Corinthians e São Paulo levam maiores folhas à final do Brasileirão Feminino

Corinthians e São Paulo chegam à final da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino de 2026 com algo em comum além da campanha até a decisão: os dois clubes estão entre os maiores investidores da modalidade.

A Agência RTI Esporte apurou que as folhas salariais das equipes são estimadas em cerca de R$ 2 milhões por mês. O valor coloca os finalistas em um patamar acima da maior parte dos clubes que disputam o futebol feminino nacional.

O investimento acumulado nos últimos anos ajudou as duas equipes a formar elencos competitivos e disputar regularmente as principais competições. O cenário ocorre mesmo em meio às dificuldades financeiras enfrentadas pelas duas instituições.

Enquanto Corinthians e São Paulo convivem com desafios econômicos em suas estruturas gerais, os departamentos femininos mantêm investimentos elevados e somam resultados expressivos nos últimos anos.

Corinthians ampliou a folha

No Corinthians, a folha mensal é estimada em R$ 2 milhões. O valor considera também os custos da comissão técnica comandada por Emily Lima e reflete o crescimento gradual dos investimentos realizados pelo clube nos últimos anos.

A valorização do elenco elevou os salários de jogadoras importantes, principalmente aquelas com passagem pela Seleção Brasileira. Tamires aparece como a atleta mais bem remunerada, com vencimento estimado em R$ 40 mil mensais.

São Paulo iguala investimento

O São Paulo apresenta uma folha semelhante à do adversário. O departamento feminino também trabalha com uma despesa salarial estimada em R$ 2 milhões por mês. A diferença aparece na distribuição dos maiores vencimentos.

O clube paulista possui duas jogadoras com salários estimados em R$ 50 mil mensais, acima do teto individual informado no elenco corintiano. Giovanna Crivellari e Camilinha lideram a folha do São Paulo, com vencimentos estimados em R$ 50 mil por mês.

A composição mostra que, embora os clubes tenham folhas semelhantes, a distribuição dos salários é diferente. O São Paulo concentra valores maiores no topo, enquanto o Corinthians tem uma folha mais distribuída entre suas principais atletas.

Investimento virou parte da disputa

A presença de Corinthians e São Paulo na decisão mostra o peso do investimento no futebol feminino. Nos últimos anos, os dois clubes ampliaram a estrutura, reforçaram os elencos e elevaram as folhas para disputar títulos nacionais.

A tendência é que o investimento continue crescendo em 2027. A final, portanto, coloca frente a frente não apenas dois candidatos ao título, mas também dois dos projetos financeiros mais robustos do futebol feminino brasileiro.

O desempenho esportivo será decidido em campo. Fora dele, Corinthians e São Paulo chegam à decisão partindo de uma realidade semelhante: ambos sustentam folhas estimadas em R$ 2 milhões e estão entre os clubes que mais investem na modalidade.

Jéssica de Lima reforça Seleção Brasileira antes da Copa de 2027; saiba detalhes

A técnica Jéssica de Lima terá uma nova experiência na Seleção Brasileira Feminina. Antes da convocação para os amistosos contra a Argentina, em Porto Alegre e Recife, a CBF confirmou a profissional do Grêmio como integrante da comissão técnica de Arthur Elias.

Jéssica de Lima ficará com a Seleção entre 2 e 14 de outubro, período que inclui a preparação e os dois amistosos contra a Argentina. A experiência também servirá para ampliar sua vivência junto à equipe principal antes da Copa do Mundo de 2027.

A convocação para a comissão principal também retoma uma relação anterior de Jéssica de Lima com a Seleção Brasileira. A treinadora já havia trabalhado como auxiliar da equipe feminina Sub-20 em 2019 e acumulou conquistas importantes nas categorias de base.

Experiência na base pesa na escolha

Com mais de três décadas de experiência no futebol feminino, Jéssica de Lima participou da campanha que levou o Brasil ao título da Conmebol Evolución, em 2021, e ao Campeonato Sul-Americano Sub-20, no ano seguinte.

Em 2022, também esteve na comissão que conduziu a Seleção à melhor campanha brasileira da história da Copa do Mundo Feminina Sub-20 até aquele momento. Arthur Elias destacou a trajetória da profissional e explicou a escolha para o período de treinamentos.

“A Jéssica (de Lima) é uma mulher com uma história incrível como atleta, com alto nível e experiência como treinadora. Tenho certeza que ela vai agregar ao meu trabalho nessa convocação””, disse o treinador da seleção feminina principal.

Jéssica Lima vive bom momento no Grêmio

A oportunidade chega em meio ao primeiro ano de Jéssica de Lima à frente do Grêmio. A treinadora assumiu o time em março, depois das três primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro, e rapidamente conseguiu melhorar o desempenho da equipe.

Na primeira fase da competição, o Grêmio terminou com o melhor aproveitamento e a maior pontuação entre os treinadores que comandaram o clube naquele período da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino. O resultado garantiu a classificação para as quartas de final.

A passagem pelo clube gaúcho, portanto, tornou-se mais um capítulo relevante na trajetória da treinadora. Ao mesmo tempo em que conduz o Grêmio, Jéssica de Lima terá a possibilidade de acompanhar de perto o trabalho da comissão de Arthur Elias.

Foco na preparação para 2027

Os amistosos contra a Argentina fazem parte da preparação para a Copa de 2027, no Brasil. Jéssica de Lima também ganhará experiência com a equipe principal antes de retornar para comandar a equipe feminina do Grêmio.

Brasileiras na Champions League: as jogadoras que podem chegar em alta à Copa do Mundo de 2027

A bola rola nesta terça-feira (22) em mais uma edição da Champions League Feminina. Para o futebol brasileiro, a competição ganha importância especial a menos de um ano da Copa do Mundo de 2027, no Brasil, com algumas das principais jogadoras da Seleção novamente diante da elite europeia.

A fase de liga reúne 18 equipes, entre elas Barcelona, Lyon, Bayern, Arsenal, Chelsea, Manchester City, PSG, Real Madrid e Benfica. Serão seis rodadas até dezembro, com os mata-matas começando em fevereiro. É um palco importante para as brasileiras. E há alguns nomes que merecem atenção especial.

Kerolin mudou de clube e ganhou um palco ainda maior

A principal novidade é Kerolin. A atacante brasileira trocou o Manchester City pelo Barcelona e agora terá a oportunidade de disputar a Champions pelo atual campeão europeu. A UEFA colocou a brasileira entre as principais novidades do Barcelona para a defesa do título.

O desafio será conquistar espaço em um ataque recheado de estrelas. Ewa Pajor, Caroline Graham Hansen, Clàudia Pina e Kika Nazareth estão entre as opções de Pere Romeu. Kerolin, entretanto, já mostrou na Inglaterra que pode ser decisiva.

A experiência no futebol europeu, a velocidade e a capacidade de atacar a profundidade fazem dela uma jogadora particularmente interessante para o Brasil. E o contexto não poderia ser melhor: se conseguir assumir protagonismo no Barcelona, chega ao Mundial em casa com um cartão de visita ainda maior.

Tarciane é uma das referências da defesa

Na defesa, Tarciane surge como outro nome importante. A zagueira de 23 anos está no OL Lyonnes e continua em um dos ambientes mais competitivos do futebol feminino mundial. O clube francês chegou à semifinal da última Champions e Tarciane está novamente inscrita na competição.

A brasileira oferece força nos duelos, presença física e capacidade para defender em espaços mais abertos. São características particularmente importantes para uma Seleção que, sob Arthur Elias, procura ter protagonismo com a bola e defender mais adiantada.

O Olympique Lyon estreia fora de casa diante do Servette. É justamente nesse tipo de jogo europeu que Tarciane, uma das estrelas da seleção feminina do Brasil, poderá continuar acumulando experiência antes do Mundial.

Yaya e Isabela também estão no PSG

O Paris Saint-Germain tem duas brasileiras no elenco: Yaya e Isabela. Yaya é uma opção para o meio-campo. A jogadora oferece intensidade e capacidade de ocupar diferentes zonas, enquanto Isabela atua na defesa e pode dar profundidade pelo lado.

As duas aparecem no elenco oficial do PSG para 2026/2027. O clube francês terá uma fase de liga bastante exigente, com Bayern, Juventus e Manchester City entre os adversários. Ou seja, serão vários testes de alto nível para duas jogadoras que ainda procuram consolidar espaço no ciclo da Seleção.

Nycole terá a Champions pelo Benfica

Em Portugal, Nycole Raysla também aparece como nome para acompanhar. A atacante brasileira está no Benfica, campeão português, e terá pela frente uma fase de liga que começa justamente contra a Juventus, nesta terça-feira.

O clube lisboeta também enfrentará Bayern, Arsenal, Roma e Austria Wien. Para Nycole, a Champions é uma chance de mostrar que pode ter mais espaço na Seleção Brasileira Feminina, diante de adversárias de alto nível.

Luany e Gio completam o grupo no Atlético

O Atlético de Madrid também conta com brasileiras importantes: Luany e Gio Garbelini. Luany já conhece bem o futebol espanhol e pode atuar como uma peça de desequilíbrio no ataque. Gio, por sua vez, é outra alternativa ofensiva do clube madrilenho.

A presença brasileira no Atlético não é novidade. Na temporada passada, o clube também contou com um grupo significativo de jogadoras do país, incluindo Ana Vitória e Lauren. Agora, Luany e Gio terão novamente o futebol europeu como vitrine.

Uma Champions que vale mais do que um título

Para essas jogadoras, a competição começa nesta semana, mas o horizonte é bem maior. A Copa do Mundo de 2027 será disputada no Brasil, e Arthur Elias já mostrou, desde que assumiu a Seleção, disposição para ampliar o grupo e observar diferentes perfis.

Até setembro de 2026, 99 jogadoras já haviam sido convocadas pelo treinador. Por isso, boas atuações na Champions podem ganhar peso. Kerolin terá o Barcelona; Tarciane, o Lyon; Yaya e Isabela, o PSG; Nycole, o Benfica; e Luany e Gio, o Atlético.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

Arthur Elias convoca Seleção Feminina para amistosos com a Argentina

Antes de mais nada, o técnico Arthur Elias convocou a Seleção Brasileira Feminina para os dois amistosos contra a Argentina, no mês de outubro. Ao todo, 28 atletas foram chamadas pelo treinador para as partidas que servem de preparação para a Copa do Mundo, que acontecerá no país entre os meses de junho e julho de 2027.

A seleção feminina atuará no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, dia 10 de outubro às 16h30, e na Arena de Pernambuco, em 13 de outubro às 20h30. Segundo a programação divulgada pela CBF, as jogadoras se apresentarão nos dias 4 e 5 na capital gaúcha, onde a delegação ficará concentrada para a primeira partida.

Veja a convocação feita por Arthur Elias

Goleiras

Lorena – Kansas City (EUA)

Yanne – Bahia

Thaís Lima – Benfica (POR)

Carlinha – São Paulo

Zagueiras

Thaís Ferreira – Corinthians

Isa Haas – América (MEX)

Tarciane – Lyon (FRA)

Mariza – Tigres (MEX)

Tayla – São Paulo

Laterais

Isabela – Paris Saint-Germain (FRA)

Raissa Bahia – Palmeiras

Bruninha – Gotham FC (EUA)

Tamara Bolt – Washington Spirit (EUA)

Meio-campo

Duda Sampaio – Corinthians

Angelina – Orlando Pride (EUA)

Jaqueline – Corinthians

Kaylane – Flamengo

Clarinha – Benfica (POR)

Atacantes

Kerolin – Barcelona (ESP)

Priscila – América (MEX)

Gio Garbelini – Atlético de Madrid (ESP)

Bia Zaneratto – Palmeiras

Tainá Maranhão – Palmeiras

Geyse – América (MEX)

Jhonson – Corinthians

Maiara – Angel City (EUA)

Marília – Cruzeiro

Luany – Atlético de Madrid (ESP)

Seleção Brasileira Feminina fará outros amistosos em novembro e dezembro

Essa é a penúltima Data FIFA de 2026, que vai de 5 a 13 de outubro. Contudo, a Seleção Brasileira Feminina se reunirá outra vez em 2026. Em novembro, o Brasil fará dois amistosos contra o Japão no país asiático. Os jogos vão acontecer nos dias 29 de novembro e 5 de dezembro.

Assim, como os jogos de outubro, as partidas com o Japão fazem parte da preparação da seleção para a Copa do Mundo, que acontecerá de 24 de junho a 25 de julho do ano que vem no Brasil.

Real Madrid disputa torneio feminino com Flamengo e São Paulo; saiba detalhes

O futebol feminino de base terá um torneio internacional em São Paulo nesta semana. Real Madrid, São Paulo, Flamengo e Paraguai Sub-20 participam da competição no Canindé, com jogos na quarta-feira, dia 23, e no sábado, dia 26.

A competição reunirá equipes de diferentes escolas de formação e terá entrada gratuita. Além do caráter competitivo, o torneio foi organizado para ampliar o intercâmbio entre as categorias de base e proporcionar novas experiências às jogadoras.

Semifinais acontecem na quarta-feira

A primeira rodada será disputada na quarta-feira. O Flamengo enfrenta o Paraguai às 15h30, enquanto São Paulo e Real Madrid se enfrentam às 18h. Os vencedores avançam para a decisão, marcada para sábado, às 15h30.

As derrotadas nas semifinais disputam o terceiro lugar. Com quatro partidas em dois dias, o torneio coloca as jovens atletas diante de diferentes estilos de formação e oferece aos clubes brasileiros uma oportunidade de avaliar suas categorias de base em um cenário internacional.

A competição faz parte do projeto Estrelas, voltado à formação de atletas de 9 a 17 anos. O torneio amplia o intercâmbio ao reunir equipes de diferentes países e modelos de preparação para o desenvolvimento do futebol feminino.

Canindé terá programação em dois dias

A programação começa na quarta-feira, 23, com as duas semifinais e termina no sábado com a definição do campeão e a disputa pelo terceiro lugar. Além disso, a entrada será gratuita nos dois dias de competição.

Para São Paulo e Flamengo, além da experiência internacional, os jogos servem como parte do processo de desenvolvimento das atletas. O Real Madrid acrescenta ao torneio a presença de um clube europeu, enquanto o Paraguai representa o futebol sul-americano de seleções.

A competição, portanto, combina formação e intercâmbio em uma programação concentrada no Canindé. O confronto entre São Paulo e Real Madrid e o duelo entre Flamengo e Paraguai abrem o torneio, que terá o campeão definido no sábado.

Câmara aprova novas regras para o futebol feminino no Brasil; veja

Antes de mais nada, a Câmara dos Deputados aprovou o PL 4.578/2025, de autoria do Executivo, que estabelece diretrizes para o futebol feminino, com foco na profissionalização, igualdade entre equipes e proteção das atletas.

O texto aprovado define o desenvolvimento do futebol feminino como prioridade da política pública esportiva e atribui ao Ministério do Esporte ações para estimular a modalidade. A proposta segue agora para análise do Senado Federal.

A relatora do projeto, deputada Jackeline Rocha (PT-ES), destacou no parecer a realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027 no Brasil como um dos fatores que ampliam a importância da proposta.

“A proposição representa importante instrumento para a adoção de uma estratégia de longo prazo voltada à superação das desigualdades historicamente impostas ao futebol feminino”, escreveu a parlamentar.

Limite para atletas não profissionais

Uma das principais mudanças previstas está relacionada à participação de jogadoras não profissionais nas competições nacionais. Na principal divisão do futebol brasileiro, cada equipe poderá inscrever até quatro atletas nessa condição.

Nas demais divisões nacionais e na principal divisão estadual, por exemplo, cada equipe poderá ter até seis jogadoras não profissionais. O limite será reduzido gradualmente até a profissionalização integral das competições.

Igualdade entre equipes entra no projeto

O projeto também prevê medidas para aproximar as condições oferecidas às equipes femininas das estruturas destinadas aos times masculinos. As organizações deverão garantir às mulheres os mesmos equipamentos e equipes de suporte utilizados pelas equipes masculinas.

Outra mudança exige equipes femininas nas organizações que formam atletas de futebol. A proposta também amplia a participação de mulheres na gestão, arbitragem e direção técnica, além de prever um plano para o legado da Copa do Mundo Feminina de 2027.

Proteção à maternidade e combate à violência

O projeto também inclui garantias relacionadas à gravidez e à maternidade das atletas. O texto determina o respeito “irrestrito” aos direitos das mulheres grávidas e às condições relacionadas à maternidade.

Também estão previstos protocolos contra discriminação, racismo, intolerância e violência contra mulheres, além de medidas para incentivar a igualdade salarial e antecipar a divulgação dos calendários das competições.

Câmara também aprovou reconhecimento cultural

Na mesma sessão, os deputados aprovaram o PL 1.842/2025, de autoria do deputado Helio Lopes (PL-RJ), que reconhece o futebol praticado no Brasil como manifestação da cultura nacional. O texto foi aprovado com alterações e seguiu para o Senado.

Na justificativa da proposta original, Helio Lopes escreveu:

“O futebol é uma das mais significativas manifestações culturais brasileiras, com papel central na construção da identidade nacional e na coesão social, transcendendo o campo esportivo para influenciar a música, a literatura, o cinema e diversas outras expressões artísticas e culturais”.

O projeto também prevê ações do Poder Executivo para a salvaguarda e valorização do futebol feminino “como expressão da identidade nacional, assegurando o direito à memória e à preservação dessa prática”.

As duas propostas agora dependem da análise do Senado para avançar no processo legislativo. No caso do PL 4.578/2025, as novas diretrizes ainda não substituem as regras atualmente vigentes no futebol feminino.

Pesquisa revela avanço da Seleção Feminina entre brasileiros

A Seleção Brasileira Feminina ampliou o número de torcedores na última década. Segundo pesquisa da CBF com o Instituto Nexus, 41% dos brasileiros passaram a acompanhar mais os jogos da equipe no período.

O crescimento ocorre em meio à maior exposição da modalidade. Em 2019, por exemplo, a Globo transmitiu pela primeira vez a Copa do Mundo Feminina e passou a exibir amistosos da Seleção Brasileira em TV aberta.

A maior exposição, porém, ainda convive com um cenário de baixa frequência de acompanhamento. Mais da metade dos entrevistados afirmou que não acompanha as partidas da Seleção Brasileira Feminina.

Perfil do público que aumentou o acompanhamento

Além disso, o levantamento aponta diferenças entre os grupos. Entre brasileiros com renda superior a cinco salários mínimos, o índice chega a 51%, mesmo percentual registrado nas regiões Norte e Centro-Oeste.

Homens representam 48% desse grupo, enquanto entre os entrevistados com ensino superior o índice também alcança 48%. Na faixa etária acima dos 60 anos, 45% afirmaram ter aumentado a frequência de acompanhamento.

Na outra ponta, por exemplo, o levantamento identificou grupos nos quais a frequência de acompanhamento diminuiu. Entre brasileiros com renda de até um salário mínimo, o percentual é de 36%.

O mesmo índice aparece entre pessoas pretas e entre analfabetos ou indivíduos que sabem apenas ler e escrever. Entre moradores do Nordeste, são 35%. O percentual cai para 34% entre entrevistados com ensino médio e também entre as mulheres.

Futebol feminino ainda cobra maior reconhecimento

A pesquisa também mediu a percepção dos brasileiros sobre o espaço ocupado pelo futebol feminino. Para 59% dos entrevistados, a modalidade ainda não recebe o apoio e o reconhecimento que deveria ter.

Desse total, 32% reconhecem que houve aumento no reconhecimento, mas consideram que o avanço ainda não foi suficiente. Outros 27% avaliam que o futebol feminino continua distante do nível de apoio considerado adequado.

A percepção de apoio insuficiente chega a 68% entre pessoas com ensino superior e renda acima de cinco salários mínimos. O índice é de 63% entre brancos, pardos e moradores do Sul, enquanto 61% dos entrevistados de 25 a 40 anos têm a mesma percepção.

Exposição será importante antes da Copa de 2027

O cenário ganha relevância porque o Brasil será sede da próxima Copa do Mundo feminina, em 2027. A competição representa uma oportunidade de ampliar o contato da população com a Seleção e com o futebol feminino em um período de maior exposição da modalidade.

A televisão aberta permanece entre os principais meios para alcançar novos públicos. Segundo dados divulgados pela CBF, as quartas de final do Brasileirão Feminino de 2026 alcançaram 29,5 milhões de telespectadores únicos na TV Globo.

A entidade também informou que o número de transmissores de suas competições femininas dobrou em dois anos, passando de quatro para oito. O movimento amplia a disponibilidade de partidas e cria novas possibilidades de contato com torcedores.

Levantamento ouviu 2.006 pessoas

A pesquisa do Instituto Nexus foi realizada entre 15 e 24 de agosto e ouviu 2.006 brasileiros com 16 anos ou mais, distribuídos pelas 27 Unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Os números mostram um cenário dividido: 41% dos brasileiros passaram a acompanhar mais a Seleção feminina, mas mais da metade ainda não vê seus jogos. A Copa do Mundo de 2027, no Brasil, pode ampliar a exposição da equipe e da modalidade.

Com 8 mil torcedores em São Januário, Vasco é campeão do Brasileirão A2 Feminino

 Vasco da Gama venceu o Campeonato Brasileiro Feminino A2 neste domingo em São Januário. O time perdeu por 2 a 1 para o Itabirito, mas ficou com o título por ter vencido o primeiro jogo por 3 a 1. Com isso, no agregado, as meninas do Vasco fizeram 4 a 3. A derrota deste domingo foi a primeira do Vasco, que esteve perto de vencer a Série A2 do Brasileirão invicto.

Um detalhe interessante foi o apoio dos torcedores em São Januário neste domingo. Cerca de 8 mil pessoas acompanharam a partida e empurraram as meninas do Vasco para o título. Vale lembrar que as duas equipes já estavam garantidas na primeira divisão de 2027.

Como foi Vasco e Itabirito?

O time visitante entrou em campo pressionando as cariocas. Desse modo, as Gatas do Mato abriram o placar com um erro de saída de bola da goleira do Vasco, que entregou o passe para Bruna Marques receber dentro da área e balançar a rede aos 4 minutos de jogo.

O Itabirito continuou criando chances para ampliar, com bola na trave e bons chutes de fora da área. Com a superioridade das adversárias e dificuldade de dominar o jogo, o Vasco só conseguiu reagir nos acréscimos do primeiro tempo, quando ofereceu maior risco numa cobrança de falta que desviou na marcação e ficou com Lourdes, mas a goleira Karen Hipólito espalmou e segurou o placar para o Itabirito.

Na volta do intervalo, com apenas dois minutos de bola rolando, Luana Rodrigues rebateu colocado e fez um golaço no canto esquerdo, deixando o placar agregado empatado e levando a decisão para os pênaltis. Com o apoio da torcida, as Meninas da Colina mantiveram a busca pelo controle do jogo até, que, aos 35 minutos, conseguiram diminuir com um gol de Ju Santos.

São Paulo cresce no fim, vence Flamengo e vai à final do Brasileirão Feminino

O São Paulo está na final do Campeonato Brasileiro Feminino. Em uma partida equilibrada, as Soberanas aumentaram a pressão no segundo tempo e conseguiram superar o Flamengo por 1 a 0, neste sábado, 19. O gol da classificação saiu aos 43 minutos, com Kesia Senna.

O primeiro tempo terminou sem gols, com o Flamengo tentando explorar principalmente as finalizações de fora da área. Cristiane teve algumas das principais oportunidades da equipe carioca, mas não conseguiu levar perigo à goleira Carlinha.

Depois do intervalo, o São Paulo passou a chegar com mais frequência ao ataque. Aos 19 minutos, Mylena Carioca aproveitou uma falha da defesa do Flamengo e ficou cara a cara com Vivi. A goleira rubro-negra fez a defesa e evitou a abertura do placar.

Soberanas pressionam na etapa final

O São Paulo manteve a iniciativa e voltou a ameaçar aos 22 minutos. Bruna Calderan cruzou da direita, Mylena tentou finalizar de primeira, mas mandou para fora. Aos 26, foi a vez de Duda Serrana receber pela direita, entrar na área e finalizar.

A zagueira do Flamengo conseguiu bloquear o chute, que saiu pela linha de fundo. Dois minutos depois, Isa Guimarães sofreu falta no limite da área. Bia Menezes cobrou aos 29, a bola desviou em Letícia e Vivi precisou trabalhar novamente para evitar o gol são-paulino.

Aos 37 minutos, Kesia Senna entrou no lugar de Isa Guimarães. Seis minutos depois, a atacante recebeu a oportunidade que definiu a classificação. O Flamengo errou na saída de bola e Mylena Carioca recuperou a posse.

A atacante tocou para Kesia, que finalizou na saída de Vivi e marcou o gol do São Paulo. O volume ofensivo continuou até a reta final. Gio Crivelari arriscou de fora da área aos 39 minutos, mas a bola saiu. O cenário indicava que o gol poderia sair a qualquer momento.

A vantagem construída no fim não deu tempo para uma reação do Flamengo. A equipe rubro-negra ainda tentou alterar o panorama com substituições, mas não encontrou espaço para buscar o empate no Brinco de Ouro da Princesa.

São Paulo confirma vaga na decisão

O gol de Kesia coroou a atuação de um São Paulo que cresceu durante o segundo tempo e encontrou nos minutos finais a jogada que decidiu a semifinal. Com a vitória por 1 a 0, as Soberanas garantiram presença na final do Campeonato Brasileiro Feminino contra Corinthians ou Bahia.

Brasil perde para a Espanha e cai no Mundial Sub-20

O Brasil está eliminado da Copa do Mundo Feminina Sub-20. A seleção perdeu por 1 a 0 para a Espanha neste sábado, na Arena Sosnowiec, na Polônia, e deixou a competição nas quartas de final. Pau Comendador marcou o único gol da partida, aos 27 minutos do primeiro tempo.

As brasileiras tiveram dificuldades para controlar o meio-campo durante boa parte do jogo e encontrou uma Espanha mais organizada na construção das jogadas. Depois do intervalo, o Brasil passou a pressionar a saída adversária, mas não transformou a reação em gol.

Espanha abre vantagem antes do intervalo

A Espanha começou com maior controle territorial e utilizou a velocidade pelos lados para chegar ao ataque. O Brasil tentou responder em chutes de fora da área, mas teve poucas oportunidades claras na primeira etapa.

Aos 27 minutos, Rosalia Domínguez recebeu pela esquerda e encontrou Pau Comendador dentro da área. A atacante finalizou para abrir o placar e colocar as espanholas em vantagem. Depois do gol, a Espanha continuou com maior presença ofensiva e dificultou a saída brasileira.

Brasil melhora após o intervalo

O cenário mudou no segundo tempo. O Brasil passou a pressionar mais alto e conseguiu recuperar a bola em zonas próximas à área espanhola. A equipe também aumentou a presença no campo ofensivo em busca do empate.

A melhor oportunidade surgiu em uma jogada trabalhada pelo lado esquerdo, mas a defesa espanhola conseguiu impedir a finalização brasileira em condições favoráveis. A Espanha, por sua vez, passou a explorar os espaços deixados pelo avanço da seleção.

Com o relógio avançando, o Brasil aumentou a pressão, mas encontrou dificuldades para transformar a posse de bola em chances efetivas. As espanholas mantiveram a organização defensiva e administraram a vantagem até o fim.

Espanha mantém campanha invicta

A Espanha avançou à semifinal com 100% de aproveitamento e apenas um gol sofrido no Mundial. O próximo adversário será a Itália, que venceu a Coreia do Sul por 3 a 1. O jogo será na quarta-feira, 23 de setembro.

Brasil encerra campanha nas quartas

A seleção brasileira havia terminado a fase de grupos com três vitórias, contra Tanzânia, Canadá e Inglaterra, e avançou em primeiro lugar do Grupo B. Nas oitavas, eliminou os Estados Unidos nos pênaltis após empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação.

A derrota para a Espanha encerra novamente a tentativa brasileira de conquistar o primeiro título mundial da categoria. O Brasil segue sem levantar a taça do torneio e tem como melhores campanhas os terceiros lugares obtidos em 2006 e 2022.

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