Atlético-MG apresenta Eduardo Domínguez e técnico cobra inteligência tática; saiba detalhes

Antes de tudo, o Atlético-MG apresentou, na tarde desta sexta-feira (27), o técnico Eduardo Domínguez. Após acompanhar a partida diante do Internacional, em Porto Alegre, o treinador já comandou atividades com o elenco e iniciou o processo de ajustes na equipe.

Durante a coletiva, Eduardo Domínguez deixou claro que quer um time mais inteligente em campo. “O jogador tem que entender que tem que jogar menos, porque não se pode recuperar para o próximo jogo”, afirmou e em seguida explicou:

“O jogador é inteligente e quer ter uma equipe inteligente. Muitas vezes, você tem que ter mais de 20 passes para chegar ao gol rival e outras vezes você pode chegar em três passes. Buscamos trabalhar as duas formas”, afirmou.

O primeiro contato com o grupo ocorreu ainda na quarta-feira, em Porto Alegre, quando se integrou à delegação no hotel. Ele não dirigiu o time contra o Grêmio, na derrota por 2 a 1 pelo Campeonato Brasileiro Série A. A equipe foi comandada pelo auxiliar Lucas Gonçalves. Mesmo com o momento instável, o novo técnico elogiou o elenco e destacou a qualidade do grupo.

“Para mim, o melhor que o Atlético tem hoje é a grande quantidade de bons jogadores, bons projetos. Talvez não estejam funcionando, talvez estejam com menos confiança do que o usual. Os mais jovens devem aprender e devem melhorar. E os mais experientes podem continuar melhorando”, declarou.

Domínguez tem pouco tempo para promover ajustes na equipe do Atlético

A estreia oficial será no domingo, às 18h, diante do América-MG, no Independência, pelo jogo de volta da semifinal do Campeonato Mineiro. O Atlético precisa vencer para avançar à decisão. Empate leva a disputa para os pênaltis. “Temos que ganhar. É uma partida decisiva. Não vai ser fácil, mas temos que entender a situação real e jogar com ânimo de vitória”, disse.

Aos 47 anos, Eduardo Domínguez chega credenciado por títulos recentes. Estava no Estudiantes de La Plata desde 2023, onde conquistou o Campeonato Argentino e o Troféu de Campeões em 2025, além da Copa Argentina (2023) e da Copa da Liga (2024). Também foi campeão pelo Colón e pelo Nacional.

Por fim, o ex-zagueiro encerrou a carreira em 2015 para iniciar trajetória como treinador no Huracán. Em seguida, atuou ainda por clubes como Vélez Sarsfield, Racing Club e Independiente, além de passagens internacionais pelo Independiente Medellín e pelo LA Galaxy.

Final da Libertadores da América pode voltar a ter jogos de ida e volta? Saiba o que pensa a Conmebol

Flamengo e Palmeiras decidem a Libertadores da América no próximo sábado,29, em Lima, no Peru. Depois do apito final, conheceremos o primeiro brasileiro tetracampeão da maior competição da América do Sul.

O detalhe é que desde a última segunda-feira,24, torcedores de Flamengo e Palmeiras já começaram a ocupar as ruas de Lima. Muitas caravanas continuam na estrada, e devem chegar no local do jogo somente, momentos antes da bola rolar.

A distância do Rio de Janeiro e São Paulo para Lima é a maior reclamação dos torcedores das duas equipes. Mas esse tem sido o cenário encontrado desde que a Conmebol definiu que Libertadores da América e Copa Sul-Americana seriam definidos em jogo único, a partir de 2019.

“Recebi muitas perguntas sobre a final de volta e volta. Devo admitir que a final de ida e volta marcou a história de ambas as competições (Libertadores da América e Sul-Americana). O que vimos e estudamos é que nos últimos dez anos que se jogou dessa maneira, em sete oportunidades, o time que fez de local no segundo jogo foi campeão”, afirmou Alejandro Domínguez.

Ainda neste sentido, o presidente da Conmebol destacou o equilíbrio encontrado na final única na Libertadores da América. Na visão da entidade máxima do futebol da América do Sul, com jogo único tudo fica mais justo.

Então, nos pareceu que era mais justo que em um único jogo tudo tinha que ser definido. São 90 minutos. Se não for definido em 90 minutos, adicionam 30 minutos. E se não for assim, se leva a penalidade. Mas em um jogo é tudo ou nada. Não há segunda oportunidade. E, de fato, não só o espetáculo é mais seguro, mas também damos a mesma oportunidade a ambos os clubes“, encerrou o presidente da Conmebol.

Fluminense foi o único carioca campeão da Libertadores da América no Maracanã

Por fim, desde a mudança para jogo único na final da Libertadores da América, somente o Fluminense decidiu e ganhou o título em casa. Em 2023, o tricolor bateu o Boca Juniors por 2 a 1 no Maracanã, e conquistou o título inédito.

Flamengo: Presidente da Conmebol parabeniza o clube por chegar à final da Libertadores 2025

Antes de mais nada, o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, celebrou a classificação do Flamengo para a final da Libertadores. Em publicação nas redes sociais, ele parabenizou o clube e exaltou a campanha rubro-negra.

“O Flamengo estará na grande final da Conmebol Libertadores 2025! Minhas saudações para o presidente Luiz Eduardo Baptista e a todos os torcedores do Mengão”, escreveu Domínguez no X (antigo Twitter).

No vídeo, ao lado da taça que será entregue ao campeão, Domínguez também confirmou a sede da final no dia 29 de novembro. “Nos vemos em Lima para viver outra festa do futebol sul-americano, rumo à glória eterna.

Nos últimos dias, surgiram informações de que a final poderia mudar de sede, devido ao atual cenário de violência na capital peruana. Por conta dessa situação, o presidente José Jerí decretou estado de emergência por 30 dias. Ou seja, há um mês da final da competição.

Apesar disso, a Conmebol recebeu garantias das autoridades e manteve Lima como a sede da grande final. A entidade segue monitorando a situação do país, em atualização constante com o governo.

Por fim, o Flamengo confirmou a vaga na noite da última quarta-feira, 29, na Argentina, ao segurar o empate em 0 a 0 com o Racing. Na ida, o Rubro-Negro havia vencido por 1 a 0, no Maracanã, gol de Jorge Carrascal. Na volta, o time jogou os últimos 35 minutos com um a menos, após Gonzalo Plata ser expulso.

Conmebol mantém final da Libertadores em Lima apesar da crise política no Peru; saiba detalhes

A Conmebol decidiu manter a final da Copa Libertadores da América no Estádio Monumental de Lima, mesmo após a destituição da presidente peruana Dina Boluarte. A entidade avalia que a situação política no Peru, embora instável, não oferece riscos à realização da partida.

A Agência RTI Esporte apurou que o presidente da Federação Peruana de Futebol (FPF), Agustín Lozano, tem conversado diretamente com o mandatário da Conmebol, Alejandro Domínguez, e reforçou que o ambiente no país é seguro.

A entidade local garante que o novo governo demonstrou total disposição em apoiar o evento, assegurando logística e segurança reforçada para clubes, patrocinadores, colaboradores, torcedores e imprensa.

Apesar de protestos isolados na capital peruana e outras cidades, a FPF e as autoridades peruanas afirmam que não há indícios de ameaça à realização da final do torneio continental, prevista para o fim deste mês.

Ainda segundo apurou a reportagem, a permanência da final em Lima também reforça a postura da Conmebol de não ceder à instabilidade política dos países-sede, mantendo o foco na organização e na segurança do espetáculo esportivo.

“A FPF fará todos os esforços para manter tudo funcionando perfeitamente. Há uma boa chance de que a gestão seja positiva porque o novo governo indicou total disposição de apoiar e nada do que foi organizado será alterado”, disse uma fonte ligada à federação.

Entenda a situação

Em 10 de outubro de 2025, o Congresso do Peru destituiu a presidente Dina Boluarte por “incapacidade moral permanente”. Isso porque ela não conseguiu combater a crescente onda de violência e extorsões no país.

Desse modo, a decisão acabou sendo tomada após a divulgação de escândalos envolvendo sua administração. Isso porque seu patrimônio é incompatível com seu salário. Além disso, ela também responde a processo por abuso de poder.

José Jerí, então presidente do Congresso do Peru, assumiu o cargo de presidente interino. Desde então, vem adotando o discurso de enfrentar os desafios de segurança e a restaurar a confiança pública nas instituições.

A crise política no Peru é marcada por instabilidade institucional, com frequentes mudanças de liderança nos últimos anos. A destituição de Boluarte reflete uma erosão estrutural do sistema político peruano que marcou confrontos entre o Executivo e o Legislativo.

O país enfrenta desafios significativos, incluindo uma taxa elevada de homicídios e extorsões, além de uma fragmentação política que dificulta a implementação de políticas eficazes. A situação segue tensa, com protestos populares exigindo mudanças mais profundas e eleições gerais previstas para 2026.

Conmebol sugere que Copa do Mundo de 2030, edição do centenário do torneio, seja disputada por 64 seleções

Antes de mais nada, durante o 80º Congresso Ordinário da Conmebol, realizado nesta quinta-feira (10), em Luque, no Paraguai, o presidente da entidade, Alejandro Domínguez, propôs que a Copa do Mundo de 2030 tenha 64 seleções participantes. A sugestão foi apresentada como uma medida comemorativa pelo centenário da competição.

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“Estamos convencidos de que a celebração do centenário será algo único, porque só se faz 100 anos uma vez. E é por isso que estamos propondo realizar este aniversário com 64 seleções, em três continentes simultaneamente, para que todos os países tenham a oportunidade de viver uma experiência global, e para que ninguém neste planeta fique de fora desta festa, que é nossa, embora seja disputada em muitos outros lugares”, disse Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol.

A edição de 2030 da Copa do Mundo já tem parte de seu formato definido. Será a primeira vez que o torneio será disputado em dois continentes (Europa e África) com sedes principais na Espanha, em Portugal e no Marrocos. Além disso, em homenagem aos 100 anos da realização da primeira Copa do Mundo, em 1930, três partidas inaugurais ocorrerão na América do Sul. Os jogos serão realizados na Argentina, no Uruguai e no Paraguai.

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A próxima edição da Copa do Mundo, em 2026, será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, marcando a estreia de um novo formato com 48 seleções. Esse número já aprovado pela FIFA. Caso seja aprovada, a sugestão da Conmebol para o torneio de 2030 representará um novo aumento no número de participantes.

A proposta de ampliação ainda não foi avaliada pela FIFA e não há, até o momento, confirmação de que o número de 64 seleções será adotado. O modelo atual aprovado para 2030 será realizado em múltiplas sedes, mas com o formato com 48 seleções, assim como será feito em 2026.

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Por fim, a Conmebol não detalhou como seria realizada a logística para acomodar 64 seleções em um torneio disputado em três continentes. Do mesmo modo, a entidade Sul-Americana não indicou como seria a mudança no calendário e a estrutura dos grupos.

Conmebol anuncia criação de grupo de força-tarefa no combate ao racismo

Antes de mais nada, a Conmebol organizou, nesta quinta-feira, 27, uma reunião com representantes dos Governos da América do Sul e das Associações Membro da Confederação. A ideia era desenvolver ações de combate ao racismo em jogos organizados pela entidade. A questão ganhou grande repercussão dentro da entidade nesses últimos dias.

Nesse sentido ocorreu o anúncio da criação de uma Task Force, que, entre outros líderes, tem o ex-jogador brasileiro Ronaldo Nazário. Essa equipe tem a função de trabalhar exclusivamente no desenvolvimento e na implementação de estratégias para erradicar o racismo, a discriminação e a violência no futebol sul-americano.

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“Estamos agindo aqui hoje com responsabilidade e unidade para enfrentar os desafios futuros, superá-los e continuar no caminho do crescimento. Não queremos um debate sobre o passado, mas sim discutir o futuro. Tudo o que for dito aqui é para somar e melhorar o nosso esporte”, expressou Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol.

Durante o evento, as diretorias de Competições e Assuntos Jurídicos da Conmebol apresentaram alguns protocolos e regulamentos que estão vigentes na luta contra o racismo. Aliás, a entidade lembrou que aplica penalidades severas em nível internacional e está em completo alinhamento com a Fifa.

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Uma outra medida importante anunciada pela Conmebol foi com relação a criação de uma lista de pessoas proibidas de entrar nos estádios. Desse modo, a lista vai incluir indivíduos envolvidos em atos de racismo e os impedirá de entrar em qualquer torneio na América do Sul e em outras competições a nível mundial.

Representantes brasileiros:

Além de Ronaldo Nazário, que agora é um dos líderes do grupo da Task Force, outros brasileiros estiveram presentes no evento. Como por exemplo o embaixador do Brasil no Paraguai e o chefe de gabinete da igualdade racial.

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Por fim, em relação a ex-atletas, Washigton, Léo Moura e Mauro Silva também estiveram presentes. Ednaldo Rodrigues, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não participou do evento organizado pela Conmebol.

Conmebol: Polêmica declaração de Alejandro Domínguez também repercute na Europa

As recentes declarações de Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol geraram grande controvérsia e repercussão também na imprensa esportiva europeia. Durante o sorteio da Copa Libertadores da América, o dirigente afirmou que a ausência de clubes brasileiros na competição seria “como Tarzan sem Chita, impossível”.

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O Diário AS, da Espanha, destacou que a analogia, envolvendo a personagem, acabou sendo interpretada com conotações racistas. Isso porque vários incidentes foram registrados no futebol sul-americano nos últimos anos. Além disso, a publicação enfatizou que Alejandro Domínguez se desculpou posteriormente.

Na ocasião, o dirigente acabou alegando que sua intenção era apenas ressaltar a importância dos clubes brasileiros na competição e reafirmando seu compromisso com o combate à discriminação no esporte. Por outro lado, a  Reuters também noticiou o pedido de desculpas do paraguaio.

A agência britânica lembrou que suas declarações ocorreram após a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, sugerir que os clubes brasileiros poderiam se retirar das competições sul-americanas. Ela criticou a falta de sanções mais severas contra o racismo.

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A reportagem mencionou que o governo brasileiro reprovou a falta de medidas efetivas da Conmebol no combate ao racismo, aumentando ainda mais a pressão sobre a entidade. O Portal ZeroZero, de Portugal, classificou a comparação feita por Domínguez como “infeliz” e ressaltou que suas palavras geraram indignação no Brasil.

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De forma geral, a imprensa esportiva europeia destacou a insatisfação dos clubes brasileiros com as medidas adotadas pela Conmebol no combate ao racismo e a possibilidade de uma eventual saída dessas equipes das competições sul-americanas, caso não haja mudanças significativas nas políticas da entidade.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

Flamengo: Lideranças políticas do clube criticam apoio de BAP ao discurso de Alejandro Domínguez

Antes de mais nada, as declarações do presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, após o sorteio da Copa Libertadores da América, seguem repercutindo no meio esportivo. No entanto, a fala do presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, ao considerar o discurso do dirigente adequado e ponderado, irritou lideranças políticas do clube.

Isso porque a insatisfação ocorre porque muitos veem a postura do mandatário como incompatível com a tradição rubro-negra, que deveria responder de forma contundente. Nos bastidores, a voz corrente é que “o Flamengo é plural” e não poderia deixar de reagir a um discurso considerado desrespeitoso ao povo brasileiro. O desconforto foi maior entre figuras históricas da política do clube.

Diante da importância do caso, o ex-presidente do Flamengo e atual deputado federal Eduardo Bandeira de Mello (PSB-RJ) criticou a condução do caso. “Ele (BAP) não vai fazer nenhuma declaração em nome do Flamengo? Seria absolutamente necessário”, enfatizou. Para ele, o clube precisa assumir uma posição firme contra qualquer relativização do combate ao racismo.

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Além disso, Bandeira reprovou a justificativa de BAP sobre o Brasil criminalizar o racismo, ao contrário de outros países sul-americanos. “Se ficar só nisso, não gostei. O Flamengo tem que se posicionar com firmeza”, asseverou. O parlamentar tem sido um dos principais defensores do combate ao racismo no futebol e é autor do PL 1.069/25, que impede clubes da “lista suja” do racismo de firmarem contratos com o poder público.

Acima de tudo, o projeto, que ainda passará pelas comissões antes de ser submetido ao plenpário, visa impedir que clubes envolvidos em casos de racismo recebam patrocínios governamentais, subvenções ou benefícios fiscais. Bandeira destaca que a medida segue boas práticas internacionais e trará mais transparência às ações dos clubes.

Em seguida, a polêmica se intensificou após o Itamaraty cobrar, na quarta-feira (19), que a Conmebol e federações sul-americanas adotem medidas concretas contra o racismo. Alejandro Domínguez se retratou, mas suas declarações continuam reverberando.

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Na última quinta-feira (20), a Liga do Futebol Brasileiro (LIBRA) emitiu uma nota de repúdio às falas do dirigente paraguaio. O Flamengo foi o único entre os 17 clubes associados que não assinou o documento. A posição oficial do clube da Gávea veio apenas em nota à imprensa, reafirmando o combate ao racismo, mas delegando à CBF as relações institucionais com a Conmebol.

A justificativa é que entidade é que representa oficialmente os clubes brasileiros nos torneios sul-americanos. Para amenizar, acrescentu que o Flamengo irá incluir uma cláusula antirracista no estatuto. Vale destacar que durante a gestão Rodolfo Landim, o Flamengo lançou campanhas de conscientização, como uma camisa especial com a inscrição “Consciência Negra”, usada por Gerson, e, em 2024, um modelo com listras horizontais formadas pela letra da música “Identidade”, de Jorge Aragão.

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Posteriormente, após a repercussão negativa por não assinar a nota da Libra, o Flamengo fez uma publicação sobre o ‘Dia Internacional Contra a Discriminação Racial’ (21 de março), reafirmando seu compromisso com a igualdade e o respeito. “Juntos, podemos construir um futuro onde a igualdade e o respeito prevaleçam.” Por fim, apesar da nota, a condução do caso segue sendo questionada internamente, aumentando a tensão entre a diretoria e parte da comunidade rubro-negra. O episódio ainda deve gerar debates nos próximos dias.

Professor de Relações Raciais critica diretoria do Flamengo: “Não honra a tradição e representação negra que o clube possui”

Antes de mais nada, a negativa do Flamengo em assinar a nota de repúdio da Libra sobre a declaração de Alejandro Dominguez, presidente da Conmebol, gerou grande repercussão no meio esportivo. O dirigente comparou a Copa Libertadores da América sem clubes brasileiros a “Tarzan sem Chita”, resultando em críticas sobre o teor da mensagem.

A falta de um posicionamento claro do clube carioca chamou atenção, especialmente pela história e identidade da torcida rubro-negra. Em novembro de 2024, por exemplo, o Flamengo lançou a campanha “Mais que cultura, identidade!” em referência ao Novembro Negro, mês dedicado à cultura antirracista.

Ouvido ainda em Assunção, local do sorteio dos grupos da Copa Libertadores da América, Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo considerou o discurso de Alejandro Domínguez adequado e ponderado. O dirigente destacou que, em que pese o racismo ser algo odioso e que no Brasil é crime, nos outros 10 países da Conmebol não é.

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“Eu entendo o desafio da Conmebol de lidar com 10 governos que não têm a visão que o brasileiro teve. Ele colocou muito bem que é um aspecto cultural. Para nós, no Brasil, é crime, e para eles não”, analisou.

Renato Ferreira, advogado e professor de Relações Raciais e Políticas Públicas da UFRJ, comentou o caso em entrevista exclusiva à Agência RTI Esporte. Ele avaliou o discurso do presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, e a posição da Conmebol.

“A declaração é muito ruim e sinaliza que estamos longe de acabar ou mesmo combater de modo eficaz o racismo no futebol. Repare que a fala dele é contraditória em relação às declarações que ele deu durante o evento. Por outro lado, um tema tão sério não mereceria ser tratado de maneira jocosa como ele o fez. Trata-se de uma forma sutil de discriminação que se utiliza de piadas e gracejos para manifestar o racismo”, enfatizou.

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Sobre a postura do Flamengo de não assinar a manifestação da Libra, o professor criticou a decisão. “A declaração da diretoria rubro-negra é inaceitável. Pela própria história do clube, que tem a torcida mais negra e mais discriminada do Rio de Janeiro, sendo por isso chamada por termos pejorativos como ‘favela’ e ‘urubu’.

Para Renato Ferreira, a diretoria rubro-negra não honra a tradição de inclusão e representação negra que o clube possui observando que há tempo para corrigir o erro: “Deveria rever seu posicionamento, subscrever a nota da liga e, além disso, adotar uma série de medidas contra o racismo”, pontuou.

O governo brasileiro também reprovou a declaração do dirigente da Conmebol, mas Renato Ferreira destacou que só isso não é suficiente. “É verdade, declarações são apenas medidas simbólicas que há muito tempo não têm o poder de combater eficazmente condutas racistas por parte de quem quer que seja”.

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As medidas paliativas só atenuam os casos, mas não há uma norma que seja aplicada nos países do continente: “Há anos que, toda vez que um caso de racismo acontece, assistimos a inúmeras declarações de clubes, inclusive por parte de membros do governo. Lembremos que foi assinado um protocolo para combater a discriminação no esporte entre o Ministério da Igualdade Racial e a CBF. Pelo jeito, esse protocolo não está adiantando muito”, lamentou.

Renato Ferreira propõe a criação de normas específicas para casos de racismo no futebol, como um passo essencial para avançar no combate à discriminação. “O Ministério da Igualdade Racial poderia convocar uma reunião com representantes dos clubes brasileiros, da CBF e da Conmebol para discutir medidas mais efetivas. O fortalecimento de punições e campanhas educativas pode criar um ambiente mais seguro e inclusivo dentro dos estádios e fora deles”, concluiu.

Ele também destacou a importância da mobilização dos atletas. “Sim, esse é um dos caminhos. Mas, se a gente observar as Nações Unidas como exemplo, é muito importante que haja uma série de ações internacionais, no caso aqui no nosso continente, porque o racismo é um fato que extrapola as fronteiras. Melhor coisa seria o Ministério dos Esportes, o Ministério da Igualdade Racial e a CBF se reunirem com especialistas e criarem normas para um combate mais efetivo ao racismo”.

Flamengo: Diretoria não assina nota da Libra contra presidente da Conmebol após fala racista

Antes de tudo, o Flamengo, clube de maior torcida do Brasil, foi o único integrante da Liga do Futebol Brasileiro (Libra) a não assinar a nota de repúdio contra Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol. O dirigente fez declarações de cunho racista na última segunda-feira (17), durante o sorteio da Taça Libertadores e da Copa Sul-Americana, no Paraguai.

Ao ser questionado sobre a possível ausência de times brasileiros na competição, Domínguez comparou a situação a “Tarzan sem Chita”, alusão considerada preconceituosa. O comentário gerou indignação entre os clubes, levando 16 equipes da Libra a assinarem o manifesto contra o dirigente.

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O comunicado foi endossado por ABC, Atlético-MG, Bahia, Brusque, Ferroviária, Grêmio, Guarani, Palmeiras, Paysandu, Red Bull Bragantino, Remo, Sampaio Corrêa, Santos, São Paulo, Vitória e Volta Redonda. O Flamengo, no entanto, optou por não participar do protesto.

De acordo com apuração da Agência RTI Esporte, no entendimento do presidente rubro-negro, Luiz Eduardo Baptista, a manifestação contra Domínguez deveria partir da CBF e não da Libra, razão pela qual se absteve de assinar o documento.

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Após o sorteio dos grupos da Libertadores em Luque, Assunção, no Paraguai, Bap comentou sobre as penalidades aplicadas a clubes por casos de racismo. Sua opinião é que as penalidades são sempre importantes, mas ponderou que a pena deverá para a pessoa que faz parte da sociedade e está ali no estádio.

“É uma situação bastante delicada. Tem de haver o repúdio e o combate, mas a coisa da punição… você se prepara o ano inteiro, disputa um campeonato inteiro. Chega lá e porque uma pessoa é racista pune seu clube e você cai de uma Libertadores?” afirmou o dirigente.

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“A gravíssima declaração de Domínguez reforça estereótipos racistas, perpetua a desumanização de pessoas negras e demonstra insensibilidade em relação ao combate ao racismo e à promoção da diversidade no futebol”, afirmou a nota da Libra.

Os clubes reiteraram seu compromisso com um futebol inclusivo e respeitoso, reforçando que não aceitarão qualquer forma de discriminação dentro e fora de campo.

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