Igor Thiago e Rayan: como Carlo Ancelotti pode utilizá-los na Seleção Brasileira

Antes de tudo, Carlo Ancelotti apostou em algumas caras novas na Seleção Brasileira e abriu espaço para nomes menos consolidados naquela que é a última convocação antes de definir os 26 jogadores que irão disputar a Copa do Mundo.

Entre eles, Igor Thiago, do Brentford, e Rayan, do Bournemouth, surgem como duas das principais novidades, ambos com características distintas que podem ampliar as opções ofensivas do treinador italiano.

No caso do centroavante Igor Thiago, o encaixe tático é mais evidente. O ex-Cruzeiro vive grande fase no futebol inglês, com a camisa na Inglaterra, chega como uma alternativa clara para a função de referência no ataque.

Com força física, presença constante na área e bom poder de finalização, o atacante pode ser utilizado como um “9” clássico. Dessa forma, torna-se uma peça importante em jogos que exigem mais volume ofensivo, especialmente em cruzamentos, bolas paradas e disputas dentro da área.

Além disso, Igor Thiago oferece uma característica que nem sempre esteve presente nas últimas formações da Seleção Brasileira, a capacidade de prender zagueiros e gerar espaços para os jogadores de velocidade.

Assim, Carlo Ancelotti ganha uma opção mais fixa, capaz de variar o modelo ofensivo da equipe conforme o adversário. Por outro lado, Rayan representa um perfil completamente diferente. Mais jovem e dinâmico, ele atua com mobilidade, velocidade e capacidade de desequilíbrio no um contra um.

Canhoto, ele pode jogar aberto pelos lados ou até flutuar por dentro, explorando espaços e atacando a última linha defensiva. A questão da capacidade física, sendo um atleta forte e explosivo também nesse quesito, ao contrário de outros atacantes mais “leves”, também é algo diferenciado na cria do Vasco.

Nesse sentido, o ponta do Bournemouth surge como uma alternativa para jogos mais abertos, em que o Brasil precise acelerar transições e romper linhas com drible e profundidade. Portanto, o jovem pode ser utilizado como uma peça de impacto, especialmente ao longo das partidas.

Soluções ofensivas de perfis diferentes

A estratégia de Ancelotti parece clara. O treinador busca ampliar o leque de soluções ofensivas e testar diferentes perfis antes de consolidar a base da equipe. Enquanto Igor Thiago oferece presença de área e jogo físico, Rayan acrescenta velocidade e imprevisibilidade.

Claro que Vinícius Júnior, Raphinha, Estêvão e Matheus Cunha, por exemplo, deverão ser as mais sólidas opções como titulares. Porém, estes dois jogadores irão acrescentar, certamente, algo de diferente a Carletto.

Dessa maneira, a Seleção Brasileira ganha novas possibilidades no ataque. Com características complementares, os dois jogadores podem ter papéis importantes na construção de um time mais versátil e competitivo.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

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