Na Seleção Brasileira, Estêvão manda recado para técnico do Chelsea

Estevão está de volta à Seleção Brasileira após sofrer grave lesão e ficar fora da Copa do Mundo. Convocado por Carlo Ancelotti, o jogador inicia o ciclo da Copa de 2030 como uma das grandes esperanças do Brasil neste ciclo. O jogador quer aproveitar as partidas com a Austrália e Índia para recuperar o ritmo de jogo e mostrar que merece mais oportunidades na Europa.

Isso porque, nas seis primeiras partidas do Chelsea na temporada, Estêvão acumulou somente 148 minutos em campo. A imprensa inglesa chegou a noticiar a falta de paciência do técnico Xabi Alonso com o jogador brasileiro d e 19 anos. Nesta terça-feira, 22, em entrevista coletiva da Seleção Brasileira na Austrália, o jogador evitou a polêmica.

“Cada técnico tem sua maneira de jogar, e claro que a gente trabalha todos os dias, dá o nosso melhor todos os dias. É isso que eu faço. A gente tem muito jogador de extrema qualidade no Chelsea. Foco naquilo que eu posso controlar. Quando eu recebo oportunidade, eu tento dar o meu melhor. Todas as oportunidades que eu tive, acho que tenho agarrado muito. Eu tento controlar aquilo que eu posso e deixar o dia de amanhã na mão de Deus. Confio muito em mim também”, disse Estêvão.

Estêvão sofreu grave lesão e ficou fora da Copa do Mundo. Ele vinha se destacando durante as Eliminatórias e figurava como provável titular de Carlo Ancelotti. O jogador admite que os primeiros dias de Copa do Mundo não foram fáceis.

“Os primeiros dias foram muito difíceis, mas, graças a Deus, pude fazer uma excelente recuperação e voltar aos gramados, à Seleção Brasileira. Depois que o primeiro mês passou, que a ficha caiu, a coisa mais importante para mim foi torcer para a Seleção Brasileira. A cada jogo, a cada gol, eu comemorava muito, porque eu sei as pessoas que estavam envolvidas, sei o quanto é importante para cada atleta que estava lá. Então, foi um momento que a única coisa que eu foquei foi torcer para o melhor da Seleção Brasileira”, afirmou o jogador.

Estêvão se vê bem após 129 dias no DM

“Eu tenho me cuidado bastante todos os dias. Claro que nenhum jogador deseja machucar, então é uma coisa que infelizmente aconteceu muito ano passado. Eu estou me prevenindo bastante, estou fazendo muita fisioterapia, cuidando bastante do meu corpo, alimentação, sono, coisas que um atleta precisa para render ao máximo no campo. Estar disponível para mim é uma alegria imensa, coisa que eu nem sempre tive ano passado. Só de estar em campo eu já fico muito feliz”.

Jair se inspira em campeão do mundo para se firmar na Seleção Brasileira

A Seleção Brasileira está reunida na Austrália para iniciar oficialmente o ciclo para a Copa do Mundo de 2030. O Brasil enfrentará a Austrália duas vezes e a Índia. O técnico Carlo Ancelotti pretende realizar uma grande reformulação no grupo, visando os próximos quatro anos. Entre os zagueiros convocados pelo treinador está o defensor do Nottingham Forest, Jair, que foi chamado pela primeira vez.

“Para mim, é uma felicidade imensa. É um sentimento que eu não consigo nem colocar em palavras. Desde criança, sempre sonhei em estar aqui. Todo jogador brasileiro sonha em defender seu país, e estou tendo essa oportunidade hoje. Estou muito feliz e muito grato a Deus”, disse Jair à CBF TV.

Na concentração, o zagueiro que teve grande passagem com a camisa do Botafogo, não escondeu a expectativa pela convocação para defender o Brasil.

“Eu sabia que tinha uma chance de ser convocado e que estava na pré-lista. Sempre assisti à convocação, assisti à convocação da Copa e estar vendo que você pode ser chamado, não cai a ficha. Eu estava assistindo, sabendo que poderia ser chamado, e ver o treinador da Seleção Principal falando o seu nome é uma emoção muito grande. Na hora, fiquei em choque. Sair de onde eu saí, as lutas que passei… Foi um momento muito especial e muito importante na minha vida”, afirmou o zagueiro.

Jair se inspira em nomes conceituados na Seleção Brasileira

Inspirado em nomes como Lúcio e Juan, o defensor quer aproveitar este período de treinos e compromissos pela Amarelinha para aprender com os colegas Marquinhos e Gabriel Magalhães, experientes na Seleção e vitoriosos no futebol europeu.

“Espero tentar pegar o máximo possível de experiência com eles, são grandes jogadores, não tenho nem o que falar. Os dois estão muito consolidados na Europa e sou muito fã deles. Espero que eu possa aprender o máximo possível”, disse Jair, atleta do inglês Nottingham Forest.

Seleção Brasileira começa a se apresentar na Austrália

A Seleção Brasileira começou a se apresentar ao técnico Carlo Ancelotti no último domingo, 20, na cidade australiana de Brisbane. O Brasil fará três amistosos na Ásia, jogando duas vezes contra a Austrália antes de enfrentar a Índia pela primeira vez na história.

Douglas Santos, de 32 anos, foi um dos primeiros jogadores a se apresentar ao técnico italiano. O jogador foi titular na última Copa do Mundo e segue como um dos poucos remanescentes para o próximo ciclo, visando à Copa do Mundo de 2030. Na chegada à concentração, o jogador falou sobre aproveitar oportunidades e receber bem os jogadores mais jovens.

“Estou muito grato a Deus por mais uma oportunidade. Depois da Copa do Mundo, estar na primeira convocação desse novo ciclo foi muito importante para mim. Espero, mais uma vez, aproveitar a oportunidade que o Mister está me dando, para que eu possa desfrutar desses momentos. Em todas as vezes que eu venho, tento desfrutar o máximo possível para deixar a minha marca”, disse à CBF TV.

Douglas Santos abre as portas para os calouros da Seleção Brasileira

Em sua primeira lista neste pós-Copa do Mundo, Carlo Ancelotti chamou nove estreantes (Otávio, Pedro Morisco, Jair, Arthur Dias, Matheuzinho, Mauro Júnior, Martinelli, Breno Bidon e Gabriel Bontempo), posição em que Douglas esteve em 2013, ano de sua primeira convocação. Ele, que tem se consolidado na Amarelinha, explicou que deseja transmitir sua experiência aos novatos.

“A experiência com a Seleção vai ajudar esses meninos novos que estão vindo pela primeira vez, para que eles se sintam bem e possam desfrutar dentro de campo, que é o mais importante. A gente sabe que é o trabalho de campo que vai dar cada vez mais confiança para eles voltarem e se sentirem bem com a gente. Vou passar isso para eles, para que eles possam se adaptar o mais rápido possível e viver esses dias aqui felizes e realizados”, afirmou.

Data Fifa em novembro

Vale lembrar que a convocação atual é válida somente para as partidas com a Austrália e Índia. Isso porque a Seleção Brasileira jogará outras duas vezes em 2026. Em novembro, o grupo comandado por Carlo Ancelotti fará amistosos na Ásia contra o Japão e Singapura. Para esses dois jogos, Carlo Ancelotti fará nova convocação em outubro.

Carlo Ancelotti convoca Vanderson, do Monaco, para o lugar de Wesley na Seleção Brasileira

Carlo Ancelotti precisou fazer mais uma mudança na lista da Seleção Brasileira. O técnico convocou o lateral-direito Vanderson na noite deste sábado, 19, para os amistosos com a Austrália e Índia, na próxima Data FIFA. O jogador que atua pelo Monaco, da França, foi convocado para a vaga de Wesley, da Roma.

O lateral foi cortado por problemas físicos. Vale lembrar que Wesley ganhou status de titular com Carlo Ancelotti na preparação para a Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá. Contudo, o jogador sofreu grave lesão na preparação para o mundial e precisou ser cortado.

Os próximos confrontos marcariam o seu retorno para a Seleção Brasileira. O Brasil enfrenta a Austrália duas vezes, nos dias 25 e 29 de setembro. Depois disso, viaja até a Índia, onde joga contra os indianos no dia 3 de outubro. Vanderson retorna à seleção após um período de afastamento por problemas físicos.

Vale lembrar que ele já soma sete partidas com a camisa do Brasil. Na atual temporada, ele é um dos nomes importantes do Monaco, comandado por Filipe Luís. O lateral já disputou sete partidas pelo clube na temporada 2026/27.

Vanderson não é a primeira troca de Carlo Ancelotti na sua primeira lista após a Copa do Mundo. Recentemente, o treinador convocou Matheus Martinelli, do Fluminense, para a vaga de João Pedro, do Chelsea, que foi cortado por lesão.

Com Vanderson, veja a lista completa

Goleiros

Hugo Souza
Pedro Morisco
Otávio

Defensores

Arthur Dias
Douglas Santos
Gabriel Magalhães
Jair
Marquinhos
Matheuzinho
Mauro Jr.
Vitor Reis
Vanderson

Meias

Andrey Santos
Breno Bidon
Bruno Guimarães
Danilo
Douglas Luiz
Gabriel Bontempo
Matheus Martinelli

Atacantes

Endrick
Estevão
Pedro
Raphinha
Rayan
Samuel Lino
Vini Jr.

 

Copa do Mundo Feminina Sub-20: Camilla Orlando projeta confronto com a Espanha

O Brasil enfrenta a Espanha neste sábado, 19, às 13h30 (de Brasília), na Arena Sosnowiec, na Polônia, em partida das quartas de final da Copa do Mundo Feminina sub-20. A seleção vem fazendo uma ótima campanha e chegou nesta fase após passar pelos Estados Unidos nas cobranças de pênalti.

A Seleção Brasileira Feminina Sub-20 encerrou a preparação para o confronto na última sexta-feira com a confiança na classificação. A técnica Camilla Orlando apontou as características da seleção adversária e espera um grande jogo na Polônia.

“Será um jogo muito desafiador. Eu definiria como um jogo de xadrez. A Espanha gosta muito de ter a bola e de dominar os espaços, assim como a gente. Será uma partida bem difícil, como todas as outras, mas com certeza tem um gostinho diferente por ser quartas de final”, afirmou a treinadora.

Camilla Orlando aposta no poder ofensivo do Brasil

Para Camilla, o Brasil precisa fazer tudo que foi treinado durante toda a preparação, com a manutenção dos princípios que acompanharam a Seleção durante a competição. A técnica destacou a concentração e a disciplina como pontos fundamentais para enfrentar a equipe espanhola, sem abrir mão da característica ofensiva do Brasil.

“Temos que seguir com o nosso trabalho, com bastante foco, disciplina e alegria. Nossas atletas têm conseguido levar toda essa alegria do Brasil, do jeito de jogar com muita raça, então acho que não precisamos fazer nada de diferente. Vamos manter a consistência e atenção aos detalhes, mas queremos continuar apresentando nosso jogo ofensivo com o desejo pelo gol a cada momento”, disse Camilla Orlando.

Outros jogos da Copa do Mundo

Sábado

Coreia do Sul x Itália – 10h

Domingo

Nigéria x Colômbia – 10h

Coreia do Norte x Canadá – 13h30

 

 

Martinelli ganha a chance de Ancelotti: os números que explicam a convocação do volante do Fluminense

Aos 24 anos, Martinelli estreia na Seleção Brasileira depois de uma temporada sólida pelo Fluminense. Os números mostram um meio-campista que pode oferecer controle, qualidade no passe e versatilidade a Carlo Ancelotti.

A convocação de Matheus Martinelli para a Seleção Brasileira não estava no roteiro inicial. O volante do Fluminense foi chamado por Carlo Ancelotti para substituir João Pedro, do Chelsea, que acabou cortado por lesão. Ainda assim, a oportunidade chega em um momento em que o jogador vinha apresentando números consistentes e, principalmente, características que podem ser úteis ao treinador italiano.

Martinelli fará sua estreia na Seleção principal nos amistosos contra Austrália e Índia, em uma Data Fifa que Ancelotti pretende aproveitar também para observar novos nomes pensando no próximo ciclo.

Um volante que joga e faz jogar

O primeiro dado que chama atenção está no passe.

Segundo o FotMob, Martinelli tem 91,7% de acerto nos passes no Brasileirão de 2026, com 1.105 passes certos em 1.550 minutos. A plataforma registra ainda 64,2 passes certos por 90 minutos, duas assistências e 17 chances criadas.

Não é apenas um jogador que recebe a bola e dá continuidade à jogada. Martinelli costuma baixar para perto dos zagueiros, oferecer uma linha de passe e ajudar a equipe a escapar da primeira pressão. No Fluminense, também já atuou alguns metros mais à frente, o que explica a possibilidade de funcionar como primeiro ou segundo volante. Essa versatilidade é uma das características que o colocaram no radar da comissão técnica brasileira.

Os números defensivos também explicam a escolha

O meio-campista não vive apenas da bola nos pés.

Ainda de acordo com o FotMob, Martinelli soma 24 desarmes, 20 interceptações e 81 recuperações de posse no Brasileirão. Também venceu 60 dos 118 duelos disputados, além de registrar 27 faltas cometidas.

Já o Sporting Life aponta 6,85 duelos disputados por 90 minutos, 4,7 recuperações e 1,16 interceptações por partida na temporada, números que ajudam a desenhar um jogador participativo também sem a bola.

É justamente essa combinação que pode interessar a Ancelotti: um volante capaz de participar da construção sem deixar de cumprir funções defensivas.

Uma temporada de regularidade

Os números globais também mostram o peso que Martinelli tem no Fluminense.

Martinelli contabiliza 37 partidas em 2026, somando Campeonato Carioca, Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores, com 2.919 minutos, um gol e quatro assistências. No recorte de Brasileirão e Libertadores, o médio registra 25 partidas, 2.085 minutos e três assistências.

O próprio Sofascore apresenta Martinelli com índice de 6,9 nos últimos 12 meses, além de destacar sua presença regular no Fluminense.

Não são números de um meio-campista que vive de aparecer na área. São números de alguém que influencia o jogo de outra maneira.

O que ele pode acrescentar ao Brasil?

Talvez essa seja a parte mais interessante.

Martinelli chega a uma Seleção que conta com Bruno Guimarães, Douglas Luiz, Andrey Santos, Breno Bidon e Danilo Santos entre os meio-campistas convocados. Ou seja, não chega para ocupar automaticamente uma posição. Chega para apresentar uma alternativa.

Sua capacidade de jogar como primeiro ou segundo volante, a segurança no passe e a experiência acumulada no Fluminense podem oferecer a Ancelotti uma peça diferente para controlar o ritmo das partidas.

E existe outro detalhe: Martinelli já soma mais de 300 jogos pelo Fluminense. Não é uma aposta baseada apenas em potencial. É um jogador formado no clube, consolidado no futebol brasileiro e agora colocado diante do maior desafio da carreira.

A convocação chegou por uma circunstância inesperada. A oportunidade, porém, encontra um Martinelli preparado pelos números e pela experiência para mostrar que pode ser mais do que um substituto de ocasião.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

Raio X da Espanha: o que o Brasil vai encontrar nas quartas do Mundial Sub-20

O Brasil já sabe quem terá pela frente nas quartas de final da Copa do Mundo Feminina Sub-20. E o adversário chega com credenciais pesadas.

A Espanha venceu Portugal por 2 a 0 nas oitavas e garantiu a classificação para a próxima fase, mantendo o aproveitamento perfeito na competição. Antes disso, a equipe comandada por David Aznar havia vencido Nigéria, Nova Caledônia e China, terminando a fase de grupos com 16 gols marcados e apenas um sofrido. Nos oitavos, voltou a vencer, sem sofrer gols.

O encontro com o Brasil está marcado para sábado, dia 19, às 18h30 locais, na Arena Sosnowiec. Será um duelo entre duas seleções ainda invictas.

Uma Espanha que gosta de mandar no jogo

A principal característica da Espanha está bastante clara: ela quer a bola. Na fase de grupos, a seleção teve 71% de posse média, liderou o torneio em passes, com 1.291, completou 1.158 deles e apresentou 90% de precisão. Também foi a equipe que mais finalizou, com 113 chutes, sendo 53 no alvo.

Não se trata, portanto, apenas de trocar passes. A Espanha utiliza a posse para avançar, aproximar as jogadoras e criar situações de um contra um. A circulação rápida também permite que as atacantes apareçam em diferentes zonas do campo.

Foi assim que construiu uma campanha ofensivamente devastadora. Contra a Nova Caledônia, aplicou 11 a 0, igualando a maior goleada da história do Mundial Sub-20. Contra a China, venceu por 3 a 1, num jogo em que o adversário conseguiu incomodá-la principalmente atacando o espaço nas costas da defesa. E esse segundo ponto é interessante para o Brasil.

Paula Comendador é uma das grandes ameaças

Se existe um nome que merece atenção especial, é Paula Comendador. A atacante do Real Madrid marcou quatro gols na fase de grupos: dois contra a Nova Caledônia e outros dois diante da China. Mais do que os gols, impressionou pela velocidade, capacidade de desequilíbrio e facilidade para atacar espaços. A FIFA destacou justamente essa evolução em relação ao Mundial Sub-17 de 2024, quando já havia sido uma das principais jogadoras da competição.

Paula não é a única arma. Celia Segura também soma quatro gols e foi responsável por um feito histórico: marcou quatro vezes na goleada sobre a Nova Caledônia. É, segundo a Federação Espanhola, a única jogadora espanhola a conseguir um pôquer em um Mundial Sub-20.

Marisa García, com três gols, também aparece entre as principais goleadoras espanholas. Foi, inclusive, quem abriu o placar contra Portugal logo aos nove minutos. E há ainda Rosalía Domínguez, talvez a jogadora que chega ao confronto em melhor momento individual.

Rosalía chega embalada

A atacante do Barcelona foi eleita MVP contra Portugal, mesmo sem marcar. Rosalía criou desequilíbrios pela esquerda, participou da construção ofensiva e foi responsável pelo cruzamento que acabou desviando em Nair Pina antes de entrar para o segundo gol espanhol.

Foi o segundo prêmio de melhor jogadora de Rosalía no Mundial. O primeiro havia acontecido justamente na estreia, diante da Nigéria. A própria RFEF destaca que a jogadora foi campeã europeia Sub-19 e tem sido uma das principais ameaças ofensivas da equipe.

Ou seja, o Brasil não terá apenas de controlar uma goleadora. Terá pela frente uma seleção capaz de distribuir o protagonismo por várias jogadoras.

Onde o Brasil pode encontrar espaço?

Apesar dos números impressionantes, a Espanha já mostrou que não é intocável. A China foi o exemplo mais claro. Depois de estar perdendo por 3 a 0, conseguiu diminuir e criou uma sequência de oportunidades, inclusive com outra chance clara logo depois do gol. A própria RFEF reconheceu que a equipe passou por cerca de dez minutos de pressão antes de recuperar o controle.

Isso sugere um possível caminho para o Brasil: atacar rapidamente os espaços quando recuperar a bola, especialmente nas costas das laterais e antes que a Espanha consiga reorganizar a sua estrutura de posse. Outra questão será a capacidade brasileira de suportar os momentos sem bola.

Porque este provavelmente será um jogo em que a Espanha tentará impor seu ritmo, circular a bola e empurrar o Brasil para trás.

Um duelo que promete muito

O curioso é que Brasil e Espanha chegam com campanhas bastante diferentes nos detalhes, mas igualmente fortes. O Brasil venceu Tanzânia, Canadá e Inglaterra na fase de grupos, com nove gols marcados e dois sofridos, antes de eliminar os Estados Unidos nos pênaltis, após empate por 1 a 1. A Espanha tem 18 gols marcados e três? Não: apenas um sofrido na fase de grupos e nenhum nos oitavos, totalizando 18 marcados e um sofrido em quatro partidas.

Existe ainda um único confronto entre as seleções na história do Mundial Sub-20: foi em 2022, na fase de grupos, e terminou 0 a 0. A Espanha acabaria campeã naquela edição. Agora, quatro anos depois, o contexto é completamente diferente.

De um lado, um Brasil que sobreviveu a um duelo duro contra os Estados Unidos e chega às quartas com confiança. Do outro, uma Espanha que vem atropelando adversários, controla a bola como poucas equipes no torneio e tem várias jogadoras capazes de decidir individualmente. Para o Brasil avançar, provavelmente não bastará jogar bem.

Será preciso encontrar uma maneira de tirar a Espanha da zona de conforto, sobreviver à sua pressão com bola e, principalmente, não permitir que Paula Comendador, Celia Segura e Rosalía Domínguez recebam espaço para correr. É, sem dúvida, um dos grandes jogos dos quartos de final.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

Matheus Martinelli comemora convocação para a Seleção Brasileira: “Nem nos meus melhores sonhos”

O volante do Fluminense, Matheus Martinelli, comemorou a convocação para a Seleção Brasileira em entrevista à Flu Tv. O jogador foi chamado por Carlo Ancelotti na última quarta-feira, 16, após o corte do atacante João Pedro. Aos 25 anos, ele terá a sua primeira oportunidade com a camisa do Brasil.

Revelado na base do clube, Matheus Martinelli é o jogador de Xerém com mais jogos entre os profissionais do Fluminense. O jogador já vinha sendo observado pelo técnico Carlo Ancelotti e chegou a ser cogitado na seleção antes da Copa do Mundo.

Martinelli revelou ter sido pego de surpresa com a convocação na última quarta-feira, para as partidas com a Austrália e Índia. O jogador foi comunicado pelo seu empresário em ligação telefônica.

“Nem nos meus melhores sonhos eu esperava viver isso aos 24 anos, tão rápido. Se fosse para falar um sonho, eu achava que era uma coisa tão distante. Espero corresponder muito ainda com o Fluminense, ter minha chance na Seleção agora também. Mas com muita humildade que as coisas tem tudo para andar pelo caminho certo”, afirmou em entrevista à Flu TV.

Martinelli estava na pré-lista de Carlo Ancelotti

“Não tinha visto ainda. Começa quando teve a convocação. A gente parou para assistir porque tinha a expectativa. Quando não aconteceu eu tinha muito claro na minha cabeça que não era o tempo de Deus. Podia ser uma resposta “calma, seu tempo vai chegar”. Quando eu recebo a ligação ontem eu nem sabia que tinha dado esses pulos. Não sabia o que fazer, não esperava. Foi realmente surpresa. Eu e minha família ficamos muito felizes. Na hora dá um frio na barriga. Foi uma sensação gratificante”, disse Matheus Martinelli.

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Goleiros

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Defensores

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Gabriel Magalhães
Jair
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Matheus Martinelli

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Matheus Martinelli, do Fluminense, é convocado por Carlo Ancelotti

O volante Matheus Martinelli, do Fluminense, foi convocado pelo técnico Carlo Ancelotti para defender a Seleção Brasileira. Ele entra na vaga de João Pedro, do Chelsea, que também foi revelado em Xerém. Em sua primeira convocação para defender o Brasil, Martinelli ficará à disposição nos dois amistosos contra a Austrália e Índia.

Aos 24 anos, Matheus Martinelli já estava no radar do técnico Carlo Ancelotti. O jogador do Fluminense chegou a ter o nome ventilado em convocações antes da Copa do Mundo. Contudo, o treinador entendeu que o momento do volante chegaria neste ciclo para a Copa do Mundo de 2030.

Matheus Martinelli é muito elogiado nos bastidores da CBF pela capacidade de atuar em mais de uma função no meio-campo. O jogador seria convocado na próxima data FIFA, para as partidas com o Japão e Singapura. Com a convocação atual, o que se espera é que ele tenha sequência com a camisa da Seleção Brasileira.

Com Martinelli, veja a lista completa

Goleiros

Hugo Souza
Pedro Morisco
Otávio

Defensores

Arthur Dias
Douglas Santos
Gabriel Magalhães
Jair
Marquinhos
Matheuzinho
Mauro Jr.
Vitor Reis
Wesley

Meias

Andrey Santos
Breno Bidon
Bruno Guimarães
Danilo
Douglas Luiz
Gabriel Bontempo
Matheus Martinelli

Atacantes

Endrick
Estevão
Pedro
Raphinha
Rayan
Samuel Lino
Vini Jr.

Jogos da Seleção Brasileira

  • 25 de setembro de 2026 (7h de Brasília): Austrália x Brasil no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville, Austrália.
  • 29 de setembro de 2026 (7h de Brasília): Austrália x Brasil no Suncorp Stadium, em Brisbane, Austrália.
  • 3 de outubro de 2026 (11h de Brasília): Índia x Brasil no Salt Lake Stadium (Vivekananda Yuba Bharati), em Calcutá, Índia.

Data Fifa em novembro

Vale lembrar que a convocação desta quarta-feira, 9, é válida somente para as partidas com a Austrália e Índia. Isso porque a Seleção Brasileira jogará outras duas vezes em 2026. Em novembro, o grupo comandado por Carlo Ancelotti fará amistosos na Ásia contra o Japão e Singapura. Para esses dois jogos, Carlo Ancelotti fará nova convocação em outubro.

Copa do Mundo Feminina Sub-20: Brasil enfrenta os EUA nesta quarta

A Seleção Brasileira Feminina Sub-20 entra em campo nesta quarta-feira,  16, nas oitavas de final da Copa do Mundo Feminina Sub-20. O Brasil entra em campo às 10h (de Brasília), para enfrentar os Estados Unidos na Arena Katowice, na Polônia.

O Brasil encerrou a preparação na última terça-feira após fazer a primeira fase com 100% de aproveitamento.  Foram 3 vitórias em três jogos. Camilla Orlando, técnica do Brasil, comentou sobre a partida com as americanas e não vê problema em enfrentar uma seleção de alto nível.

“Eu acredito que qualquer adversário seria desafiador e a gente sempre soube disso. As atletas que já jogaram Mundiais destacaram que nenhum jogo seria fácil. Claro que estudamos nosso adversário para saber suas características, mas isso não muda. Para nós, qualquer jogo é como se fosse uma final desde a nossa estreia”, disse Camilla Orlando.

Camilla Orlando elogiou a primeira fase na Copa do Mundo Feminina Sub-20

“Aconteceu exatamente o que gostaríamos. Tivemos uma fase de grupos que nos preparou para diversas situações que podem acontecer em um mata-mata. Mas independentemente disso, precisamos manter no foco o que viemos fazer aqui”, afirmou a treinadora.

Brasil e Estados Unidos já se enfrentaram duas vezes em 2026. Os amistosos foram realizados em abril, na cidade de Kansas, durante a preparação para o Mundial. No primeiro confronto, as norte-americanas venceram por 2 a 0. No segundo, as equipes empataram por 1 a 1, em uma partida que precisou ser encerrada antes do previsto devido ao protocolo de paralisação por raios.

Apesar do histórico recente, Camilla Orlando reforçou que o foco está no trabalho desenvolvido pela Seleção Brasileira desde o início do ciclo.

“Elas têm que continuar fazendo o que combinamos desde o início: manter o desejo pelo gol o tempo inteiro, muita disciplina tática, trabalho em equipe mantendo os valores do grupo em evidência e ter consistência, coragem e atitude. Vamos aproveitar que tivemos dois dias de treino em campo e manter o estamos fazendo desde o início do ciclo”, finalizou.

 

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