Como um campeão português chegou ao fundo do poço? A história da queda do Boavista

Durante décadas, o Boavista foi um dos clubes mais respeitados do futebol português. O time da cidade do Porto, rivalizava com os gigantes nacionais, disputava competições europeias e revelou ou recebeu jogadores de enorme qualidade. Em 2000/01, escreveu uma das páginas mais inesquecíveis da história do esporte rei em Portugal ao conquistar a Primeira Liga, quebrando a hegemonia de Benfica, Porto e Sporting, algo que continua praticamente impossível de repetir até hoje.

Passados pouco mais de 25 anos, o cenário é completamente diferente. O histórico clube axadrezado vive uma das maiores crises da história recente do futebol europeu, afundado em problemas financeiros, administrativos e desportivos que o afastaram do futebol profissional e colocaram em causa a própria sobrevivência da instituição até ao ponto em que esta fechou, mesmo, portas.

O título que mudou a história do futebol português

A temporada 2000/01 continua a ser lembrada como uma das maiores surpresas do futebol europeu.

Comandado por Jaime Pacheco, o Boavista conquistou o primeiro e único Campeonato Português da sua história. Mais do que um simples título, foi um feito que interrompeu um domínio que parecia intocável. Desde então, nenhuma outra equipe fora dos chamados “Três Grandes” voltou a conquistar a liga portuguesa.

Aquele time tinha uma identidade muito própria: organização defensiva, intensidade física e enorme competitividade. Nomes como Ricardo, Petit, Erwin Sánchez, Martelinho e Duda transformaram-se em ídolos, enquanto o clube ainda alcançaria, pouco tempo depois, uma memorável semifinal da antiga Copa da UEFA, em 2002/03. Ao longo da sua história, as “Panteras Negras” conquistaram um Campeonato Nacional, cinco Taças de Portugal de três Supertaças.

Brasileiros também fizeram história no Bessa

Ao longo dos anos, vários jogadores brasileiros ajudaram a construir a identidade do Boavista.

Um dos mais marcantes foi Elpídio Silva, atacante que participou da campanha imediatamente após o título nacional e terminou como principal artilheiro da equipe naquela temporada.

Mais recentemente, passaram pelo Estádio do Bessa atletas conhecidos do torcedor brasileiro, como Rafael Costa, Nathan, Santos, Lucas, Gustavo Sauer, que viveu o melhor momento da carreira em Portugal antes de regressar ao Botafogo, e Bruno Onyemaechi, que dividiu elenco com diversos brasileiros ao longo dos últimos anos.

Em diferentes épocas, o clube português tornou-se uma importante porta de entrada para atletas brasileiros no futebol europeu.

Como começou a queda?

Os problemas começaram a ganhar dimensão ainda na década passada, mas agravaram-se de forma significativa nos últimos anos.

O Boavista acumulou dívidas milionárias, sofreu sucessivos processos judiciais, enfrentou dificuldades para pagar salários e viu a FIFA aplicar vários bloqueios que impediram o registro de novos jogadores durante diversas janelas de transferências.

Sem capacidade para reforçar o elenco, a competitividade caiu drasticamente. As dificuldades financeiras refletiram-se dentro de campo, culminando com o rebaixamento da Primeira Liga no fim da temporada 2024/25.

Mas o pior ainda estava por vir.

Da Segunda Divisão ao futebol distrital

Depois da descida esportiva, o Boavista não conseguiu cumprir todos os requisitos administrativos e financeiros exigidos para disputar a Segunda Liga.

Sem obter o licenciamento necessário, também falhou a inscrição na Liga 3 e acabou relegado administrativamente para os campeonatos distritais do Porto, um destino inimaginável para um clube campeão nacional e semifinalista europeu.

A situação tornou-se ainda mais delicada com processos de insolvência, dificuldades para cumprir compromissos financeiros e uma enorme incerteza sobre o futuro da instituição. Estes pontos fizeram com que após falhar pagamentos de uma das prestações que tinha de salvação do clube, ele fosse mesmo obrigado a extinguir-se.

Um gigante que lutou para sobreviver

A queda do Boavista é hoje vista em Portugal como um dos maiores alertas sobre os riscos da má gestão financeira no futebol.

O clube que há pouco mais de duas décadas enfrentava gigantes europeus na Liga dos Campeões e na Copa da UEFA passou a lutar, tendo falhado, pela própria sobrevivência institucional.

Para o torcedor brasileiro, o Boavista continua sendo um nome familiar graças aos inúmeros jogadores do país que por lá passaram e utilizaram o clube como plataforma para crescer na Europa.

Agora, porém, o desafio é muito diferente. Antes de voltar a sonhar com os grandes palcos do futebol português, o Boavista precisa reconstruir tudo. Agora, mais do que tudo, criar mesmo uma nova identidade. Porém, a força de uma história quase com 123 anos e daquele símbolo continuará a ocupar um lugar especial na memória do futebol europeu.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

Jonathan David entra para a história da Copa e coloca Canadá perto de feito inédito; saiba detalhes

O Canadá vive um dos momentos mais marcantes da sua história no futebol. A goleada por 6 a 0 diante do Catar não representou apenas a primeira vitória do país em fases finais de Copa do Mundo, mas também colocou Jonathan David num lugar reservado aos grandes nomes da história da competição.

O atacante da Juventus foi o grande protagonista da noite ao marcar um hat-trick e conduzir os canadenses a um resultado histórico. Nunca uma seleção da CONCACAF havia vencido um jogo de Copa do Mundo por uma diferença tão larga.

O triunfo superou os antigos recordes do México, que bateu El Salvador por 4 a 0 em 1970, e dos Estados Unidos, que derrotaram o Paraguai por 4 a 1 na abertura desta edição do Mundial. Além disso, o 6 a 0 tornou-se também a maior goleada de uma seleção anfitriã na história da Copa do Mundo.

Um recorde que resistiu durante 96 anos

Com os três gols diante do Catar, Jonathan David entrou definitivamente para os livros do futebol. O camisa 10 do Canadá tornou-se apenas o segundo jogador da história da CONCACAF a marcar três vezes numa única partida de Copa do Mundo.

O único que havia conseguido tal feito era o norte-americano Bert Patenaude, que marcou um hat-trick na vitória dos Estados Unidos por 3 a 0 sobre o Paraguai, ainda no primeiro Mundial da história, disputado em 1930, no Uruguai.

Curiosamente, existe uma ligação inesperada entre os dois jogadores. Assim como Patenaude, Jonathan David nasceu nos Estados Unidos, mais precisamente no bairro do Brooklyn, em Nova Iorque. Ainda bebê, mudou-se para o Haiti com a família.

Posteriormente, estabeleceu-se em Ottawa, onde cresceu e construiu a sua ligação com o futebol canadense. Vale recordar que Jonathan David já tinha deixado a sua marca na história do país ao apontar o primeiro gol do Canadá em fases finais de Copa do Mundo, no torneio realizado no Catar em 2022.

Jonathan David é nome maior da seleção anfitriã

A explosão de Jonathan David no cenário internacional está longe de ser uma surpresa. Aos 26 anos, o atacante construiu uma trajetória de grande regularidade no futebol europeu. Depois de chamar a atenção no Gent, da Bélgica, o jogador transferiu-se para o Lille, da França.

Lá, viveu os melhores momentos da carreira. Nas suas últimas três temporadas pelo clube francês, conseguiu sempre atingir ou superar a marca de 25 gols por época, demonstrando uma capacidade finalizadora de elite.

O auge aconteceu justamente em 2024/2025. Naquele que foi o melhor ano da sua carreira, Jonathan David acumulou números impressionantes: 25 gols e 13 assistências, participando diretamente em 38 gols e consolidando-se como um dos atacantes mais completos do futebol europeu.

A mudança para a Juventus representou um novo desafio e, em 2025/2026, os números sofreram uma ligeira queda. Mesmo sem repetir o rendimento avassalador apresentado na França, o atacante terminou a temporada com nove gols e cinco assistências pelo gigante italiano.

Ainda assim, a qualidade técnica, a movimentação inteligente e a capacidade de aparecer nos momentos decisivos continuam a fazer do atacante Jonathan David uma das principais referências ofensivas da sua geração.

Festa canadense mas lesão de Koné foi grave e está fora da Copa

A noite perfeita do Canadá teve, contudo, uma nota amarga. O meio-campista Koné sofreu uma lesão grave durante o encontro e deixou o campo em lágrimas, causando preocupação na comissão técnica e nos torcedores. O jogador, considerado uma das peças fundamentais do meio-campo canadense, não irá mais jogar na Copa do Mundo e, desta forma, desfalca o time.

Um Canadá que já sonha mais alto

Com quatro pontos conquistados, o Canadá assumiu a liderança do Grupo B e chega à última rodada contra a Suíça com a possibilidade real de alcançar, pela primeira vez na história, uma fase eliminatória de Copa do Mundo.

Se isso acontecer, muito será explicado pelos gols de Jonathan David. O atacante já tinha sido responsável pelo primeiro grito canadense em Mundiais. Agora, tornou-se o homem que liderou a maior vitória do país e escreveu um dos capítulos mais brilhantes da história do futebol da América do Norte.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

João Fonseca faz história em Roland Garros e iguala feito que Brasil não alcançava desde 2004; saiba detalhes

João Fonseca continua transformando o Roland Garros 2026 em um torneio para entrar definitivamente na memória do esporte brasileiro. O jovem tenista de 19 anos venceu o norueguês Casper Ruud por 3 sets a 1 e garantiu classificação para as quartas de final do Grand Slam disputado em Paris, alcançando a melhor campanha de sua carreira no saibro francês.

Com o resultado, Fonseca encerrou um longo jejum do tênis nacional. O Brasil não tinha um representante nas quartas de final de Roland Garros desde 2004, quando Gustavo Kuerten realizou sua última grande campanha no torneio que ajudou a eternizar seu nome na história da modalidade.

Quem são os outros “imortais” do tênis brasileiro?

A classificação também coloca João Fonseca em um grupo extremamente seleto. Nos últimos 30 anos, apenas quatro brasileiros alcançaram as quartas de final da chave de simples em Roland Garros: Gustavo Kuerten, Fernando Meligeni, Bia Haddad Maia e agora o jovem carioca.

Gustavo Kuerten é, ainda, o nome maior com cinco presenças nesta fase da competição: 1997, 1999, 2000, 2001 e 2004. Bia Haddad Maia, por sua vez, foi a última brasileira a conseguir este feito mas no setor feminino tendo alcançado as quartas em 2023. O feito reforça a dimensão da campanha construída pelo tenista, que vem superando desafios cada vez maiores ao longo da competição.

A trajetória começou com uma vitória convincente sobre o francês Luka Pavlovic por 3 sets a 0 na estreia. Na segunda rodada, João Fonseca mostrou poder de reação ao virar uma partida complicada diante do croata Dino Prizmic, vencendo por 3 sets a 2.

Vencer Novak Djokovic levou João Fonseca ao mediatismo mundial

O momento que chamou a atenção do mundo do tênis, porém, aconteceu na terceira rodada. Em uma batalha épica disputada na tradicional quadra Philippe Chatrier, o brasileiro derrotou Novak Djokovic por 3 sets a 2. A vitória sobre uma das maiores lendas da história do esporte elevou ainda mais a confiança do jovem e aumentou a expectativa em torno de sua campanha.

Diante de Casper Ruud, especialista em saibro e presença constante entre os principais nomes do circuito nos últimos anos, João Fonseca voltou a demonstrar maturidade acima da média para controlar os momentos decisivos da partida e confirmar a classificação histórica.

Jovem é considerado como grande promessa a nível internacional

O desempenho em Paris reforça aquilo que muitos especialistas já apontavam desde o início da temporada: João Fonseca é uma das maiores promessas do tênis mundial. Mais do que os resultados, chama atenção a forma como o brasileiro tem encarado adversários experientes em um dos palcos mais exigentes do esporte.

Agora, com vaga garantida entre os oito melhores de Roland Garros, João Fonseca segue alimentando o sonho de ampliar ainda mais sua campanha. Independentemente do que acontecer nas próximas rodadas, o brasileiro já entrou para a história ao recolocar o país entre os protagonistas do Grand Slam francês após mais de duas décadas.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

Fez história! Saiba quem é Marie-Louise Eta, a primeira técnica da Bundesliga

Antes de mais nada, Marie-Louise Eta entrou definitivamente para a história do futebol europeu. A treinadora alemã assumiu o comando do Union Berlim e se tornou a primeira mulher a comandar uma equipe na Bundesliga, a primeira divisão do futebol alemão.

A mudança acontece em um momento decisivo da temporada, com o clube ainda buscando garantir a permanência na elite. A decisão do Union Berlim veio após a demissão do técnico Steffen Baumgart. Ele deixou o cargo depois da derrota por 3 a 1 para o Heidenheim pela 29ª rodada.

Atualmente, a equipe ocupa a 11ª posição, com 32 pontos. Apesar de não estar na zona de rebaixamento, o desempenho recente liga o alerta. O time soma apenas duas vitórias nos últimos 14 jogos, o que aumentou a pressão interna por mudanças.

Até o fim da temporada, o Union ainda terá desafios importantes contra Wolfsburg, RB Leipzig, Cologne, Mainz e Augsburg. A escolha de Marie-Louise Eta representa um momento inédito em uma das principais ligas do mundo.

A presença feminina em cargos técnicos no futebol masculino de alto nível ainda é rara, o que torna a nomeação ainda mais simbólica. Aos 34 anos, Eta já vinha abrindo caminho. Na temporada 2023/24, ela se tornou a primeira mulher a integrar uma comissão técnica na Bundesliga, atuando como auxiliar.

Trajetória no clube e experiência recente são mais-valias

Antes de assumir a equipe principal, Eta comandava o time sub-19 do Union Berlim. Além disso, ela já havia sido indicada para liderar a equipe feminina do clube na próxima temporada. A treinadora também participou de momentos importantes na comissão técnica interina do time principal.

Ela atuou na gestão de grupo e também marcou presença em entrevistas coletivas durante períodos de transição. Antes da carreira como técnica, Marie-Louise Eta também teve destaque dentro de campo. Ela foi campeã da Champions League feminina em 2010, defendendo o Turbine Potsdam, da Alemanha.

Desafio: evitar o rebaixamento

Agora, o cenário é de alta pressão. Com cinco rodadas restantes, Eta terá a complicada missão de somar pontos suficientes para manter a equipe de Berlim na “elite” do futebol alemão. O diretor-geral do clube, Horst Heldt, explicou a mudança como necessária para tentar reverter o momento negativo da equipe.

Ela, por sua vez, demonstrou confiança ao assumir o desafio: “Estou muito satisfeita por o clube me ter confiado esta responsabilidade tão exigente. Uma das forças do Union sempre foi a capacidade de união em momentos difíceis. Estou convencida de que vamos conquistar os pontos necessários”, afirmou.

Com isso, Marie-Louise Eta não apenas assume uma missão esportiva importante, mas também inaugura um novo capítulo no futebol europeu, abrindo portas e reforçando a presença feminina em cargos de liderança no esporte.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

Quando o boxe invadiu o UFC: a história curiosa de Art Jimmerson

Art Jimmerson no UFC 1 entrou para a história por um detalhe improvável: uma única luva de boxe. Há imagens que explicam uma era inteira, e essa talvez seja a mais simbólica do nascimento do MMA.

No dia 12 de novembro de 1993, em Denver, no Colorado, o mundo ainda tentava entender o que era o UFC. Não havia categorias de peso, rounds longos ou regras elaboradas. Existia apenas uma pergunta que ecoava no imaginário dos fãs: qual arte marcial é a mais eficiente em uma luta real?

Foi nesse cenário quase experimental que Art Jimmerson, boxeador profissional, entrou no octógono do UFC 1 usando… apenas uma luva de boxe.

Uma estratégia que virou símbolo

Não era descuido. Era estratégia.

Jimmerson acreditava que precisava proteger a mão usada para os jabs — o instrumento mais precioso do boxe. A outra mão, livre, serviria para defender quedas ou agarrões. Na teoria, fazia sentido. Na prática, entrou para a história como um dos símbolos mais curiosos — e reveladores — do início do MMA.

Dois mundos em choque no UFC 1

Do outro lado estava Royce Gracie. Magro, silencioso, representante de uma família ainda desconhecida para o grande público. Não havia trash talk, nem pirotecnia. Apenas um confronto de mundos.

De um lado, o boxe clássico, confiante na troca franca. Do outro, o jiu-jitsu brasileiro, paciente, quase invisível aos olhos de quem só enxergava golpes.

A luta durou pouco. Royce encurtou, levou Jimmerson ao chão e dominou rapidamente. Não houve nocaute nem finalização espetacular. A luta terminou quando o córner de Jimmerson jogou a toalha. O que ficou foi o contraste: um atleta altamente técnico, com anos de ringue, impotente fora do seu território natural.

A luva solitária como metáfora do MMA

A luva única virou lenda. Virou meme antes mesmo de existir internet como conhecemos hoje. No entanto, olhando com mais calma, ela carrega uma metáfora poderosa.

Jimmerson entrou no UFC como muitos de nós entramos em batalhas da vida: meio preparados, meio protegidos, acreditando que uma única arma daria conta do recado.

O UFC como choque cultural

O UFC 1 não foi apenas um torneio. Foi um choque cultural.

Ali, o boxe descobriu que o clinch não termina no abraço do árbitro. O karatê entendeu que chutes precisam de espaço. O wrestling percebeu que o chão podia ser tanto aliado quanto armadilha. E o jiu-jitsu mostrou que paciência também é violência — silenciosa, mas definitiva.

O legado além da derrota

Curiosamente, Art Jimmerson não desapareceu depois daquela noite. Pelo contrário. Seguiu carreira como treinador, trabalhou com nomes importantes e ajudou a formar lutadores que, anos depois, já entrariam no MMA com as duas mãos livres — e a mente aberta.

Talvez essa seja a maior herança daquela luva solitária. Ela não representa ingenuidade, mas transição. Um tempo em que ninguém sabia exatamente o que estava fazendo, mas todos estavam dispostos a tentar.

Hoje, com atletas completos, camps multidisciplinares e ciência aplicada ao esporte, é fácil rir daquela cena. Difícil é não respeitá-la. Porque alguém precisou entrar no escuro antes de acender a luz.

E Art Jimmerson entrou.
Com uma luva só.

Foto: Markus Boes

Série C: Maior artilheiro do Volta Redonda em Campeonato Brasileiro, Ítalo comemora feito

Único representante do futebol carioca na atual temporada do Brasileirão Série C, o Volta Redonda está na parte de cima da tabela. Segundo colocado com 16 pontos, o Esquadrão de Aço detém a mesma pontuação que o Botafogo-PB, líder da competição.

Integrado na zona de classificação à próxima fase, o Volta Redonda venceu na última rodada o CSA pelo placar de 2 a 1 com gols do atacante Ítalo e também do lateral-esquerdo Sánchez.

Contratado no ano passado, Ítalo está conseguindo escrever seu nome na história da agremiação. Vice artilheiro na atual edição da Série C, o centroavante com o gol anotado na última segunda-feira 3, tornou-se o maior artilheiro do clube em Campeonato Brasileiro.

Até o momento, o atleta de 27 anos detém 17 gols pelo torneio nacional, ultrapassando Humberto, maior artilheiro da história do Volta Redonda com 79 gols, porém, segundo colocado no ranking em jogos pelo Brasileirão com 16 tentos.

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Contente com este feito, o jogador falou sobre o gol de pênalti anotado diante o CSA. Além disto, o atacante também comemorou a boa fase adquirida no clube Sul-Fluminense desde o ano de 2023.

“Estamos vindo em uma crescente muito boa e esse jogo contra o CSA foi bastante difícil. Sabemos da qualidade da equipe do nosso adversário, mas o nosso plantel está bem consistente e conseguimos fazer os gols. Eu vou sempre procurar a balança às redes adversárias, esta é minha função e estou aqui para isso. Também estou muito feliz de estar construindo minha história aqui no Voltaço. Eu sempre falo que sou muito feliz aqui desde o momento que eu cheguei. Estou conseguindo ajudar o clube e espero ajudar muito ainda e conquistar muita coisa aqui no Volta Redonda ” – Declarou Ítalo

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Somando 19 gols com a camisa do Volta Redonda no decorrer 49 jogos, o atleta também aparece na lista dos maiores artilheiros da instituição. Décimo quarto colocado no ranking, Ítalo está atrás de jogadores como Dija Baiano, Pedrinho, João Carlos e Lelê. Atletas estes que passaram recentemente ao Voltaço.

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