Bruno Pivetti destaca mercado para treinadores no Brasil: “Cultura do imediatismo”

Representante da nova geração de treinadores brasileiros, Bruno Pivetti já adquiriu experiência dentro do futebol e comandou clubes importantes como Guarani, Goiás, Vitória, Náutico e outros. Além disso, foi auxiliar técnico de Paulo Autuori no Athletico Paranaense e no Ludogorets, da Bulgária.

À princípio, o treinador vem buscando oportunidades em equipes de ponta do futebol nacional nesta temporada. Em entrevista ao canal “RTI Esporte”, no YouTube, falou sobre como funciona o mercado brasileiro para treinadores neste momento.

De acordo com Bruno Pivetti, hoje em dia a paciência dos dirigentes tem sido cada vez menor, o que não dá tempo de o profissional conseguir exercer o seu trabalho de maneira adequada. O treinador apontou que o respaldo tem sido garantido pelas multas rescisórias.

“A cultura do imediatismo está na nossa sociedade e o futebol é um reflexo disso. O futebol é um processo. Para você constituir uma equipe com alto rendimento é necessário tempo. Por isso, em minha opinião, é necessário ter certeza das ideias do treinador e como isso vai impactar nas características dos jogadores que estão no elenco. Assim se consegue o respaldo”, disse antes de prosseguir:

“Só que hoje, no Brasil, o que eu vejo de respaldo é em cima das multas milionárias. Quando o treinador tem essas altas multas, eles têm um pouco mais de tempo mesmo que os resultados não venham. Fica caro demitir o treinador e abdicar do trabalho e ter que pagar a multa. Isso não deveria ser precificado. O respaldo deveria ver pela análise feita em cima do trabalho do treinador”, afirmou Bruno Pivetti.

Técnico fala da invasão estrangeira no futebol brasileiro

Outro ponto abordado por Bruno Pivetti foi com relação aos estrangeiros, que cada vez mais ganham espaço no futebol brasileiro. Ele garantiu, antes de mais nada, não ser contra a chegada de profissionais de outros países, mas é necessário ter como base a maneira como o treinador trabalha.

“Não sou contra a vinda de estrangeiros ao futebol brasileiro. Acho que esse intercâmbio cultural pode ser muito importante. O que sou contra é com relação a rótulos. Contratar um treinador somente por ele ser estrangeiro. É daí que vem o erro. O clube não deve buscar o treinador pelo rótulo, mas sim pelos aspectos do treinador e como isso pode ser implementado dentro do clube”, finalizou Bruno Pivetti.

O trabalho mais recente do treinador foi no futebol de São Paulo, aonde ele comandou o Água Santa na elite do Campeonato Paulista. Anteriormente, comandou o Náutico, Guarani, Chapecoense, Tombense, Goiás, CSA, entre outros.

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Técnica do Criciúma, Sabrina Cassol pede reformulação da Série A3 do Brasileirão Feminino

Antes de mais nada, a técnica Sabrina Cassol tem uma importante experiência no futebol feminino do Criciúma, aonde ajudou a estruturar e desenvolver a modalidade no clube. No entanto, dentro de campo, a treinadora comandou a equipe em dois jogos na Série A3 do Campeonato Brasileiro de 2023 devido ao curto calendário.

Em entrevista ao canal “RTI Esporte”, no YouTube, Sabrina Cassol destacou a importância de um calendário mais estruturado e que permita mais jogos par aos clubes. De acordo com a treinadora, muitas jogadoras acabam ficando desempregadas pela falta de competições para preencher o calendário brasileiro.

“O clube se prepara para um torneio, atrai patrocinadores, faz o seu investimento e as vezes joga apenas dois jogos. É péssimo para todas nós. É necessário fazer uma competição com chaveamento. Sabemos de muitas equipes que não classificaram e estão dispensando as meninas. Precisamos pensar também nas atletas que ficam desempregadas”, afirmou Sabrina.

Para a treinadora, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) poderia fazer um sorteio com as equipes que disputam a Série A3 para a formação de grupos com mais equipes, permitindo assim um calendário maior durante o ano.

“Acredito que deveriam misturar todos os times país. Quando se regionaliza, os clubes do Sul do país enfrentam os times de São Paulo, que são muito bem estruturados. Para mim o mais importante seria um sorteio para realizar um chaveamento. As equipes teriam mais jogos e depois poderíamos fazer a parte do mata-mata”, finalizou Sabrina.

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Rúbio Alencar elogia novo técnico da Seleção Brasileira: “Dorival Júnior tem estilo de Copa do Mundo”

O técnico Rúbio Alencar começou sua carreira no futebol como preparador físico e teve a oportunidade de trabalhar com grandes treinadores do futebol brasileiro. Ao longo da carreira, chegou a trabalhar como auxiliar técnico de Oswaldo Alvarez, o Vadão, da Seleção Brasileira Feminina de Futebol.

Agora, Rúbio Alencar faz o seu próprio trabalho como treinador, tentando se colocar no mais alto patamar do futebol brasileiro. Em entrevista ao canal “RTI Esporte”, no YouTube, ele falou sobre a sua carreira e garantiu estar preparado para assumir grandes projetos tendo como base tudo aquilo que aprendeu com os treinadores.

“Tive a sorte de trabalhar com grandes treinadores, como Cabralzinho, Caio Júnior, Sérgio Guedes, Toninho Cecílio e Vadão. Então aprendi muita coisa de processo e de metodologia. Através dessas ideias, também criei minhas próprias ideias e mecanismos. Tive contato com Marcos Paquetá, Paulo Autuori e outros muito importantes no mundo árabe. Isso foi muito importante para mim”, disse Rúbio Alencar antes de prosseguir:

“O momento do futebol brasileiro é complicado. Os dirigentes pensam inicialmente em técnicos estrangeiros. Eu discuto metodologia, conteúdo e qualidade de trabalho. Hoje, com a entrada das SAFs, eles vão buscar treinadores por processos e modelo de jogo. Então eu consigo ver que esses clubes estão buscando novas ideias. Eu me considero um treinador com novas ideias. Acho que vamos ter esse espaço”, afirmou Rúbio.

Rúbio Alencar elogia novo técnico da Seleção Brasileira

Rúbio Alencar também avaliou a escolha da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que tem Dorival Júnior como técnico da Seleção Brasileira. Para Rúbio Alencar, o treinadorl tem tudo para conquistar a Copa do Mundo, em 2026.

“O Dorival Júnior tem estilo de Copa do Mundo. O que é a Copa do Mundo? Um torneio com fase de grupos e mata-mata. O Dorival Júnior ganhou Copa do Brasil e Libertadores, é inegável que ele tem esse perfil. Já mostrou isso nos trabalhos que fez. Sabe qual o grande problema do futebol brasileiro? Gestão. A partir do momento em que os gestores entenderem diferenças de trabalho, nós vamos voltar a crescer”, finalizou Rúbio Alencar.

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Leandro Zago lembra trabalho com Jorge Sampaoli e primeiros passos da carreira de Emerson Royal

Talentoso profissional da nova geração de treinadores brasileiros, Leandro Zago começou sua carreira nas categorias de base, mas já teve experiência em equipes profissionais, sendo o mais recente trabalho no comando da Portuguesa de Desportos.

Em entrevista ao canal “RTI Esporte”, no YouTube, o treinador destacou os principais momentos de sua carreira. Leandro Zago, antes de mais nada, deixou o seu nome marcado de maneira positiva em alguns dos mais importantes clubes do Brasil e um desses foi a Ponte Preta.

Na base do clube de Campinas, o treinador ajudou a revelar o lateral-direito Emerson Royal, do Tottenham, da Inglaterra. O defensor, que ainda não se firmou na Seleção Brasileira, foi lembrado no ano passado por Fernando Diniz para os jogos contra Venezuela e Uruguai pelas Eliminatórias para a Copa do do Mundo de 2026.

“Trabalhei com o Emerson Royal na base da Ponte Preta. Até aceleramos a subida dele para o sub-20 devido ao rendimento dele no sub-17. Acredito que ele vai atingir o nível de Seleção Brasileira para se consolidar. O Emerson cometeu alguns erros jogando pelo Brasil e, por isso, se criou um clima meio ruim para ele na Seleção e isso é muito perigoso”, revelou antes de prosseguir:

“A Seleção Brasileira vive de opinião popular e poucas pessoas têm a coragem de enfrentar a opinião popular. Acho que o Emerson ainda precisa amadurecer e melhorar tomada de decisão e leitura de jogo. Imagino que naturalmente isso vai acabar se desenvolvendo e não tenho dúvidas de que vai estar entre os laterais da Seleção”, garantiu Leandro Zago.

Técnico vê Jorge Sampaoli incompreendido no Brasil

O bom trabalho realizado nas bases de equipes importantes, trajetória que também inclui o Atlético-MG, fez Leandro Zago chegar ao Fortaleza para comandar a equipe sub-20. Apesar de curta, a passagem foi considerada bastante positiva pelo treinador.

“Eu havia trabalhado no Atlético-MG com o Jorge Sampaoli e isso me abriu espaço no Fortaleza. O diretor me chamou para comandar o sub-20 até por eu já conhecer o trabalho de um treinador argentino. Fiz cinco meses lá no Fortaleza e foi muito bom, fiz grande amigos e conseguimos grandes resultados”, afirmou Leandro Zago.

Neste período em que trabalhou nas categorias de base, o treinador teve a oportunidade de acompanhar de perto o trabalho de muitos profissionais experientes. Quando estava no Atlético-MG, por exemplo, Leandro Zago teve uma relação próxima com Jorge Sampaoli.

“Quando estava no time sub-23 do Atlético-MG, foi justamente quando o Jorge Sampaoli chegou. Ele costuma usar essas equipes mais abaixo para treinar o elenco profissional.  Isso aconteceu justamente no momento da pandemia, então ficamos muito tempo à disposição do profissional”, disse.

Leandro Zago recorda que o argentino, que teve passagem recente pelo Flamengo, era detalhista. Para o treinador, Jorge Sampaoli é um profissional acima da média e teve seu método de trabalho incompreendido no futebol brasileiro.

Pra mim pessoalmente foram cinco meses trabalhando lado a lado com a equipe principal do Atlético-MG. O Sampaoli se preocupava até mesmo com o corte da grama e no CT eles cortavam e molhavam na medida em que ele gostava. Todo dia ele trabalha as atividades em cima do modelo de jogo dele. Acho que muita gente não entendeu o trabalho do Sampaoli, mas criticou ele aqui no Brasil”, afirmou Leandro Zago.

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Observador técnico do Atlético-MG cita boa relação com Joel Santana: “Aquela prancheta não é de brincadeira”

Com uma larga experiência dentro do futebol, Maurício Albuquerque atualmente é observador técnico das categorias de base do Atlético-MG. O profissional teve a oportunidade de trabalhar com profissionais de alto nível e também ajudou a revelar jogadores que hoje brilham no futebol.

Em entrevista ao canal “RTI Esporte”, no YouTube. Maurício Albuquerque falou um pouco sobre o seu trabalho e relembrou as histórias que viveu dentro do futebol. Uma das mais importantes parcerias foi com o técnico Joel Santana, com quem trabalhou junto no Botafogo, no Flamengo, no Cruzeiro e no Bahia.

“O Joel (Santana) foi meu treinador em 1981, na base do Vasco. Fui campeão carioca com ele e depois o Joel foi para o profissional. Recebi o convite dele, depois de alguns anos, para trabalhar na comissão técnica dele. Não tenho dúvidas de que foi o melhor treinador que tive e vi atuar. Aquela prancheta não é de brincadeira. Treinar e ser campeão pelos quatro grandes do Rio de Janeiro não é fácil”, disse.

Além de ser auxiliar técnico e observador para garimpar novos talentos para o futebol brasileiro, Maurício Albuquerque também chegou a ser treinador das categorias de base do Vasco. Neste período, ajudou a revelar grandes atletas, incluindo o atacante Alan Kardec, que atualmente defende o Atlético-MG.

“Quando o Alan Kardec estourou a idade do sub-15, lá no Vasco falavam que ele ficaria um ano sem jogar. Diziam que ele não teria o perfil para entrar no time do sub-17. Mas comigo eu falei que ele iria jogar, eu era o treinador. Não posso dar ouvido a quem não sabe o que se passa nos bastidores. A gente perde muito jogador bom assim. Apostei e acreditei no Kardec e ele deu bom jogador”, afirmou.

Treinador revelou craque que brilha na Inglaterra

Antes de ser contratado pelo Atlético-MG, Maurício Albuquerque foi observador técnico do Flamengo na gestão Eduardo Bandeira de Mello. Seu trabalho rendeu frutos técnicos e financeiros ao clube. Isso porque, o treinador teve olhar clínico para avaliar um jogador que despontou como craque: Rodrigo Muniz.

Em ags=osto de 2021, o Flamengo oficializou a venda do centroavante para o Fulham, da Inglaterra. O clube londrino vai pagou 8 milhões de euros pelo jogador (R$ 50 milhões, à época). Além disso, o clube carioca tem direito a 25% de uma futura venda do atleta. Maurício Albuquerque fala com orgulho do jogador.

“O Rodrigo Muniz é um grande jogador. Não tenho dúvidas de que é jogador de nível de Seleção Brasileira, mas ficou pouco tempo no Flamengo. Já mostrou sua qualidade no futebol inglês, no Fulham, e com certeza ele é um atleta que sempre vai conseguir jogar bem por qualquer clube que for jogar”, finalizou.

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Gilmar Popoca comenta saída do Flamengo: “Sabia que as pessoas não eram minhas parceiras”

Antes de mais nada, Gilmar Popoca, ex-meia de grande qualidade técnica, fez sucesso jogando pelo Flamengo no começo dos anos 80 e também acumula passagem por outros grandes clubes brasileiros como Botafogo, Santos e São Paulo.

Porém, foi com a camisa rubro-negra aonde ele teve o seu melhor momento e chegou também a se aventurar fora das quatro linhas, sendo treinador nas categorias de base do Mais Querido do Brasil. Ele trabalhou no clube de 2015 a 2017.

Em entrevista ao canal “RTI Esporte”, no YouTube, Gilmar Popoca relembrou a passagem pelo Flamengo, aonde ajudou a revelar grandes jogadores, inclusive Vinícius Júnior. No entanto, a saída acabou acontecendo de maneira repentina durante a gestão de Eduardo Bandeira de Melo.

“Quando parei de jogar futebol, procurei me formar. O Flamengo me deu espaço, comecei no sub-13, fui evoluindo de categoria, até chegar ao sub-20. Sempre quis ser treinador do Flamengo no profissional, mas sei o quanto isso é difícil. Cheguei próximo daquilo que eu gostaria de fazer, cresci dentro do Flamengo, mas infelizmente não deu. Gostaria de ter dado mais ao clube, mas não foi possível”, disse Gilmar Popoca, que relembrou a demissão:

“Eu vinha fazendo um trabalho bom no sub-20 do Flamengo, mas tinha uma corrente dentro do clube que achava que eu não seria capaz de desenvolver esse trabalho. Trabalhava, mas sabia que as pessoas ao meu redor não eram minhas parceiras. A solução foi me tirar na véspera de uma decisão do Campeonato Carioca. Disseram que eu não estava dentro da metodologia”, afirmou Gilmar Popoca.

Volta poderia ter acontecido na gestão de Landim

Depois da saída do clube, que para muitos foi considerada injusta, Gilmar Popoca recebeu o convite para retornar anos depois, mas desta vez na gestão de Rodolfo Landim. Apesar de ter participado de uma reunião e ter recebido informações sobre o projeto, o ex-jogador nunca foi chamado pelo clube.

“A gestão do Rodolfo Landim me chamou para retornar ao clube e parecia que eu iria para a comissão técnica fixa, mas isso acabou não se concretizando. Esperei por muito tempo, posso dizer que ainda estou esperando, mas nada evoluiu. Claro que é triste. Me desenvolvi dentro do Flamengo, amo o clube e sempre quis ajudar na evolução”, finalizou Gilmar Popoca.

O mais recente trabalho do treinador foi no Nacional-AM, aonde disputou 15 jogos e conseguiu nove vitórias na temporada de 2022. No momento, Gilmar Popoca segue aguardando uma oportunidade para retornar ao cargo de treinador.

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Ex-jogador do Fluminense, Sidney Moraes elogia Fernando Diniz: “É o melhor futebol do país”

Desde que o técnico Fernando Diniz conseguiu consolidar as suas ideias no Fluminense, o tricolor vem apresentado um futebol bonito e de resultado. Atual campeão da Copa Libertadores da América e da Recopa Sul-Americana, o Fluminense vem consolidando um estilo de jogo que encanta a quem vê.

Ex-jogador do clube, Sidney Moraes, que atuou no Fluminense entre os anos de 2001 e 2003, concedeu entrevista ao canal “RTI Esporte”, no YouTube, e destacou que o Tricolor das Laranjeiras apresenta hoje o melhor estilo de jogo do Brasil.

“Futebol jogado e com posse de bola, o Fluminense é o time que mais está preparado hoje. Não acho que é o melhor time do futebol brasileiro. Para mim é o Palmeiras. É um time emocionalmente forte, que não desiste nunca, tem a cara do Abel Ferreira e é uma equipe objetiva. O que enche os olhos e que tem o futebol de repetição mesmo que alguém erre ou perca um campeonato, o Fluminense é o melhor na minha opinião”, disse Sidney Moraes.

Sidney Moraes explica sucesso do Fluminense

Para Sidney Moraes, o que permitiu o tricolor a atingir esse nível foi justamente a confiança dada ao técnico Fernando Diniz. Com tempo para desenvolver suas ideias, o treinador conseguiu desenvolver um futebol de qualidade e que tem conseguido resultado.

“Acho que o tempo de trabalho é muito importante. Quando o Fernando Diniz treinou clubes da Série B, não funcionou. Não tiveram paciência com ele. Esse estilo de jogo precisa de muito tempo. O Fluminense deu a ele esse tempo e isso também ajudou a hoje ter esse sucesso dentro do clube. O Fernando Diniz foi para o lugar certo e com as pessoas certas. Um conjunto de várias coisas fizeram o Fluminense chegar a esse nível”, finalizou.

Atualmente, Sidney é treinador de futebol e foi auxiliar técnico de Oswaldo de Oliveira no Fluminense em 2019. Além disso, já passou por clubes como Vila Nova, Ponte Preta, Náutico e Paysandu. O último trabalho foi pelo ASA de Arapiraca, em 2023.

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Cássio Barros lembra passagem pelo Vasco e atrito com Eurico Miranda

O ex-lateral-esquerdo Cássio Barros teve uma passagem muito positiva pelo Vasco no começo da década de 90. No cruzmaltino, o jogador se consolidou num dos melhores do país na posição após vencer o Campeonato Brasileiro de 1989.

Com isso, Cássio, que já tinha passagem pelas equipes de base da Seleção Brasileira, acabou sendo convocado por Paulo Roberto Falcão para disputar a Copa América de 1991. No entanto, Eurico Miranda, então presidente do Vasco, acabou não o liberando.

Em entrevista ao canal “RTI Esporte”, no YouTube, Cássio Barros lembrou daquele momento de atrito com Eurico Miranda e a perda da oportunidade de disputar uma competição oficial com a Seleção Brasileira. Naquela edição da Copa América, o Brasil terminou com o vice.

“O Eurico na época não tinha um bom relacionamento com o Ricardo Teixeira (então presidente da CBF) e não liberou os jogadores do Vasco para a Copa América. Eu não tinha o que fazer. Como vou debater com o Eurico Miranda? Apenas lamentei que não tive essa chance e foi um momento ruim. Cheguei a pedir para ele me liberar, mas ele falou que não poderia”, revelou Cássio.

Apesar de perder uma boa oportunidade na Seleção Brasileira, o ex-lateral teve uma carreira bastante vitoriosa e, além do Vasco, defendeu outros grandes clubes do Brasil. Após encerrar a carreira, Cássio Barros se tornou treinador justamente no Vasco. O final da passagem pelo clube novamente teve relação com Eurico Miranda.

“Preferi começar minha carreira como treinador pelas categorias de base. Eu sempre achei que teria uma possibilidade maior de desenvolver minhas capacidades como treinador comandando equipe de base. Quando cheguei no sub-17 do Vasco, o Roberto Dinamite estava como presidente do clube, mas teve a eleição, o Eurico ganhou e eles fizeram uma reformulação, aonde eu saí”, relembrou Cássio Barros.

Cássio Barros revelou craque da Premier League

Antes de mais nada, a passagem de Cássio Barros nas categorias de base do Vasco foi marcado pela revelação de grandes jogadores. Um dos principais foi o volante Douglas Luiz, que atualmente está no Aston Villa, da Inglaterra. Desde o primeiro contato com o jogador, Cássio Barros já via um enorme potencial.

“Um jogador que vi um diferencial desde a base foi o Douglas Luiz. Quando ele estava no infantil, eu estava no sub-17 do Vasco. Então eu não conseguia ver o Douglas jogar. No final do ano, quando tem a transição, o Douglas Luiz subiu com o grupo para a avaliação no sub-17. No primeiro treino dele, meu auxiliar ficou encantado com o Douglas. Ele me chamou depois do treino e falou que ele jogava demais. Quando trouxe o Douglas pra jogar com a gente, já acabou com tudo. Foi um jogador que eu não conhecia e quando bati o olho, já vi um grande potencial”, finalizou Cássio Barros.

Agora como treinador, o ex-jogador tem uma carreira consolidada no futebol capixaba, aonde inicialmente passou pelo Nova Venécia e, neste momento, comanda o Vitória-ES. No Rio de Janeiro, Cássio Barros passou por Tigres do Brasil e Duque de Caxias, além de comandar as categorias de base do Madureira e do Nova Iguaçu.

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Lucas Piccinato cita evolução do futebol feminino no Brasil e vê margem para crescimento ainda maior

Depois de fazer sucesso comandando São Paulo e Internacional, o técnico Lucas Piccinato assumiu mais um importante desafio em sua carreira no futebol feminino e aceitou o convite para comandar o Corinthians. Em entrevista ao canal “RTI Esporte”, no YouTube, o jovem treinador falou sobre o crescimento da modalidade e o quanto isso também é positivo para quem trabalha no futebol feminino.

“O futebol masculino cresceu tanto, que não tem como pensar em algo maior do que ele. São salários altos, uma exposição absurda… então quando você olha para o futebol feminino, percebemos que é a modalidade do futuro. Isso alinhado ao que a Fifa, a CBF e outras confederações estão exigindo hoje do futebol feminino, vemos que existe uma grande possibilidade de crescimento. Se tudo for bem trabalhado, acredito que o futebol feminino tem muito o que crescer. Acho que não podemos equiparar com o futebol masculino, mas sei que o futebol feminino tem muito a crescer e proporciona também crescimento ao profissional que está inserido na modalidade”, afirmou Lucas Piccinato, dando um exemplo da evolução do futebol feminino.

“Quando comecei, em 2010, não dava nem para pensar o futebol feminino como algo profissional. As jogadoras tinham outros empregos e muitas vezes jogavam de graça. Quando trabalhei no Centro Olímpico, ficamos uma temporada inteira com uma folha salarial de R$ 35 mil. Um dinheiro que não dava para pensar em contemplar todo mundo. Hoje é possível ver jogadoras com bons salários e se destacando bastante. Um crescimento muito rápido da modalidade. Quem gosta de parte técnica, o jogo também evoluiu muito”, destacou Lucas Piccinato.

Lucas Piccinato vê melhorias nos torneios de base

Um outro ponto importante abordado pelo Lucas Piccinato foi com relação à formação de jovens atletas. O Brasil tem conseguido encontrar novos talentos e que serão fundamentais para que a modalidade siga em constante crescimento dentro do país. Para o treinador, isso também é resultado de uma cobrança maior das Federações.

“Hoje em dia os clubes estão proporcionando de maneira melhor esse processo de formação das jogadoras. As Confederações também estão incentivando competições com base nas idades das jogadoras. Temos muitas jogadoras praticando a modalidade e isso vai fazer diferença para o nosso futebol em poucos anos. Eu gosto muito de ajudar na formação e fico feliz em ver a jogadora evoluindo e chegando ao seu mais alto patamar”, finalizou Lucas Piccinato.

O profissional teve a sua primeira experiência no Centro Olímpico, aonde começou como auxiliar técnico do sub-15 até chegar no comando da equipe profissional. Em 2019, Lucas Piccinato acertou com o São Paulo, aonde permaneceu por quatro anos, até ingressar no Internacional. Em 2024, o treinador assumiu o cargo de técnico do Corinthians.

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Jonas Urias exalta profissionais formados no futebol brasileiro e explica pouca oportunidade fora do país

Com o desenvolvimento do futebol feminino, o Brasil tem buscado a capacitação de seus profissionais para a melhora na formação de novas atletas e a evolução da modalidade num modo geral dentro do país. Neste sentido, alguns nomes estão despontando como formadores e um desses é o técnico Jonas Urias, que atualmente é instrutor da Conmebol e mentor de novos treinadores e treinadoras dentro do futebol feminino.

Durante entrevista ao canal “RTI Esporte”, no YouTube, Jonas Urias falou sobre a qualidade do profissional brasileiro e garantiu que, cada vez mais, existe a capacidade do profissional formado no Brasil trabalhar em outros países. Para Jonas, no entanto, os brasileiros passaram, nos últimos anos, por um descredenciamento de suas qualidades.

“Sou defensor da tese de que o futebol brasileiro nunca perdeu sua qualidade. O profissional que é formado dentro do futebol brasileiro tem muito a contribuir para a modalidade, mas nos últimos anos tudo que vem do Brasil no futebol foi descredenciado. Temos profissionais de qualidade para ensinar e também com grande potencial de vencer no mundo do futebol”, disse Jonas Urias, também garantindo que o idioma não é a única barreira para os profissionais brasileiros.

Ausência de mercado no exterior

Em meio à chegada de técnicos estrangeiros no Brasil e a alta rotatividade de trabalhos, Jonas Urias afirmou que esse problema é amplo e vai além do campo e bola. Para o treinador, nossos profissinais precisam de uma melhor formação antes mesmo de obter o certificado da CBF.

“Se fala muito sobre a questão do idioma. Infelizmente é uma coisa que não é bem trabalhada em nossa educação. Precisamos de estudos a parte, além da escola, para desenvolvermos outros idiomas. Sendo que em outros países isso é desenvolvido de maneira natural, aonde eles investem melhor na educação. Eu acho que é por aí, mas não acho que seja o determinante”, disse antes de prosseguir:

Para mim, o que vem acontecendo é realmente um descredenciamento que o futebol brasileiro passou e utilizaram de uma imagem de depreciação da nossa herança cultural. Além disso, resultados dentro de campo foram utilizados para colocar a gente em um espaço de mero formadores de matéria prima e não também como pensantes e desenvolvedores do futebol”, finalizou Jonas Urias.

Além do trabalho de desenvolvimento de novos profissionais, Jonas também é treinador e atualmente comanda a equipe do Cruzeiro no futebol feminino. O treinador também passou por Centro Olímpico, Sport e a Seleção Brasileira sub-20.

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