O Corinthians completou 50 dias sob transfer ban em razão da dívida com o Philadelphia Union, dos Estados Unidos, pela contratação do volante José Martínez. Enquanto a pendência não for resolvida, o clube permanece impedido de registrar novos jogadores.
A Agência RTI Esporte apurou que a sanção representa mais um desafio para a diretoria, que tenta reorganizar as finanças em meio a um cenário de forte pressão econômica. Sem margem para novos investimentos, o departamento de futebol trabalha com cautela no mercado.
Nos bastidores, a prioridade do presidente do Corinthians, Osmar Stabile, é encontrar uma solução que permita ao clube paulista voltar a operar normalmente no mercado da bola na próxima janela de transferências.
Dívida com o Philadelphia Union supera R$ 7 milhões
A origem da punição está no atraso do pagamento referente à compra de José Martínez, O Corinthians deve aproximadamente US$ 1,5 milhão (R$ 7,6 milhões, na cotação atual). O Philadelphia Union acionou os mecanismos previstos pela FIFA para cobrar o débito.
Como consequência, o clube paulista recebeu a punição que impede a inscrição de reforços até a regularização da pendência. Apesar das conversas entre as partes, ainda não houve um acordo definitivo para encerrar o impasse.
Venda de jogadores é vista como solução
Internamente, a diretoria reconhece que a negociação com o clube norte-americano depende da entrada de novos recursos no caixa. A estratégia traçada pelo departamento financeiro passa pela venda de jogadores nesta janela de transferências.
A expectativa é arrecadar valores suficientes para quitar ou renegociar a dívida com o Philadelphia Union. Somente após reforçar o caixa o Corinthians acredita que terá condições de apresentar uma proposta considerada viável pelo clube americano.
Diretoria trabalha para destravar o mercado
Mesmo impossibilitado de registrar atletas, o Corinthians segue monitorando oportunidades no mercado. O departamento de futebol mantém contatos com empresários e acompanha jogadores que podem interessar ao clube no futuro.
No entanto, qualquer avanço nas negociações depende da retirada do transfer ban. Enquanto a punição permanecer, o Corinthians não poderá inscrever reforços, obrigando a comissão técnica a trabalhar apenas com o elenco disponível para a sequência da temporada.
Janela exige rapidez da diretoria
O tempo também se tornou um fator importante. Quanto mais o impasse se prolongar, menor será a margem para o alto comando alvinegro buscar reforços antes do fechamento da janela de transferências.
Por isso, a diretoria intensificou os esforços para concluir negociações envolvendo atletas do elenco. A venda de jogadores é considerada o caminho mais rápido para gerar receita e destravar a situação junto ao Philadelphia Union.
Enquanto isso, Marcelo Paz, diretor executivo do Corinthians, mantém diálogo com representantes da equipe norte-americana na tentativa de encontrar uma alternativa que atenda aos interesses de ambas as partes.
O cenário evidencia a necessidade de equilíbrio financeiro para recuperar a capacidade de investimento. A expectativa é que, com a entrada de recursos provenientes de futuras transferências, o Corinthians consiga regularizar a dívida e colocar fim ao transfer ban.
Até lá, o Timão seguirá impedido de registrar novos jogadores, situação que limita o planejamento esportivo e aumenta a pressão sobre a diretoria em um dos momentos mais importantes da janela de transferências.
