Futebol feminino nos Estados Unidos: saiba porque no país existe mais visibilidade?

Antes de mais nada, Os Estados Unidos é o país referência, quando se fala de futebol feminino. Para se ter uma ideia, cerca de 70% (quase 10 milhões) de mulheres que jogam futebol, estão nos Estados Unidos. O país dá visibilidade e tem um investimento muito grande para os esportes.

Esse fato é importante, pois incentiva crianças e adolescentes a praticarem seus hobbies. Nas escolas e até mesmo nas faculdades Americanas, existem várias opções de esportes para os alunos escolherem. Nos Estados Unidos, as notas e os esportes nas escolas e nas faculdades tem papéis importantes.

Então, se o aluno não tiver boa nota, a escola acaba suspendo a sua participação nos esportes. Ou seja, existe a oportunidade de ter um futuro brilhante pela frente, como jogadora. Os colégios e as faculdades dão bolsas para os alunos que se saem bem no esporte e isso ajuda a ter uma carreira como atleta no futuro.

Assim, a atleta que tem o sonho de se profissionalizar, acaba encontrando um incentivo maior. Com isso, o esforço acaba sendo recompensado, as oportunidades são maiores, já que o país visa sempre a meritocracia. Com isso, os Estados Unidos acabam sendo o país da visibilidade e oportunidade para os esportes.

Por que nos Estados Unidos o futebol feminino tem mais visibilidade?

O futebol feminino nos EEstados Unidostem mais visibilidade justamente por uma combinação de fatores históricos, políticos e culturais. Historicamente falando, o futebol feminino foi incentivado como uma experiência para as mulheres por ser um esporte masculino e criando um espaço onde as mulheres pudessem se encontrar. Além disso, existe uma promulgação de lei federal chamada Title Ix, que proíbe a descriminação de gênero esportivo nas escolas e nas universidades.

Atualmente, o número de mulheres apaixonadas por futebol é muito grande no país. Assim, existe uma grande identificação por parte das mulheres. O futebol é um jogo de equipe, onde jogadoras se ajudam, criam amizades, conexões entre as outras.

A seleção feminina dos Estados Unidos é considerada uma das seleções mais fortes do mundo. As americanas participaram de todas as olimpíadas, conquistando 5 vezes o título. Já na Copa do Mundo, foram campeãs 4 vezes.

*Rafaella Michel, é correspondente da Agência RTI Esporte na Flórida

 

Goleira do Grêmio, Lorena recebe proposta de clube da NWSL

Antes de mais nada, o futuro Lorena Leite pode ser distante do Grêmio. O goleira, que venceu para o Brasil a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris, desperta o interesse de algumas equipes dos Estados Unidos no mercado da bola.

A Agência RTI Esporte apurou que entre os clubes interessados está o Kansas City que disputa o National Woman Soccer League (NWSC). Lorena é um pedido do técnico Vlatko Andonovski que gostou do desempenho da atleta na última Olimpíada.

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As atacantes brasileiras Bia Zaneratto e Debinha, que são as estrelas do Kansas City, podem ser decisivas para convencer Lorena a fechar com o time norte-americano. A goleira tem contrato com o Grêmio até dezembro de 2024.

No entanto, as partes ainda não se reuniram para definir o futuro. Isso porque falta pouco mais de três meses para o fim do contrato dela com o clube gaúcho. Desta forma, a camisa 1 começou a ouvir propostas para deixar o Grêmio.

Ainda segundo apurou a reportagem, Lorena avalia a transferência para o exterior com bons olhos. A goleira, além do Kansas City, recebeu sondagem de uma equipe dos Emirados Árabes. No nome, porém, é mantido sob sigilo por uma questão de estratégia de mercado.

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Ela está no Grêmio desde 2019. Desde então, disputou 52 partidas com a camisa tricolor. Nesse meio tempo, foram três jogos na Supercopa do Brasil, 34 na Série A1 do Campeonato Brasileiro, 10 na Série A2 do Campeonato Brasileiro e cinco no Campeonato Gaúcho.

Lorena surgiu para o futebol no Bangu em 2011. Posteriormente, atuou por Centro Olímpico e Sport Recife. Nesse ínterim, faturou o Campeonato Pernambucano (2017 e 2018) e a Taça Cidade do Paulista (2018). Pela Seleção Brasileira Feminina de Futebol, venceu a prata nos Jogos Olímpicos de Paris (2024), a Copa América (2022) e o Campeonato Sul-Americano Sub-20 (2013).

Opinião: Ausência do futebol masculino deixou de ser vergonha em Paris-2024

O futebol brasileiro vive seu pior momento técnico, político e institucional. A Confederação Brasileira de Futebol decidiu apostar suas fichas na equipe feminina nos Jogos Olímpicos Paris-2024. O presidente Edinaldo Rodrigues entende que Marta pode ser a cara do Brasil que “deu certo” durante sua conturbada gestão.

Porém, a Rainha já não é mais a mesma de antes. Aos 38 anos, ela deixou de ser titular absoluta do time comandado pelo técnico Arthur Elias. Ela prova, principalmente para alguns jogadores da equipe masculina, que os craques também podem ficar no banco de reservas. Marta ainda é uma referência técnica e muito importante nos bastidores.

Ficar de fora dos Jogos Olímpicos é o retrato da falta de comando dentro da CBF. A verdade é que a entidade não preparou para buscar a terceira medalha de ouro. Ednaldo Rodrigues, aliás, parece não se incomodar com o fraco trabalho feito na base brasileira nos últimos quatro anos.

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O problema, aliás, é bem mais profundo. Nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, o Brasil é o sexto colocado. Na Copa América, teve dificuldades nos jogos contra equipes tecnicamente mais fracas. E a eliminação para o Uruguai parece que não doeu nos jogadores.

Esse é o retrato de como o futebol masculino foi mal tratado nos últimos anos. Ramón Menezes e Fernando Diniz pouco acrescentaram quando passaram por lá. Dorival Júnior, que está há menos de um ano no comando da seleção, já tem seu trabalho questionado.

O chefão do futebol verde e amarelo não tem um plano de contingência para recuperar o futebol da seleção brasileira. Dorival Júnior ainda está iniciando seu trabalho, criando protocolos e cumprindo processos para os jogadores. Mas tudo isso não será suficiente para recuperar nosso futebol.

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Vamos combinar? Hoje, a seleção brasileira é uma excelente vitrine para exportar jogadores. Os clubes brasileiros nunca venderam tanto como nos últimos anos. Porém, a qualidade técnica da seleção não para de cair. A CBF conseguiu realmente fazer a seleção brasileira cair no ranking da FIFA.

Além disso, perdeu terreno para a Argentina que venceu três títulos seguidos. Atualmente, nossos vizinhos são os mais temidos no cenário mundial. Há anos jogamos na soberba de ser penta. Mas é isso, vamos torcer pelas meninas! Elas ainda têm muito para nos ensinar dentro e fora de campo. Afinal, a humildade é a base de tudo.

(*) Marco Marcondes é jornalista, radialista, ator, diretor de cinema, teatro e televisão, promotor de eventos e CEO da Agência RTI Esporte

Bastidores: Paris-2024 adota mais rigor na segurança e determina aumento nos transportes públicos

Andar pelas ruas de Paris no período que antecedeu os Jogos Olímpicos foi uma experiência um tanto diferente da que os turistas estão acostumados. Apesar disso, diversos pontos turísticos foram fechados ou bloqueados. Há, portanto, barreiras policiais em diversos pontos.

A segurança tem sido uma prioridade nas ruas e nos monumentos. Os protocolos adotados agora são mais rigorosos. Em lugares públicos, por exemplo, agentes da força especial policial verificam mochilas e bolsas, procedimentos encarados com normalidade por todos.

Entretanto, não foi possível chegar à entrada do Museu Conciergerie. Na barreira de segurança, membros do Comitê Organizador das Olimpíadas só permitiam o acesso de pessoas munidas de ingressos.

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As ruas estavam com uma boa limpeza, diferente de relatos anteriores dos visitantes, sinal que as autoridades locais procuraram tomar um cuidado especial com a cidade para o grande evento.

Outra coisa que observamos, foi a ausência constante da população de rua, muito comum nos grandes centros e que até pouco tempo, também era algo muito comentado pelos turistas que passaram pela cidade.

É comum que, nesses eventos, os governos procurem resolver provisoriamente essa situação, como já foi observado em outros países que promoveram as olimpíadas. Inclusive nas olimpíadas do Rio de Janeiro.

As diversas ruas bloqueadas, para construção das estruturas dos locais de competição, para a realização dos eventos e movimentação de autoridades e delegações, juntaram-se com diversas alterações implementadas pela prefeitura, aproveitando o momento de obras.

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Aproveitar a oportunidade para transformar algumas faixas de pistas em vias para ciclistas e pedestres, por exemplo, aumentou as retenções dos carros, ocasionando diversos engarrafamentos.

Outro detalhe a considerar é o elevado aumento dos transportes públicos de Paris já nesta semana dos jogos e que serão mantidas até o final dos Jogos Paraolímpicos. A passagem no período normal é de 2,15 euros (R$ 13,22, na cotação atual) e passará para 4 euros (R$ 24,59).

Além disso, algumas estações de metrô estarão fechadas por estarem nos locais das competições, dificultando ainda mais os deslocamentos. As olimpíadas de Paris 2024 está sendo um evento único. Porém, os parisienses não escondem o incomodo com a chegada.

(*) O jornalista Fernando Eduardo Lemos Vieira escreveu à convite da VQV Entretenimento, parceira da Agência RTI Esporte, líder no ramo de eventos.

Paris 2024: Comitê Organizador Local chega a acordo com sindicato e dançarinos retiram aviso de greve na Cerimônia de Abertura

Pendência resolvida! O Comitê Organizador Local dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 chegou a um acordo com o Sindicato dos Artistas da França e, com isso, os dançarinos suspenderam o aviso de greve para a Cerimônia de Abertura das Olimpíadas. Como a Agência RTI Esporte informou no fim da semana passada, o órgão que representa os artistas enviou uma carta à representação olímpica cobrando a igualdade salarial e de tratamento dos diferentes grupos de dança. A ameaça era de que se o acordo não fosse cumprido, os dançarinos entrariam em greve no dia da Cerimônia de Abertura, nesta sexta-feira (26), às 14:30h (horário de Brasília; 19:30h no horário local).

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Nesta quarta-feira (24), o sindicato informou que o Comitê Organizador Local e a empresa Panama24 – organizadora da festa inaugural das Olimpíadas – acataram todas as reivindicações dos dançarinos. Com isso, os salários foram todos igualados para €1.600 (R$9.600, na cotação atual), além de arcar com todos os custos de transporte e acomodação dos artistas.

A Agência RTI Esporte teve acesso ao comunicado emitido pelo Sindicato de Artista da França informando sobre o acordo. Confira:

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“Na sequência do aviso de greve apresentado para defender os direitos e reivindicações legítimas dos artistas contratados pelo Paname24 para as cerimónias da JOP Paris 2024, recebemos esta manhã uma proposta final do Panama24 e Paris 2024 em resposta aos nossos pedidos. Propõe-se aumentar a remuneração dos direitos conexos ao nível da taxa para todos.

A SFA-CGT, de acordo com os artistas interessados, decidiu, portanto, validar esta proposta e suspender o aviso de greve para a cerimónia de sexta-feira, 26 de julho.

Esta sequência termina assim com uma vitória, que se não total, pelo menos responde às emergências levantadas, em particular a económica dos bailarinos precários de fora da região parisiense que pagam alojamento e formação para poder trabalhar. Os direitos conexos não se destinam a cobrir isto. Contudo, o aumento dos rendimentos permite sair da precariedade económica aqueles que se encontravam em grandes dificuldades.

No entanto, este ponto continua a ser uma forte tensão e iremos tratá-lo numa nova sequência sem aviso prévio que já está a ser aberta graças ao comunicado de imprensa de todas as organizações patronais e sindicatos de trabalhadores representativos do sector.

Apoiaremos e lutaremos pelo respeito pelos direitos de todos os artistas lesados ​​até ao fim, a fim de restaurar os seus direitos.

O que esta impressionante luta nos dá, coletivamente, a nós artistas, é a consciência de que a nossa precariedade não nos obriga a aceitar tudo. Na união de forças e vontades podemos conquistar respeito. A luta liderada por todos os coreógrafos do Paname 24 é exemplar.

Hoje celebramos a vitória da solidariedade, da coragem e o triunfo da inteligência colectiva que construiu e liderou este movimento a cada momento.

Paris 24 de julho de 2024″

(*) Lucas Maciel, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Paris

Casa Brasil: conheça ambiente montado pelo COB, em Paris, para receber torcedores durante os Jogos Olímpicos

A Casa Brasil ainda não foi inaugurada oficialmente, mas a Agência RTI Esporte pode conhecer o ambiente montado pelo Comitê Olímpico do Brasil, aqui em Paris. O espaço está localizado no Parc de la Villette, no 19º arrondissement (distrito) da capital francesa, portanto, um pouco afastado da região central da cidade. Por se tratar de um espaço de lazer para os franceses aos finais de semana, o parque tem estrutura para abrigar ainda casas de outros países. Durante a visita, a reportagem viu as casas da Índia, da Sérvia, da Eslovênia, do México, da Espanha, do Reino Unido, da China e da anfitriã, França.

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Saindo da região central de Paris, o acesso ao Parc de la Villette pelas linhas 5 e 7 do metrô e ambas tem saída direto para o local de lazer. A nossa reportagem veio pela linha 7 e, logo na chegada, encontrou a casa do Canadá, que fica dentro do prédio que abriga a Cidade das Ciências e da Indústria. Do lado oposto está a Casa Brasil – ao lado das Casas da Colômbia e do Japão.

O local montado pelo COB tem uma quadra de vôlei de praia, onde vão ser realizadas atividades com os visitantes. Um stand para venda dos produtos do Time Brasil estava em fase final de montagem, além de um palco, onde serão realizados shows, apresentações culturais e rodas de conversa. O ambiente ainda tem um telão para a transmissão das competições com atletas brasileiros na disputa e um local de comercialização de comida e bebidas brasileiras.

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O público e a imprensa terão a oportunidade de interagir com os medalhistas brasileiros nos Jogos Olímpicos de Paris. De acordo com a organização do COB, a expectativa é receber entre 2,5 a 3 mil visitantes por dia de evento. Nesta quinta-feira (25), a partir das 18h (horário local) – 11h (horário de Brasília) -, vai acontecer um evento fechado para convidados e patrocinadores na Casa Brasil. Essa festa de inauguração terá o show do cantor Vitor Kley.

Informações Casa Brasil

Localização: Espace Chapiteaux: Quai de la Charente, 75019 Paris (Parc de la Villette)

Entradas: 211, Avenue Jean Jaurès – Metrô Linha 5 (Estação: Porte de Pantin) e Avenue Corentin Cariou – Metrô Linha 7 (Estações: Corentin Cariou ou Porte de la Villette)

Funcionamento: 26 de julho a 11 de agosto, de 13h às 21h

Ingressos: o visitante pode retirar seu ingresso de forma gratuita pelo site https://casabrasilparis.com.br/ para todos os dias dos Jogos Olímpicos

(*) Lucas Maciel, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Paris

Dançarinos dos Jogos Olímpicos de Paris ameaçam entrar em greve a poucos dias da cerimônia de abertura

O Comitê Organizador Local dos Jogos Olímpicos de Paris vai precisar lidar com mais um problema faltando menos de uma semana para a cerimônia de abertura do evento na capital francesa. Os dançarinos contratados para se apresentarem no dia 26 de julho ameaçaram entrar em greve, a partir da próxima semana. Com isso, os artistas não iriam se apresentar na festa que será realizada no rio Sena, na próxima sexta-feira, às 14:30h (horário de Brasília).

A Agência RTI Esporte apurou que os dançarinos alegam que há uma disparidade tanto salarial, quanto de tratamento entre os grupos de dança por parte da organização do evento. Uma fonte afirmou à reportagem, que há artistas recebendo cerca de 1.600 euros (pouco mais de R$9.500, na cotação atual), outros estão ganhando apenas 60 euros (cerca de R$360) para se apresentarem.

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Quanto ao tratamento, as diferenças também são significativas entre os grupos. Alguns dançarinos estão recebendo transporte e acomodação. Já outros precisam arcar com esses custos. Diante desse cenário, esses artistas se mobilizaram para garantir a igualdade entre todos os participantes e enviaram uma carta ao Comitê Organizador Local para encontrarem uma solução. Caso contrário, ninguém vai se apresentar na abertura das Olimpíadas.

Até o momento, a organização do evento não se manifestou sobre a ameaça de greve. A expectativa, no entanto, é que nos próximos dias a situação seja contornada e, assim, a abertura dos Jogos Olímpicos ocorra conforme o programado.

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A Agência RTI Esporte teve acesso a íntegra da carta do Sindicato Francês dos Artistas (SFA) enviada no dia 17 de julho; confira:

“Nós, “grupos de artistas (atores, dançarinos, acrobatas, etc.)” das cerimônias de abertura dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Paris 2024, estamos ansiosos para participar de “uma cerimônia de celebração e de federação”.

No entanto, embora o slogan “Fazer melhor juntos” seja hoje exibido por todo o lado nas ruas de Paris, vemos que as nossas condições de emprego não foram discutidas em conjunto, nem para melhor!

Em diversas ocasiões, o Sindicato dos Intérpretes Franceses alertou Paname24 (agência de produção de eventos, localizada em Paris), o produtor executivo das cerimónias, sobre práticas contratuais que não estavam em conformidade com o acordo coletivo. Também apontamos práticas questionáveis, desigualdades gritantes de tratamento, bem como uma ausência de diálogo social durante os preparativos para as cerimónias.

Após o nosso comunicado de imprensa de 7 de junho de 2024 e o nosso encaminhamento ao comitê da Carta Social Olímpica, foram realizadas duas reuniões de negociação com Paris 2024 e Paname24, nos dias 3 e 9 de julho de 2024, mas nenhuma resposta foi recebida desde então sobre os seguintes pontos:

  • Por que os direitos conexos, cobrados como pagamento pela gravação e difusão das suas performances coreográficas, flutuam entre 60 euros para trabalhadores intermitentes da indústria do entretenimento – até agora excluídos das negociações coletivas – e 1.610 euros para trabalhadores que puderam beneficiar por barganha coletiva?
  • Por que  certos artistas não parisienses têm e serão pagos e alojados, quando a maioria deles – os mais precários – não o será, mesmo que tenham os mesmos contratos de trabalho?
  • Os artistas que serão designados como substitutos nas apresentações da cerimônia terão a garantia de receber a mesma remuneração dos demais – com ou sem direitos conexos?

Propusemos uma discussão aberta para encontrar soluções aceitáveis ​​para todos, dentro dos limites de tempo associados à abordagem das cerimónias. Mas, até o momento, Paris 2024 e Paname24 parecem estar ganhando tempo, ao não agendarem novas reuniões.

Neste exato momento estão em andamento os ensaios gerais das cerimônias, e lamentamos ter que anunciar a emissão de aviso de greve para o espetáculo do dia 26 de julho de 2024, bem como para os próximos ensaios das cerimônias de abertura dos Jogos Paralímpicos.

“A dança existe para expressar (as) emoções, criando uma imagem viva e visual. Atinge corações, mentes e permanece nas memórias”. Portanto, não nos privemos destes artistas, vamos garantir que o legado desta grande festa e destes jogos não seja a perpetuação da precariedade dos seus empregos e das condições de trabalho degradadas. Ficar na memória dos espectadores não fará com que eles vivam da profissão.

Poder desfrutar, juntos, de um “momento tranquilo e partilhado, desta vez finalmente suspenso, longe desta violência que irrompe por todo o lado”, é chegada a hora de ouvir e responder às demandas legítimas dos artistas performáticos, apresentadas pelo nosso sindicato”.

(*) Lucas Maciel, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Paris

Bastidores: Paris ‘dá um tapa no visual’ antes da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos

A abertura das Olimpíadas de 2024 será algo inédita na história olímpica. Pela primeira vez não correrá em um estádio, acontecerá ao longo do Rio Sena. O desfile dos atletas em barcos começará na Ponte d’Austerlitz e terminará na Pont D’Lena.

O trajeto terá 6 km, atravessará o centro de Paris e passará os principais pontos turísticos da cidade, como Notre-Dame, Louvre e Museu de Orsay, entre outros. O desfile irá até a frente do Trocadero, onde será realizado o final da cerimônia de abertura, diante da Torre Eiffel.

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Todos esses locais estão com as obras em pleno andamento, fechados por tapumes, cercas e diversos pontos com passagens interrompidas por cones. O que ocasiona problemas no fluxo das pessoas e do trânsito. Mas nada que tire a animação dos turistas que circulam pela cidade.

Em uma das principais pontes do trajeto, a Ponte Alexandre III, arquibancadas estão sendo montadas para acompanhar a festa. Porém, não está totalmente bloqueada para os turistas que desejam desfrutar do local e seguir em direção ao Gran e Petit Palais.

Estão previstas a montagem de mais arquibancadas nas margens do Rio Sena em diversos pontos. A impressão que se tem, quando passamos por alguns desses lugares, é que essas obras estão ligeiramente atrasadas. Afinal, ainda não vimos sinais dessas estruturas.

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No Trocadero, as estruturas para a cerimônia, já estão bem adiantadas. O local está totalmente fechado para o público e as arquibancadas já tomam conta do visual. Podemos olhar tudo a distância sem acesso ao que costuma ser a melhor vista para a Torre Eiffel.

A Cerimônia de Abertura dos Jogos será às 14h30 (de Brasília) e o encerramento das Olimpíadas de Paris será realizado, no dia 11 de agosto, no Stade de France, o maior estádio da França.

(*) O jornalista Fernando Eduardo Lemos Vieira escreveu à convite da VQV Entretenimento, parceira da Agência RTI Esporte, líder no ramo de eventos.

Seleção Feminina: Marta aposta em grande campanha pelo ouro em Paris

A Seleção Brasileira Feminina segue realizando a sua preparação para os Jogos Olímpicos, na Granja Comary, em Teresópolis, sob o comando do técnico Arthur Elias. As jogadoras viajam na próxima semana para Paris, onde vão buscar o primeiro ouro olímpico da categoria. Mais uma vez, Marta é o grande nome na delegação.

Vivendo um novo momento desde a chegada do treinador, a seleção feminina aposta na retomada já a partir dos jogos de 2024. Mesmo longe do auge no futebol, a rainha Marta será mais uma vez um dos principais nomes do torneio de futebol feminino. Ela aposta no crescimento do time para buscar o objeto mais desejado de Paris.

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“Não vai faltar vontade, garra pra gente ir em busca desse sonho, que não é só das atletas, mas de uma nação. Estamos trabalhando muito e acredito que teremos a oportunidade de mostrar isso desde o primeiro momento quando estivermos na Olimpíada, que é uma competição difícil, de muito equilíbrio”, disse Marta.

Com Arthur Elias, a seleção feminina segue realizando a transição para a chegada de novas atletas. Tudo isso tem sido fundamental desde os últimos resultados em torneios oficiais com a antiga treinadora Pia Mariane Sundhage. Marta reconhece que o momento é de pressão por melhores resultados.

“A gente vive num país em que o futebol é o maior esporte. É normal que haja cobranças. O nosso trabalho é aqui, sabemos do nosso potencial, conhecemos cada vez mais as nossas companheiras e conseguimos entender a cada dia a maneira que nosso professor (Arthur Elias) quer que a gente se imponha dentro de campo. Isso é o mais importante”, encerrou a jogadora.

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A estreia do Brasil no torneio de futebol feminino será no dia 25 de julho, diante da Nigéria. Na sequência a seleção brasileira joga diante do Japão, no dia 28 e encerra a participação na fase de grupos, no dia 31 de julho, quando enfrenta a Espanha.

 

Gatito Fernández é convocado para defender o Paraguai nas Olimpíadas

A Federação Paraguaia de Futebol (FPF) anunciou na tarde desta segunda-feira, 8, a convocação do goleiro Gatito Fernández, do Botafogo, para a disputa dos Jogos Olímpicos. Ele ocupará a vaga de Ángel González, do Libertad, que foi cortado por conta de uma lesão na coxa direita que o afastou do torneio.

Além de Gatito Fernández, a entidade também trabalhava com o nome de Anthony Silva, do Nacional do Paraguai. O técnico Carlos Jara Saguier chegou a fazer uma consulta ao jogador para avaliar uma possível convocação para a Olimpíada. Entretanto, o goleiro alvinegro preencheu os pré-requisitos da comissão técnica;

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Aos 36 anos, Gatito Fernández jamais esteve cotado vestir a camisa da seleção paraguaia. Porém, sua experiência e liderança dentro e fora de campo pesou na decisão da comissão técnica. Com isso, o goleiro ganhou a chance de ouro em sua carreira.

Gatito Fernández não disputa uma partida oficial há quase dois meses. A última vez que entrou em campo foi no dia 28 de maio, quando o Botafogo empatou por 0 a 0 com o Junior Barranquilla pela Copa Libertadores da América. Depois disso, não atuou mais pelo clube.

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O veterano se apresentará ao técnico Carlos Jara Saguier nos próximos dias para iniciar a preparação com o grupo em Assunção. A equipe faz sua estreia no torneio de futebol dos Jogos Olímpicos contra Japão, dia 27 de julho, às 14h (de Brasília), no Stade de Bordeaux.

A Agência RTI Esporte apurou que para o lugar de Ángel González, FPF queria convocar um atleta que não estava na pré-lista com 35 nomes e que tivesse idade acima de 23 anos. A entidade fez, inclusive, uma consulta à Fifa para obter autorização antes do anúncio de Gatito Fernández.

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