O volante Danilo, do Botafogo, é um dos nomes analisados no mercado da bola pelo Benfica para reforçar o meio-campo na temporada 2026/2027. Segundo apuração da Agência RTI Esporte, o brasileiro reúne características que agradam ao técnico Marco Silva, principalmente pela capacidade de atuar como um dos dois médios do sistema 4-2-3-1 utilizado pelo treinador português. No entanto, o negócio está longe de ser prioridade neste momento.
O Benfica estabeleceu internamente um limite financeiro para uma eventual investida. Os dirigentes encarnados entendem que o volante não justifica um investimento superior a 20 milhões de euros, valor significativamente inferior ao que o Botafogo pretende receber para abrir negociação.
João Palhinha segue como prioridade
Antes de avançar por Danilo, o Benfica concentra praticamente todos os esforços na contratação de João Palhinha, atualmente vinculado ao Bayern de Munique. Marco Silva trabalhou com o internacional português no Fulham e considera o volante a principal prioridade para reforçar o setor central da equipe.
Só depois de existir uma definição sobre esse processo é que os encarnados decidirão se avançam por um segundo reforço para a posição.
Caso Palhinha chegue ao Estádio da Luz, uma nova investida por Danilo dependerá também da saída de pelo menos mais um meio-campista do elenco.
Reformulação no meio-campo pode abrir espaço
A tendência é que Enzo Barrenechea deixe o clube após não convencer durante a última temporada. O argentino dificilmente entrará nos planos de Marco Silva.
Outro jogador que poderá sair é Manu Silva. Embora tenha recebido oportunidades na pré-temporada, o português continua a despertar interesse de outros mercados e uma proposta considerada interessante poderá resultar na sua transferência.
Neste momento, apenas Leandro Barreiro e Fredrik Aursnes surgem como nomes verdadeiramente seguros para permanecerem no elenco. Já Richard Ríos, apesar de uma reta final de temporada bastante positiva, também poderá ser negociado caso apareça uma proposta superior a 40 milhões de euros. Apesar da evolução exibicional do colombiano, antigo jogador do Flamengo e Palmeiras, os responsáveis do Benfica entendem que ainda não correspondeu totalmente às expectativas criadas aquando da sua contratação.
Copa do Mundo reduziu o entusiasmo em torno de Danilo
Danilo iniciou 2026 em alta. As boas atuações pelo Botafogo renderam convocações para a Seleção Brasileira e o volante chegou à Copa do Mundo valorizado.
Entretanto, durante o torneio, perdeu espaço entre os titulares e acabou tendo participação reduzida na campanha brasileira. A pouca utilização fez com que o entusiasmo do mercado europeu diminuísse em relação ao jogador, cenário que também acabou por travar uma valorização ainda maior do seu passe.
Mesmo assim, dentro do Benfica continua a existir a convicção de que Danilo possui características interessantes para o futebol português e europeu, sobretudo pela intensidade sem bola, qualidade na recuperação de posse, capacidade para iniciar a construção ofensiva mas, também, de finalizar com qualidade. Para Marco Silva, trata-se de um perfil que encaixaria de forma natural no duplo pivô do seu sistema preferencial.
Situação financeira do Botafogo pode influenciar
Outro fator acompanhado atentamente em Lisboa é o contexto financeiro vivido pelo Botafogo.
O clube carioca continua atento à necessidade de realizar vendas importantes para equilibrar as contas e abrir espaço para novos investimentos. Esse cenário poderá tornar uma eventual negociação por Danilo mais acessível caso as exigências financeiras sejam ajustadas.
Além disso, existe ainda a possibilidade de novos entendimentos entre Benfica e Botafogo na sequência da transferência de Arthur Cabral para o clube carioca, situação que poderá facilitar futuras conversas entre as diretorias.
Apesar disso, a posição do Benfica permanece clara: Danilo é um jogador apreciado pela estrutura desportiva, encaixa no modelo de Marco Silva e continua referenciado pelos departamentos de scouting. Contudo, qualquer avanço dependerá da definição da contratação de João Palhinha, das saídas previstas para o meio-campo e, sobretudo, de uma avaliação financeira que não ultrapasse os 20 milhões de euros.
Neste momento, o interesse existe, mas o negócio continua dependente de várias peças se alinharem antes de poder ganhar contornos mais concretos.
*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal
