Ex-Cotinthians e Fortaleza, técnico brasileiro fala sobre trabalho na Tailândia: “Me surpreendi com a qualidade técnica”

Com passagens por Corinthians e Fortaleza no futebol brasileiro, o técnico Gabriel Magalhães é da nova geração e tem conseguido fazer um trabalho positivo no futebol tailandês, aonde comanda o Changrai United. Em entrevista ao canal “RTI Esporte”, no YouTube, o treinador lembrou todos os passos que precisou fazer até chegar à Tailândia.

“Eu comecei no futebol em 2008, que foi na verdade quando comecei a procurar trabalhar no futebol. Mas tenho a felicidade de ter na família uma pessoa que já venceu muito no futebol, que é meu tio Weber Magalhães. Então sempre tive perto do futebol, mas com um toque diferente na hora de falar e as pessoas sempre falavam pra eu ser treinador. Uma vez na casa da minha avó eu estava defendendo o Vampeta e meu tio debochou de mim dizendo para eu ser treinador. Primeiramente eu queria estudar para ser árbitro, mas me lesionei e não fiz a prova. Comecei a fazer cursos e fiz muitos, além de praticar e dar treinos para alguns meninos”, disse Gabriel Magalhães, que completou.

“Assim fui evoluindo e fui convidado pelo treinador Marcos Soares para ser auxiliar dele. Depois comecei a CBF Academy e acho que ali mudou a minha vida. Acreditei que seria uma coisa muito boa para mim. Fiz a licença B, depois a A e tive a felicidade de ter na minha turma de profissionais de alto nível. Passei pelo Corinthians, fui auxiliar na base, depois analista de desempenho do profissional… até que o Alexandre Gama me levou para o futebol da Tailândia, no Buriram. Depois ele me fez o convite para o Changrai como auxiliar fixo, até ser efetivado como treinador da equipe”, relembrou Gabriel Magalhães.

Técnico se diz surpreso com o nível do futebol praticado na Tailândia

Depois de se formar no futebol brasileiro e conseguir experiência em cursos e trabalhos, o treinador esperava um nível inferior no futebol tailandês. No entanto, Gabriel Magalhães se mostrou surpreso com o que encontrou no país.

“O jogo na Tailândia é diferente e a intensidade um pouco mais baixa. Eles são muito tranquilos e com jogo mais lento. Me surpreendi com a qualidade técnica deles, que é muito boa. O problema é a parte física, já que a alimentação deles é diferente. Então se você pega um jogador melhor fisicamente, ele acaba sobressaindo de maneira natural. É um jogo diferente, mas legal. Estou muito feliz de estar aqui”, finalizou Gabriel Magalhães.

ASSISTA A ENTREVISTA DE GABRIEL MAGALHÃES NO RTI ESPORTE!

Jéssica Lima, treinadora da Ferroviária, fala sobre desafios da maternidade no futebol

A treinadora Jéssica Lima está indo para a sua terceira temporada no comando da Ferroviária e vem conseguindo um grande desempenho no clube que é referência no futebol feminino. Durante entrevista exclusiva ao “RTI Esporte“, no Youtube, ela falou sobre os desafios que vem encontrando na carreira principalmente depois da decisão que tomou de ser mãe.

“A Ferroviária é um lugar aonde todos querem estar no futebol feminino. Quando recebi o convite, minha filha estava com quatro meses e eu estava voltando de um Mundial com a Seleção Brasileira. Já havia recusado cinco convites de outros clubes para priorizar a maternidade e também com o sonho de trabalhar fora do país. Fiquei muito mais preocupada com a questão da minha filha, mas não consegui não olhar como um grande passo na minha carreira como treinadora. Ter passado pela Ferroviária é um selo de qualidade para qualquer um e para mim é também. Isso eleva o meu nível”, disse Jéssica Lima, que também falou sobre como tem sido trabalhar no futebol e conciliar com a maternidade.

“É muito difícil, embora minha filha tenha duas mamães. Eu tenho uma companheira e sempre tivemos o sonho da maternidade. Parei de jogar futebol e fomos trabalhar nesta questão de ter uma criança. Tentamos programar para que não fosse em um ano de Copa do Mundo, mas são coisas que não conseguimos controlar. Com a minha companheira, a gente vai intercalando. Muitas vezes levo minha filha para os treinos, aonde os valores da Ferroviária combinam com uma mulher. Aos poucos vamos quebrando o tabu dentro do futebol. Sempre que posso levo minha filha e é uma alegria”, completou Jéssica Lima.

Jéssica Lima valoriza estrutura da Ferroviária

Outro fator apontado pela treinadora foi também o clima familiar dentro do futebol feminino. Para Jéssica Lima, o ambiente atual que se encontra na modalidade é também bastante importante para que ela consiga acompanhar o crescimento de sua filha enquanto concilia sua rotina profissional com reuniões, treinos, viagens, estudos e observações técnicas.

“No futebol feminino a gente tem muita família, muito idoso. É uma questão muito mais familiar. Ainda não temos torcida em massa, talvez possamos ter no futuro, mas que não perca esse ambiente que temos agora. Consigo conciliar, nem sempre é fácil, mas é uma renovação de forças quando vejo minha filha”, finalizou Jéssica Lima.

ASSISTA A ENTREVISTA DE JÉSSICA LIMA NO RTI ESPORTE!

Sérgio Soares relembra título da Copa do Brasil com o Santo André: “Estudei muito o Flamengo”

A maior conquista da história do Santo André aconteceu em 2004, quando o time do ABC Paulista conseguiu surpreender o Flamengo dentro o Maracanã e garantiu a Copa do Brasil. Recém-aposentado, Sérgio Soares era auxiliar técnico da equipe comandada por Péricles Chamusca naquele período e relembrou, em entrevista ao canal “RTI Esporte”, no YouTube, os principais momentos daquele título.

“Eu tinha 37 anos e acabado de parar de jogar futebol. Acredito que essa conquista foi fundamental para confirmar que estava nascendo um bom profissional para ser treinador. Sou extremamente grato a todos os diretores que na época estavam no Santo André. Acreditaram que eu poderia ser treinador no futuro e me deram a oportunidade de eu ser o auxiliar do clube. Foi uma conquista incrível e apenas três meses depois de eu parar. Tudo o que envolveu aquela conquista fez com que eu pudesse caminhar dentro da minha carreira como treinador”, disse Sérgio Soares.

Sérgio Soares valoriza time do Santo André

O então auxiliar técnico do Santo André também citou o trabalho de preparação da equipe para aquele jogo. De acordo com Sérgio Soares, o estudo feito em cima do Flamengo, à época comandado por Abel Braga, foi muito positivo e conseguiu proporcionar a melhor estratégia na decisão em cima de um rival que tinha o goleiro Júlio César e o meia Felipe.

“Foi tudo mágico naquele período. Lembro que fizemos um bom jogo na ida, apesar do empate em 2 a 2. Nós entendíamos que nosso time estava pronto para chegar no Rio de Janeiro e fazer um grande jogo. Estudei muito o Flamengo cinco jogos antes da final, tendo passado muita coisa para o Péricles Chamusca. Nós tínhamos dois volantes e fizemos uma marcação por setor em cima do Felipe, que era o melhor do Flamengo no período. Outra questão importante é que eles tinham um declínio físico depois de um certo momento”, afirmou Sérgio Soares, que completou.

“Na véspera treinamos nas Laranjeiras e um torcedor do Fluminense disse que iríamos ganhar por estar treinando no estádio do Fluminense. Foi tudo muito legal e tivemos muita torcida já que tinha muita gente com o Santo André na final. Quando chegamos ao Maracanã que fomos entender aonde estávamos. Lembro que tinha um palco montado para um show da Ivete e isso deu ainda mais força ao nosso time”, citou Sérgio Soares.

Técnico relembra estratégia para derrotar o Flamengo

Por último, o auxiliar técnico da equipe em 2004 falou especificamente da estratégia e o quanto tudo foi se encaminhando de maneira positiva a medida em que a equipe vinha conseguindo fazer um jogo positivo dentro de campo.

“A estratégia que tínhamos era segurar o Flamengo no primeiro tempo, sem ameaçar muito eles, mas segurando como poderíamos. No segundo tempo, o objetivo era sair um pouco mais. A nossa jogada ensaiada saiu perfeita e fizemos o primeiro gol. O Flamengo tentou jogar, não conseguia e fizemos o segundo gol. Em certo momento nós conseguíamos ouvir 500 pessoas gritando Santo André, o que significa que estávamos bem no jogo. Assim conseguimos um título muito importante e que guardo com muito carinho”, finalizou Sérgio Soares.

Além do Santo André, Sérgio Soares passou por clubes como Grêmio Barueri, Paraná, São Caetano, Ponte Preta, Avaí, Athletico Paranaense, Ceará, Bahia, Goiás, Londrina, ABC, entre outros. Atualmente, é técnico da Juventus-SP.

ASSISTA A ENTREVISTA DE SÉRGIO SOARES NO RTI ESPORTE!

Vinícius Eutrópio recorda montagem do elenco do Fluminense campeão da Copa do Brasil

Em 2007 o Fluminense passou por algumas mudanças que foram importantes para a conquista da Copa do Brasil naquela temporada. Essas mudanças, aliás, vieram desde a parte estrutural do clube até chegar dentro de campo. Um dos responsáveis por esse projeto foi Vinícius Eutrópio.

Durante entrevista exclusiva ao canal “RTI Esporte“, no YouTube, o profissional falou sobre o trabalho que teve dentro do clube e o convite que recebeu para atuar fora de campo. De acordo com Vinícius Eutrópio, alguns jogadores contratados pelo Fluminense na ocasião vieram após suas indicações.

“Quando saí do Athletico-PR, comecei a receber alguns convites, sendo um deles do Fluminense. O convite foi do Fernando Gonçalves, que era ligado à diretoria, mas não oficializado. Relutei muito, mas acabamos acertando meu ingresso no clube e montamos um projeto nas três áreas: administrativa, estrutural e esportiva. Apresentamos esse projeto ao Dr. Celso Barros. Durante três meses, acompanhei o Fluminense e passei 150 nomes para eles, algo que na época não era muito falado como hoje, que tem setor de scout”, disse Vinícius Eutrópio, que completou:

“Com todo o respeito, fui responsável pela montagem do elenco que ganhou a Copa do Brasil. Um desses nomes que indiquei foi o do Thiago Neves. O Fluminense baixou a folha salarial e baixou também a idade média dos atletas. Reformamos as Laranjeiras, montamos um centro de inteligência e fizemos sala de vídeo que não tinha. Entrei no Fluminense como coordenador técnico, mas virei treinador com a saída do Paulo César Gusmão. Não era algo que queria no momento e recusei, mas fiz um pedido para trabalhar no campo também”, finalizou.

O trabalho realizado por Vinícius Eutrópio e os demais membros de comissão técnica e diretoria do Fluminense também se refletiu na Copa Libertadores da América. No ano seguinte, o clube chegou até à decisão do torneio continental, mas acabou perdendo o título da a LDU, do Equador.

A carreira

Logo após deixar o Fluminense, Vinícius Eutrópio foi auxiliar técnico de Carlos Alberto Parreira na seleção da África do Sul na Copa do Mundo de 2010. Além disso, trabalhou no Estoril Praia, de Portugal, ASA, da Angola, Al Ittihad Kalba, dos Emirados Árabes e Bolívar, da Bolívia.

No Brasil, foi técnico de Ituano, Grêmio Barueri, Duque de Caxias, América-MG, Figueirense, Chapecoense, Ponte Preta, Santa Cruz, Guarani, Joinville, Paysandu, Londrina e Confiança Atualmente, Vinícius Eutrópio trabalha no futebol paraguaio e comanda o Tacuary.

ASSISTA A ENTREVISTA DE VINICIUS EUTRÓPIO NO RTI ESPORTE!

Diretor de competições da FERJ, destaca modelo de disputa do Cariocão

Durante o ano de 2024 o Campeonato Carioca mais uma vez será disputado em esquema de turno único, a chamada Taça Guanabara, aonde os quatro primeiros colocados vão avançar à semifinal do torneio estadual. A fórmula já foi utilizada em edições anteriores e Marcelo Vianna, diretor de competições da FERJ (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro), explicou a utilização do modelo.

Em entrevista exclusiva ao canal “RTI Esporte”, no YouTube, Marcelo Vianna admitiu que pessoalmente preferia a disputa privilegiando a Taça Guanabara e Taça Rio, mas muitas vezes não é possível apostar nesta possibilidade por conta dos parceiros comerciais, dos detentores de transmissão e, principalmente, do apertado calendário de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco.

“O que esse campeonato apresenta é uma melhoria de espectadores. Claro que isso também é por conta do crescimento dos clubes cariocas nos últimos anos. Não significa apenas que estamos acertando, mas tem outros fatores que influenciam isso. Essa fórmula foi muito debatida. Se quer saber da minha opinião, eu gostava do modelo com a Taça Guanabara e a Taça Rio. Por incrível que pareça, os clubes querem sempre deixar um caminho para que cheguem à final. As vezes não vão tão bem inicialmente, mas podem alcançar o título depois”, disse Marcelo Vianna, que completou.

“Uma outra questão que aquele modelo trazia é que as vezes perdíamos duas datas. Se o campeão da Taça Guanabara fosse o mesmo da Taça Rio, como já aconteceu, nós não tínhamos uma final. Não entregávamos a parceiros comerciais o número de datas que prometemos e isso gerava grande desconforto com os principais apoiadores da competição. A fórmula mais simples acaba prevalecendo nos estaduais”, afirmou o diretor de competições da FERJ.

Marcelo Vianna explica manutenção do sistema de disputa

Este será o segundo ano em que o Campeonato Carioca vai garantir vaga na Copa do Brasil. Desta forma, os quatro primeiros colocados estarão automaticamente classificados, além do Campeonato da Taça Rio, que fica ainda com a outra vaga no torneio nacional. Para Marcelo Vianna, esse modelo acabou dando mais importância ao Campeonato Carioca.

“As vagas na Copa do Brasil serão para os quatro primeiros colocados do nosso estadual, além do campeão da Taça Rio. Nós temos então cinco vagas através do nosso estadual. A outra vaga que temos direito vai ser destinada a Copa Rio, que é uma competição realizada a clubes do Rio de Janeiro de todas as divisões, menos os que estão na Série A ou na Série B. Esse modelo favoreceu sim o campeonato estadual. Quanto mais valorizar a competição, com certeza os clubes terão mais vontade de jogar. Isso também é importante para que possamos trabalhar para ter mais recursos”, finalizou Marcelo Vianna.

ASSISTA A ENTREVISTA DE MARCELO VIANNA NO RTI ESPORTE!

Josué Teixeira relembra conquista da Série C com o Macaé

Um dos principais trabalhos da carreira do técnico Josué Teixeira foi em 2014, quando, dirigindo o Macaé, conseguiu surpreender alguns dos favoritos e conquistou o título da Série C. Em entrevista oa canal “RTI Esporte“, no YouTube, Josué Teixeira relembrou aquele vitorioso ano em sua carreira.

“Eu iniciei o ano no estadual pelo Macaé, mas tive um problema com o presidente e saí. Fui para o River do Piauí. Ganhamos o campeonato estadual e depois saí. Num fim de semana estava viajando e recebi ligação para voltar para o Macaé, que estava na Série C. Meu primeiro jogo foi contra o Juventude, em Caxias do Sul. Conversei com os jogadores e dei força total para eles. Mudamos tudo a partir de então”, disse Josué Teixeira.

A mudança no comando técnico fez o Macaé ganhar força dentro da competição e a equipe chegou à fase de mata-mata, logo encarando o Fortaleza, que era um dos favoritos. Josué Teixeira relembrou os bastidores daquele confronto.

“Fizemos um mata-mata contra o Fortaleza e pedi para não cortarem a grama do nosso estádio. Queria tirar a velocidade do Fortaleza. Ficamos no empate em 0 a 0. Cheguei no presidente do Macaé, o Mirinho, e falei que barraria o Marquinhos já que ele pouco finalizava de fora da área. Foi por um chute de fora da área que fizemos o gol contra o Fortaleza. Conseguimos o acesso e depois buscamos o título”, afirmou Josué Teixeira.

Depois de superar o Fortaleza, o Macaé já havia se garantido na Série B de 2015, mas ainda foi em busca do título. A equipe superou o CRB e o Paysandu para carimbar o seu nome na história do futebol brasileiro. Atualmente Josué Teixeira é diretor esportivo do FC Pedras Rubras, de Portugal.

ASSISTA A ENTREVISTA DE JOSUÉ TEIXEIRA NO RTI ESPORTE!

Sair da versão mobile