Entenda a nova petição que pode influenciar disputa pelo controle da Vasco SAF

A disputa pela Vasco SAF ganhou um novo capítulo. O advogado e sócio do clube Eduardo Rodrigues Torres pediu à Justiça do Rio de Janeiro para participar do processo que afastou Pedrinho, Christiano Stockler Campos e Felipe Elias do Conselho de Administração da empresa.

A Agência RTI Esporte apurou que a petição não altera a decisão da Justiça do Rio de Janeiro, mas pede a reavaliação da liminar que afastou os dirigentes vascaínos, sob o argumento de que há elementos para sua revisão.

O pedido será analisado pelo órgão competente. No documento, Eduardo Rodrigues Torres alega que Pedrinho, Christiano Stockler Campos e Felipe Elias foram afastados sem direito ao contraditório e à ampla defesa.

Segundo o advogado, a ausência de contraditório compromete a decisão e justifica sua reavaliação. O documento também contesta o relatório do Conselho Fiscal do Vasco, que embasou o pedido de afastamento dos dirigentes.

Relatório do Conselho Fiscal também é contestado

A petição também contesta o relatório do Conselho Fiscal, um dos fundamentos da decisão. Segundo o advogado, as disputas políticas internas do Vasco podem comprometer a imparcialidade dos pareceres produzidos pelo órgão.

Outro ponto abordado envolve a situação da 777 Partners e da 777 Carioca, empresas responsáveis pelo pedido que resultou no afastamento da diretoria. O advogado destaca que antiga dona da SAF Vasco responde a ações judiciais em outros países.

Na visão apresentada no documento, essas circunstâncias também deveriam ser consideradas pelo Judiciário durante a análise do processo. Além dos aspectos jurídicos, a petição chama atenção para os possíveis reflexos esportivos da decisão.

O texto sustenta que uma intervenção na administração da SAF neste momento pode provocar instabilidade justamente durante a janela de transferências, período considerado estratégico para contratações, negociações e planejamento do elenco para o restante da temporada.

O que a petição pede à Justiça

Na manifestação protocolada, Eduardo Rodrigues Torres apresenta quatro pedidos principais ao Poder Judiciário. O primeiro é que seja admitido no processo na condição de terceiro interessado, permitindo sua participação formal na ação.

Em seguida, solicita que a decisão que afastou Pedrinho, Christiano Stockler Campos e Felipe Elias seja reconsiderada, possibilitando o retorno dos dirigentes aos respectivos cargos até que o mérito da ação seja analisado de forma mais aprofundada.

A petição também requer que a 777 Carioca seja intimada para apresentar manifestação sobre os argumentos expostos pelo advogado. É importante destacar que o documento representa uma iniciativa individual de um sócio do Vasco e não produz efeitos automáticos.

Caberá agora à Justiça decidir se o advogado poderá ingressar no processo e, posteriormente, analisar se há fundamentos para manter ou modificar a decisão anteriormente proferida. Até que isso ocorra, permanecem válidas as determinações judiciais atualmente em vigor.

Investimento da 777 Partners volta ao Vasco após não convencer no futebol argentino

Uma das principais contratações realizadas pela 777 Partners durante sua gestão no Vasco está prestes a voltar a São Januário. Juan Sforza será devolvido pelo Talleres, da Argentina, antes do término do contrato de empréstimo e retornará ao clube nas próximas semanas.

A Agência RTI Esporte Juan Sforza perdeu prestígio no Talleres. Sem conseguir se firmar no clube, o meio-campista foi colocado na lista de jogadores dispensáveis pela diretoria após a chegada do técnico Jorge Sampaoli.

Contratação milionária da 777 não teve retorno esportivo esperado

Juan Sforza desembarcou no Rio de Janeiro em fevereiro de 2024 cercado de expectativa. Na ocasião, a 777 Partners investiu cerca de US$ 5 milhões (R$ 25 milhões, à época) para tirá-lo do Newell’s Old Boys, da Argentina.

Capitão das seleções de base da Argentina e apontado como uma das promessas da posição em seu país, o volante assinou contrato longo com o Vasco, válido até dezembro de 2028. A aposta, porém, não se transformou em retorno esportivo imediato.

Com dificuldades para se adaptar ao futebol brasileiro, Juan Sforza alternou momentos de titularidade com longos períodos no banco de reservas. A concorrência no setor e a instabilidade da equipe durante a temporada dificultaram sua afirmação.

Pelo Vasco, o argentino disputou 44 partidas, marcou um gol e contribuiu com uma assistência. Embora tenha recebido oportunidades sob diferentes comissões técnicas, nunca conseguiu se consolidar como peça indispensável do elenco.

Passagens por Juventude e Talleres não mudaram cenário

Na tentativa de recuperar espaço e ganhar minutagem, o volante foi emprestado inicialmente ao Juventude. A passagem, porém, ficou marcada pelo rebaixamento do clube gaúcho na Série A do Campeonato Brasileiro.

Posteriormente, acertou sua transferência temporária para o Talleres. A expectativa era de que o retorno ao futebol argentino pudesse acelerar sua recuperação técnica e aumentar seu valor de mercado. No entanto, o desempenho ficou aquém do esperado.

Pelo Talleres, Juan Sforza participou de apenas 16 partidas e não registrou gols nem assistências. Além disso, perdeu espaço na reta final da temporada. Diante desse cenário, o clube argentino optou por interromper o vínculo antes do prazo inicialmente previsto.

Vasco avaliará futuro do volante

O retorno de Juan Sforza acontece em um momento de reorganização interna do Vasco. Com a reformulação do elenco para a sequência da temporada, a diretoria pretende avaliar individualmente a situação dos atletas que retornam de empréstimo.

Internamente, a tendência é que o volante participe da pré-temporada e seja observado pela comissão técnica antes de uma decisão definitiva. Apesar de ainda possuir contrato por mais dois anos e meio, o futuro do argentino permanece em aberto.

Uma nova negociação, seja por empréstimo ou em definitivo, não está descartada. Para o Gigante da Colina, o desafio agora é decidir o que fazer com um dos investimentos mais altos realizados pela 777 Partners.

Para Juan Sforza, o retorno ao clube de São Januário pode representar a última oportunidade de justificar a aposta feita pelo Vasco quando o contratou como uma das promessas mais valorizadas do futebol argentino.

Vasco condiciona futuro de Jair ao desempenho após retorno aos gramados; saiba detalhes

O futuro do volante Jair no Vasco será definido nos próximos meses. Aos 31 anos, o jogador entra em uma fase decisiva no clube e terá o segundo semestre como oportunidade para convencer a diretoria de que ainda pode ser peça importante no elenco cruzmaltino.

A Agência RTI Esporte apurou que a permanência do meio-campista dependerá diretamente de suas atuações após o retorno definitivo aos gramados. O clube pretende observar seu desempenho antes de iniciar qualquer conversa relacionada a renovação contratual.

Contratado em um momento de reconstrução do futebol vascaíno, Jair foi durante muito tempo considerado um dos principais jogadores do elenco. Entretanto, a sequência de problemas físicos nos últimos anos alterou significativamente o cenário.

Quanto o Vasco pagou por Jair?

Jair chegou ao Vasco no início de 2023, durante a primeira janela de transferências sob gestão da 777 Partners. Na ocasião, o clube desembolsou cerca de US$ 2,5 milhões (R$ 13 milhões, à época), para tirá-lo do Atlético-MG.

A contratação foi vista como estratégica. Experiente, com passagens por grandes clubes do futebol brasileiro e destaque recente no Campeonato Brasileiro, o volante chegou para assumir protagonismo no meio-campo vascaíno.

Qual é o salário de Jair no Vasco?

Além disso, Jair tornou-se um dos atletas mais bem remunerados do elenco. Atualmente, seus vencimentos são estimados em aproximadamente R$ 800 mil mensais, considerando salário e demais componentes contratuais.

Mesmo convivendo com lesões e períodos de ausência, Jair acumula 81 partidas disputadas com a camisa cruzmaltina, além de seis gols marcados e uma assistência distribuída. Sua experiência também foi importante em momentos de pressão enfrentados pela equipe.

Quando esteve fisicamente disponível, normalmente figurou entre os titulares da equipe. O principal obstáculo para uma sequência mais consistente de Jair no Vasco foi o aspecto físico. Nos últimos anos, o jogador enfrentou diferentes problemas musculares.

A situação atingiu o ponto mais crítico quando sofreu uma grave lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. A recuperação exigiu um longo período afastado das atividades e impactou diretamente seu ritmo de jogo.

Segundo semestre será determinante

O entendimento da diretoria é que ainda existe potencial para Jair contribuir tecnicamente com o elenco comandado por Renato Gaúcho. No entanto, a avaliação definitiva dependerá do que acontecer dentro das quatro linhas.

Caso consiga recuperar a melhor condição física e apresentar desempenho semelhante ao que demonstrou em seus primeiros meses no clube, a tendência é que o Vasco considere uma renovação contratual ou a manutenção do atleta para a próxima temporada.

777 tenta barrar venda da SAF do Vasco e acirra disputa por controle do futebol; saiba detalhes

A disputa pelo controle da SAF do Vasco ganhou um novo capítulo nos bastidores. A 777 Carioca, empresa subsidiária da 777 Partners, ingressou com uma interpelação judicial para contestar a possível venda da SAF vascaína ao empresário Marcos Lamacchia.

A Agência RTI Esporte apurou que o documento foi direcionado diretamente a Lamacchia e funciona como uma espécie de notificação formal sobre a posição da empresa norte-americana em relação à operação.

Na prática, a medida busca alertar o empresário sobre eventuais riscos jurídicos envolvendo a aquisição do controle do futebol vascaíno. A movimentação evidencia que a batalha judicial entre Vasco e 777 Partners está longe de ser encerrada.

777 afirma seguir como acionista majoritária

O principal argumento apresentado pela 777 Carioca está relacionado à composição acionária da SAF. A empresa sustenta que continua sendo proprietária de 70% das ações da sociedade responsável pelo futebol do Vasco.

Segundo a defesa da companhia, parte dessas ações está subscrita, mas isso não altera sua condição de acionista majoritária. Dessa forma, a empresa entende que qualquer tentativa de transferência do controle societário sem sua participação ou autorização configuraria uma operação irregular.

A interpelação judicial tem justamente o objetivo de registrar formalmente essa posição perante Marcos Lamacchia. Representantes da 777 acreditam que a discussão sobre a titularidade das ações ainda precisa ser definitivamente resolvida pela Justiça antes de qualquer mudança estrutural na SAF.

Vasco contesta participação acionária da empresa

A visão adotada pelo Vasco é completamente diferente daquela defendida pela 777 Carioca. A diretoria cruzmaltina entende que, após os desdobramentos judiciais dos últimos meses, a empresa norte-americana possui apenas 31% das ações da SAF.

Nesse cenário, a companhia seria considerada uma sócia minoritária e não teria poder suficiente para impedir uma eventual venda do controle acionário. O Vasco sustenta que possui respaldo jurídico para conduzir as negociações com Marcos Lamacchia.

Assim, a operação não depende da anuência da antiga controladora que, além do Vasco, também adquiriu clubes como Genoa e Hertha Berlim. Essa divergência de interpretação é justamente o ponto central do impasse que envolve a SAF vascaína.

Entenda a origem do conflito

A crise entre Vasco e 777 Partners começou após o agravamento da situação financeira do grupo norte-americano. A empresa enfrentou problemas econômicos em diversas frentes de negócio e passou a ser alvo de questionamentos de credores e investidores.

Posteriormente, a gestão da companhia passou para a A-Cap, apontada como a principal credora da 777 Partners. Paralelamente, a Justiça determinou a suspensão dos efeitos do contrato que entregava o controle do futebol vascaíno ao grupo.

Negociação com Marcos Lamacchia entra em momento decisivo

Enquanto a disputa jurídica segue em andamento, o Vasco trabalha para concluir o acordo com Marcos Lamacchia. O empresário negocia a aquisição de 90% das ações da SAF e é visto como peça fundamental para garantir novos investimentos no futebol e reestruturar a operação.

A definição sobre o futuro da SAF do Vasco deverá passar, mais uma vez, pelos tribunais. Até lá, o clube, a 777 e os potenciais investidores permanecem atentos aos próximos capítulos de uma disputa que pode moldar o futuro do futebol cruz-maltino pelos próximos anos.

Ex-técnico do Vasco cobra valor milionário na Justiça e reacende crise da “demissão relâmpago”

O Vasco voltou a enfrentar problemas judiciais envolvendo antigos profissionais do futebol. Desta vez, o clube foi acionado pelo ex-treinador Álvaro Pacheco, que entrou na Justiça do Rio de Janeiro cobrando uma dívida de € 564.873,19 (R$ 3,1 milhões, na cotação atual).

A Agência RTI Esporte apurou que o português sustenta que o débito já foi reconhecido pela Fifa após os impasses relacionados ao pagamento da multa rescisória de sua saída do clube. A cobrança reacende um dos episódios mais turbulentos da recente administração do Vasco.

Álvaro Pacheco chegou ao Gigante da Colina em meio ao período de gestão da 777 Partners, holding que comandou a SAF do clube de 2023 a 2024, com a promessa de modernização administrativa e recuperação esportiva.

O treinador desembarcou no Rio de Janeiro cercado de expectativa, principalmente pelo perfil ofensivo apresentado no Vitória de Guimarães, de Portugal. A aposta, porém, durou muito menos do que o esperado.

Passagem relâmpago terminou em crise esportiva

A trajetória de Álvaro Pacheco no Vasco ficou marcada pela falta de resultados e um ambiente de forte pressão interna e externa. O momento mais simbólico de sua curta passagem aconteceu na goleada sofrida para o Flamengo.

O placar de 6 a 1 ampliou ainda mais a crise vascaína naquele momento da temporada. A derrota pesada teve impacto direto nos bastidores e acelerou a deterioração do ambiente político e esportivo dentro do clube.

O desempenho da equipe gerava críticas da torcida, enquanto a pressão sobre a diretoria aumentava a cada rodada. Sem conseguir dar resposta rápida dentro de campo, Álvaro Pacheco acabou se tornando um dos técnicos mais breves da história recente do Vasco.

Chegada ocorreu durante gestão da 777 Partners

A contratação do treinador português aconteceu ainda sob forte influência da 777 Partners. Naquele período, a SAF Vasco tentava implementar uma estrutura inspirada em modelos internacionais, apostando em profissionais estrangeiros e em mudanças profundas no futebol.

Álvaro Pacheco representava justamente esse perfil buscado pelos dirigentes ligados ao grupo americano. A ideia era trazer um treinador com metodologia europeia e visão de jogo moderna para iniciar um novo ciclo esportivo.

O planejamento, no entanto, encontrou rapidamente a pressão típica do futebol brasileiro, principalmente diante dos maus resultados e da instabilidade do elenco. A troca de ambiente administrativo no Vasco também acabou influenciando diretamente o futuro do treinador.

Saída aconteceu já sob comando de Pedrinho

A demissão de Álvaro Pacheco ocorreu em meio às mudanças políticas vividas pelo clube após a chegada de Pedrinho ao comando do Vasco. Com a reformulação administrativa, diversas decisões tomadas anteriormente passaram a ser revistas internamente.

A saída do treinador foi uma delas. O entendimento da nova gestão era de que o time precisava de uma resposta imediata para tentar reagir na temporada. O rompimento contratual, porém, abriu uma disputa financeira que agora retorna aos holofotes.

Vasco acerta com Internacional e dilui dívida por atacante em acordo de longo prazo

Anets de mais nada, o Vasco chegou a um acordo com o Internacional para quitar a dívida relacionada à contratação do atacante David. O jogador de 30 anos foi contratado pelo em 2024, quando a 777 Partners controlava a SAF do clube.

A Agência RTI Esporte apurou que valor gira em torno de R$ 20 milhões e será pago de forma parcelada ao longo de dez anos. A negociação, considerada incomum pelos padrões do futebol brasileiro, ganhou repercussão nos bastidores por envolver um prazo extenso de quitação.

Acordo redefine condições da dívida

O entendimento entre Vasco e Internacional altera significativamente os termos inicialmente previstos para o pagamento. O clube carioca, que enfrentava dificuldades para quitar o valor em prazos mais curtos, conseguiu alongar a dívida por David, reduzindo o impacto imediato no caixa.

Por outro lado, o Internacional aceitou flexibilizar as parcelas, abrindo mão de uma liquidação mais rápida em troca da garantia de recebimento ao longo dos próximos anos. A decisão, embora estratégica, gerou questionamentos nos bastidores.

Impacto direto no planejamento do Vasco

Para o Vasco, o acordo representa um respiro financeiro. Ao diluir o pagamento em um período de dez anos, o clube ganha margem para organizar o fluxo de caixa e direcionar recursos para outras áreas, como reforços e manutenção do elenco.

Com menos pressão imediata, a diretoria vascaína pode planejar investimentos de forma mais sustentável. Por outro lado, o parcelamento prolongado cria um compromisso que atravessa diferentes gestões.

Do lado do Internacional, a escolha por aceitar o parcelamento por David envolve uma avaliação de risco. Diante do cenário financeiro do Vasco, garantir o pagamento — ainda que em prazo mais longo — vem sendo considerado mais seguro do que insistir em pagamentos à vista.

Criatividade financeira em alta

O acordo entre Vasco e Internacional ilustra como as diretorias têm recorrido a soluções criativas para lidar com dívidas. Parcelamentos longos, renegociações e ajustes contratuais tornaram-se práticas frequentes.

Para o Vasco, o sucesso da estratégia dependerá da capacidade de honrar o compromisso ao longo do tempo. Por outro lado, o foco do Internacional estará em garantir que o acordo firmado se traduza, de fato, em recebimento seguro — ainda que a longo prazo.

Pablo Vegetti desafia críticas e vira símbolo de raça no Vasco; veja números

Antes de mais nada, Pablo Vegetti virou sinônimo de entrega e eficiência no Vasco. Desde que chegou a São Januário, o argentino se transformou em uma das figuras mais decisivas do futebol brasileiro. Aos 37 anos, soma 128 partidas, 59 gols e 6 assistências com a camisa cruz-maltina.

Na atual temporada, o centroavante disputou 53 jogos, marcou 26 vezes e deu duas assistências. No Campeonato Brasileiro, por exemplo, os números com a camisa do Clube de São Januário impressionam ainda mais.

Isso porque em 27 partidas, o argentino assinalou 14 gols e aparece como vice-artilheiro da competição, apenas um gol atrás do meia Giorgian de Arrascaeta, do Flamengo e do atacante Kaio Jorge, do Cruzeiro.

Os dois gols marcados contra o Red Bull Bragantino consolidaram sua fase artilheira e o recolocaram no centro das atenções. Mesmo criticado por parte da torcida, Pablo Vegetti tem respondido da melhor maneira possível: com gols.

O argentino é, hoje, se tornou reserva de Rayan, responsável direto por vitórias fundamentais do Vasco. Por outro lado, a liderança de Pablo Vegetti vai além das estatísticas. Afinal, o camisa 99 se referência técnica e emocional dentro do elenco.

Sua postura em campo e fora dele rendeu respeito entre os companheiros e também nos adversários. Além disso, o argentino se tornou símbolo de resiliência enquanto vê do banco de reservas o garoto Rayan brilhar no Vasco.

Pode-se gostar ou não do estilo de jogo, mas é impossível ignorar os números. Pablo Vegetti mantém regularidade rara no futebol brasileiro, sendo peça-chave na luta do Vasco para conquistar vaga na Copa Libertadores da América.

Quanto o Vasco pagou no Pablo Vegetti?

Antes de tudo, Pablo Vegetti foi contratado por empréstimo junto ao Belgrano, da Argentina, em 2023. O bom desempenho, aliás, fez a 777 Partners, antiga dona da SAF Vasco, empenhar US$ 1,1 milhão (R$ 5,4 milhões, à época) para adquirir 100% dos direitos econômicos dele.

Benfica aciona Vasco e cobra valor milionário por venda de João Victor; saiba valor

Antes de mais nada, o Benfica acionou o Vasco cobrando uma dívida de 4,4 milhões de euros (R$ 28 milhões, na cotação atual) relacionada à compra dos direitos econômicos do zagueiro João Victor em 2024.

A Agência RTI Esporte apurou que a diretoria cruzmaltina já tentou um acordo inicial, mas a proposta foi recusada pelo Benfica, que mantém a cobrança integral do valor. A situação aumenta a pressão sobre Vasco, que precisará definir como quitar ou parcelar a dívida nos próximos meses.

O clube português, que vendeu o atleta por 4 milhões de euros (R$ 19 milhões), cobra ainda cerca de 1,4 milhão de euros (R$ 9 milhões) referentes aos 30% que teria direito sobre a venda do jogador ao CSKA Moscou.

O caso envolve cláusulas contratuais complexas, que preveem participação do clube português em negociações futuras do atleta. O Vasco, ao comprar João Victor, teria se comprometido a pagar parte de qualquer valorização futura, e o Benfica agora exige cumprimento do acordo original.

A dívida de R$ 28 milhões chega em um momento delicado para o Vasco, que enfrenta limitações financeiras e precisa equilibrar a folha salarial. Internamente, a diretoria avalia alternativas para não comprometer outras áreas do clube, mas ainda não há definição sobre parcelamento ou contestação judicial.

Ainda segundo apurou a reportagem, a recusa do Benfica ao primeiro acordo reforça a necessidade de negociações mais detalhadas. O departamento jurídico do clube trabalha nos bastidores na interpretação das cláusulas contratuais e na elaboração de uma nova proposta de pagamento.

Caso a dívida não seja quitada, o Vasco pode enfrentar penalidades previstas em contratos internacionais de transferências, incluindo bloqueio de futuras negociações ou ações em entidades reguladoras do futebol. O Vasco busca resolver a situação de forma amigável, mas o prazo para pagamento ou acordo ainda é incerto.

Quanto João Victor atuou pelo Vasco?

Antes de tudo, João Victor surgiu para o futebol nas categorias de base do Botafogo-SP. Posteriormente, passou por Atlético-MG, Corinthians, Inter de Limeira e Atlético-GO. No exterior, teve passagem sem brilho por Benfica, de Portugal, e Nantes, da França.

Em 2024, a 777 Partners, antiga dona da SAF Vasco, investiu 7 milhões de euros para tê-lo como um dos principais reforços do Clube de São Januário. Com a camisa cruzmaltina, disputou 75 jogos, marcou 3 gols e fez 3 assistências.

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