Antes de mais nada, o Santos acertou a contratação de Gabriel Barbosa para 2026. O clube concluiu nesta quinta-feira, 1º, o acordo com o Cruzeiro para trazer o atacante por empréstimo de um ano, com valor de compra previamente fixado.
A Agência RTI Esporte apurou que Santos e Cruzeiro dividirão os salários do atacante, que somam R$ 2,5 milhões mensais. O desenho financeiro foi decisivo para viabilizar a operação deixando aberta a possibilidade de aquisição definitiva no fim da cessão.
Gabigol deve chegar à Baixada Santista nos próximos dias para realizar exames médicos, testes físicos e assinar contrato. A chegada ao Santos ocorre após uma passagem irregular pela equipe de Belo Horizonte.
Embora tenha participado de 49 partidas, com 13 gols e quatro assistências, Gabigol não conseguiu se firmar como titular absoluto e terminou a temporada atrás de Kaio Jorge na hierarquia da comissão técnica. A relação com o Cruzeiro atravessou momentos de desgaste.
O episódio que simbolizou o ponto mais baixo dessa trajetória foi o pênalti desperdiçado na semifinal da Copa do Brasil, diante do Corinthians, cobrança que poderia ter colocado o Cruzeiro na decisão do torneio.
Ainda segundo apurou a reportagem, a contratação do técnico Tite, desafeto de longa data do jogador, acabou sendo fundamental para Gabigol acertar com o Santos. Ele guarda mágoa do treinador por que o convocou para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2022.
No Santos, a leitura é de que o contexto pode favorecer uma retomada. O clube paulista aposta no impacto técnico, mas também no efeito simbólico de um nome capaz de mobilizar torcida, mídia e vestiário.
Empréstimo reduz risco e amplia margem de decisão
Antes de tudo, o formato do acordo oferece ao Santos tempo e margem de avaliação antes de uma decisão definitiva. Com a opção de compra fixada, o clube preserva previsibilidade financeira e condiciona um investimento maior ao desempenho esportivo.
Para Gabigol, o empréstimo representa a chance de recomeço em um ambiente historicamente associado a protagonismo ofensivo. A operação, portanto, não se resume a um reforço pontual. Se tornou um movimento que reposiciona o clube no mercado da bola.




