777 tenta barrar venda da SAF do Vasco e acirra disputa por controle do futebol; saiba detalhes

777 tenta barrar venda da SAF do Vasco e acirra disputa por controle do futebol; saiba detalhes

A disputa pelo controle da SAF do Vasco ganhou um novo capítulo nos bastidores. A 777 Carioca, empresa subsidiária da 777 Partners, ingressou com uma interpelação judicial para contestar a possível venda da SAF vascaína ao empresário Marcos Lamacchia.

A Agência RTI Esporte apurou que o documento foi direcionado diretamente a Lamacchia e funciona como uma espécie de notificação formal sobre a posição da empresa norte-americana em relação à operação.

Na prática, a medida busca alertar o empresário sobre eventuais riscos jurídicos envolvendo a aquisição do controle do futebol vascaíno. A movimentação evidencia que a batalha judicial entre Vasco e 777 Partners está longe de ser encerrada.

777 afirma seguir como acionista majoritária

O principal argumento apresentado pela 777 Carioca está relacionado à composição acionária da SAF. A empresa sustenta que continua sendo proprietária de 70% das ações da sociedade responsável pelo futebol do Vasco.

Segundo a defesa da companhia, parte dessas ações está subscrita, mas isso não altera sua condição de acionista majoritária. Dessa forma, a empresa entende que qualquer tentativa de transferência do controle societário sem sua participação ou autorização configuraria uma operação irregular.

A interpelação judicial tem justamente o objetivo de registrar formalmente essa posição perante Marcos Lamacchia. Representantes da 777 acreditam que a discussão sobre a titularidade das ações ainda precisa ser definitivamente resolvida pela Justiça antes de qualquer mudança estrutural na SAF.

Vasco contesta participação acionária da empresa

A visão adotada pelo Vasco é completamente diferente daquela defendida pela 777 Carioca. A diretoria cruzmaltina entende que, após os desdobramentos judiciais dos últimos meses, a empresa norte-americana possui apenas 31% das ações da SAF.

Nesse cenário, a companhia seria considerada uma sócia minoritária e não teria poder suficiente para impedir uma eventual venda do controle acionário. O Vasco sustenta que possui respaldo jurídico para conduzir as negociações com Marcos Lamacchia.

Assim, a operação não depende da anuência da antiga controladora que, além do Vasco, também adquiriu clubes como Genoa e Hertha Berlim. Essa divergência de interpretação é justamente o ponto central do impasse que envolve a SAF vascaína.

Entenda a origem do conflito

A crise entre Vasco e 777 Partners começou após o agravamento da situação financeira do grupo norte-americano. A empresa enfrentou problemas econômicos em diversas frentes de negócio e passou a ser alvo de questionamentos de credores e investidores.

Posteriormente, a gestão da companhia passou para a A-Cap, apontada como a principal credora da 777 Partners. Paralelamente, a Justiça determinou a suspensão dos efeitos do contrato que entregava o controle do futebol vascaíno ao grupo.

Negociação com Marcos Lamacchia entra em momento decisivo

Enquanto a disputa jurídica segue em andamento, o Vasco trabalha para concluir o acordo com Marcos Lamacchia. O empresário negocia a aquisição de 90% das ações da SAF e é visto como peça fundamental para garantir novos investimentos no futebol e reestruturar a operação.

A definição sobre o futuro da SAF do Vasco deverá passar, mais uma vez, pelos tribunais. Até lá, o clube, a 777 e os potenciais investidores permanecem atentos aos próximos capítulos de uma disputa que pode moldar o futuro do futebol cruz-maltino pelos próximos anos.

Publicado por

Wilson Pimentel

Wilson Pimentel é Jornalista esportivo desde 1998. Cobriu os principais eventos esportivos da última década: Copa do Mundo, Copa América, Copa das Confederações, Olimpíadas, Jogos Pan-Americanos, Jogos Mundiais Militares, entre outros. Trabalhou nas redações do SBT, Record TV, CNT, Esporte Interativo, Rádio Tupi, Rádio Brasil e Rádio Manchete. Foi membro da equipe de comunicação da Conmebol. É correspondente de veículos de comunicação da Europa, América do Sul, Estados Unidos e México. É sócio-fundador da Agência RTI Esporte.

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