Antes de tudo, o volante Leandro Vilela não faz mais parte do elenco do Paysandu. A rescisão contratual do jogador consta no Boletim Informativo Diário da CBF nesta terça-feira, formalizando o desligamento em meio a uma disputa judicial que envolve valores milionários.
Atualmente, livre do vínculo esportivo, o atleta mantém uma ação na Justiça do Trabalho contra o clube. O processo ultrapassa R$ 4 milhões e tem como base uma série de obrigações. Segundo a defesa do jogador, não as cumpriu durante a vigência do contrato.
Entre os pontos apresentados estão atrasos salariais acumulados ao longo do segundo semestre, além de pendências relacionadas a verbas obrigatórias. O volante sustenta que o clube não pagou parte da remuneração nos prazos previstos no acordo.
Além disso, a ação contesta o uso do direito de imagem no contrato. Segundo a alegação, o clube teria utilizado o mecanismo acima do limite legal, sem comprovar exploração comercial, o que embasa o pedido para que os valores sejam reconhecidos como salário, com os devidos reflexos trabalhistas.
Volante Leandro Vilela afirma que o clube interrompeu seu tratamento ao fim do Brasileirão
Outro aspecto citado no processo envolve a área médica. Leandro Vilela afirma que interrompeu o acompanhamento após o fim do Campeonato Brasileiro. Com isso, procurou dar continuidade ao tratamento de forma independente, sem avanço para a fase de transição no campo.
Ademais, o jogador solicita que a lesão seja reconhecida como acidente de trabalho. Segundo a ação, o clube não teria contratado o seguro obrigatório para atletas profissionais, o que fundamenta pedidos de indenização e da cláusula compensatória esportiva.
Por fim, com a rescisão publicada no BID, Leandro Vilela está apto a assinar com outro clube. Já o Paysandu passa a lidar com o impacto jurídico do caso, que segue em tramitação e pode gerar efeitos financeiros relevantes fora das quatro linhas.


