Keny Arroyo renasce no Cruzeiro e vive melhor fase; veja números

Keny Arroyo precisou voltar um passo para dar dois para a frente. Aos 20 anos, o equatoriano vive no Cruzeiro a temporada mais produtiva da carreira e transformou uma passagem decepcionante pelo futebol europeu em combustível para se afirmar no Brasil.

Os números ajudam a explicar a mudança: em 2026, são 44 jogos, oito gols e cinco assistências, ou seja, 13 participações diretas em gols. Mais do que a produção ofensiva, o momento de Keny Arroyo chama atenção pela regularidade.

Segundo os dados apresentados pelo Sofascore, o ponta soma ainda 44 passes decisivos, 45 dribles certos, 42 faltas sofridas e uma média de 6,90. São indicadores que mostram um jogador envolvido no jogo para além do último passe ou da finalização.

O crescimento também já voltou a colocá-lo no radar da seleção. Depois de ter ficado fora dos convocados do Equador para o Mundial de 2026, Keny Arroyo foi chamado por Marcelo Gallardo para os próximos jogos da seleção equatoriana.

O bom momento também aparece nos estudos do CIES Football Observatory. Keny Arroyo entrou no top 10 de avançados sub-21 da América do Sul, alcançou o segundo lugar entre os pontas da categoria e ficou em 18º entre os sub-23 mais promissores do Brasileirão.

Um jogador que finalmente encontrou o seu espaço

O salto é ainda mais significativo quando se olha para o caminho percorrido. Revelado pelo Independiente del Valle, Arroyo apareceu muito cedo no futebol equatoriano. Em 2024, aos 18 anos, disputou 38 partidas, marcou quatro gols e deu oito assistências.

Foi uma temporada que chamou a atenção do futebol europeu e levou o Besiktas a investir no jovem atacante. Na Turquia, porém, a história não correu como esperado. Em 2024/25, Keny Arroyo participou de apenas 12 jogos pelo Besiktas, marcou dois gols e não registrou assistências.

Na temporada seguinte, por exemplo, a situação piorou: apenas duas partidas e 77 minutos em campo. O jogador equatoriano perdeu espaço e acabou deixando o clube. Foi então que apareceu a possibilidade de ir para o Cruzeiro.

O Brasil mudou a carreira

Keny Arroyo chegou à Raposa em setembro de 2025, depois de o clube brasileiro investir cerca de oito milhões de euros na contratação. A adaptação não foi imediata, mas já naquele ano deixou sinais: quatro gols e uma assistência em 15 partidas.

Agora, em 2026, tudo parece ter encaixado. São 44 jogos, 33 como titular, 2.756 minutos, oito gols e cinco assistências. No Brasileirão, especificamente, são quatro gols e quatro assistências em 23 partidas. Na Copa do Brasil, marcou duas vezes em seis jogos. Também balançou as redes na Libertadores.

E a atuação mais recente resume o momento. Na vitória por 3 a 1 sobre o Vitória, Keny Arroyo marcou um gol e deu duas assistências, participando diretamente dos três gols do Cruzeiro. Foi uma exibição que elevou para 13 o número de participações em gols na temporada.

O que os números não mostram

Keny Arroyo é um jogador de pé esquerdo que parte frequentemente da direita para dentro. Tem velocidade, capacidade no um contra um e, principalmente, disposição para provocar o adversário. Os 45 dribles certos apresentados pelo Sofascore ajudam a ilustrar essa característica.

As 42 faltas sofridas mostram o impacto de Arroyo no um contra um. Quando recebe de frente e acelera, força o marcador a reagir rapidamente. As cinco assistências em 2026 também indicam evolução coletiva e reforçam o perfil de um atacante menos dependente do gol.

De aposta frustrada a jogador decisivo

Aos 20 anos, Arroyo ainda está longe de ter uma carreira consolidada. Mas justamente por isso a transformação chama tanta atenção. Ele saiu do Independiente del Valle como uma das promessas do futebol equatoriano, tentou o salto para a Europa e encontrou dificuldades no Besiktas.

De volta à América do Sul, Keny Arroyo encontrou no Cruzeiro minutos, confiança e protagonismo. Em 44 jogos, soma oito gols e cinco assistências, números que marcam a melhor temporada profissional da carreira e mostram um jogador mais preparado para aproveitar a oportunidade.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

Martinelli ganha a chance de Ancelotti: os números que explicam a convocação do volante do Fluminense

Aos 24 anos, Martinelli estreia na Seleção Brasileira depois de uma temporada sólida pelo Fluminense. Os números mostram um meio-campista que pode oferecer controle, qualidade no passe e versatilidade a Carlo Ancelotti.

A convocação de Matheus Martinelli para a Seleção Brasileira não estava no roteiro inicial. O volante do Fluminense foi chamado por Carlo Ancelotti para substituir João Pedro, do Chelsea, que acabou cortado por lesão. Ainda assim, a oportunidade chega em um momento em que o jogador vinha apresentando números consistentes e, principalmente, características que podem ser úteis ao treinador italiano.

Martinelli fará sua estreia na Seleção principal nos amistosos contra Austrália e Índia, em uma Data Fifa que Ancelotti pretende aproveitar também para observar novos nomes pensando no próximo ciclo.

Um volante que joga e faz jogar

O primeiro dado que chama atenção está no passe.

Segundo o FotMob, Martinelli tem 91,7% de acerto nos passes no Brasileirão de 2026, com 1.105 passes certos em 1.550 minutos. A plataforma registra ainda 64,2 passes certos por 90 minutos, duas assistências e 17 chances criadas.

Não é apenas um jogador que recebe a bola e dá continuidade à jogada. Martinelli costuma baixar para perto dos zagueiros, oferecer uma linha de passe e ajudar a equipe a escapar da primeira pressão. No Fluminense, também já atuou alguns metros mais à frente, o que explica a possibilidade de funcionar como primeiro ou segundo volante. Essa versatilidade é uma das características que o colocaram no radar da comissão técnica brasileira.

Os números defensivos também explicam a escolha

O meio-campista não vive apenas da bola nos pés.

Ainda de acordo com o FotMob, Martinelli soma 24 desarmes, 20 interceptações e 81 recuperações de posse no Brasileirão. Também venceu 60 dos 118 duelos disputados, além de registrar 27 faltas cometidas.

Já o Sporting Life aponta 6,85 duelos disputados por 90 minutos, 4,7 recuperações e 1,16 interceptações por partida na temporada, números que ajudam a desenhar um jogador participativo também sem a bola.

É justamente essa combinação que pode interessar a Ancelotti: um volante capaz de participar da construção sem deixar de cumprir funções defensivas.

Uma temporada de regularidade

Os números globais também mostram o peso que Martinelli tem no Fluminense.

Martinelli contabiliza 37 partidas em 2026, somando Campeonato Carioca, Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores, com 2.919 minutos, um gol e quatro assistências. No recorte de Brasileirão e Libertadores, o médio registra 25 partidas, 2.085 minutos e três assistências.

O próprio Sofascore apresenta Martinelli com índice de 6,9 nos últimos 12 meses, além de destacar sua presença regular no Fluminense.

Não são números de um meio-campista que vive de aparecer na área. São números de alguém que influencia o jogo de outra maneira.

O que ele pode acrescentar ao Brasil?

Talvez essa seja a parte mais interessante.

Martinelli chega a uma Seleção que conta com Bruno Guimarães, Douglas Luiz, Andrey Santos, Breno Bidon e Danilo Santos entre os meio-campistas convocados. Ou seja, não chega para ocupar automaticamente uma posição. Chega para apresentar uma alternativa.

Sua capacidade de jogar como primeiro ou segundo volante, a segurança no passe e a experiência acumulada no Fluminense podem oferecer a Ancelotti uma peça diferente para controlar o ritmo das partidas.

E existe outro detalhe: Martinelli já soma mais de 300 jogos pelo Fluminense. Não é uma aposta baseada apenas em potencial. É um jogador formado no clube, consolidado no futebol brasileiro e agora colocado diante do maior desafio da carreira.

A convocação chegou por uma circunstância inesperada. A oportunidade, porém, encontra um Martinelli preparado pelos números e pela experiência para mostrar que pode ser mais do que um substituto de ocasião.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

Lionel Messi após a Argentina: veja os números pelo Inter Miami

Lionel Messi disse adeus à Seleção Argentina, mas não ao futebol. Aos 39 anos, o camisa 10 voltou ao Inter Miami depois da Copa do Mundo e acumulou nove gols e cinco assistências em dez partidas, mantendo-se como a grande estrela da equipe e uma das maiores atrações da MLS.

Existe uma diferença importante entre deixar a Seleção e deixar o futebol. Lionel Messi tratou de mostrar isso rapidamente. Depois de disputar apenas a Copa do Mundo pela Argentina e anunciar o fim de sua trajetória internacional, o craque voltou ao Inter Miami e continuou produzindo em um nível absurdo.

Nos dez jogos registrados desde seu retorno, foram 802 minutos, nove gols e cinco assistências. São 14 participações diretas em gols. Uma média de 1,4 por partida. E isso em um período no qual o Inter Miami nem sempre acompanhou o seu principal jogador.

Messi continua sendo Messi

O recorte é impressionante justamente porque os resultados coletivos não foram perfeitos. Desde o retorno, o Inter Miami acumulou apenas duas vitórias, três derrotas e cinco empates nas dez partidas consideradas. Mesmo assim, Messi apareceu constantemente.

Foram dois gols e uma assistência contra o Atlético San Luis, quatro gols e uma assistência na goleada por 7 a 1 sobre o Montreal, além de gols contra Toronto, Philadelphia e Nashville. E o último deles talvez seja o melhor retrato do momento.

Diante do Nashville, Lionel Messi recebeu de Rodrigo De Paul na entrada da área e bateu de primeira, com a canhota, no canto. Um golaço aos 62 minutos. O problema é que o Inter Miami sofreu o empate nos acréscimos e ficou no 2 a 2. O resultado escapou. Messi, mais uma vez, não.

A despedida que não diminuiu o craque

Em 31 de agosto, Lionel Messi anunciou que não defenderia mais a Argentina. A decisão encerrou uma história de 21 anos pela seleção, coroada pelo título mundial de 2022 e por uma segunda final de Copa consecutiva em 2026. A despedida poderia representar uma mudança de ritmo. Não representou.

Poucos dias depois, Lionel Messi voltou ao Inter Miami e manteve o protagonismo. Contra o Nashville, chegou a 19 gols na temporada regular da MLS e a 99 pelo clube em todas as competições, ficando a um do centésimo.

E os brasileiros estão por perto

A passagem de Messi pelo futebol norte-americano também ganhou um forte componente brasileiro. O Inter Miami conta atualmente com Micael Silva, zagueiro emprestado pelo Palmeiras, Casemiro, contratado em julho, e Riquelme Fillipi, ponta de 19 anos que também chegou do Palmeiras.

Micael Silva, de 25 anos, chegou para a reta final da MLS, enquanto Casemiro ganhou espaço rapidamente. Já Riquelme Fillipi, de 19, é aposta de longo prazo e assinou até 2029/2030. Os três brasileiros dividem o elenco com Lionel Messi.

O tempo passa. Messi prevalece

O tempo passa. Messi, não tanto. Aos 39 anos, Messi já não precisa provar absolutamente nada. Mas continua provando. Mesmo depois de abandonar a Argentina, mesmo depois de uma Copa do Mundo que marcou o fim de sua trajetória internacional, ele segue sendo o grande jogador do Inter Miami.

E os números explicam por quê. Nove gols, cinco assistências e 14 participações diretas em gols em dez jogos desde o retorno. A Argentina perdeu o seu camisa 10. A MLS ainda não. E, pelo que Messi continua fazendo, ninguém parece ter pressa para que isso aconteça.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

Quem é Mauro Júnior, do PSV, aposta de Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira? Veja

A primeira convocação de Carlo Ancelotti após a Copa teve oito estreantes, entre eles Mauro Júnior. Aos 27 anos, o jogador do PSV Eindhoven chega à seleção brasileira após quase uma década na Holanda, consolidado como lateral-esquerdo depois de iniciar a carreira como meia ofensivo.

Carlo Ancelotti não escondeu o motivo da escolha. Para o italiano, Mauro Júnior é um lateral “muito ofensivo”, com qualidade e capacidade para atuar por dentro. A ideia é observá-lo de perto e descobrir se pode ser uma solução para uma posição que o treinador considera em avaliação permanente.

Do Desportivo Brasil ao PSV

Nascido em São Paulo, Mauro Júnior começou a formação no Desportivo Brasil e passou ainda pelas categorias de base do Shandong Luneng, da China, e do Vasco. Em 2017, aos 18 anos, deixou o país para assinar com o PSV Eindhoven.

A adaptação foi rápida. Começou atuando como meia, posição na qual também havia brilhado nas categorias de base do Brasil, mas progressivamente passou a ser utilizado como lateral, sobretudo pelo lado esquerdo, aproveitando o fato de ser canhoto.

A mudança de posição redefiniu a carreira de Mauro Júnior no futebol europeu. Pelo PSV Eindhoven, já são 206 jogos, dez gols e 31 assistências, enquanto no empréstimo ao Heracles, em 2019/20, somou seis gols e sete assistências em 29 partidas.

Os números que chamaram atenção

A convocação não acontece apenas pela longevidade na Europa. Mauro Júnior vem de uma temporada 2025/2026 bastante produtiva no PSV Eindhoven. Foram 37 jogos, um gol e 11 assistências em todas as competições. Na Eredivisie, foram 26 partidas e nove assistências.

E o começo de 2026/2027 reforçou a escolha. Mauro Júnior disputou os seis primeiros jogos da temporada pelo PSV Eindhoven, somando 408 minutos, um gol e uma assistência. Marcou justamente na goleada por 6 a 1 sobre o Utrecht, além de ter iniciado a temporada como titular.

Os números avançados também mostram uma participação importante na construção: na última temporada, disputou 2.085 minutos na liga e terminou com nove assistências. É um jogador acostumado a participar da criação, não apenas a ocupar o corredor.

Um lateral diferente para Carlo Ancelotti

É justamente esse perfil que pode explicar a aposta. Mauro Júnior não é o lateral brasileiro clássico que passa o jogo inteiro aberto pela esquerda. Sua formação como meia ainda aparece no comportamento em campo.

le gosta de receber por dentro, associar-se com os meio-campistas e participar da construção ofensiva. “É um lateral que gosta de jogar por dentro. Muito ofensivo, com muita qualidade”, explicou Carlo Ancelotti ao justificar a convocação.

Para uma seleção que procura alternativas nas laterais, a versatilidade pode ser um diferencial. Mauro Júnior oferece uma solução capaz de alterar a estrutura durante a partida, funcionando quase como um meio-campista adicional quando o Brasil tem a bola.

A oportunidade que demorou

A história com a Seleção também não começou agora. Mauro Júnior disputou o Campeonato Sul-Americano Sub-15 e Sub-17 pelo Brasil e chegou a ser chamado por André Jardine para a equipe olímpica.

Entre 2019 e 2020, por exemplo, participou de cinco partidas na preparação para os Jogos de Tóquio, mas uma sequência de lesões acabou afastando-o da convocação definitiva. Mais de uma década depois de sair do Brasil, finalmente chegou a oportunidade na principal.

Ancelotti poderia optar por um lateral mais conhecido, mas escolheu um jogador que se reinventou na Europa e construiu números relevantes pelo PSV Eindhoven. Mauro Júnior chega à seleção brasileira sem status de estrela, mas como uma alternativa diferente que o técnico italiano pretende avaliar.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

Números explicam má fase de Raphael Veiga, alvo do Vasco, no América-MEX

Alvo do Vasco, Raphael Veiga habituou a torcida do Palmeiras a decidir jogos, levantar taças e assumir o protagonismo nos momentos mais importantes. No entanto, a realidade vivida atualmente no América-MEX está longe daquela que o transformou em um dos grandes ídolos recentes do Verdão

Emprestado ao gigante mexicano até o fim de 2026, o jogador de 31 anos ainda procura reencontrar a melhor versão do seu futebol. Os números da temporada ajudam a explicar por que o rendimento tem ficado abaixo das expectativas e por que já começam a surgir especulações sobre uma possível saída.

Estatísticas mostram queda de rendimento

Raphael Veiga disputou 20 partidas, marcou três gols e distribuiu três assistências. Embora os números não sejam propriamente negativos, ficam bastante distantes dos padrões que o meia apresentou durante os seus melhores anos no Palmeiras.

Além da menor produção ofensiva, o brasileiro, multicampeão pelo clube paulista, tem encontrado dificuldades para exercer a mesma influência na construção das jogadas e no controle dos jogos na temporada de 2026.

O processo de adaptação ao futebol mexicano, aliado à forte concorrência interna no elenco do América, tem impedido que o jogador alcance a regularidade que o caracterizou durante grande parte da carreira. Ainda assim, Raphael Veiga mostrou lampejos da sua qualidade.

Um dos momentos mais marcantes da passagem pelo clube aconteceu na Concacaf Champions Cup, quando marcou o gol da vitória por 1 a 0 diante do Philadelphia Union, demonstrando que continua capaz de decidir partidas importantes.

Antes disso, para o Campeonato Mexicano, ele fez o seu melhor jogo diante do Mazatlán tendo marcado um gol e feito uma assistência na vitória por 2 a 0. A fase atual, porém, contrasta com a trajetória construída pelo meia nos últimos anos.

Um currículo que impõe respeito

Raphael Veiga foi uma das principais figuras da era mais vencedora da história recente do Palmeiras. Pelo clube paulista, conquistou duas Copas Libertadores da América, dois Campeonatos Brasileiros, uma Copa do Brasil, uma Recopa Sul-Americana e uma Supercopa do Brasil.

Mais do que os títulos, o camisa 23 ficou marcado pela capacidade de aparecer nos momentos decisivos. Foram inúmeros gols em finais, clássicos e confrontos eliminatórios, tornando-se uma referência técnica e emocional para a torcida palmeirense.

As atuações também renderam espaço na Seleção Brasileira. Raphael Veiga acumulou convocações ao longo dos últimos ciclos e vestiu a camisa da Amarelinha em seis oportunidades, reforçando o estatuto que alcançou no futebol sul-americano.

Negociação com o Vasco ganha força

O cenário atual faz com que o futuro do jogador permaneça em aberto. Como o vínculo de empréstimo junto ao clube mexicano termina apenas em dezembro de 2026, qualquer definição ainda parece distante.

Contudo, a falta de protagonismo e a adaptação mais lenta do que o esperado alimentam rumores sobre uma eventual volta ao futebol brasileiro. O Palmeiras não demonstra interesse em reintegrar o jogador ao elenco comandado pelo técnico Abel Ferreira.

Isso, portanto, abre caminho para a negociação com o Vasco. Apesar de continuar acreditando na capacidade técnica do brasileiro, o América avalia todos os pontos pensando em uma eventual interrupção da parceria do previsto.

Nesse momento, o Gigante da Colina se coloca como único candidato a contratar o jogador na próxima janela de tranaferências. Marcos Lamacchia, futuro dono da SAF Vasco, tenta viabilizar o acordo junto ao Palmeiras.

Qualidade continua intacta

Apesar do momento menos brilhante, poucos duvidam da qualidade de Raphael Veiga. A experiência acumulada, a inteligência tática, a capacidade de finalização e o histórico vencedor continuam a fazer dele um jogador valorizado no mercado da bola.

Não por acaso, o seu valor de mercado permanece em torno dos 6,7 milhões de euros (R$ 39,5 milhões, na cotação atual), uma demonstração de que o jogador tem seu potencial reconhecido por dirigentes e empresários.

A questão agora é saber se o meia conseguirá reencontrar no México o futebol que o transformou em ídolo do Palmeiras ou se o futuro reservará um regresso ao clube onde viveu os melhores momentos da carreira.

Por enquanto, os números mostram uma realidade diferente daquela a que os torcedores estavam habituados. Mas também indicam que ainda existe tempo para Raphael Veiga voltar a ser protagonista seja no América, Palmeiras ou Vasco.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

Após passagem pelo Palmeiras, Rômulo renasce no Novorizontino e chama atenção; veja os números

A Série B do Campeonato Brasileiro costuma revelar histórias de afirmação. Em 2026, uma das principais é a de Rômulo. Aos 24 anos, o meia-atacante do Grêmio Novorizontino vive a temporada mais produtiva da carreira, alcançando seus melhores números em menos jogos.

São 10 gols assinalados e 10 assistências em apenas 31 partidas. Números que fazem dele o principal jogador do Novorizontino e um dos atletas mais decisivos de toda a Série B e da temporada no time até agora.

O maestro do Novorizontino

Muito mais do que os números absolutos, Rômulo tem sido determinante na campanha do Tigre do Vale. Atualmente, o clube ocupa a sexta colocação da Série B e segue firme na luta por uma vaga no G-4, que garante o acesso à elite do futebol brasileiro.

Grande parte dessa caminhada passa diretamente pelos pés do camisa 10. Na Série B, o camisa 10 lidera o campeonato em assistências, com sete passes para gol, demonstrando uma capacidade acima da média para criar oportunidades aos companheiros.

Mas a influência do jogador vai muito além das assistências. Também marcou presença no Campeonato Paulista e na Copa do Brasil, sendo decisivo em praticamente todas as competições disputadas pelo Novorizontino.

Números de Rômulo impressionam

As estatísticas ajudam a explicar o excelente momento vivido pelo meia-atacante. Segundo dados do Sofascore, Rômulo cria, em média, 2,9 passes decisivos por partida e já construiu 13 grandes chances para os companheiros.

Atua, em média, durante 77 minutos por jogo, soma cinco presenças na Seleção da Semana do Brasileirão Série B e apresenta uma taxa de acerto de 75% nos passes. Também chama a atenção pela intensidade física.

Percorre cerca de 5,1 quilômetros por partida, atinge 35 km/h e vence 57% dos duelos pelo chão, números que evidenciam sua intensidade, participação na construção das jogadas e competitividade da equipe paulista.

A passagem pelo Palmeiras não correu como esperado

O bom momento atual contrasta com o período vivido no Palmeiras. Depois de brilhar no Novorizontino em 2024, Rômulo despertou o interesse do Verdão e foi contratado para integrar o elenco comandado por Abel Ferreira.

No entanto, encontrou enorme concorrência em um dos grupos mais qualificados do futebol brasileiro. Sem conseguir ganhar espaço entre jogadores mais experientes, disputou apenas 16 partidas pelo clube paulista e acabou perdendo protagonismo.

Na sequência, foi emprestado ao Ceará, mas também não conseguiu afirmar-se. Em 16 jogos, registrou apenas uma assistência antes de regressar ao clube onde sempre encontrou o seu melhor futebol. Todavia, a ligação contratual prossegue com o Verdão.

O retorno às origens fez bem

Foi no Novorizontino que Rômulo terminou a formação e construiu praticamente toda a carreira profissional. Antes disso, ainda muito jovem, estreou-se pelos profissionais da Matonense, em 2019, disputando duas partidas.

Mas foi em Novo Horizonte que cresceu como jogador. O regresso em 2025 devolveu-lhe confiança, sequência de jogos e protagonismo. O resultado está à vista. Com apenas 24 anos, vive a temporada mais consistente da carreira e voltou a despertar o interesse de clubes da Série A.

Um novo salto parece cada vez mais próximo

Se mantiver o nível exibicional até o fim da temporada, dificilmente Rômulo continuará por muito tempo na Série B. Os números ofensivos, aliados à capacidade de criação, intensidade e versatilidade, fazem dele um dos jogadores mais completos da competição.

Enquanto isso, o Novorizontino segue sonhando com o acesso à Série A e sabe que boa parte dessa ambição passa pelos gols, assistências e criatividade de Rômulo. Aos 24 anos, o meia-atacante parece pronto para uma nova oportunidade na elite, agora mais maduro e decisivo.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

Há vida sem Arrascaeta? Veja números do Flamengo sem o camisa 10 em 2026

Giorgian De Arrascaeta é, sem dúvida, um dos jogadores mais influentes do Flamengo. O camisa 10 é grande novidade na delegação que viajou para Santa Catarina onde enfrenta a Chapecoene nesta quarta-feira, 22, às 21h30 (de Brasília), na Arena Condá, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Desde que chegou ao Flamengo, o meio-campista uruguaio transformou-se numa das grandes referências técnicas da equipe e, em 2026, voltou a demonstrar a importância que tem na engrenagem rubro-negra.

Ainda assim, a temporada mostrou que o time comandado pelo técnico Leonardo Jardim conseguiu encontrar soluções mesmo quando precisou atuar sem o seu principal articulador. Isso foi visto, por exemplo, nas partidas antes da pausa no calendário para a Copa do Mundo.

Os números revelam que o Flamengo continua competitivo sem o camisa 10, embora o rendimento coletivo sofra uma quebra quando Arrascaeta não está em campo. A diferença existe, mas está longe de significar uma dependência absoluta.

Aproveitamento diminui, mas Flamengo segue competitivo

Retirando os jogos disputados apenas com equipes alternativas no Campeonato Carioca, o Flamengo realizou 17 partidas com Arrascaeta, conquistando 10 vitórias, três empates e quatro derrotas, o que representa um aproveitamento próximo dos 65%.

Sem o uruguaio, os números baixam para nove jogos, com quatro vitórias, dois empates e três derrotas, traduzindo um aproveitamento de 52%. A diferença confirma a influência do meia, mas também demonstra que o elenco rubro-negro possui alternativas capazes de manter a equipe competitiva.

No Campeonato Brasileiro, por exemplo, o cenário é semelhante. Com Arrascaeta, o Flamengo apresentou um desempenho superior, enquanto sem ele perdeu consistência, sobretudo nos jogos mais exigentes da competição.

Outras peças cresceram durante as ausências

A ausência de Arrascaeta obrigou Leonardo Jardim a redistribuir responsabilidades criativas. Lucas Paquetá passou a assumir maior protagonismo na construção das jogadas, enquanto Samuel Lino, Luiz Araújo e Pedro ganharam mais liberdade para acelerar as transições ofensivas e decidir no último terço.

Além disso, jogadores como Carrascal e Jorginho passaram a participar mais da organização do jogo, diminuindo a dependência exclusiva do uruguaio para criar oportunidades. Essa capacidade coletiva ficou evidente até durante a recente intertemporada em Portugal.

Mesmo sem vários jogadores convocados para a Copa do Mundo, incluindo Arrascaeta, o Flamengo apresentou boas respostas nos amistosos realizados em solo português, mantendo a identidade competitiva da equipe.

Wallace Yan, por exemplo, foi umas das figuras desse estágio e parece estar a ressurgir em força nas opções de Leonardo Jardim. O garoto, por ora, não será negociado pela diretoria rubro-negra no mercado da bola.

Os números individuais continuam impressionantes

Se coletivamente o Flamengo consegue sobreviver, individualmente Arrascaeta continua sendo um diferencial. Em 2026, o uruguaio voltou a atingir marcas importantes com a camisa rubro-negra, ultrapassando a barreira dos 100 gols pelo clube.

Além disso, tornou-se o estrangeiro com mais partidas disputadas na história do Flamengo. Na atual temporada, também voltou a participar diretamente de gols, mantendo a regularidade que o acompanha desde a chegada ao Rio de Janeiro.

Muito além das estatísticas de gols e assistências, o craque uruguaio continua sendo o jogador que dita o ritmo ofensivo da equipe, acelera a circulação da bola e encontra espaços que poucos conseguem visualizar.

Dependência existe, mas não é absoluta

Os números mostram que o Flamengo naturalmente perde qualidade ofensiva quando Arrascaeta está ausente. O aproveitamento diminui, a criatividade baixa e a equipe produz menos oportunidades claras. No entanto, a diferença está longe de representar um colapso coletivo.

Muito desse cenário explica-se pela profundidade do elenco montado pelo Mengão. A presença de jogadores experientes e tecnicamente qualificados permite ao Rubro-Negro continuar competitivo mesmo sem a sua principal referência criativa.

Ainda assim, sempre que Arrascaeta regressa, o time ganha outra dimensão. A velocidade da circulação da bola aumenta, as combinações ofensivas tornam-se mais fluidas e o número de ocasiões criadas cresce significativamente.

Por isso, embora exista, sim, vida sem o camisa 10, os números deixam uma conclusão difícil de contestar: com Arrascaeta em campo, o Flamengo continua a ser uma equipe mais forte, mais criativa e muito mais próxima do seu melhor futebol.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

A nova muralha da Austrália? Conheça Patrick Beach, goleiro que encanta na Copa do Mundo

A Copa do Mundo tem o hábito de revelar personagens inesperados. Na estreia da Austrália no Mundial, um nome pouco conhecido pela maioria dos torcedores chamou a atenção do planeta futebol. Trata-se de Patrick Beach.

Aos 22 anos, o goleiro foi o grande responsável pela vitória australiana por 2 a 0 diante da Turquia. Em sua primeira partida em Copas do Mundo, o camisa 28 teve uma atuação praticamente perfeita, com oito defesas, três delas em finalizações dentro da área e 12 bolas recuperadas.

Além disso, acumulou 1,54 gol evitado em relação aos gols esperados (xG). A atuação rendeu nota 9,4 no Sofascore, maior autoridade em estatísticas esportivas, e o colocou entre os grandes destaques da primeira rodada do torneio.

Os números foram tão impressionantes que Patrick Beach liderou algumas das principais estatísticas entre os goleiros da competição, sendo o primeiro colocado em defesas por jogo (8), recuperações de bola por partida (12) e passes longos por encontro (25).

Como foi a época que levou Patrick Beach ao Mundial?

A grande atuação diante da Turquia não surgiu por acaso. O jovem goleiro já vinha de uma temporada consistente pelo Melbourne City, da Austrália. Ao longo da temporada, Patrick Beach disputou 38 partidas entre A-League, Liga dos Campeões da Ásia e seleção australiana.

Foram 3.480 minutos em campo e 43 gols sofridos. Na A-League, principal campeonato do país, participou de 25 jogos e sofreu 33 gols. Já na AFC Champions League Elite, enfrentou adversários de diferentes regiões do continente asiático, realizando dez partidas e sofrendo apenas oito gols.

O sucessor do “centenário” Matthew Ryan

Um dos aspectos que mais chama a atenção na ascensão de Patrick Beach é o nome que ele deixou para trás na disputa pela titularidade da Austrália. O jovem goleiro superou Matthew Ryan, um dos maiores nomes da história recente dos “Socceroos”.

O veterano construiu uma longa carreira no futebol europeu, passando por clubes como Brighton, Arsenal, Valencia e Real Sociedad. A escolha da comissão técnica por Beach demonstra a confiança no potencial de um jogador que ainda está nos primeiros passos da carreira.

Um goleiro moderno que pode valorizar rapidamente

Além da segurança debaixo das traves, Patrick Beach reúne características cada vez mais procuradas no futebol atual. A qualidade com os pés e a capacidade de iniciar ataques através dos passes longos foram evidenciadas logo no primeiro jogo do Mundial.

Mesmo sendo um dos destaques da Copa, o goleiro ainda possui um valor de mercado considerado acessível. Segundo o Transfermarkt, Patrick Beach está avaliado em apenas 1 milhão de euros, um número baixo quando comparado ao potencial demonstrado e à idade de apenas 22 anos.

Se mantiver o nível apresentado contra a Turquia, a tendência é que a Copa do Mundo represente muito mais do que uma simples estreia para Patrick Beach. O torneio pode ser o palco que transformará o jovem de uma promessa local em um nome observado pelos principais mercados do futebol mundial.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

Alvo do Vasco, veja os números de Abraham Marcus, do Estrela da Amadora, na carreira

O Vasco da Gama segue atento ao mercado em busca de reforços para o setor ofensivo e um dos nomes observados pelo clube é Abraham Marcus. O atacante do Estrela da Amadora realizou em 2025/26 a melhor temporada da carreira em uma primeira divisão e reúne características que ajudam a explicar o interesse Cruzmaltino que, por agora, esbarrou na exigência financeira do clube que detém os direitos esportivos do atleta.

Aos 26 anos, o nigeriano foi uma das principais figuras da equipe portuguesa e conseguiu transformar o bom desempenho em números relevantes, tanto na criação quanto na finalização.

Melhor temporada da carreira na elite

Pela primeira vez atuando em alto nível de forma consistente em uma primeira divisão, Abraham Marcus respondeu com produção ofensiva.

O atacante marcou cinco gols e distribuiu seis assistências em 31 partidas pelo time de Lisboa, totalizando 11 participações diretas em gols.

Embora não sejam números extraordinários à primeira vista, representam a temporada mais produtiva do jogador em um campeonato de primeira divisão e confirmam a evolução que vinha sendo construída nos últimos anos em Portugal.

Números mostram um criador de jogadas

As estatísticas da Liga Portugal ajudam a compreender melhor o perfil do atacante. Abraham Marcus terminou a temporada como o jogador que mais criou grandes oportunidades em todo o campeonato, com 14 chances claras geradas para os companheiros.

Além disso, foi o segundo colocado em passes de ruptura, com 11, e também o segundo em passes de ruptura completados, com cinco. Os dados revelam um atleta capaz de acelerar o jogo, encontrar espaços entre linhas e criar situações de perigo para o ataque.

Por outro lado, o estilo agressivo também tem consequências. O ponta nigeriano liderou a competição em perdas de posse de bola, com 68, e terminou entre os jogadores com mais duelos perdidos.

Ainda assim, esse tipo de estatística costuma ser comum em atletas que assumem riscos elevados no último terço do campo e procuram constantemente o drible ou o passe decisivo.

Feirense e Porto B marcaram a evolução

Antes de se destacar na elite portuguesa, Abraham Marcus já havia chamado atenção na Segunda Liga. A temporada mais goleadora da carreira aconteceu em 2020/21, quando marcou 11 gols pelo Feirense.

Mais tarde, em 2023/24, viveu aquele que continua sendo o ano mais produtivo em participações diretas para gols. Com a camisa do FC Porto B, o atacante acumulou sete gols e cinco assistências, totalizando 12 contribuições ofensivas. Esses números ajudaram a consolidar sua reputação no futebol português e abriram caminho para a chegada ao Estrela Amadora.

Marcus Abraham também já vestiu a camisa da Seleção Nigeriana

O crescimento apresentado nos últimos anos também levou Abraham Marcus à seleção principal da Nigéria.

O atacante já soma duas partidas pela equipe africana, um reconhecimento importante para um jogador que construiu praticamente toda a carreira profissional fora do seu país de origem.

Ainda que não seja presença constante nas convocações, continua sendo observado pela comissão técnica nigeriana.

Perfil que pode interessar ao Vasco

O interesse do Gigante da Colina não surpreende quando se observa o conjunto da obra. Abraham Marcus é um ponta que combina velocidade, capacidade de criação e boa leitura ofensiva. Os números mostram um jogador que participa ativamente da construção das jogadas e que consegue gerar oportunidades para os companheiros com frequência.

A melhor temporada da carreira na elite portuguesa, somada à experiência internacional e à maturidade adquirida aos 26 anos, fazem do nigeriano um nome interessante para qualquer clube que procure aumentar a criatividade pelos lados do campo.

Resta agora saber se o interesse vascaíno evoluirá para uma negociação concreta ou se Abraham Marcus continuará a desenvolver a carreira em Portugal após o melhor ano da sua trajetória profissional.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

E o Chrystian Barletta? Veja os números do destaque do Sport na Série B

Aos 24 anos, Chrystian Barletta parece atravessar o melhor momento da carreira. O atacante do Sport Recife tem sido uma das principais figuras da equipe pernambucana e os números ajudam a explicar por que o Leão ocupa atualmente a terceira colocação da Série B do Campeonato Brasileiro.

Atuando preferencialmente pelo lado direito do ataque, Barletta vem acumulando participações decisivas e assumiu o protagonismo ofensivo da equipe em uma temporada que pode representar um novo salto na sua trajetória profissional.

Números colocam Chrystian Barletta entre os destaques da Série B

A Série B não parou durante a disputa da Copa do Mundo e Chrystian Barletta continuou a mostrar serviço. Até aqui, o atacante soma seis gols e duas assistências na competição, totalizando oito participações diretas em gols em apenas nove partidas.

Quando o recorte é ampliado para toda a temporada de 2026, os números tornam-se ainda mais expressivos. Em 24 jogos disputados, o jogador já acumula nove gols e sete assistências, ultrapassando a marca das 15 participações em gols pela primeira vez na carreira.

Temporada já é uma das melhores da carreira

O desempenho atual já representa o segundo melhor ano da trajetória profissional de Chrystian Barletta. Nas assistências, inclusive, o atacante já estabeleceu um novo recorde pessoal. Os sete passes para gol superam qualquer outra marca alcançada anteriormente.

Nos gols, o melhor desempenho continua sendo o de 2024, quando marcou 14 vezes e distribuiu cinco assistências. Naquela temporada, participou diretamente de 19 gols, número que pode ser ultrapassado ainda com bastante antecedência em 2026.

Fase recente de Chrystian Barletta impressiona

Se os números da temporada já são positivos, o rendimento recente é ainda mais animador. Nos últimos cinco jogos disputados pelo Sport, Chrystian Barletta marcou três gols e distribuiu três assistências, participando diretamente de seis gols da equipe.

O desempenho transformou o atacante no principal motor ofensivo do time e numa das referências técnicas da campanha rubro-negra.

Métricas reforçam impacto além dos gols

O bom momento não se resume apenas às participações ofensivas. As estatísticas individuais mostram um jogador cada vez mais completo dentro de campo. Chrystian Barletta registra média de 48,8 ações com bola por partida e apresenta aproveitamento de 71% nos passes.

Além disso, vence 55% das disputas de bola, demonstrando competitividade também sem a posse. O comprometimento defensivo é outro ponto que chama atenção. Ele tem média de dois desarmes por jogo e recupera mais de quatro bolas por partida, números que evidenciam a importância do jogador para o funcionamento coletivo da equipe.

Mercado da bola pode voltar a olhar para o atacante

Com desempenho consistente, idade favorável e evolução evidente, é natural que o mercado volte a observar o jogador. Segundo o Transfermarkt, Chrystian Barletta atingiu em 2026 o maior valor de mercado da carreira, avaliado atualmente em 2,5 milhões de euros.

O cenário é bastante diferente daquele vivido após a passagem discreta pelo Corinthians. Agora, mais maduro, com sequência e confiança, o atacante parece ter deixado para trás as dificuldades enfrentadas naquele período.

Se mantiver o nível apresentado até aqui, Chrystian Barletta poderá não apenas conduzir o Sport na luta pelo acesso, como também voltar a despertar o interesse de clubes de maior projeção nacional e internacional.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

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