Marcelo Buarque reclama da desigualdade entre treinadores brasileiros e estrangeiros

O técnico Marcelo Buarque tem uma grande experiência dentro do futebol principalmente comandando equipes do Rio de Janeiro. Apesar de seu trabalho reconhecido, o treinador tem encontrado dificuldades para se recolocar no mercado ou mesmo ter chance em grandes clubes do futebol brasileiro.

Durante entrevista ao canal “RTI Esporte”, no YouTube, Marcelo Buarque fez uma leitura do que vem observando hoje dentro do mercado de treinadores do Brasil e destacou os principais obstáculos. Além disso, Marcelo Buarque também falou da diferença de tratamento dada aos treinadores estrangeiros.

“O mercado no Brasil mudou. Falo muito que é a síndrome da manada. Deu certo com o Jorge Jesus e parece que tudo que é bom vem de Portugal. Eu acho que os clubes estão perdidos em termos de processo e escolha de treinadores. Os dirigentes saem de casa para comprar uma banana e voltam com alface achando que é a mesma coisa. Quando você está no clube, não há uma segurança. Alguns atletas são ligados à parte afetiva e, quando você mexe com esse jogador, sua permanência fica difícil”, disse Marcelo Buarque, que seguiu falando sobre a falta de valorização no país:

“Curioso que a CBF tem um curso que chancela os nossos treinadores, mas a quantidade de treinadores que está vindo de fora é muito maior. Não sou contra, já trabalhei fora do país e fui muito bem recebido. A questão é que, para eu trabalhar na Europa, preciso da chancela, mas quando os estrangeiros vêm pra cá, não precisam de autorização da CBF. Eu acho que precisam fazer o curso que fiz e que muitos treinadores estão fazendo. Fica desigual”, completou o treinador.

Marcelo Buarque critica falta de clareza dos dirigentes

Para Marcelo Buarque, esse tipo de diferença no tratamento acaba gerando uma concorrência desleal aos treinadores brasileiros que se especializaram e desenvolveram para exercerem seus trabalhos.

O treinador concorda com uma troca de experiência entre profissionais das mais variadas nacionalidades, mas acredita que os brasileiros também precisam ter um respaldo maior fora do Brasil. Além disso, Marcelo Buarque citou a falta de clareza nas escolhas dos dirigentes.

“Há uma briga para validar a nossa licença lá fora, mas isso não tem avançado. O mercado ficou perdido e os dirigentes continuam perdidos, como na maioria sempre foram. Não sabem o que você está fazendo e como está fazendo. A maneira mais simples é trocar até que alguém dê certo, mas não há convicção nas escolhas. Quando você vê as escolhas, são perfis de treinadores completamente diferentes. Então a gente fica tentando alguém, conversando para tentar voltar ao mercado e trabalhar”, finalizou Marcelo Buarque.

O último trabalho do treinador foi em 2022, quando ele comandou o Maricá. Marcelo Buarque também tem passagem pelo sub-20 do Flamengo, clube que também defendeu em seu período como jogador.

ASSISTA A ENTREVISTA DE MARCELO BUARQUE NO RTI ESPORTE!

Alexandre Torres relembra proposta do Flamengo após deixar o Vasco em 94: “Não me arrependo”

Filho de Carlos Alberto Torres, o ex-zagueiro Alexandre Torres teve uma carreira vitoriosa dentro do futebol e defendeu apenas três clubes: Fluminense, Vasco e Nagoya Grampus. Durante entrevista ao canal “RTI Esporte”, no YouTube, o ex-jogador falou sobre a sua carreira dentro do futebol e o retorno ao Brasil depois de cinco anos no Japão.

“Eu terminei a temporada de 1999 muito bem no futebol japonês, mas eu não tinha mais a alegria de jogar lá. O clube até contratou um treinador brasileiro, nós tivemos uma evolução e pensei em renovar o meu contrato, mas veio o Vasco. Conversei com três times na época, mas optei pelo Vasco. Era um time que eu já havia jogado muito bem, tinha o projeto do Mundial de Clubes e um elenco cheio de craques. Optei pelo Vasco, encerrei minha carreira no clube e não me arrependo”, afirmou Alexandre Torres, também citando como se deu o contato com o cruzmaltino:

“O primeiro contato foi por um empresário que me fez o convite. Estava pensando em renovar no futebol japonês e queria dois anos, mas eles só me ofereceram um. Informei isso ao empresário e ele me apresentou uma proposta de dois anos com o Vasco. Tinha um prazo para dar a resposta para eu ser inscrito, então aceitei. Informei ao clube japonês que estava de saída, aí falaram que poderiam ter oferecido dois anos também, só que não dava mais. A situação foi essa. Não cheguei a jogar o Mundial, já que havia acabado de chegar e até hoje não entendo como o Vasco não venceu aquela competição”, avaliou Alexandre Torres.

Alexandre Torres quase jogou no Flamengo?

Alexandre Torres garantiu que poderia ter defendido outro grande clube brasileiro antes mesmo de desembarcar no Japão. O Flamengo chegou a fazer um convite depois de sua saída do Vasco, mas o acerto com o Nagoya Grampus já estava garantido.

“Quando terminou o meu contrato com o Vasco, em 1994, o Flamengo tentou a minha contratação. Mas na época eu já estava acertado com o Nagoya Grampus. Quando eu estava no Japão, tive uma proposta do Fluminense e outra do Grêmio, mas o time nem quis conversar sobre essa possibilidade. Eu tinha contrato e permaneci”, disse Alexandre Torres.

No período, o futebol vivia um momento diferente e defensor precisou usar uma estratégia em uma de suas renovações com o Fluminense para seguir valorizado dentro do mercado do futebol brasileiro no início da década de 90.

“Naquela época era muito diferente. Quando fiz minha última renovação com o Fluminense, pedi uma carta fixando um valor para o meu passe. Não tinha preço para isso e eles botavam o valor que queriam. Então quando saí do Fluminense para o Vasco, eles aceitaram pagar esse preço. A mesma coisa aconteceu quando saí do Vasco para o futebol japonês”, finalizou Alexandre Torres.

O ex-zagueiro se aposentou em 2001, defendendo o Vasco. Em sua última temporada no Brasil, foram 32 jogos pelo cruzmaltino e um gol marcado. Alexandre Torres também defendeu a Seleção Brasileira.

ASSISTA A ENTREVISTA DE ALEXANDRE TORRES NO RTI ESPORTE!

Ricardo Rambo relata dificuldades do futebol feminino em Hong Kong

O treinador Ricardo Rambo já tem uma experiência de mais de 25 anos no futebol de Hong Kong. A relação com o país, que começou ainda na época de jogador, agora se mantém com o profissional sendo gestor da seleção feminina de Hong Kong.

Em entrevista ao canal “RTI Esporte”, no YouTube, Ricardo Rambo está no exterior desde 2008. Está no comando da seleção feminina de Hong Kong desde 2016. O treinador falou sobre as principais dificuldades que encontra em seu trabalho no país asiático.

“As dificuldades que enfrentamos são com relação a recursos. Quando chegam os recursos para esses países, são mais para o masculino. Agora conseguimos um comitê e os recursos são melhores. A população aqui é grande, mas não conseguimos reformular no termo do futebol feminino. Em nível técnico são boas jogadoras, mas precisam evoluir em termos físicos”, disse Ricardo Rambo.

Técnico acumula funções em Hong Kong

Depois de ter atuado como treinador no futebol feminino de Hong Kong, o brasileiro também ajuda na gestão e evolução da modalidade dentro do país. Por conta das dificuldades em conseguir recursos, Ricardo Rambo acaba fazendo muitas funções.

“Por conta de os recursos serem menores no futebol feminino, preciso estar envolvido em tudo. Então faço a parte de vídeo, de preparação física, de organização e plano de treinamento de todas as categorias, iniciando pelo sub-14. Fora isso também determinamos cursos para os nossos treinadores e clubes, em busca de seguir na mesma linha para que a gente veja a seleção evoluir”, afirmou antes de prosseguir:

“Já é possível ver evolução, principalmente no sentido de uma seleção mais proativa. Antigamente víamos um time mais reativo, agora isso já mudou. Temos jogadoras com a parte técnica evoluída e isso é muito bom. No campeonato nós temos um scout muito bom e conseguimos boas estatísticas, o que mostra que o nível do futebol local melhorou”, finalizou.

ASSISTA A ENTREVISTA DE RICARDO RAMBO NO RTI ESPORTE!

Yan Razera fala de passagem no Fluminense e difícil disputa na Série C

O ex-meia Yan Razera foi um dos grandes nomes do Fluminense no final dos anos 90 e início dos anos 2000, período que ficou marcado pela reconstrução do tricolor, que chegou a disputar a Série C do Campeonato Brasileiro, mas se recuperou e retornou à elite nacional.

Em entrevista ao canal “RTI Esporte”, no YouTube, Yan falou sobre os momentos que viveu dentro do Fluminense e os bastidores da conquista em 1999, que teve Carlos Alberto Parreira como treinador. Antes, no entanto, Yan Razera relembrou sua chegada ao clube, em 1997.

“A minha história com o Fluminense tem muito a ver com a minha passagem no Vasco e com o meu treinador na Seleção Brasileira sub-20, o Júlio Cesar Leal. Com o Vasco foi uma questão que não entramos em acordo com o meu passe e eu acabei ficando vinculado à Federação. Na época o Júlio César Leal era treinador do Fluminense e me convidou. O clube estava passando uma dificuldade muito grande, mas comprei a ideia”, disse Yan.

Aquela primeira passagem pelo tricolor durou apenas um ano e, na temporada seguinte, Yan Razera foi para o Coritiba. O retorno ao Flumiennse não demorou, mas desta vez foi para ajudar na reconstrução da equipe, que estava na disputa da Série C.

“Depois que eu saí do Fluminense, fui para o Coritiba e passei dois anos lá. O Fluminense vivia uma reconstrução neste período e o Carlos Alberto Parreira me ligou e me pediu para voltar ao clube. Passamos um sufoco danado, mas tudo deu certo. Depois tivemos uma reconstrução muito boa e fizemos grandes campanhas nos anos seguintes”, disse Yan, que deu total méritos a Parreira.

“Sinceramente, se fosse qualquer outra comissão técnica, o Fluminense não conseguiria. Estávamos muito blindados pela experiência daqueles caras ali. O time sofria uma pressão muito grande e todos os jogos eram muito difíceis, mas tudo valeu a pena. Então foi um momento da história que tem que ser contado e muito importante na minha vida”, finalizou Yan Razera.

A carreira como jogador

Yan surgiu para o futebol no Vasco em 1991. Posteriormente, jogou por Internacional, Coritiba, Fluminense, Náutico, Flamengo, Grêmio, Avaí, Macaé Esporte, América-RN, entre outros. Ele encerrou a carreira em 2010, atuando pelo Votoraty.

ASSISTA A ENTREVISTA DE YAN RAZERA NO RTI ESPORTE!

Milton Niemov sobre Dorival Júnior: “Pessoas como ele precisam vencer na vida”

Preparador de goleiros e com uma experiência de quase 15 anos no continente africano, Milton Niemov também viveu bons momentos no futebol brasileiro. Por aqui, trabalhou com grandes treinadores nomes como Muricy Ramalho e Dorival Júnior.

Em entrevista ao canal “RTI Esporte”, no YouTube, Milton Niemov destacou a relação com Dorival Júnior que começou no Figueirense em 2001. Ele revelou que torce bastante pelo sucesso do amigo que agora é treinador da Seleção Brasileira.

“O Dorival Júnior foi para o Figueirense e na época o treinador era o Muricy Ramalho. O Dorival foi com um cargo de diretor técnico e, na saída do Muricy, o Figueirense tentou outro treinador, que saiu na sequência. Então o Dorival Júnior começou como treinador da equipe e eu era preparador de goleiros. Depois o Dorival foi para o Sport, me convidou, eu fui e conquistamos o Campeonato Pernambucano”, disse Milton Niemov antes de prosseguir:

“Ele é uma pessoa sensacional, profissional dedicado e competente. Fico muito feliz com o crescimento dele, um ex-companheiro e grande amigo que fiz no futebol. Sempre vou torcer por profissionais competentes e educados, o Dorival é desta forma. Pessoas assim precisam vencer na vida e ele tem todos os méritos para conquistar muita coisa”, completou Milton Niemov.

A passagem pelo Vasco

Além de Figueirense e Sport, Milton Niemov também teve passagem pelo Vasco da Gama, embora tenha ficado apenas seis meses no clube. Além disso, a passagem pelo clube carioca ficou marcada de maneira positiva para o preparador de goleiros.

“Tive muitas alegrias no futebol brasileiro. No Vasco foram só seis meses, entre Brasileirão e Copa Sul-Americana. O Vasco não vivia um momento bom, mas a oportunidade de ir para o clube apareceu com o Celso Roth, pela indicação do Humberto Ferreira. Depois o Celso acabou saindo e eu permaneci até o final trabalhando com o Romário e o Valdir Espinoza. Quando acabou aquele ano, houve uma reformulação e acabei saindo. Quase fui para o Grêmio, mas não aconteceu. Depois o Muricy Ramalho me ligou e perguntou se eu gostaria de trabalhar na África do Sul e isso acabou acontecendo”, finalizou Milton Niemov.

A carreira

Na África do Sul, o preparador de goleiros ficou 11 temporadas, tendo passado por Free State Stars, Polokwane City e Golden Arrows. Após esse período, Milton Niemov está agora em sua quarta temporada na Tanzânia, depois de passar por Simba e Yanga.

ASSISTA A ENTREVISTA DE MILTON NIEMOV NO RTI ESPORTE!

Alexandre Lopes, ex-zagueiro do Fluminense, fala com orgulho sobre título da Série C

No ano de 1999, o Fluminense viveu um dos piores momentos de sua história, quando precisou disputar a terceira divisão do Campeonato Brasileiro. Naquele momento, grandes nomes se uniram para resgatar o tricolor de volta à elite nacional.

Tendo Carlos Alberto Parreira como treinador, a equipe tricolor tinha também grandes nomes do futebol brasileiro, dentre eles o ex-zagueiro Alexandre Lopes, o volante Válber, o meia Roger Flores e os atacantes Roni e Magno Alves.

Em entrevista ao canal “RTI Esporte”, no YoiuTube, o agora treinador relembrou os momentos que viveu no clube e o orgulho de ter atingido o principal objetivo que foi traçado para a temporada. Além da promoção, o Fluminense foi também campeão da Série C, o que significou uma retomada do protagonismo do clube.

“Eu havia acabado de terminar o Campeonato Brasileiro, aonde joguei pelo Sport, em 1998. Fui bem naquela competição e estava bem cotado no mercado. Quando estava no Rio de Janeiro, de férias, o pneu do meu carro furou e eu precisei passar em frente ao Fluminense”, relembrou de fato inusitado antes de prosseguir:

“Passei por três vezes lá e fiquei pensando “esse clube está me chamando”. Voltei para São Paulo e os meus empresários falaram que o Fluminense queria me contratar por empréstimo. Aceitei na hora. Fiquei muito feliz pela oportunidade naquele momento”, disse Alexandre Lopes, que completou:

“O que me seduziu, além do Fluminense, foram as pessoas que estavam lá na diretoria e na comissão técnica. Também o time tinha muito bons jogadores no elenco. Não poderia perder essa oportunidade e aceitei o desafio. Desde o início tive a oportunidade de jogar. Eu gostaria de ter ficado mais no clube, mas não foi possível e depois fui para o futebol russo”, admitiu Alexandre Lopes.

Ex-zagueiro relembra desafio de jogar a Série C

Além do grande desafio de disputar a Série C do Campeonato Brasileiro, Alexandre Lopes destacou que outra questão difícil era ter que assumir uma responsabilidade que vinha de anos anteriores, quando o Fluminense foi sendo rebaixado até chegar ao patamar que se encontrava em 1999.

“O grande problema é que a culpa caiu em cima do pessoal de 99. Nós, profissionais, que aceitamos o desafio de resgatar o Fluminense, recebemos a culpa de anos anteriores. O clube havia feito campanha ruins anos antes, até chegar à terceira divisão. Aí nós, que estávamos chegando no clube, que ficamos com essa herança. Poucas pessoas dentro do clube reconhecem o título da Série C como uma conquista de fato, mas foi ali que foi dada a virada de chave para o Fluminense voltar a ser uma potência. É uma competição que me dá orgulho de ter sido campeão”, garantiu Alexandre Lopes, que disse ainda não se incomodar com as provocações dos adversários.

“Existem coisas na vida que podemos controlar ou não. O que posso falar é que, junto com meus companheiros, consegui resgatar o Fluminense. Não tenho dúvidas de que, se jogássemos a Série B, subiríamos normalmente para a primeira divisão. Então essa questão de pagar a Série B não me incomoda”, finalizou Alexandre Lopes.

Atualmente o ex-zagueiro é treinador de futebol e chegou a passar nas categorias de base do Fluminense. Além disso, Alexandre Lopes também treinou a Ferroviária, de São Paulo, e atualmente comanda o Hercílio Luz, clube da primeira divisão do Campeonato Catarinense. 

ASSISTA A ENTREVISTA DE ALEXANDRE LOPES NO RTI ESPORTE!

Betinho cita passagem pelo Palmeiras e lamenta não ter permanecido mais tempo no clube

O ex-meia Betinho teve um de seus melhores momentos na carreira defendendo a camisa do Palmeiras, clube aonde permaneceu entre os anos de 1990 e 1992. No entanto, com a entrada da Parmalat no clube, Betinho acabou sendo liberado.

Em entrevista ao canal “RTI Esporte”, no YouTube, o ex-jogador falou sobre aquele momento e lamentou não ter permanecido mais tempo no clube que à época estava passando por reformulação no departamento de futebol com a chegada da Parmalat.

“Na época eu jogava pela Juventus e tinha chegado a defender a Seleção Brasileira. Assim teve o interesse de grandes clubes do Brasil. Só que os grandes não tinham dinheiro. Então um empresário foi até a Juventus e me comprou. Esse empresário na verdade era torcedor do Palmeiras e fui pra lá”, relembrou antes de prosseguir:

“No ano de 92 fizeram essa transição da Parmalat, mas fiquei pouco tempo quando isso aconteceu. Já sabia que não ficaria já que eu não era jogador do Palmeiras. Quem não fosse do clube, não ficaria. Fiquei chateado, mas depois que saí também consegui conquistar títulos no Cruzeiro”, disse Betinho.

Longe do Palmeiras, o ex-jogador fez boa parte de sua carreira no futebol japonês, passando por Shonan Bellmare e Kawasaki Frontale. No Brasil, conquistou a Supercopa Libertadores com o Cruzeiro. Para Betinho, a falta de um representante atrapalhou a sua sequência no Palmeiras.

“Se eu tivesse sido representado por um bom agente, não tenho dúvida de que faria parte daquele elenco do Palmeiras com a Parmalat. Além disso, imagino que eu poderia ter mais oportunidades na Seleção Brasileira também”, finalizou Betinho.

A carreira como treinador

Atualmente treinador, Betinho vem traçando sua carreira fora das quatro linhas tendo começado em 2004, quando foi auxiliar técnico do Santo André. Ainda como treinador, Betinho chegou a ter uma passagem pela equipe B do Palmeiras. Atualmente o treinador está no futebol baiano.

ASSISTA A ENTREVISTA DE BETINHO NO RTI ESPORTE!

Gerente de futebol feminino exalta trabalho que tem sido feito no Fluminense

Assim como tem sucesso no futebol masculino, o Fluminense tem traçado um caminho bastante positivo no futebol feminino e isso também se dá pelas mãos de Amanda Storck, gerente de futebol do clube. Formada em gestão esportiva pela CBF Acedemy, Amanda c/Srtorck oncedeu entrevista à “RTI Esporte” e falou sobre como tem sido o processo de evolução do Fluminense.

Um dos pontos citados por Amanda como o primeiro passo para a grande evolução do clube no futebol feminino é a escolha pelo técnico Hoffmann Túlio, um dos grandes responsáveis por colocar a equipe na elite do futebol feminino do Brasil.

“O Hoffmann Tulio é um grande treinador e sempre o admirei. A presença dele na nossa equipe do futebol feminino do Fluminense é uma das grandes receitas para o bom trabalho. Cada vez mais, o futebol feminino tem sido mais difícil e mais competitivo. Então o nosso objetivo é sempre conseguir o melhor planejamento em busca de uma evolução do Fluminense no futebol feminino”, disse Amanda Storck.

O trabalho de crescimento do Fluminense no futebol feminino vem sendo feito passo a passo e a ideia é colocar o clube como um das referências da modalidade no futebol nacional. Apesar disso, Amanda Storck sabe que alguns obstáculos ainda precisam ser superados.

“Precisamos sempre entender a realidade financeira do clube. É necessário ter responsabilidade e não dar passos maiores do que nossas pernas. O Fluminense tem um bom elenco e vem se reestruturando. Além da responsabilidade com o clube, precisamos ter uma responsabilidade com os torcedores também”, disse Amanda, que também exaltou a base de formação de novas atletas.

“O projeto do futebol feminino do Fluminense é formador. Já conseguimos formar algumas atletas que estão fora do Brasil e outras que estão se destacando no futebol brasileiro. A ideia é cada vez mais utilizar a nossa base. O departamento de futebol da base e do profissional feminino são muito unidos. Esse é um trabalho que queremos desenvolver cada vez mais”, concluiu Amanda.

ASSISTA A ENTREVISTA DE AMANDA STORCK NO RTI ESPORTE!

Léo Neiva diz que clubes brasileiros não investem em atletas africanos devido ao preconceito

Nos últimos anos o futebol africano cresceu bastante de nível e não é raro ver jogadores deste continente se destacando nas principais ligas do futebol europeu. No entanto, a presença de africanos no futebol brasileiro é bem mais restrita.

Durante entrevista exclusiva ao canal “RTI Esporte“, no YouTube, o técnico Léo Neiva, que tem grande experiência no futebol africano, tratou o caso como um possível preconceito pela falta de conhecimento dos dirigentes dos principais clubes brasileiros sobre o mercado que mais cresce no mundo.

“O fato de africanos não jogarem no Brasil é para mim falta de conhecimento e de interesse de conhecer o mercado. Existe um certo preconceito, mas isso vem pela falta de conhecimento. Se algum dia eu vier assumir um clube brasileiro, com certeza traria um jogador africano de seleção. São atletas que estão acostumados a jogar contra os melhores do futebol africano. Enfrentam Senegal do Sadio Mané, jogam contra o Egito do Mohamed Salah… então são atletas experimentados em alto nível”, afirmou Léo Neiva.

Consolidado na África, o treinador não tem neste momento o interesse de assumir um trabalho no futebol brasileiro, principalmente em um clube que não tem calendário durante todo o ano. Léo Neiva lembrou que está acostumado a disputar grandes jogos e que dificilmente teria essa experiência no Brasil.

“Muitas vezes jogamos aqui em clássico local para 60 mil pessoas. Daí também explica o motivo de ficarmos fora do Brasil. Meu último trabalho foi no Espírito Santo. Com todo o respeito a esses clubes, mas não dá para comparar um time que disputa apenas o estadual, com equipes que são potência na África. Aqui, jogamos a Liga dos Campeões da África contra times que são realmente muito competitivos e que a gente pode acompanhar no Mundial de Clubes”, finalizou Léo Neiva.

ASSISTA A ENTREVISTA DE LÉO NEIVA NO RTI ESPORTE!

Marcelo Rospide revela diferença de tratamento entre treinadores brasileiros e estrangeiros

Atualmente no futebol da Indonésia, aonde comanda o Persik Kediri, da Indonésia, o brasileiro Marcelo Rospide concedeu uma entrevista exclusiva ao canal “RTI Esporte“, no YouTube, e falou sobre a diferença de tratamento entre os técnicos brasileiros e estrangeiros no Brasil.

De acordo com o profissional, essa é uma das maiores dificuldades encontradas por brasileiros quando atuam no país. Para Marcelo Rospide, a paciência de dirigentes com técnicos estrangeiros tende a ser muito maior do que com relação aos brasileiros.

“No Brasil enfrentamos a seguinte dificuldade. Se o treinador é estrangeiro, a paciência em relação aos resultados é muito maior. Quando falamos de treinadores mais conhecidos, se não der logo um resultado, a tendência é a demissão logo cedo. Assim, muitas vezes os treinadores não querem arriscar”, afirmou Marcelo Rospide, que disse ainda que muitos treinadores são contratados sem o devido conhecimento por parte das diretorias.

“Isso passa pela filosofia dos clubes e da formação dos dirigentes. Muitas vezes o treinador é contratado, mas os dirigentes não sabem qual é o modelo de trabalho, as características de jogo, os atletas que gostaria de trabalhar e a metodologia que ele usa. O conhecimento vem durante o trabalho e as consequências que isso traz são muito ruins”, finalizou o treinador.

No Brasil, Marcelo Rospide foi auxiliar técnico em clubes como Grêmio, Ceará e Vitória. Nesse ínterim, integrou a comissão técnica de profissionais como Celso Roth, Paulo Autuori, Osmar Loss e Lisca. Além do futebol da Indonésia, ele também trabalhou na China, aonde comandou o Meizhou Hakka.

ASSISTA A ENTREVISTA DE MARCELO ROSPIDE NO RTI ESPORTE!

Sair da versão mobile