Antes de tudo, o Atlético-MG voltou a empatar no Campeonato Mineiro e segue sem vencer na competição. Na noite desta rodada, o Galo ficou no 0 a 0 com a Tombense, em partida válida pela terceira rodada do Estadual. Esta foi a primeira partida com a equipe principal. Apesar do amplo domínio e do volume ofensivo, o time comandado por Jorge Sampaoli esbarrou, mais uma vez, na falta de eficiência para transformar chances em gol.
Na análise do treinador, o principal problema esteve na definição das jogadas. “Acho que faltou contundência, faltou paciência para finalizar jogadas com muito volume e muita vantagem”, afirmou Sampaoli. O argentino destacou que a equipe conseguiu ocupar o campo ofensivo, mas não teve a frieza necessária no último terço.
Sampaoli também explicou a opção por poucas substituições, mesmo com jogadores em início de temporada. Segundo ele, a decisão faz parte do planejamento físico. “O fato de repartir minutos tem a ver com uma planificação. Alguns jogadores haviam jogado o jogo anterior”, justificou, reforçando que a equipe ainda sente os efeitos de uma preparação intensa.
Sampaoli cobra reação imediata e lembra que o Brasileirão começará no final de janeiro
Com três rodadas disputadas e nenhum triunfo, o treinador reconheceu a pressão por resultados, mas pediu calma. “Sabemos muito bem o que estamos fazendo. O time está trabalhando bastante duro para melhorar”, disse. Ainda assim, admitiu incômodo com a repetição de um problema antigo: “Com todo esse volume, não ganhar o jogo é o que mais me preocupa”.
Questionado sobre o mercado, Sampaoli confirmou que o clube busca reforços, especialmente para o setor de criação. “Estamos sempre esperando soluções para o time. O mercado está aberto”, declarou, citando o meia Lucas Assad como um jogador monitorado, sem garantir a chegada.
Por fim, o técnico foi direto ao apontar que o desempenho ofensivo precisa evoluir rapidamente. “Os mesmos problemas do passado estão acontecendo agora, e isso é o que me preocupa”, concluiu. O Atlético agora terá uma sequência de clássicos, que pode acelerar cobranças, mas também servir como termômetro para medir a resposta do elenco em jogos de maior exigência.

