Entenda como Míchel Muñoz pode encaixar Marcos Leonardo e Caio Henrique no time do Ajax

O Ajax prepara uma reformulação para a nova temporada europeia, e os brasileiros Marcos Leonardo e Caio Henrique podem assumir papel importante no projeto do técnico espanhol Míchel Muñoz. Os dois reforçam setores diferentes e se encaixam na proposta de jogo ofensiva do treinador.

A dupla terá a companhia do lateral-direito Lucas Rosa, revelado pelo Palmeiras. Após passagem pelas categorias de base da Juventus e pelo Valladolid, o brasileiro busca se firmar em um dos principais clubes da Holanda.

Marcos Leonardo chega para ser a referência ofensiva

Entre os dois reforços, Marcos Leonardo deverá assumir imediatamente a responsabilidade de liderar o ataque do Ajax. O centroavante brasileiro chega credenciado pelos números apresentados no Al-Hilal, da Arábia Saudita.

Em duas temporadas no futebol saudita, participou de 82 partidas, marcou 48 gols e distribuiu quatro assistências, confirmando a capacidade finalizadora que já havia demonstrado ainda com a camisa do Santos.

A mobilidade também é uma das suas principais virtudes. Apesar de atuar como camisa 9, Marcos Leonardo movimenta-se bastante fora da área, participa da construção das jogadas e procura constantemente atacar os espaços deixados pela defesa adversária.

Essas características encaixam perfeitamente no modelo de Míchel Muñoz, que privilegia uma equipe agressiva, com pressão alta e atacantes bastante participativos. Ele, portanto, chega com a responsabilidade de marcar muitos gols pela equipe.

Um olho também na Seleção Brasileira

Além do desafio de recolocar o Ajax entre os protagonistas do futebol europeu, Marcos Leonardo também tentará aproveitar a vitrine da Eredivisie para entrar definitivamente no radar do técnico Carlo Ancelotti.

O atacante, cria do Santos, ainda não estreou pela Seleção Brasileira, mas conhece bem o ambiente da Amarelinha. Ao longo da formação, representou o Brasil nas categorias Sub-16, Sub-17, Sub-20 e Sub-23, sendo frequentemente apontado como um dos atacantes mais promissores da sua geração.

Caio Henrique oferece qualidade na construção

Caio Henrique chega para reforçar um setor em que o Ajax sempre valorizou jogadores tecnicamente evoluídos. O lateral construiu uma carreira sólida na Europa, sobretudo no Monaco, destacando-se pela capacidade de organização ofensiva, qualidade nos cruzamentos e inteligência tática.

Mais do que um lateral de força física, Caio Henrique é um jogador que participa ativamente da construção das jogadas, aproxima-se do meio-campo e ajuda a equipe a manter o controle da posse de bola.

Não por acaso, já foi chamado cinco vezes para a Seleção Brasileira principal e chegou a receber oportunidades sob o comando de Carlo Ancelotti, demonstrando que continua a ser um nome acompanhado pela comissão técnica da Amarelinha.

Um Ajax cada vez mais brasileiro

Com Marcos Leonardo, Caio Henrique e Lucas Rosa, o Ajax reforça significativamente a presença brasileira no elenco. São três jogadores com perfis distintos, mas que oferecem características muito valorizadas na Holanda: qualidade técnica, intensidade e capacidade de atuar em sistemas ofensivos.

Enquanto Marcos Leonardo promete ser a referência na área e o principal finalizador da equipe, Caio Henrique acrescenta criatividade desde a defesa e Lucas Rosa procura consolidar-se como opção para a lateral direita.

Se a adaptação acontecer rapidamente, o trio poderá desempenhar um papel importante na tentativa do Ajax de voltar a conquistar protagonismo na Eredivisie e recuperar espaço nas competições europeias em um espaço curto de tempo.

Para Marcos Leonardo, em particular, o desafio poderá significar mais do que uma nova etapa da carreira. Uma temporada de alto nível no Ajax pode colocá-lo definitivamente na rota da Seleção Brasileira principal, enquanto Caio Henrique tentará manter-se entre as opções observadas pela CBF.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

PSG reage após 2 a 0 do Monaco, vira no Principado e fica a um empate das oitavas

Antes de mais nada, a virada após sair perdendo por 2 a 0 colocou o Paris Saint-Germain em vantagem nos playoffs da UEFA Champions League. No Principado, o Monaco começou em ritmo fulminante, mas viu o PSG reagir e vencer por 3 a 2.

Apesar do susto inicial — e da recente perda da liderança no Campeonato Francês —, os parisienses agora jogam por um empate para garantir vaga nas oitavas de final do torneio continental mais importante do mundo.

Monaco surpreende e abre 2 a 0

Antes de tudo, o jogo mal havia começado quando o Monaco abriu o placar. No primeiro minuto, Aleksandr Golovin recebeu em profundidade de Caio Henrique e cruzou para Folarin Balogun completar de cabeça, livre na área.

Pouco depois, Folarin Balogun voltou a aparecer. Lançado por Maghnes Akliouche nas costas da defesa, o atacante ganhou na corrida de Marquinhos e finalizou com categoria para fazer 2 a 0 — um cenário improvável diante do favoritismo parisiense.

O Paris Saint-Germain, posteriormente, tentou reagir. Após pênalti cometido por Wout Faes em Khvicha Kvaratskhelia, Vitinha teve a chance de diminuir, mas parou em grande defesa do goleiro suíço Philipp Köhn.

Doué muda o jogo e lidera a virada

A resposta veio do banco. Luis Enrique promoveu a entrada de Désiré Doué, e o jovem atacante mudou o panorama da partida. Pouco depois de entrar, ele recebeu na área e finalizou cruzado para recolocar o PSG no jogo.

Ainda antes do intervalo, o empate saiu. Doué iniciou a jogada pela esquerda, finalizou forte, Philipp Köhn deu rebote e Achraf Hakimi completou para as redes: 2 a 2. Na segunda etapa, o Monaco perdeu Aleksandr Golovin, expulso por entrada perigosa.

Com um homem a mais, o PSG passou a controlar completamente o duelo. A virada era questão de tempo. Aos 21 minutos, após troca de passes entre Khvicha Kvaratskhelia e Achraf Hakimi, Warren Zaïre-Emery ajeitou e Désiré Doué finalizou de canhota para marcar o terceiro.

O Monaco não conseguiu reagir. Nem mesmo a boa atuação de Caio Henrique — que vem sendo chamado com frequência por Carlo Ancelotti para a seleção brasileira — foi suficiente para evitar o revés no Principado.

Será merecido? Números de Caio Henrique no Mônaco justificam pré-convocação à seleção

Antes de mais nada, o lateral-esquerdo Caio Henrique está na lista de pré-convocados da seleção brasileira. A escolha do técnico Carlo Ancelotti vem gerando grande debate. No entanto, os números do lateral do Mônaco ajudam a entender a escolha do novo treinador do Escrete.

Após uma grave lesão em 2023, o jogador voltou com força. Em 2024/2025, por exemplo, somou 27 jogos na Ligue 1. Ele fez seis assistências que é o terceiro melhor registro na carreira. Além disso, tem média de 2,3 passes-chave por desafio. Os números ofensivos são bons. No entanto, o desempenho defensivo também merece destaque.

Isso porque Caio Henrique mantém 1,8 desarmes por jogo e 86% de acerto nos passes. Com isso, Caio mostra equilíbrio entre ataque e defesa. Ou seja, é um lateral completo que disputou oito partidas, também, na Champions League 2024/2025.

Polivalência de Caio Henrique é valorizada

Taticamente, Caio Henrique, que surgiu para o futebol nas categorias de base do Santos, é uma peça versátil. Afinal, ele pode jogar como lateral, ala ou até como meia-esquerda. Por isso, oferece variação e dá algo diferente em relação a Guilherme Arana, Alex Telles, Alex Sandro e Wendell.

Outro fator importante é o bom momento do Mônaco. A equipa terminou entre os três primeiros da Ligue 1. Voltou à Champions League. Caio Henrique, aliás, foi decisivo na reta final. Recuperou a titularidade e teve minutos consistentes.

A concorrência na lateral é forte. Ainda assim, a pré-convocação parece justa. Afinal, Caio Henrique soma bons números, atua em alto nível e tem margem de crescimento. A seleção brasileira pode ganhar uma opção confiável e moderna para o setor.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

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