Samuel Lino encerra intertemporada como destaque do Flamengo; veja os números

O Flamengo a intertemporada em Portugal com um saldo positivo dentro e fora de campo. Em três amistosos disputados no Estádio do Algarve, o Rubro-Negro somou duas vitórias e um empate, conquistou o Troféu do Algarve e viu Samuel Lino assumir o protagonismo da equipe.

Ao longo dos amistosos, participou diretamente de quatro gols, com dois gols marcados e duas assistências. Além dos números, Samuel Lino demonstrou entrosamento com os companheiros e confirmou a boa impressão deixada desde sua chegada ao clube.

Atacante liderou as estatísticas ofensivas

Samuel Lino foi o atleta com maior participação em gols durante a intertemporada. O desempenho reforçou a confiança da comissão técnica de Leonardo Jardim para a sequência da Copa Libertadores da América e Campeonato Brasileiro.

Outro destaque foi Wallace Yan. O jovem revelado nas categorias de base marcou dois gols e deu uma assistência, aproveitando as oportunidades recebidas nos amistosos. O time rubro-negro ainda contou com boas atuações de Emerson Royal, Jorginho, Bruno Henrique e Lorran.

Veja os números da intertemporada

A preparação em Portugal terminou com seis gols marcados pelo Flamengo. Confira as participações ofensivas dos principais jogadores:

  • Samuel Lino: dois gols e duas assistências.
  • Wallace Yan: dois gols e uma assistência.
  • Emerson Royal: uma assistência.
  • Jorginho: uma assistência.
  • Bruno Henrique: um gol.
  • Lorran: um gol.

Flamengo conquista o Troféu do Algarve

O título da intertemporada foi confirmado com a vitória por 2 a 1 sobre o Benfica, neste sábado. Samuel Lino abriu o placar no primeiro tempo, enquanto Wallace Yan saiu do banco para marcar o gol da vitória. Pavlidis descontou para a equipe portuguesa.

Antes disso, o time comandado pelo técnico Leonardo Jardim empatou por 2 a 2 com o River Plate, da Argentina, e venceu o Lausanne-Sport, da Suíça, por 2 a 0, encerrando a preparação de forma invicta no torneio.

Leonardo Jardim amplia alternativas

Além dos resultados, a intertemporada permitiu que Leonardo Jardim avaliasse diferentes formações e observasse atletas que buscam espaço no elenco principal. Wallace Yan confirmou o bom momento vivido nas últimas semanas.

Johnny Góes também aproveitou as oportunidades na lateral esquerda e chamou a atenção de observadores de clubes portugueses. O período também serviu para acelerar a adaptação dos reforços e fortalecer o entrosamento do grupo antes da retomada das competições oficiais.

Próximo compromisso será em Brasília

Mesmo com o fim da intertemporada em Portugal, o Flamengo ainda fará mais um amistoso antes do retorno do calendário nacional. Na próxima sexta-feira, 17, a equipe enfrentará o Olimpia, do Paraguai, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Quanto vale Johnny Góes? Saiba o valor da multa rescisória da joia do Flamengo

O Torneio do Algarve serviu para o Flamengo testar jogadores e ajustar a equipe para a sequência da temporada. Entre os nomes que aproveitaram a oportunidade, um chamou atenção: o lateral-esquerdo Johnny Góes.

Aos 19 anos, o defensor foi titular nas partidas contra Lausanne-Sport, da Suíça, e Benfica, de Portugal. Com atuações seguras, personalidade e boa participação ofensiva, deixou uma impressão positiva na comissão técnica de Leonardo Jardim.

As apresentações também despertaram o interesse de observadores grandes clubes europeus, que acompanharam de perto o desempenho da cria da durante a competição de intertemporada realizada em Portugal.

Descoberto ainda nas categorias de base

Johnny Góes chegou ao Flamengo em 2023. O lateral foi identificado por observadores do clube enquanto defendia a equipe Sub-15 do Boavista e rapidamente passou a integrar as categorias de base do Rubro-Negro.

Desde então, acumulou boas atuações pelas equipes Sub-17 e Sub-20, consolidando-se como um dos principais nomes da posição dentro do clube. O desempenho constante acelerou sua evolução e abriu caminho para a promoção ao elenco principal nesta temporada.

Leonardo Jardim deu oportunidade ao jovem

A primeira experiência de Johnny Góes no grupo principal aconteceu durante as rodadas iniciais do Campeonato Carioca de 2026, quando parte do elenco profissional rubro-negro realizava a pré-temporada.

As boas atuações convenceram Leonardo Jardim a mantê-lo integrado ao grupo principal para a disputa do Torneio do Algarve. A confiança do treinador ficou evidente quando o jovem foi escalado entre os titulares nos dois amistosos realizados em Portugal.

Scouts portugueses acompanharam o lateral

As atuações de Johnny Góes não passaram despercebidas. A Agência RTI Esporte apurou que observadores de Benfica, Sporting e Porto acompanharam o desempenho do lateral durante o Torneio do Algarve.

Os relatórios produzidos pelos clubes portugueses foram positivos, principalmente pelos aspectos físicos, defensivos e pela maturidade apresentada pelo jogador rubro-negro em partidas de bom nível técnico.

Apesar da boa avaliação, não existe, até o momento, qualquer proposta oficial pelo atleta. O Flamengo trata Johnny Góes como um dos ativos mais promissores das categorias de base. Por isso, o clube renovou seu contrato até dezembro de 2027.

Qual o valor da multa rescisória de Johnny Góes no Flamengo?

Além do vínculo de longo prazo, o Flamengo estabeleceu uma multa rescisória de 50 milhões de euros (R$ 291,7 milhões, na cotação atual) para transferências internacionais. A estratégia busca proteger um jogador que pode ganhar ainda mais valorização no mercado da bola.

Antes de chegar ao elenco principal, Johnny disputou 73 partidas pelas categorias de base do Flamengo e marcou um gol. No time profissional, o lateral já soma três jogos e uma assistência. Duas dessas partidas aconteceram pelo Campeonato Carioca de 2026.

“Sou chato mesmo”: Jorginho revela cobrança nos jovens do Flamengo

A presença de jogadores das categorias de base no elenco principal do Flamengo ganhou um novo aliado. Jorginho, uma das lideranças do elenco, assumiu papel importante nos bastidores e passou a ser uma referência para os jovens que buscam espaço no time profissional.

Durante a intertemporada em Portugal, o volante mostrou que sua contribuição vai além do desempenho dentro de campo. Com experiência no futebol europeu, ele passou a orientar os garotos sobre comportamento, profissionalismo e responsabilidade.

Volante revela cobrança aos jogadores da base

A vitória por 2 a 1 sobre o Benfica, pelo Troféu do Algarve, marcou mais um capítulo dessa relação entre o jogador experiente e a nova geração rubro-negra. Jorginho explicou que mantém uma postura firme com os jovens do elenco.

Para o volante, pequenas atitudes do dia a dia fazem diferença na formação de um jogador profissional. O meio-campista contou uma situação envolvendo o zagueiro João Victor durante a passagem do Flamengo por Portugal.

“Não tem jeito, sou chato mesmo com os horários. Hoje, por exemplo, a saída do hotel estava marcada para às 8h30. Teve garoto chegando ao café da manhã às 8h28. Levou azar porque olhei para o relógio bem na hora”, disse antes de prosseguir:

“Deixei passar o momento, mas depois chamei para conversar e disse: ‘De você eu não esperava, já está há muito tempo conosco, não pode vacilar’. Mas o João se explicou e está tranquilo, faz parte”, explicou o jogador.

Experiência serve de exemplo para a base

Jorginho entende que os jovens do Flamengo vivem uma oportunidade especial ao integrar o elenco principal. Por isso, tenta transmitir ensinamentos que acumulou durante sua carreira ao relembrar o início da trajetória profissional.

“Acredito que seja muito bom para os meninos terem essa oportunidade de estar com o grupo principal. Torço para que escutem bem os conselhos, porque é uma chance única. Na época, funcionava como uma esponja: apenas absorvia os ensinamentos”, lembrou.

Flamengo aposta na integração entre gerações

A comissão técnica de Leonardo Jardim trabalha para aproximar os jogadores mais experientes das promessas das categorias de base. Além das orientações nos treinamentos, Jorginho também participa da construção do ambiente do grupo.

O volante incentiva os jovens a interagirem mais e aproveitarem o período ao lado dos atletas com maior experiência. O objetivo é criar um elenco mais unido para enfrentar uma temporada de alta exigência.

Jovens ganham espaço e confiança

Durante a intertemporada em Portugal, jogadores como Wallace Yan e Johnny Góes receberam oportunidades importantes. Wallace Yan marcou gols e ganhou destaque ofensivo, enquanto Johnny Góes chamou atenção atuando como lateral-esquerdo diante de adversários europeus.

“Os jovens têm uma grande oportunidade de aprender muito, tanto dentro de campo quanto fora. “Se os meninos estão no Flamengo hoje e integrados à primeira equipe, é porque possuem um grande potencial para o futuro”, finalizou.

Flamengo vence Benfica em jogo quente e conquista o Troféu do Algarve; Wallace Yan decide e homenageia Vini Jr.

O Flamengo encerrou a intertemporada em alta ao derrotar o Benfica por 2 a 1, neste sábado, no Estádio do Algarve, em Portugal. Em uma partida intensa dentro e fora das quatro linhas, o Rubro-Negro conquistou o Troféu do Algarve com gols de Samuel Lino e Wallace Yan.

O amistoso foi marcado por muita disputa física, confusões entre jogadores e integrantes das comissões técnicas, além de um ambiente hostil envolvendo o atacante argentino Gianluca Prestianni. No fim, o Flamengo confirmou a vitória diante do clube portuguese.

Samuel Lino abre o placar em primeiro tempo movimentado

A equipe comandada pelo técnico Leonardo Jardim começou a partida impondo ritmo forte. O principal destaque ofensivo foi Samuel Lino, que aproveitou assistência de Emerson Royal para abrir o placar ainda na etapa inicial.

Além do gol, Samuel Lino participou das principais jogadas ofensivas do Flamengo. Pedro também criou boas oportunidades e levou perigo à defesa portuguesa durante os primeiros 45 minutos no Sul de Portugal.

Gianluca Prestianni vira alvo de faltas e provoca reação

O confronto ganhou contornos mais tensos por causa de Gianluca Prestianni. Ele entrou em campo cercado de expectativa após a polêmica envolvendo Vini Jr. Em confronto entre Benfica e Real Madrid, o atleta foi acusado de insultar o brasileiro em um episódio de racismo.

Durante o amistoso, Gianluca Prestianni passou a ser alvo de entradas duras de jogadores como Emerson Royal, Erick Pulgar e Johnny. A torcida rubro-negra também direcionou vaias e provocações ao atacante durante toda a partida.

O clima ficou ainda mais pesado após uma falta de Erick Pulgar. Um integrante da comissão técnica do Benfica foi reclamar junto ao banco do Flamengo, o que provocou forte discussão entre os membros das duas equipes.

O segundo tempo manteve a intensidade do primeiro. O Benfica voltou melhor e criou boas oportunidades, principalmente com Gianluca Prestianni, que acertou a trave em uma das principais chances da equipe portuguesa.

Com as substituições promovidas pelos treinadores, o Flamengo ganhou novo fôlego no ataque. Wallace Yan recebeu passe de Samuel Lino e finalizou com precisão para marcar o segundo gol rubro-negro, garantindo a vitória por 2 a 1.

Homenagem a Vini Jr. marca comemoração

Após balançar as redes, Wallace Yan comemorou reproduzindo um gesto característico de Vinícius Júnior. O atacante dançou em frente à bandeira de escanteio, em uma referência ao camisa 7 do Real Madrid e em resposta às polêmicas envolvendo Gianluca Prestianni.

O jovem revelado nas categorias de base ainda teve outra oportunidade para ampliar o placar, mas desperdiçou a chance. Nos minutos finais, o Benfica pressionou em busca do empate, enquanto o Flamengo recuou suas linhas para administrar a vantagem.

O goleiro Agustín Rossi apareceu em momentos decisivos e fez importantes defesas para assegurar o resultado positivo. A conquista do Troféu do Algarve encerra a preparação do Flamengo para a sequência da temporada com sinais positivos.

Além do bom desempenho coletivo, o amistoso reforçou o crescimento de jogadores como Samuel Lino, Lorran Lucas e Wallace Yan, que aproveitaram as oportunidades e deixaram boas impressões junto ao técnico Leonardo Jardim.

Torneio do Algarve: veja sete jogadores que defenderam Flamengo e Benfica

Antes de mais nada, Flamengo e Benfica voltam a se enfrentar neste sábado, às 15h30 (de Brasília), pela decisão do Torneio do Algarve. O Rubro-Negro chega invicto ao confronto. Na estreia, empatou por 2 a 2 com o River Plate.

Depois, utilizando uma equipe formada em grande parte por jogadores das categorias de base, derrotou o Lausanne-Sport por 2 a 0. Além da disputa pelo título, o encontro coloca frente a frente dois clubes que construíram uma relação histórica por meio do mercado da bola.

Ao longo das últimas décadas, brasileiros que brilharam no Rio de Janeiro seguiram para Lisboa, enquanto outros fizeram o caminho inverso. Alguns se transformaram em ídolos dos dois lados do Atlântico.

Outros, apesar da expectativa criada, não conseguiram repetir o mesmo desempenho quando trocaram de clube. A Agência RTI Esporte relembra cinco jogadores que marcaram, de formas diferentes, a história de Flamengo e Benfica.

Júlio César e Mozer deixaram legado nas duas equipes

Revelado pelo Flamengo, Júlio César disputou mais de 280 partidas pelo clube carioca antes de construir uma carreira vitoriosa na Europa. Após conquistar a Liga dos Campeões pela Inter de Milão, chegou ao Benfica em 2014, onde voltou a levantar títulos e tornou-se uma referência para a torcida encarnada.

Mozer também escreveu seu nome na história dos dois clubes. Campeão do Mundo e da Copa Libertadores da América pelo Flamengo na década de 1980, o zagueiro transferiu-se para o Benfica e permaneceu por várias temporadas.

Em Portugal, por exmeplo, conquistou títulos, tornou-se capitão da equipe e até hoje é lembrado como um dos melhores defensores estrangeiros que vestiram a camisa do clube. Além disso, defendeu o Brasil na Copa do Mundo de 1990.

Aldair abriu as portas para uma carreira internacional

Depois de se destacar pelo Flamengo e conquistar a Copa do Brasil de 1990, Aldair foi negociado com o Benfica em 1989. A passagem por Portugal durou apenas uma temporada, mas foi suficiente para confirmar o potencial do zagueiro e despertar o interesse do futebol italiano.

Pelo clube português, Aldair disputou 33 partidas e marcou três gols, desempenho que chamou a atenção da Roma. A transferência para a Itália mudaria sua carreira. Na equipe da capital italiana, permaneceu por 13 temporadas.

Além disso, tornou-se capitão, conquistou o Campeonato Italiano e consolidou seu nome entre os maiores zagueiros da história do clube. Embora tenha atuado pouco tempo no Benfica, Aldair é lembrado como um dos melhores zagueiros da história do clube.

Anos depois, ainda seria campeão da Copa do Mundo de 1994 com a Seleção Brasileira. O título, aliás, serviu para consagrá-lo como um dos melhores zagueiros do mundo naquele ano ao lado do italiano Franco Baresi.

David Luiz brilhou em Lisboa antes de voltar ao Brasil

David Luiz chegou ao Benfica ainda jovem e foi em Portugal que ganhou projeção internacional. As boas atuações abriram caminho para a transferência ao Chelsea, onde conquistou a Liga dos Campeões da Europa.

Anos depois, retornou ao Brasil para defender o Flamengo. Com a camisa rubro-negra, conquistou uma Copa Libertadores da América, duas Copas do Brasil, assumiu papel de liderança e passou a ser uma das referências técnicas do elenco.

Everton Cebolinha viveu altos e baixos em Portugal

Contratado pelo Benfica em 2020 por 20 milhões de euros, Everton Cebolinha chegou cercado de expectativa. A contratação foi um pedido do técnico Jorge Jesus, que havia comandado o Flamengo e convenceu a diretoria portuguesa a investir pesado no atacante após o destaque alcançado no Grêmio.

O desempenho, entretanto, ficou muito abaixo do esperado. Em duas temporadas, vestiu a camisa do clube em 95 partidas, marcou 15 gols e distribuiu 17 assistências, mas nunca conseguiu se firmar como titular absoluto.

A dificuldade de adaptação ao futebol europeu, a troca de treinadores e a concorrência no setor ofensivo impediram que justificasse o investimento realizado pelo Benfica. Em 2022, por exemplo, o clube português negociou o atacante com o Flamengo por cerca de 14 milhões de euros.

No retorno ao Brasil, Everton Cebolinha alternou bons e maus momentos no Flamengo. Além disso, acumulou lesões musculares entre 2022 e 2026. A falta de regularidade fez com que o jogador não caísse nas graças do torcedor rubro-negro.

Airton e Gabriel Barbosa não conseguiram repetir o sucesso

Airton chegou ao Benfica em 2010, depois de boas temporadas pelo Flamengo. A expectativa era de que o volante acrescentasse força física ao meio-campo da equipe portuguesa. A passagem, porém, foi discreta.

Airton encontrou forte concorrência, teve dificuldades para se adaptar ao ritmo do futebol português e disputou apenas 13 partidas antes de retornar ao Brasil. Sem conseguir se firmar, encerrou rapidamente sua experiência em Lisboa.

Gabriel Barbosa, por sua vez, viveu situação semelhante. Emprestado pela Inter de Milão ao Benfica em 2017, o centroavante buscava recuperar a confiança após uma passagem sem destaque pelo futebol italiano.

Entretanto, voltou a encontrar dificuldades. Gabigol disputou apenas cinco partidas pela equipe principal, não marcou gols nem deu assistências e ainda atuou pela equipe B do clube. Sem espaço, retornou à Itália e, posteriormente, reencontrou seu melhor futebol no Santos.

Foi justamente esse desempenho que abriu caminho para sua contratação pelo Flamengo. No Rubro-Negro, Gabriel Barbosa acabou sendo decisivo nas conquistas de duas Copas Libertadores da América, dois Campeonatos Brasileiros, uma Copa do Brasil, além de diversos títulos estaduais.

Às vésperas de mais um confronto entre Flamengo e Benfica, as trajetórias desses jogadores mostram que a relação entre os clubes vai muito além dos amistosos e torneios internacionais. Entre histórias de sucesso, apostas frustradas e ídolos eternos, brasileiros continuam fortalecendo uma ponte que une Rio de Janeiro e Lisboa há décadas.

Por que Everton Cebolinha não deu certo no Benfica? Entenda os motivos antes de Flamengo x Benfica

Flamengo e Benfica voltam a se enfrentar neste sábado, 11, às 15h30 (de Brasília), pela decisão do Torneio do Algarve. A equipe comandada por Leonardo Jardim chega invicta ao confronto após empatar por 2 a 2 com o River Plate e derrotar o Lausanne-Sport por 2 a 0, resultado conquistado com uma equipe formada em grande parte por atletas das categorias de base.

O encontro reúne dois clubes que construíram uma relação intensa no mercado de transferências nas últimas décadas. Diversos jogadores trocaram o Rio de Janeiro por Lisboa e vice-versa, mas poucos despertaram tanta expectativa quanto Everton Cebolinha.

Contratado pelo Benfica em uma das maiores operações da história do clube português, o atacante desembarcou em Portugal cercado de expectativas. Tinha status de titular da seleção brasileira, havia sido eleito o melhor jogador da Copa América de 2019 e era considerado um dos pontas mais decisivos do futebol sul-americano.

Entretanto, o roteiro esperado nunca se confirmou. Em vez de se tornar protagonista no Estádio da Luz, Cebolinha viveu uma passagem marcada por irregularidade, dificuldades de adaptação e mudanças constantes no ambiente esportivo.

A contratação que movimentou o mercado europeu

Em agosto de 2020, o Benfica desembolsou 20 milhões de euros para contratar Everton Cebolinha junto ao Grêmio. O investimento colocou o brasileiro entre as aquisições mais caras da história do clube e simbolizou a ambição do projeto liderado pelo técnico Jorge Jesus.

O treinador conhecia profundamente o futebol brasileiro e foi um dos principais defensores da contratação. Depois de conquistar títulos importantes no Flamengo, Jorge Jesus convenceu a diretoria benfiquista de que Everton Cebolinha reunia características ideais para elevar o nível ofensivo da equipe. Na época, poucos questionavam o investimento.

Everton Cebolinha chegava valorizado após quatro temporadas de alto nível pelo Grêmio, onde acumulou títulos da Copa do Brasil, da Copa Libertadores América e da Recopa Sul-Americana, além de atuações de destaque pela Seleção Brasileira. A expectativa era de uma adaptação rápida ao futebol português. Na prática, porém, o cenário foi completamente diferente.

Mudanças de treinador dificultaram sequência

Embora Jorge Jesus tenha participado diretamente da contratação, o treinador não permaneceu tempo suficiente para consolidar o projeto esportivo. Durante a passagem de Everton Cebolinha pelo Benfica, o clube viveu mudanças frequentes na comissão técnica, alterando sistemas táticos, funções ofensivas e critérios de escalação.

A falta de continuidade prejudicou o brasileiro. Em alguns momentos atuava aberto pela esquerda, sua posição preferida. Em outros, foi utilizado pelo lado direito ou até em funções mais centralizadas, perdendo justamente as características que fizeram dele um dos melhores dribladores do futebol brasileiro. Além das mudanças táticas, o Benfica investiu continuamente em novos atacantes, aumentando a concorrência por espaço no elenco.

Números ficaram abaixo das expectativas

Mesmo sem protagonismo, Everton Cebolinha participou de 95 partidas pelo Benfica. Nesse período, marcou 15 gols e distribuiu 17 assistências. Os números, embora razoáveis para muitos atacantes, ficaram muito abaixo do que se esperava de um jogador contratado por 20 milhões de euros e apontado como um dos líderes técnicos do projeto esportivo.

Mais do que estatísticas, faltaram atuações decisivas em jogos importantes. Everton Cebolinha alternava boas apresentações com longos períodos de irregularidade, sem conseguir estabelecer uma sequência como titular absoluto.

Outro fator frequentemente citado pela imprensa portuguesa foi a dificuldade de adaptação ao ritmo do futebol europeu. Acostumado a receber liberdade para conduzir a bola e atacar espaços no Brasil, encontrou defesas mais compactas e menor tempo para decidir as jogadas.

Pressão e expectativa pesaram

O peso do investimento também influenciou diretamente o ambiente em torno do atacante. Sempre que entrava em campo, Everton Cebolinha era comparado ao desempenho apresentado no Grêmio e à condição de principal contratação daquela temporada.

A cobrança da torcida aumentava à medida que o rendimento coletivo do clube português também ficava abaixo das expectativas. Sem títulos expressivos no período, o ambiente tornou-se cada vez mais pressionado.

Ida para o Flamengo marcou recomeço da carreira

Em 2022, o Benfica aceitou negociar Everton Cebolinha com o Flamengo por aproximadamente 14 milhões de euros, valor inferior ao investimento realizado dois anos antes. Apesar disso, o jogador nunca conseguiu cair nas graças do torcedor rubro-negro.

Ao longo de sua trajetória no clube, acumulou boas atuações com a camisa rubro-negra. No entanto, o jogador teve seguidas lesões musculares em momentos decisivos. Pelo clube, levantou taças de 2022 a 2026.

Ele faturou a Copa Libertadores da América (2022 e 2025), Campeonato Brasileiro (2025), Copa do Brasil (2024), Supercopa do Brasil (2025) e o Campeonato Carioca (2024, 2025 e 2026). Seu contrato termina no fim da atual temporada e não será renovado pela diretoria.

Por que Gabigol não deu certo no Benfica? Entenda por que o ídolo do Flamengo teve passagem discreta em Portugal

Flamengo e Benfica voltam a se enfrentar neste sábado, 11, às 15h30 (de Brasília), pela decisão do Torneio do Algarve. O duelo reúne dois clubes acostumados a revelar talentos e movimentar o mercado internacional.

Também faz lembrar jogadores que vestiram as duas camisas, casos de David Luiz, Júlio César, Mozer, Everton Cebolinha e Gabriel Barbosa. Gabigol, aliás, construiu uma trajetória marcada por gols decisivos, títulos nacionais e continentais pelo Flamengo.

No entanto, antes de alcançar esse protagonismo no futebol brasileiro, o atacante viveu uma experiência frustrante em Portugal. Sua passagem pelo Benfica durou poucos meses e ficou muito distante das expectativas criadas quando desembarcou em Lisboa.

Embora ainda fosse considerado uma das maiores promessas do futebol brasileiro, Gabriel Barbosa encontrou dificuldades para conquistar espaço e acabou deixando o clube sem marcar um único gol pela equipe principal.

Benfica apostou na recuperação de Gabigol

Gabriel Barbosa chegou ao Benfica em agosto de 2017, por empréstimo da Inter de Milão. O clube português enxergava a negociação como uma oportunidade de mercado. Na Itália, porém, o cenário foi decepcionante.

Gabigol disputou poucas partidas, encontrou dificuldades para se adaptar ao futebol europeu e perdeu espaço rapidamente no elenco da Inter. Foi justamente nesse contexto que o Benfica decidiu apostar na recuperação do brasileiro.

A expectativa era que o ambiente menos pressionado do Campeonato Português permitisse ao atacante recuperar a confiança e voltar ao alto nível. Na prática, entretanto, isso nunca aconteceu e gerou críticas à diretoria.

Forte concorrência reduziu oportunidades

O principal obstáculo enfrentado por Gabriel Barbosa foi a concorrência dentro do elenco benfiquista. Naquele momento, o Benfica contava com atacantes já consolidados e vivia uma disputa intensa por posições no setor ofensivo.

Sem sequência de jogos, o brasileiro passou a receber poucas oportunidades para demonstrar seu potencial. Ao longo da passagem pelo clube, Gabigol disputou apenas cinco partidas pela equipe principal, todas saindo do banco de reservas.

Não marcou gols nem distribuiu assistências. Na tentativa de recuperar ritmo de jogo, também atuou pela equipe B do Benfica. Ainda assim, não conseguiu convencer a comissão técnica de que merecia um espaço maior no elenco principal.

A falta de minutos em campo acabou criando um círculo difícil de romper. Sem sequência, o centroavante perdia confiança. Sem confiança, também diminuíam as chances de conquistar a titularidade na equipe encarnada.

Adaptação ao futebol europeu pesou

Outro fator importante foi a adaptação ao estilo de jogo praticado em Portugal. Gabriel Barbosa chegou à Europa acostumado a atuar com liberdade no ataque, explorando movimentações constantes e recebendo muitas bolas em profundidade.

No Benfica, encontrou um futebol mais tático e exigente sob o ponto de vista coletivo. Além da necessidade de cumprir funções defensivas, o atacante passou a disputar espaço em uma equipe que valorizava intensidade sem a bola e organização posicional.

A mudança coincidiu com um período de pouca confiança após a passagem pela Inter de Milão, tornando ainda mais difícil a adaptação. Naquele momento, o brasileiro também convivia com a pressão de justificar o status de uma das maiores promessas do futebol sul-americano.

Retorno ao Brasil mudou completamente sua trajetória

Sem espaço em Portugal, Gabigol retornou à Inter de Milão antes de ser novamente emprestado, desta vez ao Santos. Foi na Vila Belmiro que o atacante, medalha de ouro com o Brasil nos Jogos Olímpicos de 2016, reencontrou o bom futebol.

Artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2018, recuperou prestígio no mercado da bola e despertou o interesse do Flamengo. A contratação pelo clube carioca, em 2019, transformou completamente sua carreira.

Com a camisa rubro-negra, Gabriel Barbosa conquistou duas Copas Libertadores da América, dois Campeonatos Brasileiros, uma Copa do Brasil, duas Supercopas do Brasil, uma Recopa Sul-Americana e diversos títulos estaduais.

Além das conquistas, Gabriel Barbosa marcou gols históricos, especialmente nas finais da Copa Libertadores da América de 2019 e 2022, consolidando-se como um dos maiores ídolos da história recente do Flamengo.

Benfica x Flamengo: invencibilidade rubro-negra ganha destaque na final do Torneio do Algarve

Benfica e Flamengo se enfrentam neste sábado, 11, às 15h30 (de Brasília), na decisão do Torneio do Algarve. O duelo coloca em jogo um tabu que já dura sete décadas: o clube português nunca venceu o Rubro-Negro.

A equipe comandada por Leonardo Jardim chega invicta à final. Na estreia, empatou por 2 a 2 com o River Plate. Depois, com uma formação mesclada e muitos jogadores da base, bateu o Lausanne-Sport por 2 a 0 e garantiu vaga na decisão.

O histórico do confronto reforça a vantagem rubro-negra. Em nove partidas entre oficiais e amistosos, o Flamengo soma seis vitórias e três empates. Segundo o levantamento histórico do duelo, Dida, Joel, Doval, Bebeto, Romário, Sávio e Lúcio são os artilheiros rubro-negros.

Primeiro duelo aconteceu na década de 1950

A história começou em 1955, no tradicional Torneio Hexagonal. O Flamengo venceu por 1 a 0 e abriu a série sem derrotas diante dos portugueses. No ano seguinte, os clubes voltaram a se enfrentar, e o Rubro-Negro repetiu o bom desempenho ao ganhar por 2 a 1.

Em 1957, a rivalidade ganhou dois novos capítulos. O primeiro jogo terminou empatado por 1 a 1 e o segundo ficou no 0 a 0. Já em 1958, Flamengo e Benfica voltaram a empatar, desta vez por 1 a 1, encerrando a sequência da década com vantagem carioca.

Flamengo retomou vantagem nos anos 1970

Depois de um longo intervalo, os clubes só voltaram a se enfrentar em 1972. Jogando em casa, o Flamengo venceu por 1 a 0 e manteve a invencibilidade. Naquele período, o Benfica já era uma potência do futebol europeu, mas não conseguiu superar o time rubro-negro.

Geração de Zico também levou vantagem

O confronto reapareceu em 1988, já na era de Zico. Em mais uma atuação segura, o Flamengo derrotou o Benfica por 2 a 0 e ampliou a vantagem. O resultado reforçou o bom retrospecto rubro-negro em um momento em que o clube português seguia entre os principais da Europa.

Década de 1990 confirmou hegemonia rubro-negra

Os dois últimos encontros aconteceram nos anos 1990. Em 1996, o Flamengo venceu por 2 a 1 e manteve a invencibilidade construída ao longo de mais de 40 anos. O capítulo mais marcante veio no ano seguinte.

Em agosto de 1997, pela Copa Centenário de Belo Horizonte, o Rubro-Negro goleou o Benfica por 5 a 2, resultado que segue como a maior vitória da história do duelo. Desde então, os clubes não voltaram a se enfrentar.

Retrospecto aumenta expectativa para o Torneio do Algarve

O reencontro deste sábado dá ao Benfica a chance de tentar quebrar um tabu que já dura sete décadas. Do outro lado, o Flamengo entra em campo defendendo uma invencibilidade construída ao longo de nove partidas.

Além do histórico favorável, o Rubro-Negro chega embalado pela campanha no Torneio do Algarve. A equipe mostrou competitividade diante do River Plate e também profundidade de elenco ao superar o Lausanne-Sport com vários jovens da base.

Independentemente do resultado da decisão, Flamengo e Benfica mantêm uma relação marcada por inúmeras conexões. Diversos jogadores vestiram as duas camisas, casos de Júlio César, Mozer, Aldair, David Luiz, Everton Cebolinha e Gabriel Barbosa.

Agora, o Torneio do Algarve oferece mais um capítulo dessa história. Para o Benfica, a chance de conquistar a primeira vitória sobre o Flamengo. Para o Rubro-Negro, a oportunidade de ampliar um retrospecto que permanece intacto desde o primeiro encontro, em 1955.

Jorge Jesus, novo técnico de Portugal, teve passagem vitoriosa por Flamengo e Benfica; relembre

Flamengo e Benfica se enfrentam neste sábado, 11, às 15h30 (de Brasília), pela decisão do Torneio do Algarve. O confronto coloca frente a frente dois gigantes do futebol mundial e também resgata a trajetória de um treinador que construiu sua carreira ligada aos dois clubes: Jorge Jesus.

Novo técnico da seleção portuguesa, Jorge Jesus conhece profundamente os caminhos entre Rio de Janeiro e Lisboa. O duelo pelo Torneio do Algarve ganha um significado especial porque reúne equipes diretamente relacionadas ao período mais vitorioso da carreira do treinador.

Enquanto o clube lisboeta representa uma das fases mais importantes de Jorge Jesus no futebol europeu. Já o Flamengo, simboliza o auge de sua trajetória, com uma temporada histórica entre 2019 e 2020.

Benfica foi o primeiro grande capítulo de Jorge Jesus

Antes de conquistar a América pelo Flamengo, Jorge Jesus construiu seu nome no Benfica. O treinador assumiu o clube português em 2009 e iniciou uma das eras mais vencedoras da história recente da equipe.

Durante sua primeira passagem, que durou até 2015, comandou mais de 300 partidas e conquistou 10 títulos oficiais. Entre as principais conquistas estão três Campeonatos Portugueses, uma Taça de Portugal, cinco Taças da Liga e uma Supertaça de Portugal.

Além dos troféus nacionais, levou o Benfica a duas finais consecutivas da Liga Europa, em 2013 e 2014. Jorge Jesus montou equipes ofensivas, com pressão alta, intensidade e posse de bola, características que se tornariam sua principal marca ao longo da carreira.

Segunda passagem pelo Benfica não repetiu o sucesso

Depois de deixar o Flamengo, Jorge Jesus retornou ao Benfica em 2020 cercado de expectativa. A diretoria portuguesa esperava recuperar o protagonismo nacional e europeu, mas o resultado ficou distante do planejado.

No período, o treinador não conseguiu repetir o impacto da primeira passagem. Sem grandes títulos, deixou o clube em 2021. Apesar disso, o legado construído entre 2009 e 2015 manteve Jorge Jesus como um dos treinadores mais importantes da história recente do Benfica.

Flamengo transformou Jorge Jesus em ídolo

O encontro contra o Benfica também relembra o período mais marcante do treinador no futebol brasileiro. Contratado pelo Flamengo em junho de 2019, Jorge Jesus chegou com o desafio de comandar um elenco estrelado. A resposta foi imediata.

O português mudou o padrão de jogo do Flamengo e montou uma equipe que dominou o futebol sul-americano. O time ficou conhecido pela intensidade, pelo volume ofensivo e pela capacidade de controlar os adversários.

Em pouco mais de um ano no comando do Rubro-Negro, Jorge Jesus conquistou cinco títulos. Foram eles: Copa Libertadores de 2019, Campeonato Brasileiro de 2019, Supercopa do Brasil de 2020, Recopa Sul-Americana de 2020 e Campeonato Carioca de 2020.

O desempenho também impressionou pelos números. Em 57 partidas, o Flamengo venceu 43 jogos, empatou 10 e perdeu apenas quatro, alcançando aproveitamento superior a 80%. A conquista mais emblemática aconteceu na Libertadores de 2019.

Na final contra o River Plate, em Lima, a equipe carioca conseguiu uma virada histórica nos minutos finais, com dois gols de Gabriel Barbosa. A campanha consolidou Jorge Jesus como um dos maiores treinadores da história recente do Flamengo.

Torneio do Algarve reúne passado e presente

A decisão entre Flamengo e Benfica pelo Torneio do Algarve representa mais do que um amistoso internacional. O confronto coloca frente a frente dois clubes que fizeram parte da trajetória de Jorge Jesus e que ajudaram a construir sua reputação no futebol mundial.

No Benfica, o comandante português se tornou vencedor e consolidou sua carreira na Europa. No Flamengo, alcançou reconhecimento internacional e entrou para a história de um dos maiores clubes do continente.

Agora, como novo técnico de Portugal, Jorge Jesus inicia um novo desafio. Mas antes de liderar a seleção nacional, seu nome volta a aparecer justamente em um duelo entre dois clubes que ajudaram a definir sua trajetória.

Por que Marco Silva recusou o Flamengo antes de assumir o Benfica? Entenda a decisão

Flamengo e Benfica se enfrentam neste sábado, 11, às 15h30 (de Brasília), pela decisão do Torneio do Algarve. O confronto reúne dois clubes de grande tradição no futebol mundial e também relembra personagens que tiveram seus nomes ligados às duas instituições.

Um deles é Marco Silva. Atual treinador do Benfica, o português, de 48 anos, esteve no radar do Flamengo em um momento de busca por um novo comandante, mas decidiu seguir outro caminho na carreira.

A possibilidade de trabalhar no futebol brasileiro chegou a ser analisada pelo treinador, mas a mudança para o Rio de Janeiro não avançou. Na avaliação de Marco Silva, permanecer na Europa era o melhor caminho para sua evolução profissional naquele momento.

A decisão acabou sendo determinante para a sequência de sua carreira. O português consolidou sua trajetória no futebol europeu, ganhou experiência na Inglaterra e, anos depois, assumiu o comando do Benfica.

Flamengo passou a olhar técnicos portugueses após Jorge Jesus

A aproximação entre Flamengo e treinadores portugueses ganhou força após o período histórico de Jorge Jesus no clube carioca. Em 2019, por exemplo, o treinador transformou o Rubro-Negro em uma das equipes mais dominantes do futebol sul-americano.

A conquista da Copa Libertadores da América e do Campeonato Brasileiro fez o clube ampliar a observação sobre profissionais do mercado português. Foi nesse cenário que Marco Silva passou a ser analisado pela diretoria rubro-negra.

O treinador reunia características consideradas importantes pelo clube. Suas equipes apresentavam um estilo ofensivo, valorizavam a posse de bola e buscavam controlar os jogos através da intensidade e da organização tática.

Além disso, Marco Silva sempre foi reconhecido pela capacidade de desenvolver jogadores jovens e montar equipes competitivas sem depender apenas de grandes investimentos. O perfil agradava ao Flamengo, mas a negociação não evoluiu.

Carreira europeia pesou na escolha

O principal motivo para a recusa de Marco Silva foi o desejo de continuar construindo sua trajetória no futebol europeu. Naquele período, o treinador entendia que ainda tinha objetivos a alcançar no continente.

Permanecer em um dos mercados mais competitivos do mundo era visto como fundamental para ampliar sua valorização profissional. O futebol europeu oferecia maior exposição internacional e participação em competições da UEFA.

Para Marco Silva, uma mudança para o Brasil poderia representar uma interrupção nesse processo. Por isso, mesmo diante do interesse do Flamengo, o comandante português decidiu manter o planejamento de carreira.

Passagens na Inglaterra fortaleceram o treinador

Após consolidar seu nome em Portugal, Marco Silva construiu uma trajetória importante no futebol inglês. O treinador comandou equipes como Hull City, Watford, Everton e Fulham, enfrentando diariamente a exigência da Premier League.

A experiência no futebol inglês aumentou seu prestígio no mercado internacional. Marco Silva passou a ser reconhecido pela capacidade de organizar equipes competitivas, adaptar jogadores e implementar uma identidade de jogo clara.

Durante esse período, enfrentou clubes de grande investimento e ganhou experiência em um dos campeonatos mais disputados do mundo. No Fulham, especialmente, conseguiu um trabalho de destaque, com uma equipe organizada e capaz de competir em alto nível.

Agora, no confronto entre Flamengo e Benfica pelo Torneio do Algarve, Marco Silva aparece em uma posição diferente daquela imaginada anos atrás. O português estará no comando do clube lisboeta diante de uma equipe que tentou contratá-lo.

A negociação não aconteceu, mas o caminho escolhido pelo treinador ajudou a construir uma carreira internacional sólida. Entre Flamengo e Benfica, ficou uma história de interesse, escolha profissional e uma trajetória que seguiu rumos diferentes dos imaginados inicialmente.

Sair da versão mobile