Ex-técnico do Vasco relata tensão no Irã: “As pessoas já não dormiam”

Antes de tudo, o técnico português Ricardo Sá Pinto, ex-comandante do Vasco em 2020, falou ao canal português Now sobre os meses recentes vividos no Irã e descreveu um cenário de tensão e medo que, segundo ele, se tornou insustentável.

Ele deixou recentemente o Esteghlal Tehran, clube que dirigiu até perto do fim de fevereiro, antes do atual momento de ataques por parte dos Estados Unidos. Ricardo Sá Pinto classificou as manifestações no país como “inacreditáveis” e revelou ter tido acesso a imagens que o marcaram profundamente.

“As manifestações recentes foram inacreditáveis e mataram milhares e milhares de jovens entre os 20 e os 30 anos. Falam-se de 20 a 30 mil, mas serão mais de 50 mil. Tive acesso a imagens e a coisas que quem não está lá não vive. Foi difícil viver estes últimos meses lá”, disse antes de prosseguir:

“Morreram ex-jogadores, artistas, crianças, algo inacreditável. Sentíamos que era tudo uma questão de tempo. Já não me sentia confortável, nem bem, nem motivado, nem envolvido. Profissionalmente, as coisas correram bem, mas deixei de me sentir seguro”, revela.

Apesar de destacar que o trabalho em campo apresentava bons resultados, o sentimento de insegurança pesou na decisão. Sá Pinto também relatou a deterioração das condições de vida: “Um pão, por exemplo, custava cinco vezes mais”, contou destacando aumento das dificuldades para a população.

“Não tenho a mínima dúvida de que a população agradece isto”, afirmou o treinador

Ou seja, mesmo diante do cenário, o português acredita em um futuro melhor para o país: “Acho, aliás, não tenho a mínima dúvida, de que a população agradece isto. É um país que tem tudo para se desenvolver e voltar a ser o país bonito que era nos anos 70 e 80”, declarou.

Em sua primeira passagem pelo clube iraniano, em 2022 e 2023, Sá Pinto somou 23 vitórias em 36 partidas e conquistou a Supercopa nacional. Além disso, a instabilidade atual também afeta jogadores brasileiros que atuam no futebol iraniano.

Atualmente, Marcão e Gustavo Vagenin, do Gol Gohar, Edson Mardden e Vitão, do Chadormalou Ardakan, Kainã Nunes, do Esteghal Khuzestan, e Matheus Costa, do Mes Rafsanjan, são destaques do futebol local, que podem buscar novos destinos diante do momento conturbado.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

Ricardo Sá Pinto, ex-Vasco, assume time no Irã

O técnico português Ricardo Sá Pinto, de 52 anos, foi confirmado, nesta segunda-feira, 23, como o novo treinador do Esteghlal Tehran, do Irã. O treinador aceitou a proposta mesmo em um período em que o país vem vivendo um período de conflitos com Israel. Aliás, o acerto com o Esteghlal Tehran significa um retorno de Sá Pinto ao clube que comandou na temporada 2022/23.

O último trabalho do português foi no Raja Casablanca, do Marrocos, aonde conquistou cinco vitórias em 19 partidas. Ricardo Sá Pinto deixou o clube no final do mês de janeiro e estava em busca de uma nova oportunidade. A chegada ao futebol iraniano acontece justamente em um período de conflitos no país, que inclui o fechamento de todo o espaço aéreo iraniano.

Passagem pelo Vasco

O treinador português tem uma relação próxima ao futebol brasileiro e passou pelo Vasco em 2020, quando comandou a equipe em 15 partidas na ocasião. Aliás, Ricardo Sá Pinto deu declarações recentes falando sobre o temor pela presença de alguns jacarés próximo ao Centro de Treinamento do Vasco.

Quais clubes Ricardo Sá Pinto treinou?

A carreira profissional do treinador começou no Sporting na temporada 2011/12. Ainda no futebol português, Ricardo Sá Pinto passou por Belenenses, SC Braga e Moreirense. O português tem uma grande experiência internacional e, além do Brasil, passou por clubes da Sérvia, Grécia, Arábia Saudita, Polônia, Bélgica, Turquia, Chipre e Marrocos.

Aliás, em sua passagem anterior pelo futebol iraniano, o português foi campeão da Supercopa do Irã. Por fim, o treiandor também já conquistou a Taça da Liga, em Portugual, a Taça da Bélgica e a Taça do Chipre.

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Ricardo Sá Pinto relembra passagem pelo Vasco: “Selva que adotou uma cidade”

Antes de mais nada, Ricardo Sá Pinto guarda do Brasil uma das experiências mais intensas da sua carreira como treinador. Assim, em entrevista ao podcast “Ontem Já Era Tarde”, de Luís Aguilar, da SIC Notícias, de Portugal, o técnico  falou sobre o período em que comandou o Vasco , revelando episódios ocorridos em 2020.

Para começar, Ricardo Sá Pinto destacou o impacto da vivência no Rio de Janeiro: “Adorei o Rio. Está entre os lugares onde mais gostei de viver. Costumo dizer, no melhor sentido, que o Rio é uma selva que adotou uma cidade’.

A frase resume bem a dualidade da cidade maravilhosa: entre a beleza natural exuberante e os desafios urbanos, o português viu-se mergulhado numa realidade singular: “Morava perto de um pântano. Via cobras enormes, jacarés… Adoro aquela harmonia entre a natureza, a cidade e as pessoas”.

No entanto, nem tudo foi idílico. Segundo Ricardo Sá Pinto, o futebol carioca também o expôs a uma dura realidade social: “O nosso centro de treinos era ao lado da Cidade de Deus. Cheguei a interromper atividades por causa de rajadas de metralhadora”, disse antes de prosseguir:

“Havia rusgas e os traficantes disparavam para avisar que a polícia estava entrando na favela.Foram os jogadores que me disseram: ‘Mister, dá para parar o treino? Pode ter bala perdida'”, relembrou o treinador que ficou pouco tempo no Vasco.

“Mão iluminada” protegeu Ricardo Sá Pinto em invasão

Mais adiante, Ricardo Sá Pinto também lembrou um episódio que se tornou viral. De acorddo com o treinador, membros de uma facção criminosa invadiral o local de treinos do Vasco: “Se tive medo? Estava a ferver por dentro. Mas tinha de ser. Tinha de proteger os jogadores.”

O confronto não teve consequências físicas, mas o momento poderia ter acabado muito mal: “Felizmente, os torcedores acalmaram. Acho que houve uma mão divina que me protegeu e talvez tenha iluminado eles também”, recordou.

Por fim, a experiência no Gigante da Colina ficou marcada por contrastes fortes: o calor humano do povo carioca, o fascínio pela natureza e o peso da tensão social. Para Ricardo Sá Pinto, foi um verdadeiro teste à liderança, à coragem e à capacidade de adaptação de um treinador europeu num cenário único como o do futebol brasileiro.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

Ricardo Sá Pinto relembra passagem pelo Vasco: “Havia rapazes sem dinheiro para comer”

Antes de mais nada, Ricardo Sá Pinto revelou detalhes importantes sobre sua passagem pelo Vasco em 2020. Em entrevista ao Canal Expresso 1923, o treinador expôs a realidade financeira crítica do clube, com jogadores enfrentando dificuldades até para se alimentar e um centro de treinamentos com infraestrutura precária.

“Alguns jogadores não tinham dinheiro nem para tomar café da manhã. O clube não conseguia pintar o campo do CT. Passei quatro ou cinco meses sem receber salário, mas alguém me viu reclamar?”, desabafou o português que conquistou apenas três vitórias no Gigante da Colina.

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Por outro lado, além da crise financeira, as condições do centro de treinamentos eram alarmantes: “O campo não era fechado como hoje. A gente convivia com cobras e jacarés. Tínhamos um cachorrinho que sempre aparecia por lá. Um dia, ele surgiu sem uma pata. Foi atrás de uma bola e o jacaré arrancou”, relatou Ricardo Sá Pinto.

Além disso, ele também justificou os maus resultados com a pandemia da Covid-19 e a falta de reforços: “Milagres eu não faço. (Vanderlei) Luxemburgo, que tem um currículo enorme, teve reforços, não passou por dificuldades financeiras e jogava de oito em oito dias. Eu jogava de três em três, sem reforços e com um elenco limitado.”

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Desse modo, no aspecto técnico, Ricardo Sá Pinto explicou que queria montar a equipe em torno de Germán Cano, mas encontrou dificuldades na formação tática. “Era nosso melhor jogador, mas o time não estava equilibrado. Talles Magno tinha talento, mas oscilava. (Milton) Benítez tinha qualidade, mas se movimentava por todo o campo.”

Em suma, o treinador português, que conquistou quatro troféus na carreira e que está sem clube após ter deixado o Raja Casablanca, de Marrocos, deixou o Vasco sem conseguir reverter a fase complicada do Clube de São Januário.

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Suas declarações, além disso, reforçam os desafios enfrentados pelo treinador na passagem pelo Vasco. Problemas financeiros, elenco desfalcado e uma estrutura precária tornaram a missão ainda mais difícil, mostrando que as dificuldades iam muito além das quatro linhas.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

Técnico Ricardo Sá Pinto, ex-Vasco, acerta com time marroquino

O técnico português Ricardo Sá Pinto, de 51 anos, que passou pelo Vasco da Gama em 2020 acertou com o Raja Casablanca, do Marrocos. O treinador é aguardado no país na próxima quarta-feira(09), para iniciar o trabalho com a equipe.

Nesse sentido, é importante lembrar que Sá Pinto estava livre no mercado desde que deixou o Apoel, do Chipre, em junho logo após conquistar o campeonato nacional.

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A tendência é que Ricardo Sá Pinto chegue com pelo menos mais dois profissionais na sua comissão técnica. O treinador costuma trabalhar com Rui Mota, auxiliar técnico e João Moreira, preparador físico. Os dois nomes trabalharam com Sá Pinto durante a sua passagem pelo Vasco da Gama.

Na equipe marroquina, o técnico português terá a importante missão de levar o time ao título do continente. Aliás a Liga dos Campeões Africanos está na fase de grupos, onde o Raja Casablanca tem como adversários o FAR Rabat, AS Maniema Union e Sundowns.

A rápida passagem de Ricardo Sá Pinto não deixou saudades ao torcedor do Vasco da Gama, afinal de contas o treinador que foi contratado na gestão Eurico Miranda, pelo então homem forte do futebol José Luiz Moreira, permaneceu no cargo durante somente 15 partidas. Nesse meio tempo, Ricardo Sá Pinto conquistou apenas 3 vitórias com o Gigante da Colina.

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Contudo, além do Brasil o treinador passou por times do Irão, Turquia, Polónia, Bélgica, Arábia Saudita, Sérvia e Portugal. Por fim, agora o treinador terá a sua primeira experiência no futebol africano. Entre as suas conquistas estão a Taça da Belgica,  ea Supertaça do Irã.

 

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