Antes de mais nada, o técnico Carlo Ancelotti anuncia nesta segunda-feira, 16, a primeira convocação de 2026 da Seleção Brasileira. A lista, que servirá para os amistosos contra França e Croácia, nos Estados Unidos, pode definir boa parte do grupo que disputará a Copa do Mundo.
As partidas estão marcadas para os dias 26 e 31 deste mês e devem funcionar como um teste final antes da convocação definitiva para o Mundial. A expectativa é de que a lista desta semana esclareça as principais dúvidas que ainda cercam o elenco.
Mesmo tendo assumido a seleção há menos de um ano, Carlo Ancelotti já conseguiu montar uma base considerada sólida. Nos bastidores da CBF, estima-se que cerca de dois terços do grupo que disputará a Copa já esteja praticamente definido.
Laterais e meio-campo concentram dúvidas
Um dos setores que ainda geram incerteza é a lateral direita. A lesão de Vanderson, do Monaco, praticamente o tira da disputa por uma vaga no Mundial e obriga Carlo Ancelotti a reavaliar as opções disponíveis.
Nesse cenário, o nome mais consolidado para a posição é Wesley França, da Roma. A dúvida é se o treinador levará outro lateral de ofício ou se recorrerá a jogadores versáteis. Entre as alternativas estão Éder Militão, do Real Madrid, e Danilo Luiz, do Flamengo.
Éder Militão, entretanto, ainda se recupera de uma lesão na coxa esquerda e não estará disponível para os amistosos deste mês. No meio-campo, a comissão técnica da Seleção Brasileira também busca fechar o grupo de volantes.
Os nomes mais consolidados são Casemiro, do Manchester United, Bruno Guimarães, do Newcastle, e Andrey Santos, do Chelsea. Ainda existe, porém, a discussão sobre a presença de mais um meia criativo além de Lucas Paquetá, do Flamengo.
Ataque deve concentrar maior número de convocados
A tendência é que o setor ofensivo seja o mais numeroso na lista final para a Copa do Mundo. O esquema preferido por Carlo Ancelotti conta com quatro jogadores de frente, o que abre espaço para até dez atacantes no grupo.
Entre os nomes mais cotados estão Raphinha, do Barcelona, Vinícius Júnior, do Real Madrid, Estêvão Willian, do Chelsea, Matheus Cunha, do Manchester United, João Pedro, do Chelsea, e Gabriel Martinelli, do Arsenal.
A convocação também pode confirmar a presença de Luiz Henrique, do Zenit, da Rússia, que participou dos amistosos mais recentes da Seleção Brasileira. Apesar da variedade de pontas e atacantes móveis, ainda existe a sensação de carência na posição de centroavante clássico.
Nesse cenário, cresce a expectativa pelo retorno de Endrick, que ganhou sequência de jogos após empréstimo do Real Madrid ao Olympique Lyon. Outros nomes também aparecem como alternativas, como Igor Jesus, do no Nottingham Forest, e Richarlison, do Tottenham.
Neymar ainda é a maior incógnita
Nenhum nome, porém, gera tanta expectativa quanto o de Neymar. O atacante, do Santos, vive mais uma temporada marcada por dificuldades físicas. Desde que retornou ao futebol brasileiro, o jogador tem enfrentado problemas para manter sequência de partidas.
Em 2026, por exemplo, entrou em campo apenas quatro vezes. Carlo Ancelotti já deixou claro que só levará Neymar ao Mundial caso o atacante esteja em condições de suportar o nível de exigência da Copa do Mundo.
Disputa também acontece no gol
Na defesa, nomes como Marquinhos, do Paris Saint-Germain, e Gabriel Magalhães, do Arsenal, aparecem como presenças praticamente certas. Já no gol, a disputa promete ser acirrada. Alisson Becker, do Liverpool, é considerado presença garantida no grupo.
As outras duas vagas devem ser disputadas entre Ederson Moraes, do Fenerbahçe, Hugo Souza, do Corinthians, e Bento Krepski, do Al-Nassr. A convocação desta segunda-feira, portanto, pode oferecer pistas importantes sobre o grupo que representará o Brasil na Copa do Mundo.