O Benfica está próximo de oficializar a contratação do zagueiro brasileiro Davi de Andrade Lima, de apenas 17 anos. O jogador desembarcou em Lisboa nesta quarta-feira para realizar exames médicos e assinar contrato com o clube português.
Revelado pelo Itaquaquecetuba Athletico, conhecido como Itaquá, o defensor chamou atenção após boas atuações na Copa São Paulo de Futebol Júnior. Durante a competição, contribuiu com duas assistências num total de seis jogos e 516 minutos disputados.
Nesse sentido, ele passou a ser observado de perto por clubes europeus. Diante do interesse crescente, o Benfica agiu rapidamente e avançou nas negociações. A equipe portuguesa superou a concorrência de outros clubes que também monitoraram o atleta durante a Copa São Paulo de Futebol Júnior.
Além disso, o Itaquaquecetuba chegou a receber visitas de observadores europeus nos últimos meses. Entre eles, esteve José Luís Antunes, responsável pelo scouting do Sporting Braga, de Portugal, o que reforça a visibilidade conquistada pelo jogador no cenário internacional.
Transferência definitiva só acontecerá em 2027
Apesar do acerto, a transferência definitiva ainda dependerá das regras da FIFA para atletas menores de idade. Dessa forma, Davi Lima só poderá se transferir oficialmente para Portugal em 2027, quando completar 18 anos.
Mesmo sem convocações para as seleções de base do Brasil, o zagueiro, que joga preferencialmente com o pé direito, já desperta expectativa. Internamente, o Benfica vê potencial de desenvolvimento no atleta, que deverá integrar o projeto de formação do clube.
FIFA restringe transferências internacionais de jogadores menores de idade
Antes de mais nada, a FIFA determina que jogadores menores de 18 anos não podem ser transferidos internacionalmente, regra prevista no Regulamento de Status e Transferência de Jogadores (RSTP). Isso impede que atletas de 16 ou 17 anos se mudem para clubes de outros países.
Dentro do próprio país, no entanto, as regras são mais flexíveis, permitindo que jogadores assinem contrato profissional a partir dos 16 anos, como acontece no Brasil. A rigidez da FIFA busca proteger os atletas contra exploração e garantir seu desenvolvimento esportivo e educacional.
*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal
