CBF: Empresário de Jorge Jesus chega à Arábia Saudita para negociar liberação com o Al-Hilal

Jorge Jesus relembra saída do Flamengo: “sentia-me numa prisão”

Antes de mais nada, o amor de Jorge Jesus pelo Flamengo continua evidente. O treinador português voltou a falar sobre a passagem pelo clube carioca e admitiu que a saída, em 2020, esteve diretamente ligada ao contexto da pandemia de Covid-19.

O Mister comandou o Flamengo entre 2019 e 2020 e protagonizou uma das fases mais marcantes da história recente do clube. Em menos de um ano, conquistou cinco títulos. Levantou a Copa Libertadores da América e o Campeonato Brasileiro Série A em 2019.

Posteriormente, em 2020, venceu a Recopa Sul-Americana, a Supercopa do Brasil e o Campeonato Carioca. As únicas taças que faltaram foi a Copa do Brasil e o Mundial de Clubes. Os números também impressionam. Entre 2019 e 2020, o português dirigiu o Rubro-Negro em 58 partidas.

Ao todo, foram 44 vitórias, 10 empates e apenas quatro derrotas, desempenho que consolidou o como um dos treinadores mais marcantes da história recente do clube. Hoje treinador do Al-Nassr, da Arábia Saudita, Jorge Jesus escreve semanalmente no jornal português Record.

No terceiro artigo publicado, recordou com detalhe o período vivido no Rio de Janeiro: “O grupo foi o que mais se interessou e se preocupou comigo. Queriam saber o porquê dos exercícios e das conversas durante o treino. Eu ficava no gramado a explicar tudo no final”, escreveu.

O técnico revelou que a pandemia foi determinante para a decisão de regressar a Portugal: “Por isso não teria saído se não fosse a Covid-19. O meu primeiro teste deu positivo e o segundo deu inconclusivo. Por precaução fui fechado no apartamento, sozinho”, relatou antes de prosseguir:

“Os médicos visitavam-me vestidos com fatos anti-contágio e os funcionários do clube deixavam a comida à minha porta. Tocavam e fugiam antes de eu abrir. Sentia-me numa prisão. Via as notícias e no Brasil a Covid parecia sentença de morte. Então decidi que, se era para morrer, que fosse em Portugal.”

Nesse sentido, deixou uma reflexão sobre o que poderia ter acontecido: “Sem a pandemia, se calhar hoje ainda estaria no Flamengo. Entre julho de 2019 e abril de 2020 ganhámos cinco troféus e só perdemos quatro jogos.”

Portugal, Turquia, Arábia Saudita e a possibilidade da Amarelinha

Depois do Flamengo, o Mister teve uma passagem, a segunda, sem grande sucesso pelo Benfica. Seguiu-se Fenerbahçe, Al-Hilal e Al-Nassr, onde está atualmente. Em 2025, por exemplo, teve o nome ligado a Seleção Brasileira mas a CBF preferiu esperar por Carlo Ancelotti.

Após a saída do Rubro-Negro, o português continuou com a sua veia conquistadora. Ele venceu a Copa da Turquia, a Copa da Arábia Saudita, a Liga Saudita e três Supercopas Sauditas. Faltou-lhe, porém, e ainda lhe falta, a conquista da Champions League Asiática.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

Publicado por

André Freixo

Com uma ligação umbilical ao esporte-rei (já foi e fez de tudo no futebol dentro das quatro linhas), formou-se e pós-graduou em Jornalismo e Comunicação na Universidade de Coimbra sendo jornalista, na área esportiva, há mais de uma década no Diário de Coimbra. Foi, também, comentador e analista esportivo na Rádio Universidade de Coimbra.

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