A Seleção Italiana iniciou uma reformulação imediata após mais uma eliminação vexatória na repescagem europeia para a Copa do Mundo. A crise se agravou com a confirmação da demissão de Gennaro Gattuso. Agora a federação já trabalha para definir um substituto.
O principal alvo é Antonio Conte. Ele tem contrato com o Napoli até junho de 2027. Segundo informações do jornal Gazzetta dello Sport, representantes da FIGC já fizeram contato com o treinador, que demonstrou interesse em retornar ao comando da Azzurra.
Conte ganha força em meio à crise
A escolha por Antonio Conte não é por acaso. Experiente e com histórico vitorioso, o treinador surge como nome ideal para liderar um processo de reconstrução em um dos momentos mais delicados da história recente do futebol italiano.
Além disso, o técnico já conhece bem o ambiente da seleção. Entre 2014 e 2016, comandou a Itália em 25 partidas, com 14 vitórias, sete empates e quatro derrotas. Apesar de não ter conquistado títulos no período, deixou boa impressão junto aos dirigentes.
Relação com Napoli pode facilitar saída
Mesmo com contrato vigente com o Napoli, a possível liberação de Antonio Conte não é vista como um obstáculo intransponível. O treinador mantém boa relação com a diretoria do clube, o que pode facilitar uma eventual negociação.
Nos bastidores, a expectativa é de que, havendo acordo com a seleção, o Napoli não crie resistência significativa. Ainda assim, detalhes contratuais e compensações financeiras devem ser discutidos antes de qualquer anúncio oficial.
Reformulação vai além do comando técnico
A crise da seleção italiana não se limita à comissão técnica. Fora de sua terceira Copa do Mundo consecutiva — um marco negativo inédito —, a Itália iniciou uma reestruturação ampla em sua organização.
Além da saída de Genaro Gattuso, o processo inclui mudanças importantes na cúpula da federação. Gabriele Gravina deixou a presidência da FIGC, enquanto o ídolo Gianluigi Buffon, que atuava como gerente da seleção, também se desligou do cargo.
Pressão por resultados imediatos
Por fim, a ausência em três edições consecutivas da Copa do Mundo aumentou significativamente a pressão sobre a federação. A necessidade de recuperar o prestígio internacional se tornou prioridade máxima.
Nesse cenário, a possível chegada de Antonio Conte representa mais do que uma simples troca de treinador. Trata-se de uma tentativa de resgatar identidade, competitividade e confiança. A definição do novo comandante deve ocorrer nos próximos dias.
