Franclim Carvalho abre o jogo sobre comandar o Botafogo: “Não gosto da palavra pressão”

Natural de Miranda do Corvo, município localizado no distrito de Coimbra, em Portugal, Franclim Carvalho está vivendo uma das maiores experiências da carreira. No comando do Botafogo desde abril, o técnico tenta deixar a sua identidade em um dos clubes mais tradicionais do futebol brasileiro.

Em entrevista ao Diário de Coimbra, jornal da sua região natal, o técnico de 42 anos fez um balanço dos primeiros meses no Rio de Janeiro, como treinador de um time onde já tinha brilhado na condição de adjunto com Artur Jorge, e não escondeu o peso de liderar um clube da dimensão da Estrela Solitária.

“Não gosto da palavra pressão, mas sim responsabilidade. Nós representamos um clube grande, com muita história, muito respeitado e invejado. Para nós tem de ser um orgulho tremendo, mas com a responsabilidade de sabermos que representamos cerca de seis a sete milhões de adeptos”, afirmou.

Um início intenso e um time em crescimento

A adaptação ao futebol brasileiro aconteceu em ritmo acelerado. Desde a chegada ao clube, Franclim Carvalho teve pouco tempo para implementar as suas ideias devido à sequência de compromissos pelo Campeonato Brasileiro e Copa Sul-Americana.

“Desde que chegámos ao clube no início de abril fizemos 16 jogos em cerca de 50 dias. Para quem chega e quer colocar o cunho pessoal isso dificulta, mas nós já sabíamos o que íamos encontrar”, explicou ao Diário de Coimbra.

Mesmo diante da maratona de partidas, os números mostram uma evolução consistente. Em 16 jogos no comando do Botafogo, Franclim Carvalho soma oito vitórias, cinco empates e apenas três derrotas, alcançando um aproveitamento de 60,4%.

A equipe marcou 31 gols e sofreu 19 neste período, demonstrando uma proposta de jogo ofensiva. Logo nos primeiros compromissos, o treinador chegou a construir uma sequência de sete partidas sem derrotas, enquanto a maior série de vitórias consecutivas foi de três jogos.

Copa Sul-Americana é o grande destaque: “O objetivo é vencer a prova”

Se na Série A do Campeonato Brasileiro a equipe segue uma caminhada de recuperação, sendo 12º colocado, o grande cartão de visita do trabalho de Franclim Carvalho tem sido a campanha na Copa Sul-Americana.

O Botafogo encerrou a fase de grupos com campanha perfeita, conquistando 16 pontos e avançando com a melhor campanha da competição. O time marcou 15 gols e sofreu apenas cinco em seis partidas, números que reforçam a solidez construída pelo treinador português.

“O objetivo é vencer a prova. Fizemos uma fase de grupos a roçar a perfeição. Empatámos o primeiro jogo, que foi a nossa estreia, no dia 9 de abril, e depois ganhámos os outros cinco encontros”, disse Franclim, destacando o percurso continental da equipe.

A eliminação que deixou marcas e a ambição pelo futuro

Nem tudo, contudo, foi positivo neste início de trajetória. A eliminação na Copa do Brasil diante da Chapecoense foi o momento mais duro da passagem pelo Clube da Estrela Solitária. Franclim Carvalho lamentou principalmente a atuação abaixo do esperado no primeiro tempo da segunda partida.

Embora tenha destacado a capacidade de reação da equipe, que terminou o confronto com 22 finalizações e, de forma rara, não conseguiu balançar as redes. Foi, inclusive, o único dos 16 jogos sob o seu comando em que o Botafogo passou em branco.

O treinador acredita que o grupo tem margem para crescer e destaca o compromisso dos jogadores na assimilação das ideias. “Tenho um grupo muito dedicado. A capacidade de trabalho e a ambição têm sido enormes. A aceitação da nossa proposta foi muito boa e isso deixa-me bastante satisfeito”, concluiu.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

Precisão Cirúrgica: Sean O’Malley domina Aiemann Zahabi no UFC Freedom 250

WASHINGTON, D.C. – A divisão dos pesos-galos (até 61,2 kg) assistiu a uma demonstração de excelência técnica na noite de domingo, 14 de junho de 2026. No gramado sul da Casa Branca, palco do histórico UFC Freedom 250, o norte-americano Sean O’Malley reafirmou sua posição entre a elite da categoria ao superar o canadense Aiemann Zahabi por nocaute técnico aos 4 minutos e 2 segundos do segundo assalto. Em um confronto pautado pelo jogo de pés e pela precisão no contra-ataque, O’Malley mostrou que, mesmo contra adversários altamente capacitados na trocação, sua leitura de jogo permanece em um patamar diferenciado.

Um Duelo de Elite na Trocação

O casamento de estilos entre O’Malley e Zahabi prometia um embate puramente técnico, e o desenrolar da luta confirmou as expectativas. Desde o primeiro soar do gongo, o que se viu foi um verdadeiro jogo de xadrez humano. Diferente de outros confrontos da noite, onde o wrestling ou o jiu-jítsu definiram os rumos do embate, este duelo foi travado inteiramente na Nobre Arte. Sem tentativas de quedas ou transições para o solo registradas, o confronto exigiu o máximo de concentração de ambos os atletas, já que um único erro de posicionamento seria fatal diante de oponentes tão perigosos.

Sean O’Malley, fiel ao seu estilo de movimentação lateral constante, utilizou sua envergadura para controlar a distância, castigando Zahabi com jabs rápidos e chutes baixos que minavam a base do canadense. Por sua vez, Zahabi demonstrou um preparo físico exemplar e uma defesa de golpes significativos que incomodou o “Suga” durante todo o primeiro round. As estatísticas oficiais do combate validam o equilíbrio: O’Malley conectou 41 golpes significativos de um total de 81 tentativas (50,6% de aproveitamento), enquanto Zahabi obteve 32 conexões em 56 tentativas (57,14%). O jogo estava lá, a eficiência estava presente, mas a diferença foi construída na paciência.

O Momento do Desfecho: Frieza Sob Pressão

A luta seguia um ritmo frenético quando atingimos o segundo assalto. O’Malley, que parecia estudar cada milímetro de movimentação do canadense, começou a antecipar os ataques de Zahabi. À medida que o relógio se aproximava dos quatro minutos, O’Malley percebeu que Zahabi passava a investir com maior agressividade, expondo a guarda em trocas francas no centro do octógono. Foi o gatilho que o norte-americano precisava.

Com uma esquiva milimétrica seguida de um cruzado de direita fulminante, O’Malley abalou a estrutura de Zahabi. O canadense ainda tentou se recuperar, mas a precisão de “Suga” Sean foi implacável. Com uma combinação de ganchos curtos, o norte-americano levou seu oponente à grade e desferiu uma série de golpes limpos que não deixaram margem para dúvida. O árbitro central, percebendo a inércia defensiva do canadense, interveio aos 4:02, selando o destino do confronto.

Análise Editorial: A Arte da Paciência e o Impacto no Ranking

Para a nossa coluna na RTI Esporte, a apresentação de Sean O’Malley neste domingo foi um lembrete vívido de por que ele é uma das maiores estrelas do Ultimate. Em lutas de alto nível como esta, o erro é uma constante perigosa. Muitos lutadores, na ânsia de finalizar a luta rapidamente, acabam se expondo demais. O’Malley, contudo, exibiu uma maturidade de veterano, mantendo a disciplina tática mesmo quando o adversário oferecia volume de golpes.

A capacidade de manter um aproveitamento de 50% em uma luta de trocação pura, contra um atleta de elite, é algo para ser estudado. O UFC Freedom 250 serviu como palco para O’Malley mostrar que sua mão continua pesada, mas que, acima de tudo, seu intelecto de luta evoluiu significativamente. A categoria dos galos é, hoje, a mais vibrante do mundo, e O’Malley provou que tem todas as ferramentas para brigar, novamente, pelo cinturão linear em breve.

Segurar o ímpeto de um atleta com esse conjunto de habilidades não é para qualquer um. Quando O’Malley encaixa a distância, solta os golpes com confiança e dita o ritmo como fez neste domingo, meu amigo, não tem colé-colé! Ele é um artista do nocaute que conhece os atalhos do octógono como poucos. O Brasil e o mundo seguem de olho em cada passo desse garoto, porque o topo da montanha parece cada vez mais próximo para ele nesta temporada de 2026.

Rogério Micale defende Neymar na Copa e faz alerta sobre trabalho de Ancelotti; veja tudo o que disse

Aos 57 anos, Rogério Micale inicia um novo capítulo na carreira. Medalha de ouro com o Brasil nos Jogos Olímpicos de 2016, o treinador foi anunciado pelo Londrina após um longo período de trabalho no exterior.

Em entrevista exclusiva à Agência RTI Esporte, Rogério Micale admitiu que o cenário internacional influenciou diretamente na decisão de voltar ao futebol brasileiro. “A maioria das ofertas ainda são de fora do país, mas em função da guerra as coisas por lá estão paradas neste momento”, afirmou.

Na Série B do Campeonato Brasileiro, o Londrina é penúltimo classificado. O time alviceleste tem apenas cinco pontos somados fruto de uma vitória, dois empates e cinco derrotas. Ou seja, a tarefa para o técnico prevê-se como complicada.

Nos últimos anos, o campeão olímpico de 2016 acumulou experiências relevantes fora do país. Além do ouro olímpico, conquistou a Champions League Elite Asiática e a Liga Saudita. Na base, venceu a Copinha, Taça BH Futebol Júnior, Campeonato Mineiro Sub-20 e Catarinense Sub-20.

“Se tivéssemos levado o Salah, nossas chances aumentariam muito”, afirmou o técnico

Recentemente, Rogério Micale comandou a seleção do Egito e destacou os resultados alcançados no período: “Conquistamos todos os objetivos programados e fomos além. Tivemos final africana, semifinal olímpica, classificação para o Mundial Sub-20, oito jogadores na seleção principal e a melhor participação olímpica da história do Egito”, disse.

O treinador também comentou a ausência de Mohamed Salah nos Jogos Olímpicos e acredita que o atacante poderia ter levado a equipe ainda mais longe: “Não pudemos contar com a nossa principal estrela. Tivemos dificuldade também com outros jogadores que não foram liberados. Acredito que, se tivéssemos levado o Salah, nossas chances aumentariam muito”, analisou.

Ancelotti é “treinador certo na hora errada” e Neymar é “maior referência” e deve estar na Copa

Ao falar sobre a conquista olímpica com o Brasil, o treinador revelou que o título abriu portas no exterior, embora esperasse maior reconhecimento no cenário nacional: “Foi um divisor de águas na minha carreira. Me abriu o mercado fora do país, que era o meu maior desejo. Pena que internamente eu não consegui tantas oportunidades para mostrar o meu trabalho no Brasil”, partilhou.

Rogério Micale ainda avaliou o trabalho de Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira e demonstrou preocupação com a falta de continuidade no projeto da Confederação Brasileira de Futebol: “Acho que ele é o treinador certo na hora errada. Não conseguimos ter um processo claro de trabalho nesse ciclo e acredito que teremos dificuldades”, declarou.

Por outro lado, o técnico defendeu a presença de Neymar, pré-convocado por Carlo Ancelotti para defender a Seleção Brasileira na próxima Copa do Mundo: “O papel do Neymar vai muito além de dentro de campo. Ele ainda é a maior referência para esta geração de jogadores”, finalizou o treinador que comandou o camisa 10 nos Jogos Olímpicos Rio-2016.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

Técnico que revelou Igor Thiago, do Brentford, afirma: “O Brasil não tem um 9 como ele”

Quando o Brasil conquistou a Copa do Mundo de 2002 com gols de Ronaldo Nazário, Igor Thiago ainda dava seus primeiros passos na vida. Duas décadas depois, o atacante do Brentford se vê às portas de um salto definitivo: defender a Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo.

Convocado pelo técnico Carlo Ancelotti para defender o Brasil na última Data Fifa, o centroavante vive o auge da carreira e carrega consigo uma história marcada por superação — e por convicções fortes de quem o viu nascer para o futebol.

Técnico aposta em protagonismo na Seleção

Quem melhor resume o perfil de Igor Thiago é Bruno Saymon, responsável por sua primeira oportunidade no futebol estruturado. Em entrevista exclusiva a Agência RTI Esporte, o treinador afirmou que o atacante tem tudo para defender o Brasil na Copa do Mundo.

“O Brasil tem grandes atacantes como Endrick, Matheus Cunha, Raphinha e Gabriel Martinelli. Mas, não tem um centroavante com as características do Igor. Ele é o único que se destaca por ser totalmente diferente dos demais”, disse o treinador antes de prosseguir:

“O Brasil não tem atualmente um centroavante explosivo como o Fenômeno Ronaldo Nazário. O Igor Thiago tem essa força, essa imposição. Ele precisa estar na lista para a Copa do Mundo”, completou o treinador.

Comparação com Thierry Henry reforça dimensão

O desempenho do atacante na Premier League rapidamente elevou seu status. Com 19 gols, só ficou atrás de Erling Haaland na artilharia. Para Bruno Saymon, o impacto tem paralelo com grandes nomes do futebol europeu.

“O impacto que o Igor Thiago teve no Brentford pode ser comparado, com algumas diferenças, ao início do Thierry Henry no Arsenal. Ele chegou sem tanto holofote e rapidamente virou protagonista”, analisou o técnico.

Ele detalha o estilo do atacante: “O Igor Thiago é muito perigoso quando corre com a bola e ataca o espaço. São jogadores semelhantes, mas ele também tem a força física do Ronaldo Nazário. Ele é uma máquina”.

Primeiros treinos impressionaram

A história de Igor Thiago no futebol começou de forma improvável. Após perder o pai aos 13 anos, precisou trabalhar em diferentes funções para ajudar a família. A virada aconteceu quando o olheiro Ademilson Oliveira da Silva o indicou ao Vere FC.

Bruno Saymon relembra o impacto imediato: “Quando ele começou a treinar conosco, depois de apenas cinco minutos eu já queria contratá-lo. Ele tinha uma força tremenda, como um trem de alta velocidade”, contou.

O treinador ainda destaca outra característica: “Quando a bola estava no ar, era quase impossível para os defensores vencerem os duelos contra ele”. Igor Thiago era muito trabalhador, dedicado, reservado e extremamente respeitoso”, afirmou Bruno Saymon.

Trajetória consolidada na Europa

Após passagem pelo Cruzeiro, Igor Thiago construiu carreira fora do país, com destaque no Ludogorets e no Club Brugge, até chegar ao Brentford. Hoje, vive o auge — e começa a colher os frutos de uma trajetória incomum.

Para Bruno Saymon, ver o ex-comandado próximo de disputar uma Copa é motivo de orgulho: “A trajetória dele é muito peculiar. Nem quero imaginar ver o Igor Thiago na televisão, vestindo a camisa do Brasil e marcando gols. Tenho certeza de que vou me emocionar muito”, finalizou.

Entre dificuldades, talento e persistência, Igor Thiago se aproxima do maior palco do futebol mundial — com respaldo de quem o viu surgir e convicção de que o Brasil pode, enfim, reencontrar um camisa 9 com características raras.

Dorival revela que propôs deixar o Corinthians em dezembro: “Me coloquei à disposição”

Demitido após a derrota para o Internacional e uma sequência de nove jogos sem vitória, Dorival Júnior se despediu do Corinthians com um vídeo publicado nas redes sociais. No pronunciamento, o treinador revelou que já havia colocado o cargo à disposição ainda em dezembro, além de lamentar a falta de reposições no elenco.

Segundo Dorival, a iniciativa partiu dele, em conversa direta com o presidente do clube, pouco antes do fim do ano.

“Em dezembro, próximo ao Natal, fiz uma ligação para o presidente Osmar Stabile, me colocando à disposição para que fizéssemos um acordo amigável, até porque eu não havia sido contratado por ele, nem tampouco pelo futuro diretor de futebol que viria a assumir o clube”, afirmou.

Bastidores, cobranças e falta de reforços

De acordo com o treinador, a diretoria optou por mantê-lo no cargo naquele momento, com a intenção de dar continuidade ao trabalho até o fim do mandato.

“Naquele momento, o presidente me posicionou que não, que nós iríamos até o final do seu mandato”, completou.

Dorival também destacou que foi insistente na busca por reforços, apontando a necessidade de um elenco mais equilibrado ao longo da temporada.

“Eu realmente fui insistente em muitos momentos. Até porque eu precisava ter um elenco um pouco mais complexo, um pouco mais composto. Um elenco que nos desse opções”, disse.

O técnico ainda revelou que considerava as contratações fundamentais, especialmente após a saída de peças importantes de um ano para o outro.

“Fui sim insistente em algumas contratações que para mim seriam muito importantes e pontuais. Até porque nós perdemos, do ano anterior para esse, 11 elementos e trouxemos apenas sete”, acrescentou.

Diniz assume o comando

Com a saída de Dorival, o Corinthians agiu rápido no mercado e acertou a contratação de Fernando Diniz. O treinador chega ao clube após acordo verbal com a diretoria e é esperado no CT Joaquim Grava para comandar o primeiro treino.

Diniz venceu a concorrência de nomes como Sylvinho e Tite. Em seu último trabalho pelo Vasco, comandou a equipe em 56 partidas, com 17 vitórias, 16 empates e 23 derrotas, além de um vice-campeonato da Copa do Brasil.

Exclusivo: Marco Marcondes comenta sobre carreira e objetivos e atual cenário esportivo no Brasil

Em entrevista ao RTI Esporte Cast nesta sexta-feira, 07, o empresário e ator Marco Marcondes falou sobre a sua carreira no rádio, na televisão e no meio empresarial. O profissional relembrou o começo de sua carreira até sua consolidação no cenário de rádio e televisão. Atualmente, Marco Marcondes é um dos gestores na Agência RTI Esporte.

“Eu sempre tive paixão por artes, mas jogava futebol. Dentro do futebol vi algumas coisas que não gostei e parti para a área do teatro. Só que o esporte sempre acompanhou a minha vida. Meu pai era comentarista de futebol e coordenador de rádio. Eu pedi uma chance pra ele, mas ele me falou pra ir na rádio fazer o teste. Entrei e fiz um teste. Me chamaram para a patrulha da cidade e eu fiquei maravilhado. Assinei contrato e fui trabalhando com rádio, também passei a ser comentarista de Carnaval, criei área de marketing na rádio. Passei a povoar a questão de locução, mas o esporte nunca me abandonou”, disse Marcondes, que completou.

“Os anos foram passando e sempre fui fazendo teatro. Só que o rádio me deu a busca pelo impossível. A vida foi me dando oportunidades. Estava em casa, recebi contato da Transamérica para participar de debates na rádio. Fui fazendo alguns e depois me chamaram pra fazer jogos nos estádios. Só que estava montando uma empresa e não consegui ficar na Transamérica. Até que a Rádio Manchete me ligou e o Raphael de França me ligou para participar de um debate. Deu um pico de audiência”, revelou Marcondes, antes de destacar o sucesso na Rádio Manchete.

“Então o João Guilherme me chamou para comentar alguns jogos e fui fazendo. Acabou que o tempo foi passando e a coordenação do esporte da rádio caiu no meu colo, cobrimos uma Copa do Mundo e o restante da história vocês já sabem. Eu com o Cassiano passamos a criar um esporte de liberdade. Precisei dar uma parada por causa das minhas empresas”, destacou.

Crença nas pessoas para desenvolver bons trabalhos

Um dos principais pontos abordados por Marco Marcondes destaca a importância de confiar no projeto realizado por pessoas. Aliás, esse foi justamente o passo dado por Marco Marcondes para confiar no investimento feito na Agência RTI Esporte.

“Eu acredito nas pessoas. O projeto pode ser muito bom, mas se não tiver as pessoas certas, não adianta. Conheci o Cassiano Carvalho na Rádio Manchete e depois o Pimentel apareceu por conta do projeto do Our Sports, que hoje é a RTI Esporte”, disse Marcondes, que concluiu.

“Eu gosto de desafios. Às vezes as pessoas dificultam as possibilidades. Esse ano a Vamo q Vamo faz 20 anos. Eu sabia pouco de evento, mas caímos na hora certa no momento certo. Eu sempre gostei de tudo muito certinho. Fazia produção indo de porta em porta. Quando vocês chegaram, eu apostei nas pessoas. O projeto é bom quando todo mundo acredita. Tivemos que confiar um nos outros. A questão esportiva eu nunca desconfiei, mas a questão dos eventos eu tinha que mexer com a minha expertise”, finalizou.

Marco Marcondes será o convidado do RTI Esporte Cast

O RTI Esporte Cast chega ao seu oitavo episódio nesta sexta-feira, 07, e vai contar com a participação de Marco Marcondes, empresário, ator e um dos principais incentivadores do projeto da Agência RTI Esporte. Marcondes vai falar sobre sua vida, seus projetos e os objetivos que tem em suas principais questões profissionais.

Desse modo, Marco Marcondes vai conversar com Wilson Pimentel, Cassiano Carvalho e Vinícius Teixeira. Os jornalistas vão fazer perguntas para reviver momentos da carreira de Marco Marcondes, além de traçar os principais projetos para o futuro profissional.

Marco Marcondes é mais um convidado do RTI Esporte Cast, podcast que vem se consolidando como um importante espaço de respeito, além de opiniões sobre os mais diferentes esportes. O primeiro convidado foi Júnior Negão, lenda do futebol de areia.

Após isso, participaram do RTI Esporte Cast, Jackson Vasconcelos, ex-diretor executivo do Fluminense, Willian Nery, ex-árbitro do quadro da CBF e que atuou em grandes partidas do futebol brasileiro, Ademar Arrais, candidato à presidência do Fluminense, e, por último Edson Souza, treinador de futebol e campeão brasileiro pelo Fluminense quando jogador.

Onde assistir à entrevista de Marco Marcondes?

O bate-papo com Marco Marcondes terá transmissão ao vivo pelo canal da Agência RTI Esporte no Youtube. Do mesmo modo, o podcast também será transmitido nas redes sociais como X (antigo Twitter), Facebook e Instagram.

Logo após a participação no RTI Esporte Cast, a entrevista de Marco Marcondes ficará disponível no site da Agência RTI Esporte.

O RTI Esporte Cast tem o patrocínio da VQV Entretenimento, Scotton Restarante e Apoema Digital. O programa conta com o apoio da Rádio Manchete Rio, Rádio Flórida Brasil e também do estúdio Betamax Produções.

 

Pedro na final? Fisioterapeuta avalia atacante do Flamengo antes da decisão por vaga na Libertadores

O Flamengo se prepara para enfrentar o Racing, pela semifinal da Copa Libertadores da América, em Buenos Aires, nesta quarta-feira (29). Para o confronto, o técnico Filipe Luís não contará com a participação do atacante Pedro.

O jogador fraturou a ulna direita, localizada na região do antebraço, no jogo de ida, contra os argentinos, na última semana. Pedro não precisou ser submetido a um processo cirúrgico, o que o aproxima ainda mais de um  retorno aos gramados.

“No caso do atacante Pedro, como não foi necessário processo cirúrgico, ele deve retornar dentro dos prazos esperados, em até seis semanas”, revelou o fisioterapeuta George Barreiros Filho. em entrevista exclusiva à Agência RTI Esporte.

Autoconfiança na recuperação de Pedro

A lesão de Pedro não causará impacto em suas finalizações, porém pode influenciar o jogador na marcação e em disputas pela bola.  Para George, o atacante terá que retomar a autoconfiança para obter bons resultados com o manto rubro-negro.

“A fratura da ulna, tem um bom prognóstico. O maior desafio para um atacante não é a força para chutar, mas a confiança para usar o braço em disputas, amortecer quedas e proteger o corpo em contatos físicos. A fase final de readaptação ao contato é, portanto, fundamental”, avaliou.

Por fim, a decisão da Copa Libertadores da América está agendada para o dia 29 de novembro, no Monumental U, em Lima, no Peru. George  projetou o possível retorno do jogador em caso de classificação do Flamengo.

“Acredito que ele jogue a final da Libertadores. Com proteção no local da lesão. Mas será uma decisão conjunta de toda a equipe médica do Flamengo, junto com o jogador. Ele tem que estar confiante para jogar.
Será um jogo muito intenso por se tratar de uma final de Libertadores.
Exigindo-se toda a capacidade física e mental do atleta”, concluiu.

Exclusivo: Edson Souza, treinador de futebol, comenta mentalidade dos jogadores na atualidade

O técnico Edson Souza, de 60 anos, tem uma grande experiência dentro do futebol e acumula passagem por clubes como Nova Iguaçu, Resende, Portuguesa-RJ, Brasiliense, Olaria, America-RJ e outros. Também com uma grande vivência como jogador, aonde defendeu Fluminense, Cruzeiro, e Vasco, além de outros grandes clubes, Edson Souza trouxe seus conhecimentos aos RTI Esporte Cast.

Nesta sexta-feira, 24, Edson Souza foi o convidado do tradicional podcast da Agência RTI Esporte em sua quita edição. O treinador comentou a dificuldade de trabalhar com futebol na atualidade. Aliás, para Edson Souza, os treinadores precisam estar atentos ao atletas até mesmo longe dos gramados.

“Falar de futebol, todo mundo fala, mas fazer é mais difícil. Não é fácil. Hoje em dia a gente vê no futebol sub-10, sub-12 que os pais estão brigando e os jogos precisam ser fechados. A família às vezes atrapalham muito também. Hoje tem muita coisa que tira o foco do jogador. Até com a vida pessoal do jogador eu preciso me preocupar. Hoje em dia os jogadores são mais popstar do que jogador. Então isso dificulta muitas vezes”, avaliou Edson Souza.

Experiência como treinador

Aliás, Edson Souza também comentou sobre a sua experiência no futebol. O treinador ainda busca oportunidades em grandes clubes do futebol brasileiros, mas garantiu estar bastante preparado. Aliás, para Edson Souza, sua experiência dentro e fora de campo são suficientes para entender todas as necessidades do futebol.

“Já são 20 anos como treinador e me preparei pra isso. Mas a minha preparação também veio dos 22 anos dentro de campo. Não tem nada melhor do que isso. Quando você vira treinador, o trabalho é terceirizado. Você tem as ideias, treina e mostra, mas quem executa são os jogadores. Precisamos então ter um poder muito grande de convencimento. Tem o extracampo que também é muito difícil.  Então é sempre necessário mostrar rigidez e conquistar a confiança dos jogadores”, comentou Edson Souza, que falou ainda sobre alguns métodos que aplicou.

“Eu joguei na Suíça em 1992. Trabalhei com treinadores que aplicavam muito treinamentos com campo reduzido. Fiz isso no Nova Iguaçu e também passei a treinar com os jogadores, como eu vi meus treinadores fazendo lá na Suíça. Trouxe esse legado pro Brasil, mas aqui nós temos muita coisa boa que às vezes ficaram esquecidas. Não existe criatividade igual a do treinador e jogador brasileiro”, completou Edson Souza.

A entrevista completa de Edson Souza, com mais opiniões do treinador, você acompanha no Youtube da Agência RTI Esporte.

Flamengo é o brasileiro mais bem colocado no Ranking Mundial de Clubes da IFFHS

O futebol brasileiro volta a afirmar-se entre os maiores do mundo no ranking 2025 da Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol (IFFHS) que se refere ao período de 1 de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025.

O país colocou três clubes no Top 20 mundial. São eles, Flamengo, Palmeiras e Botafogo. E estão, ainda, 11 times entre os 100 primeiros, confirmando a sua força e regularidade. Assim, o time comandado pelo técnico Filipe Luís aparece na 8ª colocado.

Isso reflete o peso das campanhas na Copa Libertadores da América e na Série A do Campeonato Brasileiro. O Palmeiras, sob o comando de Abel Ferreira, mantém presença constante na elite mundial, consolidando uma era vitoriosa e aparece na 11ª posição.

Já o Botafogo completa o trio, reforçando a ascensão vivida nos últimos anos, com forte investimento e desempenho competitivo, sendo 17º no ranking. Além de ocupar posições de destaque, o Brasil mostra profundidade.

Isso porque 11 clubes no Top 100 que é uma marca que apenas confirma o equilíbrio e a competitividade do futebol nacional. A Conmebol soma 26 representantes, enquanto a UEFA, como habitual, domina com 65 equipes.

Curiosamente, o Brasil é o segundo país com mais clubes no Top 20, atrás apenas da Inglaterra, que colocou cinco times. O país supera até Itália e Espanha, ambas com três representantes. Esse dado reforça a consistência dos clubes brasileiros, que rivalizam com gigantes europeus em prestígio e desempenho segundo o sistema de pontos da IFFHS.

Paris Saint-Germain é o rei do ranking

Ainda mais, entre os líderes, o Paris Saint-Germain ocupa o primeiro lugar, seguido por Real Madrid, Inter de Milão, Chelsea e Barcelona. Vale destacar que nestes times atuam atletas convocados pelo técnico Carlo Ancelotti para a Seleção Brasileira.

Assim, a presença brasileira neste grupo de elite mostra que o país mantém uma escola competitiva, com clubes capazes de disputar espaço entre os melhores do mundo. Em suma, o ranking da IFFHS confirma o crescimento e a relevância internacional do futebol brasileiro.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

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