Antes de mais nada, o Fluminense encerrou 2025 com um cenário financeiro diferente daquele observado em temporadas recentes. O clube superou R$ 362 milhões em premiações esportivas, resultado direto de campanhas consistentes ao longo do ano.
A Agência RTI Esporte apurou que o desempenho em campo deixou de ser apenas objetivo esportivo e passou a sustentar o orçamento preparado pelo presidente Mário Bittencourt para seu sucessor na presidência Mattheus Montenegro.
O recebimento de cerca de R$ 40 milhões referentes ao Campeonato Brasileiro reforçou uma mudança interna de lógica. Regularidade passou a ser tratada como fator econômico. No planejamento tricolor, posição na tabela virou variável de caixa.
O maior impacto financeiro veio da Copa do Mundo de Clubes. A campanha rendeu R$ 324.445.222,00 e alterou o horizonte do exercício. O valor permitiu que a diretoria tricolor reorganizar fluxos, cumprir compromissos e aliviar pressões por negociações imediatas de jogadores.
A Copa Sul-Americana, por exemplo, acrescentou R$ 14.186.312,00 ao caixa. Já a Copa do Brasil respondeu por R$ 24.034.500,00, confirmando o torneio como eixo relevante de arrecadação. Avançar fases passou a integrar a estratégia financeira, não apenas esportiva.
Gestão cautelosa mesmo com receita elevada
Antes de tudo, a premiação do Campeonato Brasileiro fechou a conta em R$ 38.500.000,00. Somados, os valores redesenharam o cenário do clube, que passou a depender menos de soluções emergenciais.
Ainda assim, a diretoria adota postura conservadora. A avaliação é que premiações variam conforme desempenho e não podem sustentar compromissos rígidos. Parte dos recursos acabou sendo destinada a despesas correntes e redução de passivos.
Outra parcela abriu espaço para investimentos pontuais, sempre com foco em equilíbrio. Em 2025, o Fluminense confirmou uma regra simples do futebol moderno: competitividade gera receita, mas planejamento evita riscos.




