Antes de tudo, Vasco e Fluminense fizeram um clássico equilibrado e bem movimentado no Maracanã, na noite da última quinta-feira, 11. O Tricolor saiu na frente com Kevin Serna, mas o Cruzmaltino contou com o talento de Rayan para igualar no segundo tempo.
O jogo seguiu empatado até os acréscimos. Vegetti, que entrou no lugar de Nuno Gomes aos 31, completou de cabeça cruzamento de Andrés Gomez, após jogada de Rayan, decretando 2 a 1 para o Vasco. O jogo de volta será domingo, às 20h30 (de Brasília), mais uma vez no Maracanã. Quem vencer irá à final contra o vencedor de Corinthians e Cruzeiro.
Como foi o primeiro tempo?
O clássico carioca começou quente. O Fluminense tomou conta das ações com trocas rápidas e triangulações pelo lado direito, criando as primeiras chegadas com Lucho Acosta e Kevin Serna. O Vasco tentou responder rápido com Paulo Henrique e Rayan, mas errou na transição. Mesmo assim, quase abriu o placar quando Pumita invadiu a área e só não marcou porque Thiago Silva salvou em cima da linha.
A partida ganhou tensão após Léo Jardim sair errado da área e derrubar Everaldo, lance que rendeu amarelo ao goleiro. Pouco depois, o Fluminense encontrou o gol em jogada ensaiada: Renê cobrou falta na segunda trave, Thiago Silva ajeitou de cabeça, e Serna bateu rasteiro, com desvio em Andrés Gomez. O gol inflamou o Tricolor, que seguiu mais organizado e certeiro nas associações.
O Vasco tentou se ajeitar depois do golpe, mas não conseguiu encaixar aproximações. Faltou velocidade, sobrou erro técnico e o time virou presa fácil para o sistema do Tricolor, que recuou estrategicamente e esperou brechas para acelerar. Ainda assim, Andrés Gomez teve boa chance no fim após falha de Thiago Silva, mas desperdiçou. O intervalo chegou com o Fluminense mais maduro e o Vasco preso nas próprias dificuldades.
Como foi o segundo tempo?
O reinício trouxe fogo ao clássico. Logo nos primeiros minutos, Pumita fez falta em Serna e uma nova confusão surgiu quando Thiago Mendes foi puxado por Acosta. Andrés animou a torcida com um lençol em Serna, e o jogo pegou ritmo. O empate veio cedo: Andrés chegou ao fundo, cruzou, a defesa do Flu falhou inteira e Rayan soltou a bomba para deixar tudo igual. O Vasco cresceu, obrigou Fábio a outra grande defesa em chute de Pumita e tomou conta das ações, enquanto o Fluminense perdeu intensidade e se viu empurrado para trás.
O jogo ficou mais brigado. Soteldo saiu lesionado para a entrada de Keno, mas o Fluminense seguiu travado e sem repetir a fluidez do primeiro tempo. O Vasco manteve presença ofensiva, acertou a trave com Puma após escanteio de Coutinho e acelerou transições. Zubeldía mexeu com Ganso e Hércules, mas o Tricolor seguiu sem encaixe. Diniz tentou dar peso à área ao colocar Vegetti, enquanto o clássico esquentava com trombadas, choques de cabeça e faltas duras. O Fluminense ainda criou chance com Keno e Martinelli, mas pecou na execução.
O jogo mudou de vez nos minutos finais. Rayan arrancou, sofreu falta, cobrou rápido, tabelou e abriu para Andrés, que foi ao fundo e cruzou na medida. Vegetti atacou a bola, ganhou de Freytes e cabeceou no canto para virar o jogo. O Maracanã, com 64.990 presentes, viu um segundo tempo onde o Vasco mandou no ritmo, foi mais agressivo e conquistou uma vitória construída na força, na pressão e no detalhe final do centroavante.




