Estêvão inicia novo ciclo com Carlo Ancelotti após início difícil no Chelsea

Estêvão está de volta à Seleção Brasileira. Aos 19 anos, o atacante do Chelsea inicia com Carlo Ancelotti um novo ciclo depois de ter ficado fora da Copa do Mundo por causa de uma grave lesão muscular na coxa direita.

E o retorno acontece em um momento curioso: se na Seleção o jovem rapidamente se transformou em um dos jogadores mais decisivos da era Ancelotti, no Chelsea a nova temporada começou de forma bem diferente.

“Acho que não é ansiedade, acho que é um privilégio”, afirmou Estêvão em Brisbane, quando questionado sobre a possibilidade de recuperar espaço na Seleção Brasileira. A frase resume bem o momento. Afinal, o atacante trata a convocação como uma oportunidade para começar novamente.

O menino que virou artilheiro de Carlo Ancelotti

A relação de Estêvão com o treinador italianocomeçou a ganhar força rapidamente. Em 2025, o atacante disputou sete partidas pela Seleção, cinco delas como titular, e marcou cinco gols, terminando o ano como o artilheiro da era Carlo Ancelotti.

Marcou contra o Chile, duas vezes diante da Coreia do Sul e balançou as redes contra Senegal e Tunísia. O último compromisso antes da lesão foi justamente diante da Tunísia, em novembro de 2025. Estêvão marcou de pênalti no empate por 1 a 1 e chegou aos cinco gols em apenas cinco partidas como titular.

Apesar da pouca idade, o jogador rapidamente ganhou espaço no time de Carlo Ancelotti. Mais do que gols, oferecia profundidade, atacava espaços e buscava o um contra um, dando ao ataque brasileiro uma alternativa diferente.

A primeira temporada no Chelsea foi positiva

Estêvão chegou ao Chelsea vindo do Palmeiras e precisou adaptar-se ao futebol inglês, mas terminou sua primeira temporada europeia com números interessantes. Foram 36 partidas, oito gols e três assistências pelos Blues em 2025/2026.

O brasileiro também foi titular em 20 desses jogos e marcou em três partidas consecutivas da Champions League. Foi uma temporada suficientemente boa para alimentar a expectativa de que 2026/27 seria o momento de dar mais um salto. Só que o cenário mudou.

Xabi Alonso ainda não lhe deu espaço

Com Xabi Alonso no comando, Estêvão começou a temporada praticamente fora da rotação da Premier League. Até a quinta rodada, tinha entrado em quatro partidas do campeonato, sempre como suplente, somando apenas 47 minutos.

Nunca esteve mais de 15 minutos em campo em nenhum desses jogos. No período, não marcou nem deu assistência. No total, considerando também a Copa da Liga, Estêvão tinha seis jogos e 148 minutos em 2026/27, ainda sem gols ou assistências. É uma mudança significativa em relação ao ano anterior.

Resiliência depois da frustração

Estêvão, porém, prefere não transformar a situação em problema. E chega à Seleção Brasileira depois de atravessar algo ainda mais difícil: uma lesão que lhe tirou a possibilidade de disputar a última Copa do Mundo.

Minha família foi fundamental para mim nesse período de lesão», contou o atacante. Estêvão admitiu que perder a Copa foi doloroso, mas explicou que passou a utilizar uma palavra como guia: resiliência. “Encarar dia após dia, esquecer o que passou e focar no futuro”, resumiu.

Agora, o futuro começa novamente com Carlo Ancelotti. O treinador já sabe o que Estêvão pode oferecer. E os cinco gols marcados na primeira fase da relação entre os dois ajudam a explicar por que o italiano continua apostando no jovem mesmo depois de um início de temporada complicado nos Blues.

No clube, Estêvão precisa recuperar espaço. Na Amarelinha, curiosamente, chega com crédito. E talvez essa nova oportunidade seja justamente o que precisava para voltar a ser o jogador que Ancelotti descobriu em 2025.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

Arthur Elias convoca Seleção Feminina para amistosos com a Argentina

Antes de mais nada, o técnico Arthur Elias convocou a Seleção Brasileira Feminina para os dois amistosos contra a Argentina, no mês de outubro. Ao todo, 28 atletas foram chamadas pelo treinador para as partidas que servem de preparação para a Copa do Mundo, que acontecerá no país entre os meses de junho e julho de 2027.

A seleção feminina atuará no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, dia 10 de outubro às 16h30, e na Arena de Pernambuco, em 13 de outubro às 20h30. Segundo a programação divulgada pela CBF, as jogadoras se apresentarão nos dias 4 e 5 na capital gaúcha, onde a delegação ficará concentrada para a primeira partida.

Veja a convocação feita por Arthur Elias

Goleiras

Lorena – Kansas City (EUA)

Yanne – Bahia

Thaís Lima – Benfica (POR)

Carlinha – São Paulo

Zagueiras

Thaís Ferreira – Corinthians

Isa Haas – América (MEX)

Tarciane – Lyon (FRA)

Mariza – Tigres (MEX)

Tayla – São Paulo

Laterais

Isabela – Paris Saint-Germain (FRA)

Raissa Bahia – Palmeiras

Bruninha – Gotham FC (EUA)

Tamara Bolt – Washington Spirit (EUA)

Meio-campo

Duda Sampaio – Corinthians

Angelina – Orlando Pride (EUA)

Jaqueline – Corinthians

Kaylane – Flamengo

Clarinha – Benfica (POR)

Atacantes

Kerolin – Barcelona (ESP)

Priscila – América (MEX)

Gio Garbelini – Atlético de Madrid (ESP)

Bia Zaneratto – Palmeiras

Tainá Maranhão – Palmeiras

Geyse – América (MEX)

Jhonson – Corinthians

Maiara – Angel City (EUA)

Marília – Cruzeiro

Luany – Atlético de Madrid (ESP)

Seleção Brasileira Feminina fará outros amistosos em novembro e dezembro

Essa é a penúltima Data FIFA de 2026, que vai de 5 a 13 de outubro. Contudo, a Seleção Brasileira Feminina se reunirá outra vez em 2026. Em novembro, o Brasil fará dois amistosos contra o Japão no país asiático. Os jogos vão acontecer nos dias 29 de novembro e 5 de dezembro.

Assim, como os jogos de outubro, as partidas com o Japão fazem parte da preparação da seleção para a Copa do Mundo, que acontecerá de 24 de junho a 25 de julho do ano que vem no Brasil.

Coutinho no Santos: veja a evolução do salário ao longo da carreira

Philippe Coutinho iniciou uma nova etapa da carreira no Santos em 2026. O meia deixou o Vasco, onde recebia cerca de R$ 1,5 milhão por mês, para defender o clube paulista em um acordo com salário fixo de R$ 600 mil mensais.

A Agência RTI Esporte apurou que o contrato prevê bônus por desempenho, que podem elevar os ganhos a R$ 1,6 milhão mensais. O modelo difere dos vínculos que marcaram a passagem de Philippe Coutinho pela Europa, especialmente no Barcelona.

A mudança ajuda a dimensionar a evolução financeira do camisa 11 ao longo de uma carreira com 669 jogos, 158 gols, 91 assistências e 11 títulos. Os números foram totalizados atuando por Vasco, Inter de Milão, Espanyol, Liverpool, Barcelona, Bayern de Munique, Aston Villa, Al-Duhail e Seleção Brasileira.

Liverpool impulsionou valorização

Philippe Coutinho começou sua trajetória europeia com vencimentos distantes do patamar alcançado posteriormente. A mudança de cenário ocorreu principalmente durante sua primeira passagem pela Inglaterra, quando defendeu o Liverpool.

Em 2017, por exemplo, o novo reforço do Santos renovou contrato com o clube inglês e passou a receber o equivalente histórico a aproximadamente R$ 2,8 milhões por mês, segundo a cotação utilizada no levantamento.

O novo vínculo refletia o crescimento do meia-atacante dentro da equipe. Naquele momento, Coutinho já era uma das principais referências ofensivas do Liverpool e despertava o interesse dos grandes clubes europeus.

Barcelona teve o maior salário

A transferência para o Barcelona, em janeiro de 2018, marcou o ponto mais alto da trajetória salarial do jogador. Na chegada ao clube espanhol, seus vencimentos correspondiam a aproximadamente R$ 4,6 milhões mensais pela conversão histórica adotada.

O valor superava o patamar alcançado no Liverpool e colocava Coutinho entre os brasileiros com maiores salários do futebol europeu naquele período. Depois do Barcelona, o meia passou por Aston Villa e Al-Duhail, mantendo ganhos elevados antes de retornar ao futebol brasileiro.

Números acompanham longa trajetória

O desempenho acumulado ajuda a contextualizar a valorização. Philippe Coutinho soma 249 participações diretas em gols, resultado da combinação entre 158 gols e 91 assistências. A média é de 0,24 gol por partida, em 669 jogos disputados na carreira.

A evolução dos vencimentos acompanha diferentes fases profissionais. O levantamento considera valores reportados publicamente e converte cada salário para reais de acordo com a cotação histórica do período correspondente.

Por isso, os números não representam valores corrigidos pela inflação e servem como referência para visualizar a trajetória financeira do meia-atacante. No Santos, o valor considerado no gráfico é o salário fixo de R$ 600 mil, sem os bônus.

O teto de R$ 1,6 milhão depende das metas previstas no contrato. Ao longo da carreira, Philippe Coutinho teve diferentes patamares salariais, do início na Europa ao auge no Barcelona e ao retorno ao Brasil.

Na Seleção Brasileira, Estêvão manda recado para técnico do Chelsea

Estevão está de volta à Seleção Brasileira após sofrer grave lesão e ficar fora da Copa do Mundo. Convocado por Carlo Ancelotti, o jogador inicia o ciclo da Copa de 2030 como uma das grandes esperanças do Brasil neste ciclo. O jogador quer aproveitar as partidas com a Austrália e Índia para recuperar o ritmo de jogo e mostrar que merece mais oportunidades na Europa.

Isso porque, nas seis primeiras partidas do Chelsea na temporada, Estêvão acumulou somente 148 minutos em campo. A imprensa inglesa chegou a noticiar a falta de paciência do técnico Xabi Alonso com o jogador brasileiro d e 19 anos. Nesta terça-feira, 22, em entrevista coletiva da Seleção Brasileira na Austrália, o jogador evitou a polêmica.

“Cada técnico tem sua maneira de jogar, e claro que a gente trabalha todos os dias, dá o nosso melhor todos os dias. É isso que eu faço. A gente tem muito jogador de extrema qualidade no Chelsea. Foco naquilo que eu posso controlar. Quando eu recebo oportunidade, eu tento dar o meu melhor. Todas as oportunidades que eu tive, acho que tenho agarrado muito. Eu tento controlar aquilo que eu posso e deixar o dia de amanhã na mão de Deus. Confio muito em mim também”, disse Estêvão.

Estêvão sofreu grave lesão e ficou fora da Copa do Mundo. Ele vinha se destacando durante as Eliminatórias e figurava como provável titular de Carlo Ancelotti. O jogador admite que os primeiros dias de Copa do Mundo não foram fáceis.

“Os primeiros dias foram muito difíceis, mas, graças a Deus, pude fazer uma excelente recuperação e voltar aos gramados, à Seleção Brasileira. Depois que o primeiro mês passou, que a ficha caiu, a coisa mais importante para mim foi torcer para a Seleção Brasileira. A cada jogo, a cada gol, eu comemorava muito, porque eu sei as pessoas que estavam envolvidas, sei o quanto é importante para cada atleta que estava lá. Então, foi um momento que a única coisa que eu foquei foi torcer para o melhor da Seleção Brasileira”, afirmou o jogador.

Estêvão se vê bem após 129 dias no DM

“Eu tenho me cuidado bastante todos os dias. Claro que nenhum jogador deseja machucar, então é uma coisa que infelizmente aconteceu muito ano passado. Eu estou me prevenindo bastante, estou fazendo muita fisioterapia, cuidando bastante do meu corpo, alimentação, sono, coisas que um atleta precisa para render ao máximo no campo. Estar disponível para mim é uma alegria imensa, coisa que eu nem sempre tive ano passado. Só de estar em campo eu já fico muito feliz”.

Jair se inspira em campeão do mundo para se firmar na Seleção Brasileira

A Seleção Brasileira está reunida na Austrália para iniciar oficialmente o ciclo para a Copa do Mundo de 2030. O Brasil enfrentará a Austrália duas vezes e a Índia. O técnico Carlo Ancelotti pretende realizar uma grande reformulação no grupo, visando os próximos quatro anos. Entre os zagueiros convocados pelo treinador está o defensor do Nottingham Forest, Jair, que foi chamado pela primeira vez.

“Para mim, é uma felicidade imensa. É um sentimento que eu não consigo nem colocar em palavras. Desde criança, sempre sonhei em estar aqui. Todo jogador brasileiro sonha em defender seu país, e estou tendo essa oportunidade hoje. Estou muito feliz e muito grato a Deus”, disse Jair à CBF TV.

Na concentração, o zagueiro que teve grande passagem com a camisa do Botafogo, não escondeu a expectativa pela convocação para defender o Brasil.

“Eu sabia que tinha uma chance de ser convocado e que estava na pré-lista. Sempre assisti à convocação, assisti à convocação da Copa e estar vendo que você pode ser chamado, não cai a ficha. Eu estava assistindo, sabendo que poderia ser chamado, e ver o treinador da Seleção Principal falando o seu nome é uma emoção muito grande. Na hora, fiquei em choque. Sair de onde eu saí, as lutas que passei… Foi um momento muito especial e muito importante na minha vida”, afirmou o zagueiro.

Jair se inspira em nomes conceituados na Seleção Brasileira

Inspirado em nomes como Lúcio e Juan, o defensor quer aproveitar este período de treinos e compromissos pela Amarelinha para aprender com os colegas Marquinhos e Gabriel Magalhães, experientes na Seleção e vitoriosos no futebol europeu.

“Espero tentar pegar o máximo possível de experiência com eles, são grandes jogadores, não tenho nem o que falar. Os dois estão muito consolidados na Europa e sou muito fã deles. Espero que eu possa aprender o máximo possível”, disse Jair, atleta do inglês Nottingham Forest.

Seleção Brasileira começa a se apresentar na Austrália

A Seleção Brasileira começou a se apresentar ao técnico Carlo Ancelotti no último domingo, 20, na cidade australiana de Brisbane. O Brasil fará três amistosos na Ásia, jogando duas vezes contra a Austrália antes de enfrentar a Índia pela primeira vez na história.

Douglas Santos, de 32 anos, foi um dos primeiros jogadores a se apresentar ao técnico italiano. O jogador foi titular na última Copa do Mundo e segue como um dos poucos remanescentes para o próximo ciclo, visando à Copa do Mundo de 2030. Na chegada à concentração, o jogador falou sobre aproveitar oportunidades e receber bem os jogadores mais jovens.

“Estou muito grato a Deus por mais uma oportunidade. Depois da Copa do Mundo, estar na primeira convocação desse novo ciclo foi muito importante para mim. Espero, mais uma vez, aproveitar a oportunidade que o Mister está me dando, para que eu possa desfrutar desses momentos. Em todas as vezes que eu venho, tento desfrutar o máximo possível para deixar a minha marca”, disse à CBF TV.

Douglas Santos abre as portas para os calouros da Seleção Brasileira

Em sua primeira lista neste pós-Copa do Mundo, Carlo Ancelotti chamou nove estreantes (Otávio, Pedro Morisco, Jair, Arthur Dias, Matheuzinho, Mauro Júnior, Martinelli, Breno Bidon e Gabriel Bontempo), posição em que Douglas esteve em 2013, ano de sua primeira convocação. Ele, que tem se consolidado na Amarelinha, explicou que deseja transmitir sua experiência aos novatos.

“A experiência com a Seleção vai ajudar esses meninos novos que estão vindo pela primeira vez, para que eles se sintam bem e possam desfrutar dentro de campo, que é o mais importante. A gente sabe que é o trabalho de campo que vai dar cada vez mais confiança para eles voltarem e se sentirem bem com a gente. Vou passar isso para eles, para que eles possam se adaptar o mais rápido possível e viver esses dias aqui felizes e realizados”, afirmou.

Data Fifa em novembro

Vale lembrar que a convocação atual é válida somente para as partidas com a Austrália e Índia. Isso porque a Seleção Brasileira jogará outras duas vezes em 2026. Em novembro, o grupo comandado por Carlo Ancelotti fará amistosos na Ásia contra o Japão e Singapura. Para esses dois jogos, Carlo Ancelotti fará nova convocação em outubro.

Carlo Ancelotti convoca Vanderson, do Monaco, para o lugar de Wesley na Seleção Brasileira

Carlo Ancelotti precisou fazer mais uma mudança na lista da Seleção Brasileira. O técnico convocou o lateral-direito Vanderson na noite deste sábado, 19, para os amistosos com a Austrália e Índia, na próxima Data FIFA. O jogador que atua pelo Monaco, da França, foi convocado para a vaga de Wesley, da Roma.

O lateral foi cortado por problemas físicos. Vale lembrar que Wesley ganhou status de titular com Carlo Ancelotti na preparação para a Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá. Contudo, o jogador sofreu grave lesão na preparação para o mundial e precisou ser cortado.

Os próximos confrontos marcariam o seu retorno para a Seleção Brasileira. O Brasil enfrenta a Austrália duas vezes, nos dias 25 e 29 de setembro. Depois disso, viaja até a Índia, onde joga contra os indianos no dia 3 de outubro. Vanderson retorna à seleção após um período de afastamento por problemas físicos.

Vale lembrar que ele já soma sete partidas com a camisa do Brasil. Na atual temporada, ele é um dos nomes importantes do Monaco, comandado por Filipe Luís. O lateral já disputou sete partidas pelo clube na temporada 2026/27.

Vanderson não é a primeira troca de Carlo Ancelotti na sua primeira lista após a Copa do Mundo. Recentemente, o treinador convocou Matheus Martinelli, do Fluminense, para a vaga de João Pedro, do Chelsea, que foi cortado por lesão.

Com Vanderson, veja a lista completa

Goleiros

Hugo Souza
Pedro Morisco
Otávio

Defensores

Arthur Dias
Douglas Santos
Gabriel Magalhães
Jair
Marquinhos
Matheuzinho
Mauro Jr.
Vitor Reis
Vanderson

Meias

Andrey Santos
Breno Bidon
Bruno Guimarães
Danilo
Douglas Luiz
Gabriel Bontempo
Matheus Martinelli

Atacantes

Endrick
Estevão
Pedro
Raphinha
Rayan
Samuel Lino
Vini Jr.

 

Tite no Botafogo: veja suas estreias por clubes e Seleção

Tite inicia no Botafogo mais um trabalho de grande repercussão na carreira. Anunciado pelo clube em 16 de setembro de 2026, o treinador assinou contrato até dezembro de 2028 e iniciou as atividades no dia seguinte.

A primeira partida à frente da equipe está marcada contra o Mirassol, pelo Campeonato Brasileiro. Antes de assumir o Botafogo, Tite acumulou quatro estreias em trabalhos de destaque: Corinthians, Seleção Brasileira, Flamengo e Cruzeiro.

Tite soma duas vitórias, um empate e uma derrota nas estreias por Corinthians, Seleção, Flamengo e Cruzeiro, com 58,3% de aproveitamento. O levantamento considera o primeiro jogo em cada trabalho, incluindo a estreia no Corinthians em 2004.

Corinthians: empate no clássico com o São Paulo

A primeira experiência de Tite no Corinthians começou em 2004. O treinador estreou oficialmente em 30 de maio, contra o São Paulo, no Estádio do Morumbi, pela oitava rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.

O clássico terminou 1 a 1. O São Paulo saiu na frente com Fábio Simplício, enquanto Renato Abreu marcou o gol corintiano ainda no primeiro tempo. A partida marcou o primeiro jogo de Tite no comando do clube.

O empate abriu a primeira passagem do treinador pelo Corinthians, que naquele momento enfrentava dificuldades no Campeonato Brasileiro. Tite utilizou uma formação com três zagueiros e promoveu mudanças no sistema defensivo.

Estreia: São Paulo 1 x 1 Corinthians
Competição: Campeonato Brasileiro de 2004
Resultado: empate

Seleção Brasileira: vitória contra o Equador

O primeiro jogo de Tite pela Seleção Brasileira aconteceu em 1º de setembro de 2016, contra o Equador, em Quito, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. A estreia terminou com vitória brasileira por 3 a 0.

Neymar abriu o placar cobrando pênalti, enquanto Gabriel Jesus marcou os outros dois gols. O resultado colocou o Brasil com 12 pontos na competição e marcou o início da recuperação da equipe nas Eliminatórias para a Copa do Mundo.

A partida também ganhou importância pelo local. O Brasil venceu o Equador em Quito e começou o ciclo de Tite com uma atuação que mudou o ambiente em torno da Seleção Brasileira que estava ameaçada de não ir à Copa do Mundo.

Estreia: Equador 0 x 3 Brasil
Competição: Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018
Resultado: vitória

Flamengo: triunfo diante do Cruzeiro

Depois de deixar a Seleção Brasileira ao fim da Copa do Mundo de 2022, Tite voltou ao futebol de clubes em 2023. O Flamengo foi o primeiro desafio do treinador após ficar à frente da equipe nacional em dois ciclos de Mundial.

A estreia ocorreu em 19 de outubro de 2023, contra o Cruzeiro, no Mineirão, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Flamengo venceu por 2 a 0, em uma partida na qual apresentou segurança defensiva e controlou o adversário na maior parte do confronto.

A vitória fez Tite começar sua passagem pelo clube carioca com três pontos e interrompeu uma sequência de maus resultados no Campeonato Brasileiro sob o comando de Jorge Sampaoli e seu primeiro compromisso oficial.

Estreia: Cruzeiro 0 x 2 Flamengo
Competição: Campeonato Brasileiro de 2023
Resultado: vitória

Cruzeiro: derrota para o Pouso Alegre

O Cruzeiro foi o trabalho seguinte de Tite. Contratado para comandar a equipe em 2026, o treinador fez sua estreia em 10 de janeiro, diante do Pouso Alegre, pelo Campeonato Mineiro. No Mineirão, o Cruzeiro acabou derrotado por 2 a 1.

Tite utilizou uma formação alternativa, com jogadores jovens, e sofreu sua primeira derrota em uma estreia. O jogo também marcou o retorno do treinador ao futebol após um período afastado dos bancos de reservas.

Estreia: Cruzeiro 1 x 2 Pouso Alegre
Competição: Campeonato Mineiro de 2026
Resultado: derrota

Botafogo é o novo capítulo da carreira

A chegada ao Botafogo representa o quinto trabalho de Tite considerado no levantamento. O clube oficializou o treinador em setembro de 2026, com vínculo até dezembro de 2028. A estreia pelo Glorioso será contra o Mirassol, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Há uma particularidade no novo desafio. Em 2026, Tite já havia enfrentado o Botafogo como técnico do Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro e perdeu por 4 a 0, no Nilton Santos. Agora, o treinador passa a ocupar o banco do clube e terá justamente uma nova estreia na competição.

Antes de estrear pelo clube da Estrela Solitária, portanto, Tite soma quatro jogos de estreia, duas vitórias, um empate e uma derrota. São sete pontos conquistados em 12 possíveis, com 58,3% de aproveitamento.

Martinelli ganha a chance de Ancelotti: os números que explicam a convocação do volante do Fluminense

Aos 24 anos, Martinelli estreia na Seleção Brasileira depois de uma temporada sólida pelo Fluminense. Os números mostram um meio-campista que pode oferecer controle, qualidade no passe e versatilidade a Carlo Ancelotti.

A convocação de Matheus Martinelli para a Seleção Brasileira não estava no roteiro inicial. O volante do Fluminense foi chamado por Carlo Ancelotti para substituir João Pedro, do Chelsea, que acabou cortado por lesão. Ainda assim, a oportunidade chega em um momento em que o jogador vinha apresentando números consistentes e, principalmente, características que podem ser úteis ao treinador italiano.

Martinelli fará sua estreia na Seleção principal nos amistosos contra Austrália e Índia, em uma Data Fifa que Ancelotti pretende aproveitar também para observar novos nomes pensando no próximo ciclo.

Um volante que joga e faz jogar

O primeiro dado que chama atenção está no passe.

Segundo o FotMob, Martinelli tem 91,7% de acerto nos passes no Brasileirão de 2026, com 1.105 passes certos em 1.550 minutos. A plataforma registra ainda 64,2 passes certos por 90 minutos, duas assistências e 17 chances criadas.

Não é apenas um jogador que recebe a bola e dá continuidade à jogada. Martinelli costuma baixar para perto dos zagueiros, oferecer uma linha de passe e ajudar a equipe a escapar da primeira pressão. No Fluminense, também já atuou alguns metros mais à frente, o que explica a possibilidade de funcionar como primeiro ou segundo volante. Essa versatilidade é uma das características que o colocaram no radar da comissão técnica brasileira.

Os números defensivos também explicam a escolha

O meio-campista não vive apenas da bola nos pés.

Ainda de acordo com o FotMob, Martinelli soma 24 desarmes, 20 interceptações e 81 recuperações de posse no Brasileirão. Também venceu 60 dos 118 duelos disputados, além de registrar 27 faltas cometidas.

Já o Sporting Life aponta 6,85 duelos disputados por 90 minutos, 4,7 recuperações e 1,16 interceptações por partida na temporada, números que ajudam a desenhar um jogador participativo também sem a bola.

É justamente essa combinação que pode interessar a Ancelotti: um volante capaz de participar da construção sem deixar de cumprir funções defensivas.

Uma temporada de regularidade

Os números globais também mostram o peso que Martinelli tem no Fluminense.

Martinelli contabiliza 37 partidas em 2026, somando Campeonato Carioca, Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores, com 2.919 minutos, um gol e quatro assistências. No recorte de Brasileirão e Libertadores, o médio registra 25 partidas, 2.085 minutos e três assistências.

O próprio Sofascore apresenta Martinelli com índice de 6,9 nos últimos 12 meses, além de destacar sua presença regular no Fluminense.

Não são números de um meio-campista que vive de aparecer na área. São números de alguém que influencia o jogo de outra maneira.

O que ele pode acrescentar ao Brasil?

Talvez essa seja a parte mais interessante.

Martinelli chega a uma Seleção que conta com Bruno Guimarães, Douglas Luiz, Andrey Santos, Breno Bidon e Danilo Santos entre os meio-campistas convocados. Ou seja, não chega para ocupar automaticamente uma posição. Chega para apresentar uma alternativa.

Sua capacidade de jogar como primeiro ou segundo volante, a segurança no passe e a experiência acumulada no Fluminense podem oferecer a Ancelotti uma peça diferente para controlar o ritmo das partidas.

E existe outro detalhe: Martinelli já soma mais de 300 jogos pelo Fluminense. Não é uma aposta baseada apenas em potencial. É um jogador formado no clube, consolidado no futebol brasileiro e agora colocado diante do maior desafio da carreira.

A convocação chegou por uma circunstância inesperada. A oportunidade, porém, encontra um Martinelli preparado pelos números e pela experiência para mostrar que pode ser mais do que um substituto de ocasião.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

Yamal já é lenda? Os números aos 19 anos explicam a comparação com Pelé

Lamine Yamal tem apenas 19 anos, mas já não pode ser tratado apenas como uma promessa. O espanhol entrou definitivamente em outro território. Os números divulgados pela página Score 90, comparando jogadores na mesma idade, mostram um fenômeno que ajuda a explicar por que Yamal já é colocado ao lado de nomes como Pelé, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.

E há um detalhe ainda mais impressionante: a discussão não acontece apenas pelo talento. Yamal já tem 190 jogos, 63 gols e 67 assistências na carreira profissional, além de uma coleção de títulos que inclui Eurocopa e Copa do Mundo. Aos 19 anos, o jogador do Barcelona já ganhou oito troféus, segundo o levantamento apresentado pela Score 90. Não é normal.

Pelé continua sendo o parâmetro mais absurdo

Se existe alguém capaz de fazer Yamal parecer “normal” nesta comparação, é justamente Pelé. O Rei aparece no levantamento da Score 90 com impressionantes 183 gols em 149 jogos aos 19 anos. É um número de outra dimensão e ajuda a entender por que Pelé continua sendo uma referência quase impossível de reproduzir.

E há uma diferença histórica importante. Pelé ganhou a Copa do Mundo de 1958 com apenas 17 anos e 249 dias, permanecendo até hoje como o jogador mais jovem a conquistar o Mundial. Yamal também já colocou a mão no troféu mais importante do futebol. Em 2026, aos 19 anos, foi campeão mundial com a Espanha.

É justamente aí que a comparação começa a ficar interessante. O próprio Yamal reconheceu recentemente que Pelé é uma exceção histórica. «Houve o Pelé, mas nos tempos recentes… nunca, penso eu», afirmou, ao falar sobre a quantidade de títulos conquistados tão cedo.

Yamal contra os outros astros

A comparação da Score 90 também coloca Yamal diante de outros jogadores que chegaram muito cedo ao topo. Kylian Mbappé, aos 19 anos, tinha 56 gols e 39 assistências em 86 jogos. Ronaldo Fenômeno apresentava números impressionantes: 78 gols e 15 assistências em 92 partidas. Já Cristiano Ronaldo tinha 13 gols e 13 assistências em 84 jogos, enquanto Lionel Messi somava 11 gols e seis assistências em 44 partidas.

Aqui aparece uma das particularidades de Yamal. Ele não é o maior goleador desse grupo aos 19 anos. Pelé e Ronaldo Nazário, principalmente, apresentam números de gols superiores. Mas nenhum deles combina exatamente o mesmo volume de partidas, gols, assistências e títulos que o espanhol acumulou tão cedo.

Levantamentos estatísticos independentes também colocam Yamal muito acima dos números de Messi e Cristiano Ronaldo na mesma idade, embora seja necessário lembrar que as trajetórias, posições e contextos competitivos foram diferentes.

O que torna Yamal diferente?

Talvez seja justamente a precocidade. Yamal estreou pela equipe principal do Barcelona aos 15 anos e, desde então, passou de promessa a protagonista sem praticamente conhecer uma fase de adaptação. Atualmente, soma 190 jogos profissionais, 63 gols e 67 assistências no levantamento da Score 90.

E não está apenas acumulando estatísticas. Já ganhou três LaLiga, duas Supercopas da Espanha, uma Copa do Rei, uma Eurocopa e uma Copa do Mundo.

A conquista do Mundial tornou a comparação ainda mais pesada. Aos 19 anos, Yamal já tem no currículo um título que Messi precisou esperar até os 35 anos para conquistar.

Isso não significa que o espanhol esteja perto de igualar Messi ou Cristiano Ronaldo em legado. Essa é uma discussão que só poderá existir depois de muitos anos. Messi e Cristiano construíram duas décadas de domínio, números gigantescos e uma regularidade que ainda representa o verdadeiro desafio para Yamal. Mas o início da história já é extraordinário.

O próximo dono do futebol mundial?

É aqui que a discussão fica inevitável. Messi e Cristiano Ronaldo marcaram uma era como poucos jogadores na história conseguiram fazer. Durante quase duas décadas, praticamente toda discussão sobre o melhor jogador do mundo passou por um dos dois.

Agora, uma nova geração começa a aparecer. Mbappé já está estabelecido. Haaland também. Mas Yamal possui algo que o diferencia: aos 19 anos, já carrega uma trajetória que permite comparações diretas com os maiores fenômenos precoces que o futebol conheceu.

E ele próprio parece saber disso. «Tenho mil coisas para fazer para entrar na história do futebol», disse recentemente Yamal. Talvez essa seja a melhor forma de olhar para o espanhol.

Yamal ainda não é Messi. Ainda não é Cristiano. E certamente não é Pelé. Mas aos 19 anos, já deixou de ser apenas o garoto que pode chegar lá. Ele já chegou a um lugar reservado a muito poucos. E, se conseguir manter o ritmo, poderá ser justamente o jogador escolhido para assumir o futebol mundial quando a era Messi-Cristiano chegar definitivamente ao fim.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

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