A vitória por 3 a 0 do Vasco sobre o Olimpia, na noite desta quinta-feira, 30, pela Copa Sul-Americana, teve em Johan Rojas um dos principais destaques. O atacante colombiano participou diretamente dos gols e foi peça-chave no desempenho ofensivo da equipe em São Januário.
Com Renato Gaúcho suspenso, quem comandou o time à beira do campo foi o auxiliar Alexandre Mendes, que valorizou a atuação do jogador e destacou o processo de evolução do atleta desde sua chegada.
“Rojas não é um 10 clássico, é um 10 de aceleração. Muito potente, de arraste de bola. Tecnicamente é muito bom. Precisa melhorar em alguns aspectos, principalmente de posicionamento. O Renato tem cobrado isso, disse Alexandre Mendes antes de prosseguir:
“Posicionamento ofensivo, enxergar os espaços para quando a bola bater no pé dele estar livre para poder articular. Acredito que ainda está em processo de adaptação, precisa de mais tempo, mas é um jogador que vai ajudar bastante a gente.’’
Momento do Vasco na temporada
Além da análise individual, Alexandre Mendes comentou o momento coletivo do Vasco, que soma três vitórias nos últimos quatro jogos. Para ele, o desempenho da equipe não deve ser avaliado apenas por resultados pontuais, mas pelo conjunto das atuações.
“A gente não pode tomar como base apenas um jogo, tem que analisar as atuações. Fizemos ótimos jogos contra o Cruzeiro e contra o Clube do Remo. O Corinthians foi uma situação diferente. O Vasco gosta de jogar com espaço, e contra eles não teve espaço”, explicou.
Leitura tática do jogo
Na avaliação do auxiliar, o contexto da partida contra o Olimpia favoreceu o estilo do Vasco, principalmente nos momentos de transição ofensiva. Alexandre Mendes também reforçou que o elenco trabalha de forma coletiva, sem distinção rígida entre titulares e reservas.
“A partir do momento que conseguimos recuperar a bola e contra-atacar, ficou mais fácil, porque eles estavam construindo e geraram espaço. O Vasco não tem titulares e reservas. Tem um elenco, e o Renato vai escolher os jogadores em melhor condição”, afirmou.
Oscilação e leitura de jogo
Por fim, Alexandre Mendes destacou que o comportamento da equipe vascaína em casa variou de acordo com o espaço oferecido pela equipe paraguaia, o que influenciou diretamente na intensidade do confronto.
“Às vezes, parece que o time está se entregando demais, mas isso acontece porque há espaço. Quando o adversário está fechado ou com um jogador a menos, o jogo fica mais difícil”, concluiu o auxiliar de Renato Gaúcho.
