Agência RTI Esporte firma parceria com o Terra para ampliar distribuição de conteúdo esportivo

A Agência RTI Esporte anunciou oficialmente uma parceria com o Terra para ampliar a distribuição de seu conteúdo esportivo. O acordo envolve a veiculação de reportagens, entrevistas, análises e materiais exclusivos produzidos pela equipe da agência em uma das maiores plataformas de mídia digital do Brasil.

A iniciativa marca mais um passo no processo de expansão da empresa, que vem consolidando sua atuação no jornalismo esportivo digital desde sua fundação, em outubro de 2022. Com o novo acordo, a Agência RTI Esporte amplia sua presença em escala nacional e fortalece sua estratégia de distribuição multiplataforma.

A parceria também reforça o posicionamento da agência como produtora de conteúdo especializado em futebol, com foco em bastidores, mercado da bola, competições nacionais e internacionais, além de reportagens exclusivas.

Expansão digital e fortalecimento de marca

O acordo com o Terra integra o plano de crescimento da Agência RTI Esporte, que busca ampliar o alcance de suas produções jornalísticas e consolidar sua marca entre os principais players do segmento esportivo.

A distribuição em uma plataforma de grande audiência permite que o conteúdo da agência alcance novos públicos, além de reforçar a visibilidade de suas reportagens e análises. A expectativa é de maior capilaridade para conteúdos especiais, entrevistas e coberturas diárias do futebol brasileiro e internacional.

A direção da empresa destaca que a parceria não altera a linha editorial, que seguirá baseada em apuração própria, credibilidade e produção independente.

Foto: Divulgação/ Agência RTI Esporte

Sócios destacam importância estratégica do acordo

Os sócios da Agência RTI Esporte destacaram o caráter estratégico da parceria e o impacto no crescimento da empresa. Cassiano Carvalho, que iniciou sua trajetória no jornalismo na Rádio Manchete e soma passagem por Rádio Tupi e Rádio Roquete Pinto, ressaltou o avanço institucional da marca.

“Essa parceria com o Terra representa um reconhecimento importante do trabalho que temos desenvolvido desde a fundação da agência. É um passo que amplia nossa visibilidade e fortalece a credibilidade do nosso conteúdo no mercado.”

Vinícius Teixeira, especialista em mídias digitais e tecnologia da informação, destacou o alcance da iniciativa:

“Nosso objetivo sempre foi levar informação esportiva de qualidade para o maior número possível de leitores. Estar no Terra nos permite expandir essa entrega e alcançar novos públicos em escala global.”

Já Wilson Pimentel, que trabalhou nas redações do SBT, Record TV, CNT, Esporte Interativo, Rádio Tupi, Rádio Brasil e Rádio Manchete, entre outras empresas de comunicação, enfatizou a consolidação do projeto editorial:

“Trata-se de uma evolução natural da Agência RTI Esporte. Seguimos crescendo com base em jornalismo sério, apuração rigorosa e produção independente. Essa parceria reforça esse caminho e abre novas possibilidades para o futuro.”

Com o novo acordo, a Agência RTI Esporte reforça sua estratégia de expansão no ambiente digital e consolida sua posição como uma das empresas em crescimento no jornalismo esportivo brasileiro. A expectativa é de ampliação contínua da audiência e fortalecimento da presença da marca em plataformas de grande alcance.

A Promessa do Adeus: A Nova Fé de Conor McGregor e o Fim da Linha no UFC

DUBLIN, Irlanda – Os planos parecem bem definidos para Conor McGregor, depois do susto no UFC 329. No último sábado (11), o lendário “The Notorious” sofreu uma lesão que o tirou da disputa contra o havaiano Max Holloway. O lutador irlandês, então, foi às redes sociais para confirmar que precisará passar por procedimentos cirúrgicos, mas que estará de volta para sua última luta. O depoimento do ex-campeão duplo está ligado principalmente a sua nova conexão com a religião. Conhecido por seus problemas com drogas e álcool, McGregor destaca que se manterá focado e longe de antigos vícios. Nas redes sociais, além de todo agradecimento a Deus, confirmou que fará cirurgia e que cumprirá com a última luta do contrato.

O Susto no UFC 329 e a Lesão que Parou o Esporte

O desenrolar dos planos para o retorno de McGregor sofreu um revés drástico no último fim de semana no UFC 329. A rapidez com que Conor sofreu a lesão levantou suspeitas entre os fãs de MMA. Enquanto alguns acreditam que a escorregada nos instantes iniciais tenha sido a responsável pelo problema, outros chegaram a cogitar que o lutador já estivesse lesionado antes mesmo de subir ao octógono.

A segunda hipótese, porém, foi negada pelo irlandês, que também destacou a frustração com o incidente. A suspeita inicial é de uma ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA). Com a lesão confirmada, assim como a necessidade de cirurgia, o problema deve afastar o irlandês do octógono por até um ano, com um período estimado de recuperação entre nove e 12 meses. O diagnóstico definitivo ainda não foi anunciado oficialmente, mas o presidente do UFC, Dana White, afirmou após o evento que a avaliação inicial da equipe médica aponta para um rompimento do ligamento. A lesão representa, então, mais um obstáculo na carreira do ex-campeão, que já enfrentou outros problemas físicos nos últimos anos.

A Nova Conexão Religiosa e o Foco no Adeus

Conhecido mundialmente tanto por suas conquistas históricas no esporte quanto pelas turbulências extracenquete e problemas com álcool e drogas, McGregor surpreendeu ao direcionar o tom de seu pronunciamento à fé e à renovação de sua disciplina pessoal. Em sua manifestação pública, o lutador expressou profunda gratidão e confiança divina para superar o momento adverso e realizar a última luta de seu vínculo contratual com a organização.

As palavras do atleta refletem essa guinada em sua abordagem mental para enfrentar o processo cirúrgico e de reabilitação que se avizinha. Em sua declaração oficial na internet, ele pontuou explicitamente:

“Tudo é possível para mim porque eu sou crente! Cirurgia. Pré-hab. Voltar à prática de artes marciais. Vai outra vez. Luta final do contrato. Por favor, Deus! Eu confio em Ti Senhor! Mostra-me o teu caminho. Obrigado Deus”escreveu McGregor.

O Impacto na Organização e no Xadrez dos Pesos

A confirmação da gravidade da lesão e o longo período de inatividade — estimado entre nove e 12 meses — representam mais um duro golpe na trajetória recente do ex-campeão dentro da modalidade. Além de pausar as expectativas imediatas em torno de sua própria despedida dos cages, a ausência prolongada do irlandês também mexe com o planejamento estratégico dos bastidores da companhia.

Para ilustrar o tamanho da repercussão nos bastidores do evento, vale destacar que o UFC esperava a definição e a realização da luta de McGregor para conseguir tomar decisões cruciais sobre o futuro de outras grandes estrelas da organização, a exemplo do lutador brasileiro Charles do Bronx. O xadrez da categoria e a montagem dos próximos grandes cards dependiam diretamente do desfecho deste combate que agora foi adiado por forças maiores.

Enquanto o diagnóstico definitivo e os prazos exatos de reabilitação seguem monitorados de perto pela equipe médica e pela diretoria da franquia liderada por Dana White, o destino de “The Notorious” parece desenhado para um último capítulo dramático. Trata-se de uma despedida cercada de superação física, reabilitação intensiva e uma conversão espiritual que marca uma era completamente diferente para o polêmico e inesquecível ícone do esporte.

Protesto na CBF expõe revolta de torcedores após eliminação do Brasil na Copa do Mundo

A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 continua gerando repercussões. Na manhã desta terça-feira, 7, integrantes do movimento Núcleo BR realizaram um protesto em frente à sede da CBF, na Barra da Tijuca.

O ato teve como principal objetivo cobrar mudanças na condução do futebol brasileiro após a campanha frustrante no Mundial. Os manifestantes também criticaram a gestão da entidade durante todo o ciclo da Copa.

Na entrada da CBF, foram estendidas faixas direcionadas aos dirigentes. Entre as mensagens estavam “Respeitem a história da única pentacampeã”, “Confederação Brasileira Fraudulenta” e “Seleção é tradição”, em demonstração de insatisfação com o momento da equipe nacional.

A mobilização ocorreu menos de 24 horas após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, resultado que encerrou precocemente a participação brasileira no Mundial e aumentou a pressão sobre a direção da CBF.

Nas redes sociais, o movimento Núcleo BR explicou os motivos da manifestação. O grupo afirmou que o protesto teve como objetivo cobrar uma mudança de postura dos responsáveis pelo futebol da Seleção Brasileira.

“Cruzar os braços e aceitar a apatia que tomou conta da nossa Seleção nunca foi uma opção para nós”, escreveu o movimento em publicação divulgada após o ato.

Grupo critica gestão da CBF e cobra mudanças

Além do desempenho esportivo, a administração da CBF foi um dos principais alvos das críticas dos manifestantes. O movimento afirmou que os sucessivos problemas políticos e as frequentes mudanças no comando técnico prejudicaram o planejamento da Seleção Brasileira.

Em outro trecho da nota divulgada nas redes sociais, o Núcleo BR defendeu uma gestão mais alinhada à tradição da equipe brasileira e cobrou maior responsabilidade dos dirigentes na condução do futebol nacional.

“Vestir a camisa de cinco estrelas exige respeito, responsabilidade, raça e uma gestão à altura da nossa história. Quem está à frente da CBF também deve se portar como tal e dar exemplo. Nosso ciclo da Copa foi mais focado em problemas extracampo do que com o futebol em si. É assim que querem ser campeões?”, questionou o movimento.

Os organizadores também afirmaram que o protesto buscava atingir o que classificaram como a “raiz do problema”, cobrando mudanças estruturais na condução da entidade. A manifestação terminou de forma pacífica e reforçou o ambiente de pressão vivido pela CBF.

Eliminação coloca Brasil em capítulo inédito da história

A derrota para a Noruega marcou um momento histórico negativo para o futebol mundial. Pela primeira vez desde a criação da Copa do Mundo, em 1930, Brasil, Alemanha e Itália ficaram fora do grupo das oito melhores seleções da competição.

A Seleção Brasileira foi eliminada nas oitavas de final, fase que não representava seu ponto de despedida desde o Mundial de 1990. A Alemanha caiu ainda na etapa anterior do torneio, enquanto a Itália sequer conseguiu se classificar para a competição.

As três seleções somam, juntas, 13 títulos mundiais — cinco do Brasil e quatro para cada uma das rivais europeias — e sempre estiveram entre os principais protagonistas da história da Copa do Mundo.

A campanha brasileira encerrou um ciclo marcado por expectativas elevadas, mas também por instabilidade nos bastidores e mudanças frequentes na estrutura do comando da comissão técnica da Seleção Brasileira.

Agora, a CBF inicia uma nova etapa de avaliações internas, enquanto enfrenta crescente pressão de torcedores e diferentes setores do futebol por mudanças que permitam ao Brasil recuperar o protagonismo no cenário internacional.

Crise no Octógono: A Sombra de Herb Dean e o Limite da Autoridade no UFC

LAS VEGAS, EUA – Uma sequência sem precedentes de falhas de arbitragem e a revolta pública encabeçada por grandes estrelas do plantel colocaram o veterano árbitro Herb Dean no centro de uma crise institucional no Ultimate Fighting Championship. Ex-atleta profissional de artes marciais mistas antes de transitar para o comando das regras, Dean atua na organização desde junho de 2004. Contudo, após decisões contestadas em eventos consecutivos – incluindo o UFC White House e o recente UFC Baku, no Azerbaijão –, ele enfrenta abaixo-assinados de fãs e duras críticas de lutadores que cobram o seu banimento dos grandes cards da companhia.

O Estopim da Revolta e as Falhas Consecutivas

O desgaste daquele que já foi considerado o “padrão ouro” da arbitragem nas artes marciais mistas começou a se consolidar de forma alarmante nas últimas semanas. A insatisfação nos bastidores atingiu o ápice após o histórico card do UFC Freedom 250, realizado no gramado da Casa Branca. Na ocasião, o ex-campeão Alex “Poatan” Pereira foi nocauteado por Ciryl Gane em duelo que valeu o cinturão interino dos pesos-pesados. Logo após o revés, o brasileiro apontou que o desfecho foi precedido por golpes ilegais desferidos na nuca, reclamando da total omissão do árbitro central.

Afervorando ainda mais o clima de contestação, o UFC Baku trouxe um novo capítulo desastroso para a reputação de Dean. Escalado para o combate entre o russo Sharabutdin “Shara Bullet” Magomedov e o brasileiro Michel Pereira, o mediador falhou em aplicar a severidade das regras. Durante o confronto, o árbitro precisou intervir duas vezes por puxões de cabelo e ainda flagrou uma dedada no olho, mas, para a surpresa de analistas e atletas, optou por não deduzir nenhum ponto do lutador russo, que acabou saindo vitorioso.

O Contraste: A Bagagem de Ex-Atleta e o Coro dos Lutadores

É irônico que tantas críticas venham justamente da falta de sensibilidade com o que acontece dentro do cage, visto que o próprio Herb Dean construiu uma trajetória como atleta profissional de MMA antes de se tornar árbitro. Com vivência prática na pele sobre o que é receber golpes e a dinâmica de uma luta, esperava-se maior empatia e precisão técnica, mas essa bagagem não tem sido suficiente para blindá-lo.

A conivência com as infrações técnicas gerou uma reação em cadeia nos vestiários da organização, escancarando a perda de confiança dos atletas de elite na condução do veterano de 55 anos:

  • Alex Poatan: Liderou as críticas nas redes sociais chamando a postura de Dean de “covarde”, compartilhando petições públicas que pedem o afastamento definitivo do árbitro de lutas valendo título.

  • Renato Moicano: Endossou o coro de revolta após o card no Azerbaijão, subindo o tom em seus canais oficiais e criticando o prejuízo técnico que a falta de rigor causa no placar dos rounds.

  • Tom Aspinall: O campeão peso-pesado também se manifestou, demonstrando frustração com a flexibilização das regras unificadas sob a tutela do árbitro.

Em contrapartida, Herb Dean conta com a defesa de membros influentes da comunidade de árbitros. O lendário ex-juiz “Big” John McCarthy saiu em defesa do colega, argumentando que a alta velocidade e o giro constante dos atletas em lutas de topo de divisão dificultam a precisão milimétrica em tempo real, isentando Dean de dolo ou incompetência.

O Posicionamento de Dana White

Pressionado pela imprensa sobre o abaixo-assinado liderado por Poatan e as exigências de demissão, o presidente do UFC, Dana White, adotou uma postura de distanciamento operacional. Em recente coletiva, o dirigente esclareceu que a franquia não tem o poder de contratar, demitir ou escalar árbitros para os eventos.

“Não há MMA no meu algoritmo”brincou Dana White ao revelar que só tomou conhecimento da petição viral contra Dean após ser alertado por sua equipe de comunicação.

O mandatário reforçou que toda a responsabilidade de licenciar, punir e escalar os oficiais de cage recai exclusivamente sobre as Comissões Atléticas reguladoras de cada praça esportiva, eximindo a liga de qualquer ingerência direta sobre o assunto.

Com mais de duas décadas de octógono nas costas e um passado de lutas no currículo, Herb Dean atravessa a fase mais turbulenta de sua longeva carreira. Resta saber se o respaldo das comissões reguladoras será suficiente para sustentar o veterano nos maiores palcos do esporte diante da forte pressão e do desgaste instaurado com a nova geração de campeões.

A Última Dança da Rainha: Cris Cyborg e a Coroação de um Legado

BRASIL – Aos 40 anos e consagrada como a primeira lutadora campeã em cinco grandes organizações de MMA no mundo, a curitibana Cris Cyborg fará a última luta de sua carreira profissional no dia 22 de agosto. O palco será o PFL Tampa, nos Estados Unidos, onde a lenda colocará o cinturão peso-pena (até 66kg) em jogo contra a compatriota Ketlen Vieira, em um duelo que marcará a despedida definitiva de um dos maiores nomes da história dos esportes de combate.

A Coroação de um Monumento

Há um momento, na vida de gigantes, em que o eco do passado encontra o silêncio da despedida. O MMA, esse esporte voraz e implacável, raramente permite que suas lendas escolham o roteiro final de forma tão poética. Geralmente, o ídolo se arrasta, perde o tempo exato da saída e acaba cedendo à juventude impiedosa. Mas com Cris Cyborg, o destino – teimoso e reverente à altura de sua grandeza – resolveu escrever um final completamente diferente.

No dia 22 de agosto, não teremos apenas mais um evento esportivo ou uma simples defesa de título. Teremos a consagração de um verdadeiro monumento das artes marciais mistas. Fiel à sua índole de guerreira inabalável, ela não pediu exibições festivas, lutas de exibição fáceis ou roteiros melancólicos. A coroa está no centro do cage, e a caçada final está oficialmente declarada.

Olhar para a trajetória de Cris é folhear um livro de desbravadores, voltando a uma era distante em que o MMA feminino engatinhava no cenário global, sendo tratado muitas vezes com enorme desdém por cartolas e público. Ela não apenas lutava para vencer; ela impunha uma supremacia violenta, dominante e altamente técnica que obrigou o planeta a parar e assistir. São 29 vitórias esmagadoras no currículo, sendo 21 delas decretadas por nocaute brutal. Um retrospecto que impõe respeito e medo a qualquer eventual oponente.

“Cyborg é o equivalente a reis e imperadores de luvas de quatro onças; ela não construiu um império, ela unificou reinos.”

O peso de um legado pioneiro

Mas o número mais impressionante, a verdadeira joia da coroa que a eterniza no esporte, é o ineditismo absoluto de ter conquistado cinturões dominantes em cinco das maiores e mais concorridas organizações do planeta: UFC, Bellator, PFL, Invicta FC e Strikeforce. Ela desbravou um caminho que não existia. Ela abriu a picada na selva para que hoje possamos ver arenas lotadas no mundo todo vibrando com o talento de uma nova geração. Cyborg é, sem sombra de dúvidas, a precursora da violência refinada que transformou o esporte.

A ambição da desafiante: A chance de uma vida

Do outro lado dessa história épica, que tem tudo para entrar para o livro de the best of the year, está Ketlen Vieira. A manauara, um produto genuíno e casca-grossa da renomada escola Nova União, chega à organização com a faca entre os dentes e a determinação de quem não tem nada a perder. Vinda de uma saída surpreendente e inesperada do UFC – onde, mesmo figurando no topo da categoria e acumulando vitórias importantes, foi deixada de lado pelos executivos –, Vieira carrega nas costas a oportunidade de ouro que muda uma vida inteira de suor e dedicação.

A narrativa que o esporte constrói aqui é cruelmente bela e atrativa: a novata faminta diante da rainha consolidada. Ketlen tem a missão ingrata, porém infinitamente gloriosa, de arruinar a festa, rasgar o roteiro de despedida de Hollywood e iniciar seu próprio reinado de forma apoteótica, tomando o título diretamente das mãos de uma lenda viva.

O CEO da PFL, John Martin, resumiu com precisão cirúrgica o peso e a atmosfera dessa noite histórica: “Ela é uma pioneira não somente do MMA feminino, mas das artes marciais mistas como um todo. E tem sido um privilégio para a PFL tê-la como uma campeã merecedora.”

Análise Editorial: O último ato da rainha

Para a nossa exigente coluna na RTI Esporte, fica um sentimento inevitavelmente agridoce ao cobrir essa notícia. O esporte perde, ainda que no tempo certo, a sua força mais indomável. Foram mais de duas décadas dedicadas a trocar socos potentes, quedas plásticas e chutes contundentes que forjaram não apenas uma atleta multicampeã, mas um pedaço fundamental da própria história esportiva brasileira.

Quando o gongo soar no final de agosto, os fantasmas do passado, as dezenas de vítimas de seus nocautes assustadores e toda a mística de uma carreira sem paralelos estarão ali, cercando o perímetro do cage. Cyborg de um lado, Vieira do outro. A despedida melancólica da Rainha contra a fome insaciável e a ambição da desafiante.

Dentro da jaula da PFL, quando a porta de ferro bater e a luta começar, não haverá espaço para contemplação, melancolia ou reverências prolongadas. A lenda se despede, mas a lenda exige sangue, luta franca e coroação até o último segundo. Façam as suas apostas, senhoras e senhores, porque o último ato da maior era dos combates está prestes a se desenrolar diante de nossos olhos.

Athletic-MG x Avaí: onde assistir ao vivo e palpites na Série B 28/06

Athletic-MG x Avaí: Confira a situação das equipes na tabela, os retornos e desfalques por lesão, a arbitragem completa e as principais dicas de apostas para o jogo deste domingo.

Neste domingo (28), às 16h (horário de Brasília), o Athletic-MG recebe o Avaí na Arena Sicredi, em São João del Rei (MG), em partida válida pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro Série B 2026. O confronto promete ser tenso e estratégico: os mineiros buscam reabilitação para voltar a subir na tabela, enquanto os catarinenses chegam de alma lavada após quebrar um longo jejum e jogam pela chance de finalmente respirar fora da zona de rebaixamento.

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Ficha Técnica da Partida

Detalhe Informação
Jogo Athletic-MG x Avaí
Competição Campeonato Brasileiro Série B 2026 (15ª rodada)
Data e Horário Domingo, 28 de junho de 2026, às 16h00 (horário de Brasília)
Local Arena Sicredi, São João del Rei (MG)
Onde assistir Disney+ (Pacote Premium)

Classificação: Athletic-MG x Avaí Série B

Clube Pontos Jogos Vit Emp Der G, Pró G. Contra Saldo Status
11º Athletic-MG 19 14 4 7 3 15 15 0 Meio de tabela
18º Avaí 13 14 3 4 7 15 20 -5 Zona de rebaixamento

Como chegam as equipes

Athletic-MG

Na 11ª posição com 19 pontos, o time comandado pelo técnico Alex precisa apagar a má impressão deixada na derrota contra o Londrina no Paraná. Para voltar a vencer, o treinador terá mexidas obrigatórias no setor defensivo, mas ganha opções valiosas no meio-campo para ditar o ritmo e tentar furar o bloqueio do adversário.

Avaí

O Leão da Ilha vive um misto de alívio e urgência. Na 18ª colocação com 13 pontos, a equipe finalmente encerrou a tenebrosa marca de 11 jogos oficiais sem vitória ao bater o Cuiabá. O triunfo renovou a confiança do elenco, que agora foca em somar pontos em Minas Gerais para deixar o Z-4 ainda nesta rodada, a depender de uma combinação de resultados dos rivais diretos.

Athletic-MG x Avaí: Palpites para o Confronto

Com o Avaí tentando se segurar fora de casa e o Athletic desfigurado na zaga, as melhores opções para o mercado de apostas giram em torno de equilíbrio e placares magros.

Palpites de Alta Probabilidade

1. Total de Gols: Menos de 2.5 gols na partida

O Avaí deu sinais de recuperação ao bater o Cuiabá por 1 a 0 na última rodada e, jogando longe de seus domínios, o plano do técnico Cauan de Almeida deve ser fechar a casinha para pontuar. Como o Athletic vem de uma derrota frustrante para o Londrina e tenta se reestruturar ofensivamente, a expectativa é de uma partida amarrada e com poucos espaços.

2. Dupla Chance: Athletic-MG ou Empate

Apesar do jejum quebrado pelo Leão da Ilha, o desempenho do Avaí fora de casa continua acendendo o sinal de alerta — a equipe vinha de cinco derrotas consecutivas antes de vencer na Ressacada. Jogando no caldeirão de São João del Rei, o Athletic-MG carrega o favoritismo para pontuar diante do seu torcedor.

Palpite de Alto Risco / Maior Retorno

3. Placar Exato: Athletic-MG 1 x 0 Avaí

Para buscar uma odd mais agressiva, o placar de 1 a 0 para os donos da casa se encaixa perfeitamente no cenário de forte pressão inicial do Athletic e postura reativa do Avaí. A vitória simples basta para os mineiros se manterem confortáveis no meio da tabela de classificação.

Prováveis Escalações

Athletic-MG — Técnico: Alex

O comandante não terá o jovem zagueiro Lucas Belezi, expulso no último jogo. Em contrapartida, as boas notícias são os retornos do lateral Jhonatan (que cumpriu suspensão por cartões amarelos) e do volante Jota, reforçando o poder de marcação do meio de campo.

  • Provável escalação: Luan Polli; Jhonatan, João Miguel e Felipe Vieira; Diogo Batista, Gian Cabezas, Ian Luccas, Gustavinho e Marcelo Henrique; Kauan Rodrigues e Max.

  • Desfalques: Lucas Belezi (suspenso).

Avaí — Técnico: Cauan de Almeida

O departamento médico catarinense segue trabalhando em ritmo acelerado. O goleiro Léo Aragão e o meia Daniel Penha continuam de fora devido a problemas musculares. O lateral Wallison ainda é dúvida e o zagueiro João Maistro cumpre o protocolo rigoroso de concussão após sofrer um forte choque físico na rodada passada.

  • Provável escalação: Igor Bohn; Wesley Gasolina, Allyson, Guilherme Aquino e William Fernando; Zé Ricardo, Luiz Henrique e Jean Lucas; Sorriso, Léo Gamalho e Thayllon.

  • Desfalques: Léo Aragão e Daniel Penha (lesionados); João Maistro (concussão); Wallison (dúvida médica).

Equipe de Arbitragem de Athletic-MG x Avaí

  • Árbitro Principal: Daiane Muniz (SP)

  • Assistente 1: Fabrini Bevilaqua Costa (SP)

  • Assistente 2: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa (SP)

  • Árbitro de Vídeo (VAR): Douglas Marques das Flores (SP)

Perguntas Frequentes (FAQ) para Athletic-MG x Avaí

Onde assistir ao jogo do Athletic-MG x Avaí ao vivo?

A transmissão do confronto será exibida ao vivo de forma exclusiva no serviço de streaming Disney+, através do pacote premium.

Qual o horário de Athletic e Avaí pela Série B?

A bola rola a partir das 16h00 (horário oficial de Brasília) deste domingo, 28 de junho de 2026.

Onde vai ser realizado o jogo?

O duelo acontece na Arena Sicredi (historicamente conhecida como Estádio Joaquim Portugal), localizada na cidade de São João del Rei, em Minas Gerais.

NBA: conheça o brasileiro Tiago Splitter, novo treinador do Chicago Bulls

O basquete brasileiro ganhou mais um motivo de orgulho. Tiago Splitter foi anunciado como novo treinador do Chicago Bulls e passa a comandar uma das franquias mais emblemáticas da NBA, liga considerada a principal competição de basquete do planeta.

Aos 41 anos, o catarinense de Joinville inicia o maior desafio da sua trajetória como técnico depois de construir uma carreira marcada por conquistas dentro das quadras e por uma ascensão consistente à beira delas.

A chegada ao Bulls, que tiveram sucesso durante os anos 90, quando foram responsáveis ​​por popularizar a NBA em todo o mundo, representa mais um capítulo histórico para um dos jogadores brasileiros mais bem-sucedidos de todos os tempos e que promete ser um técnico de grande calibre.

De promessa brasileira a campeão da NBA

Muito antes de se tornar treinador, Tiago Splitter construiu uma carreira de enorme relevância no basquete mundial. Após destacar-se ainda jovem no Brasil, o pivô transferiu-se para a Europa e tornou-se uma das referências do basquete espanhol ao serviço do Baskonia.

Foi no clube basco que conquistou títulos nacionais e se afirmou como um dos melhores jogadores europeus da sua posição. O desempenho chamou a atenção da NBA. Selecionado pelo San Antonio Spurs no Draft de 2007, Tiago Splitter desembarcou nos Estados Unidos em 2010.

Rapidamente conquistou espaço numa das organizações mais respeitadas do esporte mundial. O auge da carreira aconteceu na temporada 2013/2014, quando integrou o elenco comandado pelo técnico Gregg Popovich.

Na época, o brasileiro conquistou o título da NBA após derrotar o Miami Heat nas finais ao lado dos lendários Tim Duncan, Tony Parker e Manu Ginóbili. Tornou-se, assim, o primeiro brasileiro a vencer a principal liga de basquete do mundo como protagonista de uma equipe campeã.

A transição para a carreira de treinador

Depois de encerrar a carreira como jogador, Tiago Splitter decidiu permanecer ligado ao esporte. A sua caminhada como treinador começou em funções de desenvolvimento e observação técnica, antes de assumir cargos de maior responsabilidade na NBA.

Entre 2018 e 2023 trabalhou como assistente técnico do Brooklyn Nets. Na época, atuou como treinador de desenvolvimento de jogadores. Depois, integrou a comissão técnica do Houston Rockets e ampliou a sua experiência em ambientes de alto rendimento.

O passo seguinte aconteceu na Europa. No Paris Basketball, Tiago Splitter mostrou capacidade para liderar um projeto ambicioso e ajudou o clube francês a crescer competitivamente, conquistando títulos, valorizando e abrindo mercado para vários jogadores jovens.

A experiência consolidou a imagem de um treinador moderno, capaz de combinar conceitos europeus e norte-americanos de jogo. E, inclusive, já o provou na época de 2025/206 com consistência e boa capacidade em termos de aproveitamento de resultados nos Portland Trail Blazers.

No time de Portland, por exemplo, Tiago Splitter venceu 44 desafios em 87 disputados e conseguiu conduzir a equipe até aos playoffs onde foi eliminado pelos San Antonio Spurs. O trabalho foi determinante para lhe abrir as portas das principais franquias da NBA.

O desafio de reconstruir os Bulls

A missão que agora encontra em Chicago está longe de ser simples. Os Bulls atravessam um dos períodos mais complicados da sua história recente. A franquia não consegue regressar ao protagonismo da Conferência Leste e procura voltar a ser presença constante nos playoffs da NBA.

É justamente por isso que a direção decidiu apostar num perfil diferente. Tiago Splitter chega com reputação de formador, capacidade de desenvolvimento individual dos atletas e uma visão coletiva que privilegia movimentação, intensidade defensiva e tomada de decisão rápida.

A expectativa é que o brasileiro ajude a construir uma nova identidade para uma equipe que tenta reencontrar os tempos de glória vividos durante a era de Michael Jordan, Scott Pippen, Denis Rodman e companhia.

Um marco para o basquete brasileiro

A nomeação de Tiago Splitter ultrapassa as fronteiras de Chicago. O brasileiro passa a integrar um grupo extremamente restrito de treinadores estrangeiros que conseguiram alcançar o comando técnico de uma franquia da NBA.

Mais do que isso, a sua trajetória serve de inspiração para uma nova geração de treinadores do país. Depois de ter conquistado a NBA como atleta e já ter mostrado bastante como técnico dos Blazers, Splitter terá agora a oportunidade de tentar repetir o sucesso em uma função completamente diferente.

O desafio é enorme. A pressão também. Mas se existe alguém habituado a competir nos maiores palcos do basquete mundial, esse alguém é Tiago Splitter. Agora, o ex-pivô campeão da NBA inicia uma nova etapa da carreira. E ela acontece justamente em um dos bancos mais pesados e históricos de todo o esporte estado-unidense.

*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

“Meu olho quase rompeu”: Wallace Lopes revela bastidores de sparring com Anderson Silva e “loucura” no Karate Combat

RIO DE JANEIRO — O cenário das artes marciais mistas e dos esportes de contato é repleto de histórias de bastidores que desafiam os limites do corpo e da mente. No entanto, poucas trajetórias combinam tanta resiliência, crueza e dedicação quanto a de Wallace “Negão” Lopes. Em uma entrevista de grande impacto e alta carga emocional exclusiva ao programa De Cara com a Fera — atração que vai ao ar todos os sábados, a partir das 15h, na Rádio Manchete FM (96,1) —, o experiente lutador e treinador carioca abriu o jogo sobre momentos definitivos de sua carreira. Sob a condução do jornalista Rafael Luna e com as análises técnicas da bancada de comentaristas fixos, composta pelo experiente técnico André Fernandes e pela médica do esporte Dra. Renata Castro, Wallace detalhou desde os treinos mais intensos com o lendário Anderson “Spider” Silva até a “loucura” tática de sua recente estreia internacional no Karate Combat.

O dia em que o tatame com o “Spider” pegou fogo

Durante a era de ouro da escuderia Team Nogueira, uma das principais fábricas de campeões mundiais de MMA do planeta, Wallace Lopes despontava por seu excelente condicionamento físico e, principalmente, pelo poder de destruição de seus chutes baixos (low kicks). O desempenho técnico chamou a atenção de ninguém menos que Anderson Silva, então campeão absoluto dos pesos-médios do UFC, que passou a compará-lo ao lendário holandês Remy Bonjasky, tricampeão do prestigiado K-1 World Max. O que começou como um elogio de bastidores, contudo, transformou-se em uma sessão de sparring real e inesquecível quando o nível de competitividade subiu de tom durante um treinamento.

“Eu estava no meu auge físico e comecei a acertar os low kicks no Anderson Silva de uma maneira muito firme, como se estivéssemos em uma competição real. Acho que aquilo entrou na cabeça dele. Teve uma hora que ele simplesmente travou o olhar em mim e falou: ‘É isso mesmo que tu quer? Então bora’. Nos 30 segundos finais do round, o ritmo mudou completamente. Ele apertou a pressão, soltou uma combinação plástica e desferiu um high kick (chute alto) devastador. O golpe pegou em cheio no meu olho. Na hora, a sensação foi de que meu olho tinha vindo parar na frente, quase rompeu tudo ali. Foi o batismo de fogo contra o maior da história”, relembrou Wallace, arrancando reações impressionadas da bancada do programa.

Quatro dias de aviso e a “sensação de quase morte” no peso

Outro ponto alto e de grande valia técnica debatido no programa foi a recente e insana estreia de Wallace Lopes no Karate Combat. O atleta surpreendeu os ouvintes e os especialistas da bancada ao revelar que aceitou o combate com apenas quatro dias de antecedência, cruzando o continente em direção aos Estados Unidos de forma solitária e sem a presença física de seu córner principal no voo.

A grande complicação, porém, estava na balança. Acostumado a atuar nas categorias de 75 kg a 77 kg, Wallace precisou aceitar o chamado para lutar no peso-meio-pesado (até 93 kg), competindo cerca de 16 quilos acima de sua estrutura normal. Embora tenha rasgado elogios ao padrão organizacional e ao tratamento médico de primeiro mundo oferecido pelo evento internacional, o lutador descreveu o enorme desafio de se adaptar em cima da hora ao “pit” — a famosa arena com paredes inclinadas que anula o jogo de grade tradicional do MMA e deixa o atleta muito mais vulnerável a escorregões e quedas.

Por outro lado, competir em uma categoria mais pesada trouxe um raro alívio para uma realidade cruel enfrentada pela maioria dos atletas de ponta: o corte abrupto de peso. Wallace aproveitou o gancho para detalhar os severos processos de desidratação severa pelos quais passou no circuito tradicional do kickboxing global, como no K-1 na Espanha, revelando que o sofrimento físico extremo para atingir os limites da balança já o fez experimentar “sensações reais de quase morte” devido ao esgotamento completo do organismo. O relato gerou um debate aprofundado com a Dra. Renata Castro, que enfatizou a necessidade de as organizações modernas reverem as diretrizes médicas para proteger a integridade física e neurológica dos competidores.

A Dinastia Lopes: Da periferia para o topo do mundo

Para além das histórias de combate, o programa de sábado desenhou um profundo arco dramático sobre o poder de transformação social do esporte. Criado na periferia da Baixada Fluminense, Wallace Lopes relembrou as origens humildes e o preconceito superado por ele e por seus irmãos em uma realidade onde as oportunidades eram escassas. Hoje, o foco da “Fera” mudou completamente de direção: ele atua como o mentor, empresário e principal escudo técnico de sua própria família, utilizando toda a bagagem internacional e a fluência em idiomas adquiridas em temporadas na Europa e em Aruba para pavimentar uma estrada mais segura para a nova geração.

A transmissão atingiu seu ápice de audiência e emoção quando a produção do programa disparou uma sequência de depoimentos surpresa em áudio. A mãe do atleta, Dona Domitila, emocionou o filho ao exaltar seu caráter e sua força de vontade. Logo em seguida, o irmão mais novo e também lutador profissional, Wellington “Neném” Lopes, de 33 anos, reforçou a gratidão pelo papel de irmão e pai exercido por Wallace desde a juventude. Para fechar o bloco emocionante, os filhos Jordan e Jonathan Lopes — jovens que já trilham caminhos brilhantes e ostentam o título de tricampeões brasileiros de kickboxing — deixaram claro que o pai é o seu maior ídolo na vida e no esporte. Sob a mentoria rigorosa e o coração calejado de Wallace Lopes, a “Dinastia Lopes” segue firme rumo a um objetivo que já não é mais um sonho distante, mas um plano traçado com suor e sangue: cravar o sobrenome da família no octógono mais famoso do planeta, o UFC.

O programa “De Cara com a Fera” vai ao ar todos os sábados, às 15h, na Rádio Manchete (96,1 FM), trazendo debates, entrevistas exclusivas e as principais notícias do mundo das lutas sob a apresentação de Rafael Luna e comentários fixos de André Fernandes e Dra. Renata Castro. A entrevista histórica com Wallace Lopes pode ser conferida na íntegra no canal oficial da emissora no YouTube.

GUERRA DECLARADA: Alex Poatan exige a cabeça de Herb Dean após erros cruciais no UFC

BRASIL – O mundo do MMA foi sacudido nas últimas horas por uma declaração contundente de uma das maiores estrelas do esporte na atualidade. Alex “Poatan” Pereira, conhecido por sua frieza dentro do octógono e por um poder de nocaute que aterroriza qualquer oponente, utilizou suas redes sociais para demonstrar uma indignação rara e direta: o campeão exigiu publicamente a demissão do experiente árbitro Herb Dean. O estopim para a revolta do brasileiro foi a condução da arbitragem em seu confronto contra o francês Ciryl Gane, realizado no último sábado, onde golpes ilegais desferidos na nuca teriam passado despercebidos pelo mediador, alterando diretamente o curso do combate.

O Fator Decisivo: A Omissão que Custa o Cartel

A reclamação de Poatan não é, sob sua perspectiva, infundada ou fruto de um “mau perdedor”. O brasileiro alega que, durante o duelo decisivo contra Ciryl Gane, recebeu uma série de golpes potentes na região da nuca — infração clara e perigosa prevista nas regras unificadas do MMA. Segundo o campeão, a falta de intervenção de Herb Dean foi o divisor de águas que culminou em sua derrota. Para o lutador, o árbitro falhou em sua missão primordial: garantir a integridade física do atleta e a aplicação rigorosa das regras.

A frustração de Poatan é evidente e amplamente compreensível. No esporte de elite, onde cada detalhe é treinado com precisão cirúrgica, um erro de arbitragem que permite uma infração técnica — especialmente uma que atinge uma zona proibida como a nuca — não é apenas um deslize administrativo; é uma falha que retira do atleta o direito a uma disputa justa. Quando um lutador do calibre de Pereira sente que o resultado foi manipulado ou negligenciado por uma falha de julgamento, a indignação rompe os limites do vestiário e transborda para o domínio público.

A Anatomia de uma Crítica sem Precedentes

Ao publicar a frase “Pereira quer que Herb Dean seja demitido” em seus stories, Poatan tocou em um ponto nevrálgico da estrutura do esporte. É fundamental pontuar um detalhe técnico, muitas vezes ignorado pela grande massa de fãs: os árbitros são vinculados às Comissões Atléticas locais — órgãos reguladores governamentais, como a Comissão Atlética do Estado de Nevada — e não possuem qualquer vínculo empregatício direto com o UFC. Portanto, a solicitação do campeão, embora carregue o peso de sua popularidade global e de sua voz como um dos maiores vendedores de pay-per-view da organização, esbarra em uma barreira institucional intransponível. Nem Dana White, nem qualquer executivo do UFC, possuem autoridade para contratar ou demitir o corpo de arbitragem em um estado regulamentado.

O Precedente: Até onde vai a influência do atleta?

A pergunta que ecoa nos bastidores da RTI Esporte é: quais as consequências reais dessa exposição? Quando um nome do calibre de Poatan declara “guerra” a um árbitro, o precedente aberto é perigoso para a saúde do esporte. A pressão pública, vinda de um ídolo capaz de pautar a mídia especializada mundial, pode gerar efeitos sistêmicos preocupantes.

A pressão pode levar a dois cenários:

  1. A Erosão da Autoridade: O árbitro, que deve ser a autoridade máxima dentro do octógono, passa a ser visto como um alvo de retaliação. Isso mina a confiança do público e dos outros atletas nas decisões tomadas dentro da jaula.

  2. O “Efeito Defensivo”: O temor de represálias midiáticas e o assédio constante nas redes sociais podem forçar árbitros a atuações hesitantes. O medo do “cancelamento” pode causar interrupções precipitadas ou a omissão de lances difíceis, tudo isso em um esforço de evitar o escrutínio de nomes como Poatan.

Análise Editorial: O Limite da Exposição

Para a nossa coluna na RTI Esporte, a frustração de Poatan é legítima. Receber golpes ilegais na nuca sem qualquer repreensão é um erro crasso. No entanto, o método de expor o profissional em busca de uma punição administrativa deve ser debatido com sobriedade. O esporte precisa de mecanismos internos de revisão, como um sistema de VAR mais robusto ou conselhos de ética dentro das próprias Comissões Atléticas, que sejam capazes de punir erros técnicos sem que o atleta precise recorrer ao tribunal das redes sociais.

Quando o gongo soa e a elite se encontra, não tem colé-colé! O MMA precisa de árbitros técnicos e seguros, não de profissionais que atuam sob a sombra de ameaças de demissão via stories. Herb Dean, com sua vasta trajetória, certamente terá que lidar com o desgaste dessa polêmica, mas o esporte, como um todo, precisa debater o papel das Comissões Atléticas na supervisão de seus próprios quadros. A autoridade de um campeão termina exatamente onde começa a autoridade de quem garante as regras do jogo. A relação entre ídolos e mediadores deve ser pautada pelo respeito mútuo, caso contrário, o espetáculo corre o risco de perder sua essência mais sagrada: a justiça esportiva.

A Guerra que Parou Washington: O UFC Freedom 250 e a Consagração de um Duelo Épico

WASHINGTON, D.C. – O gramado sul da Casa Branca não foi apenas um palco para um evento esportivo; na noite deste domingo, 14 de junho de 2026, o local transformou-se no epicentro do mundo das lutas. Após um duelo repleto de reviravoltas e com as emoções no ápice, a guerra entre Ilia Topuria e Justin Gaethje no UFC Freedom 250 deixou um rastro de eletricidade que ecoará por muito tempo na história do MMA. Mais do que a simples mudança no topo da divisão dos pesos-leves, o que se viu foi um confronto que transcendeu o esporte, consolidando-se instantaneamente como um divisor de águas na organização.

O Cenário de uma Batalha Histórica

Desde o momento em que os atletas pisaram no octógono sob o céu de Washington, a tensão era palpável. Ilia “El Matador” Topuria, até então um fenômeno invicto, ostentava a aura de quem não poderia ser parado. Do outro lado, Justin “The Highlight” Gaethje, um veterano que já viu todas as cores do octógono, entrava no cage como um azarão convicto pelas casas de apostas, com probabilidades de 6, 7 e até 8 para 1 contra ele.

No entanto, a leitura do cenário parecia diferente para quem acompanhou de perto a preparação e o histórico dos atletas. Vale ressaltar, que no programa “De Cara Com a Fera“, que apresento aos sábados na Rádio Manchete FM, eu fui o único integrante da mesa debatedora a cravar, sem hesitação, uma vitória do Justin Gaethje.Enquanto o favoritismo pendia fortemente para Topuria, a análise que levamos aos nossos ouvintes baseava-se na resiliência inquebrável de Gaethje e em sua capacidade de transformar qualquer combate em uma guerra de atrito onde a experiência, invariavelmente, dita o ritmo final. O que se seguiu foi uma demonstração bruta de que, no mais alto nível, a experiência e a força mental são variáveis que nenhum algoritmo pode prever com precisão.

A Repercussão de um Duelo Magnânimo

O impacto deste embate foi imediato, e o sentimento compartilhado por fãs, especialistas e pela alta cúpula do UFC é de que presenciamos um momento único de excelência atlética. O confronto, que culminou no nocaute técnico de Gaethje sobre Topuria aos 5 minutos do quarto round, foi descrito como um “caos organizado” de técnica e coragem. O CEO do UFC, Dana White, foi o primeiro a exaltar o que o mundo acabara de assistir. Durante a coletiva de imprensa oficial pós-evento, White não economizou superlativos ao avaliar a magnitude do que aconteceu dentro do octógono:

“Quer dizer, foi a Luta da Noite, mas Luta do Ano, luta de qualquer coisa – é uma das maiores lutas que você já viu”, declarou White, visivelmente impactado. “Foi incrível, especialmente quando você tem um cara, não sei onde as apostas terminaram, mas com odds de 6, 7, 8 para 1, e aí ele entra e faz o que fez hoje. E então o Ilia, os golpes no corpo que o Ilia acertou no Gaethje naquele round, e aí o Gaethje aguenta, o Gaethje quase conseguiu uma chave de braço, ele quase conseguiu um triângulo – você viu tudo naquela luta.”

Uma Lição de Versatilidade Técnica

O que Dana White ressaltou foi a riqueza de cenários que o combate ofereceu. Topuria começou com agressividade, minando o corpo de Gaethje com precisão cirúrgica. Entretanto, a resiliência de Gaethje provou ser o fator decisivo. O americano não apenas absorveu o castigo, como inverteu o papel de caçador, utilizando seu grappling para quase finalizar a luta com uma chave de braço e um triângulo.

Como reconhecimento por essa atuação monumental, a organização premiou Gaethje com um bônus extraordinário de US$ 825.000. Este valor é um reflexo do status que o lutador alcançou ao se tornar o campeão indiscutível dos pesos-leves, coroando uma trajetória de superação após ter sido detentor do título interino em duas ocasiões anteriores.

Análise Editorial: O Triunfo da Experiência

Para a nossa coluna na RTI Esporte, a vitória de Gaethje é uma validação da leitura que fizemos no “De Cara Com a Fera”. Topuria, invicto até então, provou ser humano ao enfrentar o “fogo” de um veterano que ainda tem muito a entregar. A derrota de Topuria não apaga seu brilho; ela o coloca no panteão dos atletas que tiveram a coragem de aceitar os desafios mais perigosos.

Já para Justin Gaethje, a vitória é o coroamento de uma vida dedicada à superação. Quando o gongo soa e a elite se encontra, não tem colé-colé! O UFC Freedom 250 entregou uma narrativa épica, onde a astúcia e a confiança cravadas em nossa análise prévia se concretizaram sob o céu de Washington. O trono dos pesos-leves mudou de dono, e a repercussão desse encontro épico continuará ecoando como uma das maiores batalhas da década.

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