Antes de mais nada, às vésperas dos amistosos contra França e Croácia, Carlo Ancelotti ainda procura respostas na Seleção Brasileira. Em entrevista ao SBT, ao jornalista Galvão Bueno, o treinador admitiu que a lista final para a Copa do Mundo segue em aberto e que os próximos jogos serão determinantes.
“São quatro ou cinco vagas e nesse sentido temos muitas dúvidas. Por isso chamei jogadores que não conheço muito. Quero um defensor, dois para o meio e mais dois para o ataque. A concorrência é muito grande”, revelou antes de prosseguir:
“Nunca faltaram laterais no futebol brasileiro, tivemos jogadores fantásticos, mas agora temos um pouco de carência nesse setor. Temos jogadores espertos nessa posição”, disse o treinador sem citar nomes.
Diante disso, o italiano deixou clara uma solução que pode ganhar força. “Não tenho problema de colocar um zagueiro de lateral. O mais importante da equipe é o equilíbrio. O (Éder) Militão jogou muito bem contra Senegal nessa posição, o Marquinhos também já fez”, lembrou.
Quem já atuou nas laterais do Brasil com Carlo Ancelotti?
Uma das principais dúvidas está nas laterais. Ao longo do seu período à frente da Seleção Brasileira, Ancelotti já testou diversas opções no setor. Nomes como Vanderson, Alex Sandro, Wesley França, Douglas Santos, Caio Henrique e Vitinho foram utilizados mais de uma vez.
Além deles, também recorreu a alternativas como Carlos Augusto e Paulo Henrique, que inclusive marcou contra o Japão, enquanto Éder Militão acabou sendo opção em alguns momentos, embora tenha lidado com problemas físicos.
Vale lembrar, que o técnico trabalhou várias temporadas com Éder Militão no Real Madrid, chegou a colocá-lo diversas vezes na posição de lateral e tem total confiança de que renda. Todavia, o jogador não tem apresentado uma condição física regular e a dúvida será essa em relação ao que pode aportar.
A ideia está diretamente ligada ao perfil ofensivo da equipe. Com pontas como Vinícius Júnior, Raphinha e Estêvão, que participam pouco da recomposição, a tendência é uma linha defensiva mais conservadora. Assim, a utilização de um zagueiro adaptado pode equilibrar o sistema e liberar o trio para atuar mais próximo do ataque.
Na frente, Ancelotti também avalia diferentes perfis. Jogadores como Matheus Cunha e João Pedro oferecem mobilidade e troca de posições, enquanto um centroavante mais fixo, como Igor Thiago, surge como opção de referência na área.
Casemiro e Bruno Guimarães como “pilares” no meio
No meio-campo, a estrutura parece mais definida. Casemiro e Bruno Guimarães devem formar um duplo-pivô, garantindo sustentação defensiva e qualidade na saída de bola, algo fundamental dentro da proposta do treinador.
Porém, Bruno Guimarães, que tem sido peça chave para Carletto, está lesionado. Os próximos compromissos servirão, também, para perceber quem é que poderá render naquela posição tão específica que ocupa no terreno de jogo.
Por fim, os amistosos ganham peso decisivo. A Amarelinha enfrenta a França, em Boston, e a Croácia, em Orlando. Dessa forma, Ancelotti terá as últimas oportunidades para testar, ajustar e definir o grupo que seguirá para o Mundial.
*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal
