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Na verdade, estamos engatinhando. Os empresários investem migalhas para adquirir clubes centenários. Porém, não se preparam para a pressão que vem das arquibancadas. O torcedor que comemora a chegada de um mecenas é o mesmo que critica mais na frente.

Seu clube vale só isso?

A maioria dos clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro ainda sofrem com administrações desastrosas do passado. Apesar do dinheiro injetado nos cofres, ainda tem muita gente sendo cobrado na justiça. Cruzeiro, Botafogo, Vasco, Bahia, Coritiba e por aí vai.

O primeiro foi adquirido à época por Ronaldo Nazário, em 2021, por R$ 50 milhões de entrada e um acerto total de R$ 400 milhões a serem pagos em cotas. Mas após 28 meses de gestão, ele decidiu deixar o clube.

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O ex-atacante, um Fenômeno também fora das quatro linhas, negociou a venda de 90% da SAF para um grande empresário mineiro por um total de R$ 600 milhões, com um mecanismo de pagamento que se estende por vários anos. Um gênio!

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O Botafogo foi comprado por um valor mínimo de R$ 400 milhões, no caso, 90% das ações, pelo polêmico John Textor, dono e presidente da Eagle Football, holding americana detentora de outros clubes como Olympique Lyon da, França, e Crystal Palace, da Inglaterra.

Embora venha investindo caminhões de dinheiro no Botafogo, John Textor ainda não me convenceu. Nada me tira da cabeça que ele usa o Clube da Estrela Solitária como “barriga de aluguel” para suas operações.

Afinal, o que explica as vindas de Luiz Henrique e Thiago Almada para o Glorioso? Amor à camisa ou dinheiro? Ficar próximo da família ou plano de carreira? Seleção Brasileira ou jogar numa liga competitiva na Europa?

Não se esqueçam de quem afundou o Vasco…

A 777 Partners aplicou o maior golpe na história do futebol. Josh Wander enganou a sofrida torcida do Vasco. Investiu milhões e formou um time de centavos tendo o francês Dimitri Payet como a cara da empresa no Brasil.

Esse conglomerado, aliás, se especializou em rebaixar e falir clubes ao redor do mundo. O Standard Liége, da Bélgica, o Genoa, da Itália e Hertha Bertlin, da Alemanha, sofreram nas mãos deles. Foram maltratados em todas as instâncias com suas operações nebulosas.

E o Red Star, da França? O simpático clube é o ‘case de sucesso’ da 777 Partners. Com o dinheiro deles, o clube conquistou o poderoso Campeonato Francês da Terceira Divisão. No fim da temporada, os torcedores foram às ruas pedir a saída deles do clube.

Quero ser grande…

O Bahia decidiu se juntar ao todo poderoso Grupo City. Os árabes compraram 90% da SAF e movimentar mais de R$ 1 bilhão em 15 anos. Até agora, já foram investidos pouco mais de R$ 260 milhões. Dívidas estão sendo quitadas e bons jogadores foram contratados.

Vamos falar a verdade? Os cenários mudam de acordo com o clube. Mas os torcedores achavam, de imediato, que viriam seus clubes cheios de dinheiro e ganhando tudo. Ainda dá tempo dessa galera cair na real.

Esse processo é longo e demorado até que os títulos venham. Há muita coisa para ser resolvida internamente antes de se dar a volta olímpica. Os torcedores vibram, claro, com essa conquista fora de campo.

Porém, é sempre bom lembrar que esses clubes são comandados por várias “siglas” do mundo corporativo: CEO, COO, CFO, CIO, CTO, CPO, entre outros. É outro mundo senhores, não estou dizendo que não fazem coisas erradas, mas é outro tipo de cobrança.

(*) Marco Marcondes é jornalista, radialista, ator, diretor de cinema, teatro e televisão, promotor de eventos e CEO da Agência RTI Esporte

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