Por que Rochele Nunes e Bárbara Timo trocaram o Brasil por Portugal? Entenda a história

Quando Rochele Nunes e Bárbara Timo trocaram o Brasil por Portugal, a decisão representou um passo na carreira. As duas apostaram em um projeto esportivo que oferecia melhores condições para disputar medalhas nas principais competições internacionais.

Anos depois, a aposta revelou-se certeira. As duas tornaram-se referências do judô português, representaram Portugal em Jogos Olímpicos, conquistaram medalhas em Campeonatos Mundiais e Europeus e ajudaram a elevar o nível da modalidade no país.

Um projeto que começou no Benfica

A aventura europeia começou em 2018, quando ambas aceitaram o convite do Benfica para integrar um ambicioso projeto de alto rendimento. O clube pretendia afirmar-se como uma potência europeia no judô e viu nas duas brasileiras atletas capazes de elevar imediatamente a competitividade da equipe.

Pouco depois, veio a naturalização, permitindo que representassem Portugal nas competições internacionais. As judocas encontraram uma estrutura profissional e um projeto voltado ao alto rendimento, fatores decisivos para a mudança de país.

O sonho era o mesmo

Ainda nos primeiros meses em Portugal, por exemplo, Rochele Nunes explicou, em declarações à Benfica TV prestadas no ano de 2019, que a trajetória sempre foi pavimentada lado a lado com Bárbara Timo.

“Estamos aqui pelo mesmo sonho e juntas somos mais fortes e é mais fácil. Quando a Bárbara ganhou a primeira medalha em Paris eu chorei muito porque sabia que era uma conquista importante para as duas. Consolidou a nossa vinda para Portugal.”

Telma Monteiro foi decisiva

Se houve uma pessoa que influenciou verdadeiramente essa mudança, essa pessoa foi Telma Monteiro. Muito antes de se tornarem companheiras de equipe, Rochele Nunes e Bárbara Timo já admiravam a maior judoca da história de Portugal.

A possibilidade de treinar diariamente com uma atleta do seu nível foi um dos principais argumentos para aceitarem o desafio europeu. Rochele nunca escondeu esse sentimento.

“Um dos maiores motivos para termos vindo para Portugal foi a Telma Monteiro, porque nós gostamos de treinar com os melhores e para mim a Telma é a melhor que temos no judô em Portugal. Não é à toa os resultados que tem, pois eu consigo ver a dedicação dela.”

Bárbara Timo compartilhava exatamente da mesma visão.

“Ela é um ícone em Portugal e no mundo. No Brasil ela tem muitos fãs. Ela transmite um ar muito confiante, tem uma mentalidade de campeã e é isso que eu admiro muito.”

Com o passar dos anos, a relação tornou-se ainda mais próxima. Rochele chegou a descrever Telma como uma espécie de “mãe” dentro da equipe, alguém que facilitou a adaptação das duas brasileiras e ajudou a criar um ambiente familiar no grupo.

Os resultados confirmaram a escolha

Os frutos não demoraram a aparecer. Bárbara Timo viveu, em 2019, o melhor momento da carreira. Isso porque ela conquistou a medalha de prata no Campeonato Mundial, tornando-se vice-campeã mundial por Portugal.

Mais tarde, somou ainda medalhas em Campeonatos Europeus e consolidou-se entre as melhores judocas da categoria até 70 kg. Já Rochele Nunes afirmou-se na categoria acima de 78 kg. Conquistou medalhas em Campeonatos Europeus.

Assim, passou a representar Portugal em Jogos Olímpicos e consolidou-se entre as principais judocas do mundo. Ao lado de Bárbara Timo, também contribuiu para importantes conquistas do Benfica no cenário europeu.

Um projeto que mudou duas carreiras e duas vidas

A decisão de representar Portugal permitiu às duas atletas encontrarem exatamente aquilo que procuravam: um projeto esportivo estável, condições de excelência e a possibilidade de competir regularmente no mais alto nível.

O Benfica ofereceu uma estrutura profissional. A seleção portuguesa abriu-lhes as portas das grandes competições internacionais. E Telma Monteiro transformou-se na referência que ambas procuravam para evoluir diariamente.

Atualmente, Rochele Nunes e Bárbara Timo são referências do judô português. As duas seguem conquistando medalhas pelo Benfica e por Portugal, sem perder os laços com o Brasil, onde iniciaram suas carreiras.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

Judocas do Flamengo buscam medalhas no Grand Slam de Tashkent, Uzbequistão

Antes de tudo, o Flamengo estará representado no Grand Slam de Tashkent 2025, que será realizado no Uzbequistão entre os dias 28 de fevereiro e 2 de março. Três judocas rubro-negras integram a equipe brasileira: Rafaela Silva (63 kg), Dani Karla (70 kg) e Karol Gimenes (78 kg). A competição reunirá 242 atletas de 24 países, com pontos valiosos para o ranking internacional.

A Agência RTI Esporte destaca que Karol Gimenes chega embalada após conquistar a medalha de prata no Open Europeu de Judô, realizado no último sábado (22), em Varsóvia, na Polônia. Antes dela, Marcelo Gomes também brilhou no tatame ao faturar medalha no Grand Slam de Baku, no Azerbaijão. Esses resultados reforçam a força do judô rubro-negro neste início de temporada.

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Nesse sentido, a head coach Rosicleia Campos destacou a importância da competição para o futuro das atletas. Segundo ela, cada ponto somado pode ser decisivo na corrida por uma vaga no Campeonato Mundial, que acontecerá em junho, em Budapeste, na Hungria. Além disso, ressaltou que o objetivo principal segue sendo os Jogos Olímpicos, embora ainda haja um longo caminho pela frente.

Rafaela Silva, medalhista de bronze por equipes mistas nos Jogos Olímpicos de Paris em agosto de 2024, estreou na categoria até 63 kg no Troféu Brasil de Judô em novembro do mesmo ano. Na ocasião, sagrou-se campeã e contribuiu para a vitória do Flamengo na competição interclubes. Em fevereiro de 2025, disputou o Grand Slam de Paris, mas foi eliminada nas oitavas de final pela atual campeã mundial.

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Dani Karla, por sua vez, ganhou destaque no Circuito Estadual 2024 da Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro. Seu desempenho lhe rendeu reconhecimento entre os atletas campeões nacionais na classe sênior, consolidando sua posição como uma das principais judocas do país.

Karol Gimenes também acumulou experiência internacional ao representar o Brasil no Grand Slam de Paris, em fevereiro de 2024, na categoria até 78 kg. Agora, busca repetir boas atuações e conquistar pontos importantes para o ranking mundial.

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Dessa forma, o Flamengo segue forte também no cenário do judô, demonstrando dedicação e desempenho consistente em competições nacionais e internacionais. O Grand Slam de Tashkent será mais uma oportunidade para as judocas rubro-negras se consolidarem entre as melhores do mundo.

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